MULHERES CURDAS MORTAS

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′′ Don’t mistake our smiles, we’re all dead. They raped, beaten and shot us. They mutilated our bodies, genitals and filmed them, laughing at us.
We were guilty because rebels, guilty because women taking a gun. But we were just girls.
We suffered from hunger, received looks of encouragement from those who had less than us, smile, crying, we were terrified, we thought we could do it in the indifference of the world that looked up to us but never supported.”
Kurdish fighters dead in Afrin

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DIALETOS DO ORIENTE

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Dialectos e crioulos portugueses no Oriente. A leitura desta poesia faz-me pensar se existirá no fundo da memória timorense alguma variante desta “ canção de embalar”. Alguém sabe?
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AH, SE TIVÉSSEMOS MAR!!!

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AH, SE TIVÉSSEMOS MAR!!!
“Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) demonstram que o Pingo Doce (da Jerónimo Martins) e o Modelo Continente (do grupo Sonae) estão entre os maiores importadores portugueses”.
Porque é que estes dados não me causam admiração? Talvez porque, esta semana, tive a oportunidade de verificar que a zona de frescos dos supermercados parece uns Jogos Sem Fronteiras de pescado e marisco.
Uma ONU do ultra-congelado. Eu explico.
Por alto, vi: Camarão do Equador, Burrié da Irlanda, Perca Egípcia, Sapateira de Madagáscar, Polvo Marroquino, Berbigão das Fidji, Abrótea do Haiti?
Uma pessoa chega a sentir vergonha por haver marisco mais viajado que nós.
Eu não tenho vontade de comer uma Abrótea que veio do Haiti ou um Berbigão que veio das exóticas Fidji. Para mim, tudo o que fica a mais de 2.000 quilómetros de casa é exótico. Eu sou curioso, tenho vontade de falar com o Berbigão, tenho curiosidade de saber como é que é o país dele, se a água é quente, se tem irmãs, etc.
Vamos lá ver. Uma pessoa vai ao supermercado comprar duas cabeças de pescada, não tem de sentir que não conhece o mundo.
Não é saudável ter inveja de uma Gamba. Uma dona de casa vai fazer compras e fica a chorar junto do Linguado de Cuba, porque se lembra que foi tão feliz na lua-de-mel em Havana e agora já nem a Badajoz vai. Não se faz. E é desagradável constatar que o Tamboril (da Escócia) fez mais quilómetros para ali chegar que os que vamos fazer durante todo o ano.
Há quem acabe por levar Peixe-Espada do Quénia só para ter alguém interessante e viajado lá em casa. Eu vi Perca Egípcia em Telheiras.
Fica estranho. Perca Egípcia soa a Hercule Poirot e Morte no Nilo. A minha mãe olha para uma Perca Egípcia e esquece que está num supermercado e imagina-se no Museu do Cairo e esquece-se das compras. Fica ali a sonhar, no gelo, capaz de se constipar.
Deixei para o fim o Polvo Marroquino. É complicado pedir Polvo Marroquino, assim às claras. Eu não consigo perguntar: “tem Polvo Marroquino?”, sem olhar à volta a ver se vem lá polícia. “Queria quinhentos de Polvo Marroquino” – tem de ser dito em voz mais baixa e rouca. Acabei por optar por Robalo de Chernobyl para o almoço. Não há nada como umas coxinhas de Robalo de Chernobyl.
Eu às vezes penso:
O que não poupávamos se Portugal tivesse mar.
(João Quadros in Negócios Online)
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Manuel Fontes

AH, SE TIVÉSSEMOS MAR!!!
“Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) demonstram que o Pingo Doce (da Jerónimo Martins) e o Modelo Continente (do grupo Sonae) estão entre os maiores importadores portugueses”.
Porque é que estes dados não me causam admiração? Talvez porque, esta semana, tive a oportunidade de verificar que a zona de frescos dos supermercados parece uns Jogos Sem Fronteiras de pescado e marisco.
Uma ONU do ultra-congelado. Eu explico.
Por alto, vi: Camarão do Equador, Burrié da Irlanda, Perca Egípcia, Sapateira de Madagáscar, Polvo Marroquino, Berbigão das Fidji, Abrótea do Haiti?
Uma pessoa chega a sentir vergonha por haver marisco mais viajado que nós.
Eu não tenho vontade de comer uma Abrótea que veio do Haiti ou um Berbigão que veio das exóticas Fidji. Para mim, tudo o que fica a mais de 2.000 quilómetros de casa é exótico. Eu sou curioso, tenho vontade de falar com o Berbigão, tenho curiosidade de saber como é que é o país dele, se a água é quente, se tem irmãs, etc.
Vamos lá ver. Uma pessoa vai ao supermercado comprar duas cabeças de pescada, não tem de sentir que não conhece o Mundo.
Não é saudável ter inveja de uma Gamba. Uma dona de casa vai fazer compras e fica a chorar junto do Linguado de Cuba, porque se lembra que foi tão feliz na lua-de-mel em Havana e agora já nem a Badajoz vai. Não se faz. E é desagradável constatar que o Tamboril (da Escócia) fez mais quilómetros para ali chegar que os que vamos fazer durante todo o ano.
Há quem acabe por levar Peixe-Espada do Quénia só para ter alguém interessante e viajado lá em casa. Eu vi Perca Egípcia em Telheiras.
Fica estranho. Perca Egípcia soa a Hercule Poirot e Morte no Nilo. A minha mãe olha para uma Perca Egípcia e esquece que está num supermercado e imagina-se no Museu do Cairo e esquece-se das compras. Fica ali a sonhar, no gelo, capaz de se constipar.
Deixei para o fim o Polvo Marroquino. É complicado pedir Polvo Marroquino, assim às claras. Eu não consigo perguntar: “tem Polvo Marroquino?”, sem olhar à volta a ver se vem lá polícia. “Queria quinhentos de Polvo Marroquino” – tem de ser dito em voz mais baixa e rouca. Acabei por optar por Robalo de Chernobyl para o almoço. Não há nada como umas coxinhas de Robalo de Chernobyl.
Eu às vezes penso:
O que não poupávamos se Portugal tivesse mar.”
João Quadros, in Negócios Online
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Jose Manuel R Barroso, Manuel Fontes and 77 others
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  • Ana Portugal

    Muito bom e hábil escrita de tornar quase cómico um assunto tão sério. Grata.
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    • 27 m

A SINAGA FECHOU, GUARDEM O PATRIMÓNIO

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FIM DE CICLO – SINAGA
No final de julho fechou-se um ciclo. Uma das maiores empresas dos Açores, durante muitas décadas, a Sinaga, fechou as suas portas.
Uma empresa que conjugava a vertente de produção agrícola, com a produção industrial e comercialização. Uma das poucas indústrias que restavam nos açores e o fornecedor de referência dos açorianos de açúcar e álcool.
Muita gente estranhará não ver o açúcar nem o álcool da Sinaga nos Mini, Hiper mercados, mercearias por estes Açores fora.
A Laboração de beterraba era o período em que se transformava a beterraba em açúcar. Trabalhava-se 24 horas por dia em contínuo, de modo a aproveitar a matéria prima entregue pelos cultivadores.
Algumas fotos que refletem este período tiradas pelo Francisco Resendes para memória futura.
TóZé Almeida and 5 others
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  • Fernando Tristão da Cunha

    Espero, como açoriano, que haja sensibilidade para se preservar alguma da arqueologia industrial que ali existe, desde algumas máquinas a documentação diversa. Não precisamos apenas de futuro. A região é também as suas memórias.
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    • 5 h

SATA MADEIRA NOVA IORQUE

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SATA Azores Airlines lança voos Madeira – Nova Iorque
A SATA Azores Airlines submeteu horários à OAG para o início de um novo serviço Funchal para New York JFK em nome do operador turístico Inovtravel. Embora ainda não esteja disponível para reserva no momento, espera-se que seja oficialmente anunciado em breve. A companhia aérea tem uma longa história de ligações aos EUA e Canadá a partir de Ponta Delgada, nos Açores, com foco na procura das comunidades na diáspora.
A companhia entrou com pedido para operar para JFK entre a partir do Funchal, uma vez por semana, a partir de 1 de novembro. Cerca de 21 viagens de ida e volta estão planeadas para durar até 21 de março, pouco antes do final do inverno IATA.
S4 263: saída do Funchal às 16h e chegada ao JFK às 18h50
S4 262: partida de JFK às 20:50, chegada de volta às 08:05 do dia seguinte
A rota de 3.158 milhas teria um tempo de bloco de sete horas e 50 minutos de ida e seis horas e 15 minutos no regresso.
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ideologia talibã

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A ideologia do Talibã: uma mistura de fundamentalismo islâmico e costumes pashtuns
BRASIL.ELPAIS.COM
A ideologia do Talibã: uma mistura de fundamentalismo islâmico e costumes pashtuns
Peso da cultura local diferencia os novos dirigentes afegãos de outros islamistas radicais, abrindo uma fresta para que possam mostrar certa flexibilidade
Armando Dias Sarmento and 26 others
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  • Zé Alexandre Lopes Cunha

    O El País (Brasil, neste caso) sempre a acrescentar mais alguma coisa em termos de profundidade da informação.(Aliás também muito boa impressão da BBC Brasil). Curioso em saber mais sobre o movimento Deobandi, algo que pela comunicação social portuguesa não vou lá chegar, com grande certeza, e muito menos sem ter que pagar para ler.

hoje faz anos o grande escritor (e amigo) CRISTÓVÃO DE AGUIAR

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hoje faz anos o grande escritor(e amigo) CRISTÓVÃO DE AGUIAR E QUE SAUDADES TENHO DAS NOSSAS CONVERSAS INACABADAS,,,,,,,

Casa dos Açores em Lisboa

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CRISTÓVÃO DE AGUIAR
Na data do seu nascimento, lembramos hoje o escritor e poeta @Luís Cristóvão Dias de Aguiar que nascei no Pico da Pedra, em S. Miguel, em 1940.
É licenciado em Filologia Germânica pela Universidade de Coimbra e foi leitor de Língua Inglesa na mesma Universidade. Foi professor em Leiria e tradutor na Universidade de Doimbra. Foi redator e colaborador da revista Vértice onde organizou um número especial dedicado à cultura açoriana (nº. 448, maio-junho de 1982). É um dos autores do blog “A destreza das dúvidas”. A trilogia “Raíz Comovida” tornou-se um clássico da literatura açoriana e é uma obra que nos faz entender o autor.
Da sua obra salientamos:
1965: Mãos Vazias (poemas)
1967: O Pão da Palavra (poemas)
1978. Raiz Comovida I (romance), prémio Ricardo Malheiros da Academia das Ciências de Lisboa
1978: A Semente e a Seiva
1979: Raiz Comovida II;
1981: Raiz Comovida III;
1985: Ciclone de Setembro (romance ou o que lhe queiram chamar)
1987: Reunião de Raiz Comovida (I, II, III) num só volume, com o subtítulo Trilogia Romanesca
1990. Braço Tatuado (sobre a guerra), edição refundida 2007
1992: A Descoberta da Cidade e outras histórias (contos)
1992: Sonetos de Amor Ilhéu
1994: Passageiro em Trânsito (romance)
1995: Um Grito em Chamas (romance)
1999: Relação de Bordo I, diário ou nem tanto ou talvez muito mais, Grande Prémio da Literatura Biográfica da APE /CMP
2000: Relação de Bordo II
2003: Trasfega, casos e contos, prémio Miguel Torga
2004. Nova Relação de Bordo (Relação III)
2005: Marilha, sequência narrativa
2005: Com Paulo Quintela À Mesa da Tertúlia, nótulas biográficas, no 1.º centenário do seu nascimento
2007: A Tabuada do Tempo – a lenta narrativa dos dias, prémio Miguel Torga
2007: Miguel Torga, O lavrador das letras, no 1.º centenário do seu nascimento
2008: Cães Letrados (contos)
Charlas sobre a Língua Portuguesa
Emigração e Outros Temas Ilhéus
Recebeu os prémios: Ricardo Malheiros da Academia das Ciências de Lisboa pela “Raíz Comovida”; Grande Prémio da Literatura Biográfica APE, pela “Relação de Bordo” e o Prémio Nacional Miguel Torga, pelo livro “Trasfega”.
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continua lavagem da história pelos politicamente corretos

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An outstanding general. A man of personal integrity. A historical figure to be studied and remembered in the history books and military compendia. A traitor to the United States of American. He does not deserve a statue in a public place to be seen as a hero.
Statue of Confederate General Robert E. Lee removed from Richmond, Virginia
CBSNEWS.COM
Statue of Confederate General Robert E. Lee removed from Richmond, Virginia