OSVALDO CABRAL PRENDAS DE NATAL

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Prenda de Natal 1 – uma herança pesada
Quais os pais que gostariam de deixar como herança aos seus filhos uma dívida astronómica para pagarem ao longo da vida?
Ninguém deseja isso, mas é o que todos nós, açorianos, estamos a fazer com a galopante dívida da região.
Quem tem crédito bancário sabe como é. Não custa nada pedir à banca, o pior é quando vamos pedindo por sistema, até não podermos pagar, entrando em insolvência ou deixando o calote para os herdeiros.
A nossa região está nesta situação e não faltam vozes a alertar para o péssimo caminho que escolhemos nestes últimos anos, contraindo dívida todos os anos, apenas para pagar desmandos políticos, buracos de empresas públicas e iniciativas não reprodutivas.
O Presidente do Tribunal de Contas veio esta semana aos Açores entregar-nos o seu Parecer sobre a Conta da Região relativo a 2020, e as notícias não são boas, na esteira dos anos anteriores.
No ano passado foram mais 370 milhões de euros de dívida contraída, para juntar à dívida bruta, que já vai perto dos 2,5 mil milhões de euros.
É verdade que a pandemia explica grande parte desta dívida, mas não explica tudo, porque o histórico, antes da pandemia, já sofria da mesma doença.
Os Açores estão a caminhar para uma estrada cada vez mais estreita, praticamente com o mesmo destino da TAP e da CP, que têm dívidas semelhantes à nossa.
Os impactos da pandemia e o esforço financeiro acumulado com ela e com o financiamento da SATA agravaram esse caminho, que é preciso arrepiar logo que haja retoma económica.
A pandemia COVID e a pandemia das contas da SATA justificam o acréscimo acentuado do endividamento, mas, como diz o Tribunal de Contas, ambas irão condicionar o nosso futuro, pondo em causa a solidariedade intergeracional.
O ano de 2021 vai adicionar mais dívida e vai, naturalmente, agravar este condicionamento.
Nada que não tivéssemos já previsto.
Agora é rezar para que a economia retome, a Lei de Finanças Regionais seja revista e as taxas de juro não subam.
Não é uma bela prenda de natal que vamos deixar no sapatinho das futuras gerações.
Prenda de Natal 2 – um governo caloteiro
Nunca tivemos um Governo da República tão caloteiro como o actual.
Não bastavam as promessas dos milhões para a Universidade dos Açores que nunca chegaram, os apoios aos estragos do Furacão Lorenzo que se transformaram num cheque mais pequenino e a falta de apoio às empresas açorianas, ao contrário das do resto do país, devido ao aumento do salário mínimo.
Agora somos confrontado com mais um calote, socialmente grave, que é a falta de pagamento da majoração de apoios aos ex-trabalhadores da Cofaco, na ilha do Pico, conforme foi aprovado na Assembleia da República e previsto no Orçamento de Estado.
São muitos atropelos seguidos para com a nossa região, que só desmentem a tradicional bonomia do Presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, quando disse, após a cimeira “histórica” com António Costa, que o relacionamento institucional entre os dois governos era “impecável, cooperante e com sentido de responsabilidade”.
Se todos estes ataques da República à nossa Região, como o vergonhosamente desferido, nos últimos dias, com a Lei do Espaço, são “impecáveis e cooperantes”, então o melhor que todos fazemos é arrumar as botas e deixarmo-nos claudicar perante o novo colonialismo republicano?
Não senhor!
Os açorianos devem manter os olhos bem abertos.
É que, como diz, muito bem, Mota Amaral, “o centralismo não dorme”.
Prenda de Natal 3 – de que se queixa o sr. deputado?
O deputado do PPM, um dos partidos da coligação, retirou esta semana a confiança política ao Secretário dos Transportes.
Está no seu direito, como qualquer outro político com responsabilidades regionais.
O problema é que Paulo Estêvão não é um deputado qualquer.
Já demonstrou que tem uma influência – que nos parece exagerada – nas decisões do governo e tem o dever de fidelidade a esta forma de governação, porque assinou um compromisso para esta legislatura.
Teve, inclusivamente, a nomeação de outros secretários e directores regionais da sua área partidária, que até demonstram serem tão ou mais fracos do que o Secretário dos Transportes.
Está à vista de todos o sucesso das reivindicações que o deputado do PPM tem conseguido deste governo, a começar pelo famoso barco de transporte de carga para o Corvo.
Quando se queixa dos transportes, é daquilo que o Comandante Lizuarte Machado diz, que “talvez fosse mais relevante para os açorianos, sabendo-se que os armadores do Tráfego Local regional tinham e têm navios mais adequados a esta operação e mais baratos, saber quem escolheu o navio Thor e porquê. Este navio custa ao erário público regional 115 mil euros/mês mais taxas portuárias e combustível e, ainda, 100 mil euros/ano pagos a um operador local para efetuar a sua gestão comercial. Algumas operações como, por exemplo, vir trazer dois bois ao Pico, tem custos absolutamente escandalosos. São cerca de dois milhões de euros por ano. Mais do que o abastecimento anual de carga contentorizada à ilha das Flores”?
São estas questões que devem ser bem esclarecidas, como aconteceu com a célebre polémica do boi anão.
Não está em causa o êxito ou não das soluções encontradas, até porque os corvinos têm direito à resolução dos seus problemas, como qualquer açoriano de outra ilha.
O que está em causa é o foco dos problemas dos partidos que apoiam a governação, que não se resumem a um único secretário regional e a uma permanente reivindicação como se fossem os únicos com necessidades.
O bom senso é essencial na política.
Para disparates, já bastam os do Chega.
Prenda de Natal 4 – boas festas
As tabelas de retenção na fonte de IRS para 2022 para os Açores já estão publicadas no Diário da República.
Todos os trabalhadores açorianos abrangidos pela Retribuição Mínima Mensal Garantida, com um acréscimo de 5% em relação ao Continente, passam a receber, a partir de Janeiro, 740,25 euros, ficando isentos de retenção na fonte e aumentando, assim, os seus rendimentos.
Como muito bem se regozijou o SINTAP, a forma encontrada vem repôr justiça em relação aos trabalhadores que auferem o ordenado mínimo nacional e também eliminando o efeito injusto criado nos anos anteriores, evitando-se assim que parte significativa da majoração de 5% na Região não fosse absorvida pelo imposto e garantindo-se, desta forma, que todos os trabalhadores da Região que auferem salários até 741,00 euros não perdem qualquer rendimento por via do IRS.
Está de parabéns o Governo Regional e o Secretário das Finanças pela solução encontrada. Isto sim, é política com bom senso.
Uma boa prenda para muitos trabalhadores açorianos.
Boas Festas!
(Osvaldo Cabral – Diário dos Açores de 26/12/2021)
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MILHÕES PARA O NOVO BANCO EM VEZ DE IREM PARA COMBATER A POBREZA

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Vergonha!
O Presidente da República considerou que a pandemia tornou impossível fixar metas temporais para retirar da rua as pessoas em situação de sem-abrigo, apontando que não sabe se tal será possível até ao final do seu mandato.
Será que daquele enorme “bolo” de dinheiro que virá da União Europeia não será possível destinar “algum” para resolver a sério os problemas de pobreza em Portugal? Não só dos sem-abrigo, como em outras situações.
Com todo o respeito que me merece, penso que o Chefe de Estado perdeu uma excelente oportunidade para estar calado…
Efectivamente, o combate à pobreza em Portugal – e há muita à vista e muita “escondida” – não tem tido o impulso governamental que se esperaria, no presente como no passado, quando não havia pandemia, que não pode servir agora de desculpa para muita inação, muita incompetência e muito desleixo.
O combate à pobreza deveria ser uma verdadeira prioridade, um desígnio nacional, tanto mais num país como o nosso que se reclama dos valores humanistas. Mas, claro, para haver tanta corrupção tem que haver muita pobreza. Vergonha!
You, João Câmara, Afonso Quental and 18 others
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  • João Pacheco de Melo

    O problema dos sem-abrigo é complexo demais para que alguém, mesmo que presidente da República, dissesse qualquer coisa como “ir acabar com este problema até ao fim do mandato”!
    Mas, e esta é que é esta, quem tem o vício de fazer “render o peixe” (no caso do populismo mediático/”selfista”), sobre um assunto destes não podia estar calado, nunca.
    Fosse séria (e não para “a fotografia) a sua intenção – sempre difícil, quase impossível – e, até para um católico praticante, como também o gosta de mostrar, nada como seguir o ensinamento de Cristo (Mateus 6:1). Mas…. é mais forte que ele!
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    • Tomás Quental

      O Governo garantiu que não iria mais dinheiro para o Novo Banco, mas foi. Há poucos dias, o Fundo de Resolução entregou mais 150 milhões de euros ao Novo Banco. Isso foi noticiado, mas de forma a não dar nas vistas. Esses 150 milhões já seriam uma excelente ajuda para combater a pobreza. Por isso, não posso aceitar a “conversa” do Presidente da República. O principal problema de Portugal é precisamente esse: “conversa” a mais e ação a menos!
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MACAU TERRA DE PECADOS

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Carlos Piteira, antropólogo: “Macau sempre foi uma terra de pecados”.
Carlos Piteira lançou um novo artigo académico a defender que a identidade chinesa das regiões do sul da China vai sofrer mudanças com a modernização progressiva, graças a projectos como a Grande Baía.
No momento em que se celebra o 22.º aniversário da implementação da RAEM, o académico lamenta que se olhe para os portugueses de Macau como emigrantes e defende que a comunidade é fundamental para que os macaenses mantenham a sua singularidade.
– O seu novo artigo traz a ideia de que a identidade chinesa nesta região está em mudança. Em que aspecto?
Há uns anos fiz uma apresentação sobre os efeitos da modernização na questão da identidade.
Depois reformulei e tentei generalizar mais essa questão do impacto na própria reformulação da identidade chinesa.
Este é um problema com o qual a China vai ter de se defrontar, e que ainda não percebeu não se tratar de uma questão política, mas social.
– Que é a integração destas identidades no sul da China.
Exactamente.
Macau e Hong Kong são laboratórios, e temos Zhuhai e Shenzhen, em termos de modernização, e depois a Grande Baía.
Há um núcleo económico que vai trazer modernização ao movimento social.
Falamos de duas coisas paralelas e que podem ser coincidentes ou não.
A dinâmica social poderá sobrepor-se às vontades políticas, porque a modernização vai trazer bem-estar e estilos de vida.
– Mas problemas também.
Claro, mas sem carga ideológica.
Macau é um exemplo disso, porque teve um processo de modernização mais cedo, assim como Hong Kong, o que levou a um modo de vida diferenciado que se traduz na identidade regional ou local. Independentemente do regime, as pessoas querem é sentir-se bem, esse é um direito que as populações têm.
– Terem emprego…
Bem-estar, habitação.
É o que Macau e Hong Kong oferecia, bem como Cantão e Shenzhen.
Esse bloco do sul da China vai ser a garantia de que o país vai ser uma potência económica.
O foco está ali e a modernização terá os seus efeitos.
Daí que defenda, neste artigo, que esse efeito acarreta a reformulação da identidade dos chineses.
– E não só dos macaenses.
Porque essa já está a sofrer alterações.
Hong Kong e Macau são laboratórios sociais interessantes para quem analisa o efeito de uma dinâmica social, independentemente do modelo político.
A China já se apercebeu disto, mas ainda não sabe como vai analisar.
O país paralisou no tempo, esteve fechado ao mundo, e não há mais experiências deste tipo.
Há uma dinâmica social que é alheia às vontades.
– Têm sido feitos estudos que concluem que a maioria dos chineses locais têm ligação identitária à nação. Isso será mais evidente, o sentir-se menos chinês de Macau e mais chinês da China?
Diria que o reforço vai ser nas duas vertentes.
Uma coisa é a identidade nacional, o patriotismo, e essa é a tradição histórica.
Em paralelo, surgiram identidades regionais em Macau e Hong Kong e que se vão alastrar a zonas como Cantão.
As pessoas vão reclamar uma identidade paralela à nacional, e isso vai assentar nos efeitos da modernização.
Não é algo ideológico.
Será muito suportada na qualidade de vida, e é isso que a China promete com o projecto da Grande Baía.
– As casas para idosos…
E a riqueza.
Não faz sentido desligar isto do projecto nacional.
Por isso digo que Macau, ao ser sugado pela Grande Baía, algo que acontece por imperativos da própria China, coloca-se a questão regional na nacional.
Mas como vamos, no meio disto tudo, manter a presença singular da lusofonia?
Esta é a questão central, porque está determinada na forma de integração de Macau.
– E como é que isso pode ser feito?
Aí o trabalho é do Governo português, e não de Macau.
O trabalho que está em aberto é o das autoridades portuguesas, e ainda temos 30 anos.
Tenho esperança que as coisas possam acontecer.
Tenho uma certa simpatia pela capacidade que os portugueses que estão em Macau têm de resistir, porque é uma resistência absurda.
Estão completamente sozinhos.
É algo muito individual e em alguns casos até se põe a vida em jogo nessa capacidade de resistir.
Porque Macau não perdeu qualidade, a vida das pessoas não se alterou muito.
Mas temos a questão dos valores.
Nunca podemos ver a presença portuguesa em Macau como se fossem emigrantes.
Este foi um erro de base.
– Isso foi visto pelas autoridades portuguesas desde a transição.
Foi sempre.
A lógica, depois da transição, foi ver a comunidade como emigrantes.
Isso nunca deveria ter sido feito, porque é uma presença portuguesa numa tentativa de manter um legado que, provavelmente, até poderia ir além dos 50 anos.
– Falamos de pessoas que ficaram, permaneceram, e que voltaram após 1999.
E há alguns que apostam já na vida dos seus filhos, numa lógica de legado.
Esta é a grande lacuna 22 anos depois.
Os macaenses sobrevivem devido à presença da comunidade portuguesa.
– E por resistência também?
Sim.
O macaense não tem a necessidade de sair de Macau, mas a comunidade portuguesa tem sempre um plano B para regressar a Portugal.
O macaense tem ligações com o poder chinês para se manter e para ele não há essa questão de Macau se transformar na China, porque sempre foi inevitável.
Mas como é que essa pequena etnia e comunidade se consegue diferenciar.
Vai ter de fazer estratégias, e já se nota.
– Como por exemplo?
Alguns macaenses já se deslocam para a matriz chinesa.
– A mudança de identidade chinesa também acontece aí.
Há essa simbiose.
A comunidade chinesa modifica-se, porque quer ser de Macau.
Temos chineses que já se auto-denominam como macaenses e temos macaenses que já se ligam a essa identidade mais de matriz chinesa, mas querendo manter uma diferenciação dentro desse grupo.
Até à transição, os macaenses eram portugueses, mas eram diferentes.
Agora podem ser chineses, mas também diferentes.
A gastronomia e o patuá estavam esquecidos na história, e de repente saíram das casas das pessoas.
– Há elementos identitários da comunidade macaense que necessitam de ser explorados?
A religião é um desses elementos, com raízes portuguesas e filipinas também, as procissões e o carnaval.
O festejar o carnaval é algo macaense, bem como o Chá Gordo.
Há aqui coisas que podem ser ressuscitadas como um traço singular dos macaenses.
A comunidade vai muito por aí, mas tem um instinto de sobrevivência.
– Sempre teve…
Sempre teve.
Este instinto é que vai levar a reformulações na identidade macaense.
Na geração pós-transição as coisas têm sido diferentes, porque esta vive num mundo global e tem ligações não apenas com Portugal.
Mas se desaparece a comunidade portuguesa é um problema para os macaenses, porque é isso que reforça a lógica de ligação, mesmo não tendo essa matriz tão garantida.
– Se a comunidade portuguesa desaparecer…
[A comunidade macaense] fica monolítica.
Neste momento, há um equilíbrio, porque esta inverteu as relações de poder com os chineses, mas os portugueses, a sua alma, estão lá.
Se os portugueses saírem, os macaenses viram-se para a comunidade chinesa.
– Mas, 22 anos depois da transição, a comunidade portuguesa está em profunda transição. Há muitos quadros qualificados a deixarem o território, por exemplo.
O processo está a ser acelerado e não era para ser assim.
Era para ser um processo mais gradual, quase sem darmos por isso.
Poderíamos chegar ao fim dos 50 anos e Macau ser um espaço singular capaz de ser culturalmente diverso.
– Falando da educação. Disse-me que uma das grandes transformações será neste sector. Há dias saiu uma notícia sobre a vontade de Pequim de aumentar o domínio do mandarim no ensino. O que vai acontecer?
Os programas escolares vão ter de ser alterados, e também ao nível da história de Macau.
Mas essa já está feita por investigadores chineses.
A consequência natural seria sempre reformular os valores através da educação.
A Escola Portuguesa de Macau [EPM] vai ser apanhada por isto, e vão ter de introduzir programas.
– O ensino do mandarim tem ainda pouca expressão.
Mas vai ser forte.
Aqui, o Ministério da Educação em Portugal tem de se pronunciar.
A particularidade de uma escola portuguesa em Macau é a possibilidade de os chineses estudarem essa estrutura curricular.
Se lhe tiram isto, tiram tudo, passa a ser uma escola normal.
A estrutura curricular poderia ter disciplinas obrigatórias e opcionais, por exemplo, fora do programa oficial.
Não tenhamos ilusões: o programa oficial é para entrar.
Na rua pode ser o cantonês, mas quem vai para a escola tem de aprender mandarim.
Macau vai ser um sítio onde os futuros dirigentes chineses vão ser formados e há a questão tecnológica e das universidades.
– Afirma, no artigo, que as autoridades de Macau estão a dar novas directrizes à população para que esta tenha novas referências identitárias. Estas mudanças não acontecem espontaneamente?
Diria que poucas coisas são espontâneas nos chineses.
Mas é uma imposição numa lógica de reposição de valores nacionais.
Não falamos de uma identidade espontânea.
O que está na agenda é que temos de ser chineses, mas isso sempre esteve.
– O seu artigo deixa também a ideia de que a mudança de identidade passa também por alterar a ideia de que já não se pertence a um lugar dominado pelo jogo.
O jogo vai mudar, e há sinais disso.
Veja-se o paralelismo entre a brecha que se abriu no jogo e a construção da tecnologia na Ilha da Montanha, com a criação de novos empregos.
A aposta será na tecnologia e nas PME, mas não sei se isso resulta.
Para quem está atento, o desenho está feito.
Mas Macau tem a tradição do jogo desde os primórdios, que não tem nada a ver com o pensamento político.
Sempre foi uma terra de pecados.
Andreia Sofia Silva.
Jornal Hoje Macau, 21 de Dezembro de 2021.
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Why are young people drinking less than their parents’ generation did? – ABC News

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Something unexpected has happened since the start of this century. Young people in Australia, the UK, Nordic countries and North America are drinking significantly less alcohol than their parents’ generation. There are four reasons why.

Source: Why are young people drinking less than their parents’ generation did? – ABC News

Egypt breakthrough as ‘man-made chamber’ found after scan below Great Sphinx | Science | News | Express.co.uk

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AN EGYPT researcher says a “man-made chamber” has been found below the Great Sphinx after a scan of the area uncovered a “void” below the surface, in a video shared with Express.co.uk.

Source: Egypt breakthrough as ‘man-made chamber’ found after scan below Great Sphinx | Science | News | Express.co.uk

a imprensa do medo jornalixo

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Há que o denunciar. A imprensa vive do medo, porque os instintos primários do ser humano podem render dinheiro em audiências…
Como tal, não noticiam a primeira verdade da variante Omicron: é largas dezenas de vezes menos letal que as anteriores…
O Sars-Cov2 está a seguir o curso dos vírus que o precederam na História. Torna-se cada vez mais transmissível e, logicamente, menos perigoso…Se pensarmos: como é que desapareceram vírus como o da Gripe Espanhola? E tantos outros?
Mas, para a imprensa, o que importa é o número de casos. Um destes dias, não está ninguém hospitalizado, mas, se tivermos 150 mil casos ligeiros, é o fim do mundo em cuecas…
O número de casos positivos tem cada vez menos interesse…
Chrys Chrystello