PAULA CABRAL EVOCA CRISTÓVÃO DE AGUIAR

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Paula Cabral shared a memory.

39 m
As memórias do Facebook devolvem-me esta publicação. Faz hoje um ano que, emocionada, recebi esta valiosa prenda. No dia em que Luís Cristóvão Dias de Aguiar, o homem, o primo, já partiu. Não partirá deste mundo, contudo, o escritor, porquanto ficará na nossa memória coletiva e na história da literatura portuguesa. Aí fica a sua obra. Para sempre.
Para sempre, dentro de mim, ficarão também as preciosas memórias do primo Luís Cristóvão, quando, frequentemente, vinha ao Pico da Pedra, era eu ainda jovem. Era o primo professor na Universidade de Coimbra, o escritor que todos admiravam, e com ele faziam cerimónia, mas também era o filho da minha tia Conceição, uma alma santa, e do tio Artur, que viviam na América, e, como tal, era sempre familiarmente acolhido. Lembro-me da minha mãe perguntar-lhe, à mesa, se queria reformar o prato, e o primo, sempre atento às palavras, bem como às estórias, que por vezes ele e o meu pai recordavam e que, em tom de brincadeira, dizia para não usar nos seus livros, ter exultado com a palavra “reformar” que já não ouvia há muito tempo. Naquele contexto, só a ouvia também à minha mãe. Ouvia os seus conselhos com devoção. Teria 18 anos e queria seguir humanidades na Universidade dos Açores. O primo foi comigo à Livraria do sr. Gil, que hoje já não existe. Não me esqueço do orgulho que tive ao entrar na livraria na sua companhia. Fez questão de me orientar na compra dos livros de que iria precisar. As gramáticas de inglês e de português, esta última a de Lindley Cintra e de Celso Cunha, em capa dura e letras douradas, ainda me serve hoje de orientação.
Sorvia os seus livros num ápice. Via ali o Pico da Pedra inteiro, as suas personagens mais carismáticas, os familiares comuns, as estórias que eternizaram esta terra na literatura. A freguesia da Tronqueira é também o meu universo. A sua influência na minha vida é incomensurável.
Embora nele reconhecesse traços muito familiares e por ele tivesse muito carinho, a admiração por ser quem era determinava sempre parcimónia no nosso tratamento.
Foi assim a última vez que falei com ele. No passado dia 8 de setembro, dia do seu aniversário, enviei mensagem ao seu filho, José Aguiar, pedindo que transmitisse a minha mensagem de parabéns e saúde. O Zé respondeu com um número de telemóvel.
Hesitei. Há tantos anos que não falávamos. A parcimónia do costume teimosamente sobreponha-se à vontade de o ouvir. Mas o Zé incentivou-me e ainda bem que liguei. Ficou, no entanto, tudo por dizer. O primo perguntou-me se ainda dava aulas no seu liceu e, no fim da curta conversa, concluiu “fizeste bem em ligar!”, ainda naquela pronúncia de traços micaelenses, que nunca perdeu.
Ainda bem que liguei. Só faltou dizer-lhe o quanto o admirava.
Que tenha a paz que sempre buscou.

Expresso | Faleceu escritor açoriano Cristóvão de Aguiar

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O escritor açoriano Cristóvão de Aguiar, natural do Pico da Pedra, na ilha de São Miguel, faleceu esta terça-feira aos 81 anos, em Coimbra, disse à agência Lusa Chrys Chrystello, presidente da Associação Internacional Colóquios da Lusofonia

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Morreu aos 81 anos o escritor açoriano Cristóvão de Aguiar – Observador

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Cristóvão de Aguiar nasceu em 1940 na ilha de São Miguel, e tornou-se num dos mais relevantes autores açorianos do século XX. Relatou, na sua obra, a experiência que viveu na guerra colonial na Guiné.

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Morreu escritor açoriano Cristóvão de Aguiar | Obituário | PÚBLICO

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O seu percurso literário começou em 1965 e é considerado uma referência da literatura. Foi distinguido por diversas instituições e foi, em 2001, agraciado com a Ordem do Infante D. Henrique.

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The colonization of the Azores began 700 year | EurekAlert!

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The human occupation of the Azores Islands began 700 years earlier than the onset of Portuguese settlement of the island, which as historical documents indicate, was in the 15th century. This is the main conclusion of new research conducted by an international multidisciplinary team of scientists with the participation of the CSIC. The study published in the journal PNAS, reconstructs when, how, and under which climatic conditions the islands were colonized, in addition to the impacts of the first human settlements on the ecosystems, by analyzing sediment cores recovered from several lakes on the islands.

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“Vasco da Gama”: o esplendor no mar do maior paquete português – Expresso

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O maior paquete português esteve nos estaleiros da Lisnave a ser sujeito a uma profunda remodelação. Ao fim de seis meses saiu para as provas de mar com um novo brilho e o estatuto de “amigo do ambiente”. O Expresso acompanhou este processo demorado, com reviravoltas e vitórias no tempo, e convida-o para uma visita a zonas do navio cujo acesso está vedado ao grande público

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Presidente da República recorda obra de Cristóvão de Aguiar

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, apresentou hoje as condolências à família do escritor açoriano Cristóvão de Aguiar, que morreu na terça-feira aos 81 anos, e recordou a sua obra.

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Morreu o padre Vítor Feytor Pinto. Tinha 89 anos

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Tinha 89 anos e há vários meses que enfrentava problemas de saúde. Esteve durante anos ligado à Paróquia do Campo Grande, no Patriarcado de Lisboa, tendo-se destacado pela ação na Pastoral da Saúde.

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