ONÉSIMO T ALMEIDA O Mar – Observatório da Língua Portuguesa

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Palavra do Ano – Observatório da Língua Portuguesa

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vacina Desenvolvidas em tempo recorde, as vacinas tornaram-se a maior arma contra a COVID-19 e Portugal é um dos líderes mundiais na sua inoculação. PALAVRAS CANDIDATAS apagão·bazuca·criptomoeda·mobilidade·moratória·orçamento·podcast·resiliência·teletrabalho Sobre a iniciativa A PALAVRA DO ANO® é uma iniciativa da Porto Editora que tem como principal objetivo sublinhar a riqueza lexical e o dinamismo criativo da língua portuguesa, […]

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Embaixador chinês propõe parque industrial na Guiné-Bissau – Observatório da Língua Portuguesa

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Macau, China, 05 jan 2022 (Lusa) – O embaixador chinês na Guiné-Bissau, Guo Ce, apelou na terça-feira a uma maior cooperação entre os dois países, nomeadamente na construção de um parque industrial no país africano. Segundo um comunicado da embaixada chinesa, Guo Ce defendeu ainda maior cooperação bilateral nas áreas da agricultura e comércio, durante […]

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“Ano nôvo, lembrá trazê bom vento” – Observatório da Língua Portuguesa

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Desfile de comemoração da entrada no Novo Ano Chinês, Lisboa, 18 de janeiro de 2020. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA Para vosso deleite, neste tempo de renovada esperança, junto estes castiços versos, em patuá, do nosso sempre lembrado Adé. Feliz Ano Novo! Jorge Rangel Ano nôvo, lembrá trazê bom vento Pa pôde suprá mufinaze vai. Nunca-bom intrá […]

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ponta delgada a reinvenção da cidade

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DECIDIR É ESCOLHER
A Câmara Municipal de Ponta Delgada encerrou algumas ruas do centro urbano da cidade ao trânsito automóvel, devolvendo-as à circulação pedonal, numa decisão corajosa, impulsionada pelo Presidente Pedro Nascimento Cabral. O encerramento de ruas ao trânsito é sempre controversa, pois mexe com hábitos antigos e com a acomodação, mas – desde que feita com equilíbrio e sensatez, como sucede neste caso – permite a conciliação entre a fruição da cidade pelas pessoas e a circulação automóvel, sem prejudicar as actividades económicas.
Esta decisão – estou certo – não é uma decisão inimiga dos automóveis ou do comércio tradicional, mas uma medida que permite que a malha urbana respire de outro modo, que as actividades comerciais se desenvolvam nos espaços em que já não circulam automóveis, aproveitando áreas nobres, com a reinvenção do seu modo de funcionamento e da sua oferta ou que a cidade seja apreciada com outros olhos.
Todos nos lembramos dos recorrentes debates sobre o encerramento de vias ou de espaço urbanos aos automóveis, em Ponta Delgada ou em Lisboa, em diferentes momentos, mas a verdade é que já não imaginamos Ponta Delgada com automóveis a circularem na Rua António José de Almeida, em frente à Igreja Matriz de S. Sebastião ou na Rua Diário dos Açores, para dar alguns exemplos mais recentes. Também não acreditamos que a bela praça do Terreiro do Paço, em Lisboa, pudesse ficar mais bonita com o regresso dos automóveis.
Retirar viaturas de algumas artérias do centro da cidade é insuficiente como medida para a requalificação do espaço urbano da cidade, que impõe uma avaliação da malha urbana da cidade, a sua relação com o mar e com o edificado, a avaliação de soluções de circulação urbana – pedonal e de viaturas – e a adopção de estratégias que promovam a revitalização e promoção de todo o centro da cidade, lideradas pela Câmara Municipal, mas que devem envolver os cidadãos, as estruturas representativas dos comerciantes e o Governo Regional, que inscreveu no Programa de Governo um compromisso com a revitalização dos centros urbanos dos Açores e a promoção do comércio tradicional.
As cidades do futuro não são iguais às cidades do passado, mesmo do passado recente. O desenvolvimento da cidade não assenta apenas na promoção do imobiliário, mas numa ideia de “cidade regenerativa”, como sustenta João Ferrão, que permita que as pessoas voltem a viver na cidade, que esta tenha espaços verdes e espaços pedonais, que os jardins, os canteiros florais e as pequenas hortas domésticas convivam com os espaços lúdicos, de trabalho ou de cultura. A cidade que queremos é uma cidade com pessoas, com mais jovens, mais amiga do ambiente, que concilia as exigências de circulação viária com o respeito pelas pessoas.
Como escreve Myron Magnet, no “Paradigma Urbano”, “as cidades são as estufas da humanidade, são o local onde se desenvolve o potencial humano até ao zénite da excelência e da variedade. Com as suas economias complexas e sofisticadas e com as oportunidades de colaboração e competição que uma tal diferenciação e especialização apresentam, as cidades são arenas de ambição e conquista. Elas impulsionam a melhor neurocirurgia, a mais bela ópera ou os grandes negócios que a humanidade é capaz de exercitar. (…) Acima de tudo, as cidades são reinos de liberdade: proporcionam-nos a liberdade de se inventar a si próprio.”
Esta medida é um bom começo para a reinvenção de Ponta Delgada.
(Publicado no Açoriano Oriental, a de Janeiro de 2022)
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  • Tomé Andrade Correia Silva

    Temos dois bons exemplo destas medidas, a parte poente da nossa cidade onde o trânsito está fechado há anos e com passeios largos e na zona mais extrema das portas do mar, longe do movimento de trânsito e do estacionamento. Aí e pode-se passear á vontade, mas não acontece nada.
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