Christian Rosa, the Fallen Art Star Accused of Selling Forged Pettibon Paintings, Has Reportedly Been Arrested in Portugal | Artnet News

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After going into hiding abroad, an Instagram post by the artist’s girlfriend may have given his location away.

Source: Christian Rosa, the Fallen Art Star Accused of Selling Forged Pettibon Paintings, Has Reportedly Been Arrested in Portugal | Artnet News

CRÓNICA DE ANTÓNIO BULCÃO

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Carrapetas e outras deambulações
Teria para aí uns dez anos, e corria as terras todas de Castelo Branco a caçar pássaros com carabina de pressão de ar.
Apenas habituados a fundas, às quais se chama igualmente fisgas, a melralhada andava por ali à confiança e eu ia distribuindo chumbo, enfeitando de penas a cintura. Canários da terra, tentilhões, melros pretos… Pardais ao tempo não havia, praga do caraças que depois dizimou o canário da terra, dando-lhe cabo dos ovos nos ninhos. Bicho teso, o pardal, já o vi a perseguir pombos pelos ares, deixando-os em sentido, se é que uma ave pode ficar em sentido…
Um fim de tarde aventurei-me pelas terras da costa à beira-mar, pé ante pé em silêncio para não espantar, quando comecei a ouvir gemidos. Alguém estava, notoriamente, a sofrer. Logo esquecida a arte venatória, estuguei o passo para tentar descobrir e ajudar quem tanto padecia. Pelo timbre, era mulher.
Até que vislumbrei, debaixo de um salgueiro, um rabo branco em movimento, para cima e para baixo. A gemideira vinha de debaixo do rabo e eu desatei a correr dali para fora, afastando-me depressa. Sem saber ainda o que era sexo, pressenti dentro de mim que algo de muito íntimo se passava na sombra daquele salgueiro e não quis de maneira nenhuma que o casal sequer cheirasse a minha presença. Era lá coisa deles, não me dizia respeito.
Seria aquilo o que padre Correia chamava pecado, na catequese? Havia os pecados mortais e veniais. Estes últimos nunca entendi o que seriam, o nome não indicava qualquer rumo de significado. Mas os mortais assustavam muito. Tinham morte lá dentro e eu, mesmo sem nunca ter visto gente morta, sabia que era coisa terrível. Que o dissessem os pássaros que me ensanguentavam as perneiras das calças, há tão pouco vivos, nos seus voos e chilreios, agora a caminho da frigideira de minha avó Olívia.
Confuso, suei a caminho de casa, sempre com a cena no juízo. Se era pecado mortal, muito prazer dava em vida. Nunca tinha visto nenhuma moça a gemer daquela maneira, nem mesmo a comer sorvetes na Pastelaria Ideal. Se no outro dia corresse na freguesia a notícia de um Romeu e de uma Julieta finados na beira costa, pronto, estava provado haver pecados que matam. Desconfiar-se-ia de raio fulminante ou coisa parecida, ficaria em mistério por uns tempos e depois entraria no domínio das estórias que se contam, sem se saber bem se são ou não verdade, com o passar do tempo. Mas eu saberia! E guardaria segredo. Tinham pecado, era mais que justo serem eles a morrer.
Alguns anos mais tarde, foi inaugurado o Hotel Faial. Na altura já sabia bem o que era sexo, já tinha gemido entre as minhas mãos. Amigos adolescentes contavam: à noite, escondiam-se nas traseiras das casas dispersas que compunham a unidade hoteleira e viam mulheres nuas lá dentro. Nunca alinhei. Apesar de ainda não ter visto uma mulher nua e desejar muito preencher essa lacuna nos meus sonhos húmidos, não me passava pela cabeça violar a privacidade de desconhecidas, mirando-as sem elas sequer saberem da minha presença.
Já jovem, apresentou-se na Praia de Porto Pim uma estrangeira linda, que deixou aquelas areias a levitar com um par de seios que nem no cinema vira. Quando saiu da água e se dirigiu para o único duche que havia na praia, levou consigo uma romaria de machos, munidos de sabonetes e champôs, fingindo quererem adoçar-se, quando nem tinham ido ainda à água. Mantive-me na minha toalha e dei as costas ao sol, recusando somar mais um par de olhos na pele da atónita diva, que faria Tabucchi escrever “A mulher de Porto Pim 2”.
Já homem, tendo ido tocar à Calheta do Nesquim, uma modelo francesa que tocava bateria nos New Princess, decidiu ir para a Poça com as carrapetas de fora. Os calhaus em volta encheram-se de rapazes e homens, olhos feitos binóculos assestados nos gloriosos mamilos daquela dádiva inesperada, quais caranguejos fidalgos doidos para largar a casca. Preferi ir conversar para a sede da filarmónica com o Luis Bettencourt, que tinha trazido mais aquele fenomenal grupo às ilhas.
Na minha já longa vida, nem um piropo saiu desta boca. Abomino quem apalpa rabos à socapa, sem saber a apalpada quem apalpou. Só não prometo fechar os olhos se, no meu velório, se apresentar uma delegação de coelhinhas da Playboy. Nesse último momento, o decoro e o respeito cederão, perante a vontade enorme de ressuscitar…
António Bulcão
(publicada hoje no Diário Insular)
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Mestre Jaime Feijó antecipa o regresso à operação.

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TRIBUNA DAS ILHAS, 06/12/2021: Mestre Jaime Feijó antecipa o regresso à operação. (…) Ler mais:
Mestre Jaime Feijó antecipa o regresso à operação - Tribuna das Ilhas
TRIBUNADASILHAS.PT
Mestre Jaime Feijó antecipa o regresso à operação – Tribuna das Ilhas
FONTE: Atlânticoline A Atlânticoline, S.

ROTA DAS LETRAS EM MACAU

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Organização “muito satisfeita” com Rota das Letras. 🇲🇴
O director do Festival Literário de Macau – Rota das Letras traçou ao Jornal TRIBUNA DE MACAU um balanço positivo da 10ª edição da iniciativa, acrescentando que a organização está “muito satisfeita”.
Ricardo Pinto disse ainda esperar que o festival possa continuar “por muitos anos”.
A 10ª edição do Festival Literário de Macau – Rota das Letras, que este ano teve como base a Casa Garden, terminou ontem.
Com quase 60 autores convidados, o festival contou com 11 sessões para apresentação de livros e debate sobre diversos temas, e quatro performances com um total de 11 representações, uma das quais um concerto, e duas exposições de fotografia.
Ao Jornal TRIBUNA DE MACAU, o director do festival, Ricardo Pinto, disse que a iniciativa correu “segundo as expectativas” da organização.
“Estamos muito satisfeitos por ter sido possível realizar a 10ª e todas as outras edições anteriores.
Dez anos depois, de facto, olhando para trás, acho que temos razões para nos sentirmos satisfeitos com o que fizemos e esperamos poder continuar a fazer o festival por muitos anos”, afirmou.
Ricardo Pinto destacou a sessão que decorreu no sábado a propósito dos 200 anos da primeira tradução da Bíblia para chinês e também da abertura do Cemitério Protestante, apontando que foi “muito concorrida”.
“Depois houve uma visita que foi acompanhada por um grupo bastante significativo de pessoas, com historiadores de Macau a explicarem o significado do cemitério e de quem lá está, em três línguas – português, inglês e chinês – o que seguramente permitiu que muitos residentes de Macau passassem a ter um conhecimento do espaço e da história de Macau diferente do que tinham até agora”, observou.
Outros momentos “muito marcantes” foram a audição, pela primeira vez, do tema intitulado “Tango em Macau”, escrito por Kazuo Ishiguro, Prémio Nobel da Literatura em 2017, e cantado por Stacey Kent, que marcou presença de forma virtual, a partir dos Estados Unidos, onde está em digressão.
“No final da entrevista revelou que muito provavelmente estará cá em Outubro a actuar num concerto, caso, obviamente, as condições de saúde pública o permitam”, acrescentou.
O também director do jornal Ponto Final disse também que outro regresso que ficou prometido foi o do poeta Fernando Sales Lopes, que lançou no sábado o livro “O Tempo e o Vento”:
“Ele e a Teresa Sena irão regressar a Portugal nos próximos dias, [mas] o Fernando Sales Lopes deixou a promessa de que o próximo livro que escrever virá lança-lo a Macau”.
Apontando que pandemia fez, mais uma vez, com que o festival tivesse de se adaptar, apostando num formado de menor duração e com presença não só física como online, Ricardo Pinto frisou que a iniciativa só faz sentido com a forte presença no território.
“Não queríamos fazer um festival que fosse 100% virtual, julgo que isso teria pouco interesse para o público.
Mas sempre que haja uma razão muito forte para que as pessoas surjam do exterior, apostamos no online.
Foi o que aconteceu quando fizemos a homenagem a Deolinda da Conceição.
O facto de o filho [António da Conceição Júnior] estar na cidade do Porto era uma razão fortíssima para o ouvirmos e foi, aliás, um testemunho extremamente comovente”, prosseguiu.
O festival, frisou Ricardo Pinto, não passa apenas pelas sessões sobre literatura, mas também por performances, exposições e concertos.
“Tivemos performances sempre com público, e ontem [sábado] tivemos um concerto muito bom com uma banda de músicos muito virtuosos, o vocalista Gabriel e Maria Monte, que tocou pela primeira vez temas que criou em colaboração com João Caetano”.
“Essa parte mais presente do festival aqui em Macau obviamente para nós era de toda a importância.
Não podemos ter autores de fora connosco, e sempre que possível temos online, mas queremos continuar a fazer o festival em Macau, para os habitantes de Macau e com os autores de Macau”, reiterou.
Ontem decorreu ainda a apresentação de várias novidades editoriais, bem como um painel sobre “Narrativas da Escrita e da Fotografia” e uma leitura encenada e debate baseado em três histórias da antologia de contos A Cabaia, de Deolinda da Conceição.
Questionado sobre se antevê desafios para os próximos anos, Ricardo Pinto disse acreditar que o evento poderá continuar a ser realizado:
“(…) Creio que pelo apoio que tivemos este ano, tanto do Governo de Macau, como das empresas, mesmo nesta fase de dificuldades, não [haverá motivos] para que o festival deixe de se fazer”.
Sobre se voltar aumentar a duração do festival é um objectivo, tudo dependerá.
“Obviamente se for possível voltar a fazer crescer o festival [depois da pandemia] em número de dias e participantes, far-se-á, mas sempre em função das condições existentes, nomeadamente do ponto de vista financeiro”, concluiu.
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