Candidato do Chega foi quem disparou contra suecos em Moura

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A PJ anunciou este sábado a detenção um homem pelo crime de homicídio qualificado na forma tentada no passado dia 8 de outubro em Moura. As vítimas eram um casal de cidadãos suecos – o homem um imigrante de origem africana – e sete filhos menores

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dinheiro para a cultura 0,25% !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! insultuoso

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Depois de dezoito meses de profunda crise, o sector da Cultura, no qual se incluem técnicos, autores, intérpretes, músicos, actores, agentes, produtores, empresas de som e luz, entre muitos outros, está mergulhado na maior crise financeira de sempre.Em muitos casos a crise é humanitária e só a solidariedade da própria classe para com os seus tem evitado a fome.Ora vejamos: não importa celebrar o dia de Camões, ou o dia da língua portuguesa, se for apenas para exaltar um sentimento patrioteiro de pacotilha. Camões era um homem da Cultura. Um Poeta. Não era político.Também Jorge de Sena, Fernando Pessoa ou Josefa D’Óbidos, como milhares de outros criadores. Todos dedicaram a sua vida a engrandecer este país. Todos morreram longe da ribalta e do reconhecimento oficial.Contudo, a todos recorrem os sucessivos governos quando querem dar lustro aos galões da culturinha para enfeitar. O poder adora as ‘gentes da Cultura’.Adora adornar-se delas, rodear-se de senhores e senhoras bem educados e com muitos prémios no palmarés.O poder adora dar medalhas e comendas a rapazes e raparigas rebeldes que pintam, escrevem e fazem ‘cenas culturais’. A realidade é outra: no dia-a-dia os heróis da Cultura são os que a fabricam no silêncio e no anonimato.Não gostam de festas da moda,não tem amigos nos governos nem nunca terão um emprego como Directores-Gerais de absolutamente nada.Não.São os trabalhadores da Cultura: montam palcos, afinam luzes, asseguram que os museus abram portas, que o património não caia aos pedaços, sonham em realizar um filme, sofrem de ansiedade para representar uma peça, choram com a música que compõem.São dedicados à Arte e à Cultura pela razão menos rentável de todas: Amor. Camões era um deles: se não escrevesse, morria.A escrita era-lhe vital. Portugal cavalga o Amor do poeta pela sua língua e pelo seu País mas continua a ser incapaz de reconhecer nos contemporâneos a força maior que a Cultura representa para que o País deixe de ser um lugarejo. Só a Cultura nos salvará da fatalidade da ignorância.Atribuir 0,25 do OE em 2022 à Cultura não é um insulto a quem trabalha nela.É uma afronta a todos os portugueses.Passados, presentes e vindouros.

PEDRO DA SILVEIRA, EXPRESSO ENVERGONHADO

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PORQUE É QUE O EXPRESSO NÃO PUBLICOU O TEXTO DE ERNESTO RODRIGUES ?
( Professor associado com agregação da Faculdade de Letras de Lisboa, onde lecciona a cadeira de LINGUAGEM DOS MEDIA )
O caso Pedro da Silveira teve até agora três momentos:
1) Em que Valdemar diz que o Poeta Pedro da Silveira é informador da PIDE;
2) Em que Ernesto Rodrigues demonstra que Pedro da Silveira é um pseudónimo do informador da PIDE Duarte Gusmão;
3)Em que Valdemar se retracta e diz que o Poeta Pedro da Silveira não é informador da PIDE.
Porque é que o Expresso não contou a história completa e sonegou aos leitores o momento 2?
Estamos perante UM EXPRESSO ENVERGONHADO
Por ERNESTO RODRIGUES:
Em notícia da revista do Expresso (9 de Outubro de 2021, p. 38) sobre o centenário da Seara Nova, destaca António Valdemar o seareiro Pedro da Silveira (1922-2003), poeta, tradutor e investigador, que acusa de informador da PIDE. Surpreenderam-no as “delações políticas” de quem era “considerado indefectível militante antifascista e histórico oposicionista do salazarismo e do marcelismo”, e reproduz dois documentos não assinados por qualquer Silveira, ou que provem a sua tese. Acrescenta: “A deslocação de Pedro da Silveira ao Brasil era conhecida, mas atribuída a uma viagem para efectuar pesquisas literárias em bibliotecas e arquivos. Os documentos devidamente identificados – e a integrar numa investigação mais aprofundada – revelam a componente negra da realidade.” Centrais, o cartão de sócio da Casa dos Açores e fotografia da placa há umas semanas colocada na casa lisboeta onde o Açoriano viveu entre 1970 e 2003. Tudo parece claro – se não fosse um mau serviço prestado a semanário sério e mancha (agora apagada) na memória de quem terá celebrações centenárias no próximo ano.
Antes de argumentar contra essa tese, duas notas: o movimento de repúdio começou, ainda no sábado, com Teresa Martins Marques, no Facebook, a que juntei a primeira prova, em trabalho de Heloísa Paulo, que também me serviu para alertar o Expresso. Aguardei contacto deste semanário, que chegou nesta tarde de 12: irá fazer mea culpa.
Trata-se, pois, do reconhecimento de um «grave equívoco», já não só «provável equívoco», como diz Luís Miguel Queirós em título do Público do dia, 12, alertado pela «polémica nas redes sociais», onde não poucos estranharam chamada de primeira página do Expresso – “Antifascista da Seara Nova informava a PIDE”.
Os informadores da PIDE não assinavam com o próprio nome, e só alguma distracção burocrática os identificava; sabe-se, confirmado por agentes da PIDE e notícia do Diário Popular de 19-11-1976 aproveitada em A História da PIDE, de Irene F. Pimentel, que a então DGS destruiu no 25 de Abril os ficheiros com essas correspondências.
Dois: longa seria a única viagem do poeta, entre 1961 e 1965. Não se faz prova, nem seria tão prolongada.
Na carta enviada ao Expresso, informei que Pedro da Silveira era pseudónimo de Duarte de Vilhena Coutinho Feio Ferreri (ou Ferrery) de Gusmão, “ou simplesmente Duarte Gusmão, que chegou ao Brasil em 2 de julho de 1960, depois de haver solicitado asilo na Embaixada Brasileira em Lisboa. Gusmão, como era mais conhecido pelos outros exilados, morava num hotel e tinha sempre dinheiro disponível para as empreitadas oposicionistas, o que despertava a atenção de alguns dos opositores exilados, […]. Nos seus relatórios, assinados com a alcunha de “Pedro da Silveira”, oferecia diversas informações acerca de reuniões e contactos realizados pelos diversos grupos exilados, nomeadamente aqueles vinculados ao General Humberto Delgado e ao Capitão Henrique Galvão.”
Citei a investigadora Heloísa Paulo (“O exílio português no Brasil nas décadas de cinquenta e sessenta”, Cadernos Ceru, v. 23, n. 2, 2012, p. 46-47), que L. M. Queirós secunda, e Teresa Martins Marques e eu confirmámos junto da própria, a par do depoimento que lhe deu Camilo Mortágua (2009). Reafirma a sua tese e Mortágua em artigo de 2014, “A militância oposicionista portuguesa exilada na América Latina e a diplomacia de Salazar: a presença do regime no exílio”, ambos online.
Dissertação também digitalizada de Viviane de Souza Lima (Solidariedade Atlântica. Movimento Brasileiro em Apoio às Independências Africanas, entre Percursos e Conexões (1961-1975), Belo Horizonte, 2017, p. 141-146) cruza outros depoimentos e informação vital no Ministério dos Negócios Estrangeiros [MNE] e em instâncias brasileiras: “Na pasta de documentos da PIDE que reúne os relatórios escritos por Pedro da Silveira, intitulada ‘Relatórios da pessoa mencionada no despacho n.º 18’, consta um ofício de Duarte Gusmão encaminhado ao ministro da Justiça do Brasil em que o português solicita a suspensão de sua condição de exilado político no país e a concessão de um passaporte para estrangeiro extensivo à América, Europa e África.
No documento, com data de 8 de janeiro de 1964, Gusmão afirma à autoridade brasileira ter um convite para lecionar uma cadeira de História e Filosofia em uma universidade estrangeira e, por isso, não teria planos de retornar ao Brasil. // Um outro fato que confirma a ligação entre Duarte Gusmão e Pedro da Silveira é que o pedido encaminhado pelo professor ao Ministério da Justiça do Brasil é anexado a um relatório do informante Pedro da Silveira, relativo à primeira semana de janeiro de 1964, e ambos são encaminhados pela Embaixada de Portugal no Rio de Janeiro ao Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa. Mas o indício mais forte é o oficio que acompanha os documentos e descreve o teor deles. // O texto do ofício afirma que ‘a pessoa mencionada no despacho n.º 18’ é a autora do ofício ao Ministério da Justiça, assinado por Duarte Gusmão, e do relatório de espionagem, feito por Pedro da Silveira. Segundo o mesmo documento, é intenção da mesma pessoa ‘seguir para o Senegal, naturalizando-se cidadão daquele país, exercendo função num estabelecimento de ensino. Insinuou que não deixaria de colaborar com as autoridades portuguesas na mesma base em que o vem fazendo’. Para esse trabalho, são importantes os relatos que Silveira/Gusmão fez das atividades dos grupos de ativistas pró-independência africana do Rio de Janeiro no tempo em que esteve na ativa.”
L. M. Queirós retoma este decisivo argumento, mas a história já vem contada em Camilo Mortágua, Andanças para a Liberdade, vol. II. 1961-1974, 2013, p. 223- 253, fechando com a certidão de óbito de Duarte Gusmão. O apêndice intitula-se “O incrível ‘Despacho 18’”, com fotografia do herói, habituado a dar jantaradas aos oposicionistas e a pagar, mesmo, parte da renda do apartamento de Humberto Delgado. Vivendo em hotel desde 1964 e sem emprego, era de desconfiar deste «verdadeiro democrata antifascista», como se diz em carta de 3-1-1964 a Delgado. Artista consumado, começou por assinar Eduardo Costa, António Pinto dos Santos e, finalmente, Pedro da Silveira.
Último argumento insofismável: se a fotografia de membro da Casa dos Açores (1958) reproduzida no Expresso acompanha o Espólio 39 da Biblioteca Nacional, fácil é ver a assinatura digitalizada do poeta. Já para conhecer as 34 caixas do seu espólio precisamos de subir aos Reservados e conhecer a sua letra larga, tão diversa da do informador Silveira, visível na p. 246 de Mortágua e em documentos do MNE que Heloísa Paulo nos facultou, aqui reproduzidos.
A luz da razão apagará este pesadelo. E teremos, creio bem, aquele renovado elogio de António Valdemar ao verdadeiro Pedro da Silveira, “Um erudito do século XX” (Diário de Notícias, 20-V-1982).
[Em 13, nota do Expresso desculpava-se, seguida de explicações de A. Valdemar, a que contrapus, nas redes sociais, onde já saíra o texto anterior:
«O jornalista António Valdemar reconhece o erro que cometeu ao confundir o poeta e colaborador da “Seara Nova” Pedro da Silveira com um informador da PIDE que utilizava o mesmo nome. O Expresso, e o autor do artigo “Pedro da Silveira: informações para a PIDE”, publicado na Revista de 9 de outubro de 2021, pedem por isso desculpas a todos os leitores, visados, familiares e amigos de Pedro da Silveira por este lamentável erro.»
No Expresso online de hoje, há demasiadas explicações e derivas para justificar o injustificável e para dizer o evidente: António Valdemar foi induzido em erro por um professor universitário que não identifica e, como reconhece, ignorava os artigos de estudiosas brasileiras. Rasura, mesmo, a informação mais importante de Viviane de Souza Lima: « O texto do ofício afirma que ‘a pessoa mencionada no despacho n.º 18’ é a autora do ofício ao Ministério da Justiça, assinado por Duarte Gusmão, e do relatório de espionagem, feito por Pedro da Silveira.» Ignorava mais, e já escrevi: a assinatura de Duarte Gusmão (reproduzida aqui em posts anteriores), a bibliografia de Camilo Mortágua, o elementar pidesco (os informadores não assinavam com o próprio nome).
Sem tanta explicação, o Expresso reconheceu, em email que me enviou ontem, 12, o «grave equívoco» em que incorreu.
Na edição de 16, em papel, um Expresso envergonhado comete as seguintes falhas:
1. A confissão do erro vem ao fundo da primeira coluna, e não à direita, com o destaque que a acusação teve no dia 9.
2. Remete para a p. 35, Cartas da Semana, acompanhado, ainda, de uma reprodução pidesca, já em 9, que em nada apoia a tese inventada por Valdemar.
3. Não vem a minha carta, enviada ao jornal no próprio dia 9, às 23,07 h, em que alertei para o erro. Nem a carta acima, que pretendi enviar a 11, sem obter resposta, e, finalmente, enviei ao director-adjunto Miguel Cadete, a 12, após a notícia saída no Público – diário que, aliás, escamoteou a autoria das primeiras informações saídas no Facebook, que o articulista L. M. Queirós reduziu a uma polémica nas redes sociais.
4. Enfim, era na revista – lugar do crime –, e não no primeiro caderno, que o Expresso deveria ter reconhecido o erro. Porque não o reconheceu, ao menos, em editorial? Tudo escondido, vergonhoso, lamentável.]
Teresa Martins Marques, Luísa Ribeiro and 11 others
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    Luísa Ribeiro

    Não me será fácil voltar a comprar o Expresso.
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    • 18 m

Vasco Cordeiro será o primeiro português a presidir ao Comité Europeu das Regiões!

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Ilhas Afortunada

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Estou a ler com muita atenção um artigo que menciona as “Ilhas Afortunadas” para justificar navegação atlântica antes dos descobrimentos portugueses, mas tal requer precisão histórica e ligações de fontes, caso contrário tudo se torna muito confuso.
O texto de Plínio (século I dC.) sobre as “Fortunatae Insulae”, que consta do livro VI, 37.202-205, da sua obra Naturalis Historia, tem sido tratado e interpretado sem espírito crítico desde que os primeiros cronistas e historiadores das Canárias se lhe referem, procurando alguma referência precisa sobre o conhecimento que os romanos tinham daquele arquipélago. O resultado final dessas exegeses tem fornecido alguma luz para uma melhor leitura do texto, mas não isentas de confusão, sobretudo quando se tenta inferir algo certo sobre o conhecimento que se tinha delas na antiguidade. Por outro lado, as ilhas afortunadas, misturadas com a Ilha da Palma, a ilha Canária (talvez Gran Canária), Fuerteventura, Lanzarote, a mítica “Insula Capraria” (Ilha das Cabras), cujo nome parece deturpado, a Insula Braçir (Semelhante a outros nomes com Insula Brazi ou ilha do Brasil) aparecem na cartografia de 1367 dos irmãos Pizzigani (Venezianos) que de seguida se apresenta. Não há dúvidas que em 1367 se conhecia muito bem algumas ilhas das Canárias.
Isso serve para colocarmos o descobrimento das Canárias pelo menos no século I dC.? Claro que não é um argumento forte.
Se associarmos os nomes Ilha das Cabras ao ilhéu das Cabras, ao largo da Ilha Terceira nos Açores e Insula Braçir ao Monte Brasil também na ilha Terceira, ainda mais frágil é dizer-se que a Europa já conhecia os Açores em 1367.
A escrita e os textos históricos são melhores interpretados com factos, pois são esses que permitem precisar a narrativa ou a interpretação de esquemas.
O que não parece haver dúvidas pelas enormes coincidências de nomes é que em 1367 os irmão Pizzigani conheciam as Canárias.
A redescoberta das Canárias é reivindicada por Portugal em período anterior a agosto de 1336 daí que o mapa dos irmãos Pizzigani, não têm nada de novo e revelador.
Isso deixa-nos uma questão pertinente: O que é uma descoberta ou uma redescoberta? Historicamente tem pouca importância pois é o valor que se atribui ao achado que dignifica ou não o ato de encontrar.
Não é preciso ir para Norte quando há indícios fortes de navegação antiga no sul.
No photo description available.

  • Nuno Ribeiro

    Nas Canárias tem sido escavado um importante sítio romano, a cronologia romana e anterior com materiais hispano-cartagineses nas Canárias já não são uma dúvida, mas uma certeza absoluta. As colónias Fenícias de Lixus e Mogador na costa Africana provam …

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    Ilhas Afortunada
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    Ilhas Afortunada

    Ilhas Afortunada

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  • Joaquim Fernandes

    Bem observado. A referências às estatuas na legenda em latim, na vertical da imagem, é de uma sublime “coincidência” com a Estátua do Corvo!

máximo, navio de cruzeiro no Pico

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“Hanseatic Inspiration” estabelece novo máximo na ilha do Pico
A aposta que a Portos dos Açores, S.A. tem vindo a diligenciar no segmento dos navios de cruzeiros de expedição, tem-se revelado crucial para a tão desejada retoma da atividade desta ‘indústria’ na Região Autónoma dos Açores.
De facto, as quase cinquenta escalas já concretizadas por aqueles navios em 2021 no nosso arquipélago, revelaram que, além da notoriedade e segurança do destino, os vários portos açorianos proporcionam não só uma diversidade de opções como também uma fundamental complementaridade, principalmente quando as condições atmosféricas são menos favoráveis.
Inicialmente agendado para o fundeadouro do Porto das Lajes do Pico, e uma vez que a agitação marítima não favorecia escala a sul da ilha maior, foi, em alternativa, preparada a possibilidade deste navio da Hapag Lloyd Cruises rumar a norte e atracar no Porto de São Roque do Pico.
Condições reunidas, com colaboração da equipa da Portos dos Açores, S.A. (além do Delegado de Ilha, Paulo Freitas, que coordenou toda a operação, aqui fica o registo do grupo, em foto, constituído por Aires Machado, Hélder Garcia, Tiago Serpa, chefe de cais e Jorge Monteiro, piloto), bem como do comandante do navio, agentes de navegação e autoridade marítima e foi estabelecido um novo máximo: o “Hanseatic Inspiration”, com 138,77 metros de comprimento de fora-a-fora, 22,29 metros de ‘boca’ e 16100 toneladas de arqueação bruta, torna-se, assim, até à data, o maior navio a atracar na ilha do Pico.
📄 PA, SA
📷 Paulo Freitas, Jorge Monteiro e Tiago Serpa
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AÇORES A CRISE DO PRR

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Amiguismos
Chegou a público, por diversos meios e formas, uma onda de crescente indignação por parte de empresários e agentes económicos da Região sobre os documentos e projetos concretos para canalização direta de muitos milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência – Agendas Mobilizadoras.
O Governo opta por dar destino aos vários milhões de euros escolhendo projetos concretos e empresas concretas que são, simultaneamente, responsáveis pela execução e promoção dessas ditas iniciativas. Não se conhecem critérios para a escolha, nem a forma como a mesma decorreu, fazendo cair sobre este processo um enorme manto de suspeição.
Apesar da contestação vinda a público, o Governo está entrincheirado. Não esclarece e não se pronuncia num processo que conduz este Governo ao pódio do menos transparente e menos dialogante da história da Autonomia.
Este silêncio levou o Partido Socialista a suscitar um debate de urgência na Assembleia, isto porque “O Governo dos Açores escondeu de todos os açorianos e das empresas açorianas o acesso a estes fundos comunitários decorrentes das Agendas mobilizadoras disponíveis, por exemplo, para as áreas do turismo, da inovação empresarial e da agroindústria, tendo enviado secretamente a 30 de setembro essas candidaturas sem qualquer conhecimento público.”
Não se conhece um regulamento com critérios de seleção, não se conhece um aviso de abertura de candidaturas. Distribui-se às escondidas 213 milhões de euros a poucas dezenas de empresas, excluindo o acesso a estes fundos a todas as outras, quando estas outras são milhares.
Não restam dúvidas que este procedimento é ilegal violando o princípio básico de acesso em igualdade de circunstâncias das empresas aos apoios públicos e as regras de concorrência, criando “um benefício a alguns privados sem fundamento e distorce a competitividade das empresas, criando uma profunda discriminação empresarial”.
Este assunto é muito grave. Queremos saber, é mesmo urgente esclarecer, porque está o Governo a proteger e beneficiar muito poucos, prejudicando e excluindo a quase totalidade das empresas e empresários açorianos do acesso a estes fundos comunitários. Estamos a falar de milhares de pequenas e médias empresas, que são o motor da nossa economia, que sem apelo nem agravo, foram postos de parte no processo de “recuperação e resiliência”.
Para uns poucos a recuperação e resiliência far-se-á com os milhões da Europa, enquanto milhares de outros vão continuar a lutar sozinhos, tendo-lhes sido vedada a oportunidade de aceder, em igualdade de circunstância com os demais, aos meios financeiros que deveriam ser para todos.
Se é bem verdade que a bazuca é vista por todos como uma oportunidade, então deve ser uma oportunidade para todos e não para uns poucos escolhidos a dedo, não se sabendo como nem porquê. Há uma Agenda, mas essa agenda não é clara. E se essa agenda é mobilizadora, é para muito poucos.
Este não é assunto para ser resolvido por um grupinho restrito de amigos na mesa do café. Exige-se transparência, cumprimento da legalidade e imparcialidade.
Por Andreia Cardoso, AO de 16 de outubro
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PONTA DELGADA | Primeira planta biotecnológica do mundo oferecida à Câmara Municipal. – Rádio Ilhéu

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A empresa de investigação biotecnológica Algicel ofereceu à Câmara Municipal de Ponta Delgada a primeira planta biotecnológica do mundo. Uma planta criada na unidade piloto situada no

Source: PONTA DELGADA | Primeira planta biotecnológica do mundo oferecida à Câmara Municipal. – Rádio Ilhéu