OS RETARDADOS E O PRONOME NEUTRO

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PROFESSORA DE PORTUGUÊS DANDO AULA
(Texto de Vivian Cabrelli Mansano)
“Não sou homofóbica, transfóbica, gordofóbica.
Eu sou professora de português.
Eu estava explicando um conceito de português e fui chamada de desrespeitosa por isso (ué).
Eu estava explicando por que não faz diferença nenhuma mudar a vogal temática de substantivos e adjetivos pra ser “neutre”.
Em português, a vogal temática na maioria das vezes não define gênero.
Gênero é definido pelo artigo que acompanha a palavra.
Vou mostrar pra vocês:
O motorista. Termina em A e não é feminino.
O poeta. Termina em A e não é feminino.
A ação, depressão, impressão, ficção. Todas as palavras que terminam em ção são femininas, embora terminem com O.
Boa parte dos adjetivos da língua portuguesa podem ser tanto masculinos quanto femininos, independentemente da letra final: feliz, triste, alerta, inteligente, emocionante, livre, doente, especial, agradável, etc.
Terminar uma palavra com E não faz com que ela seja neutra.
A alface. Termina em E e é feminino.
O elefante. Termina em E e é masculino.
Como o gênero em português é determinado muito mais pelos artigos do que pelas vogais temáticas, se vocês querem uma língua neutra, precisam criar um artigo neutro, não encher um texto de X, @ e E.
E mesmo que fosse o caso, o português não aceita gênero neutro. Vocês teriam que mudar um idioma inteiro pra combater o “preconceito”.
Meu conselho é: ao invés de insistir tanto na coisa do gênero, entendam de uma vez por todas que gênero não existe, é uma coisa socialmente construída.
O que existe é sexo.
Entendam, em segundo lugar, que gênero linguístico, gênero literário, gênero musical, são coisas totalmente diferentes de “gênero”. Não faz absolutamente diferença nenhuma mudar gêneros de palavras. Isso não torna o mundo mais acolhedor.
E entendam em terceiro lugar que vocês podiam tirar o dedo da tela e parar de falar abobrinha, e se engajar em algo que realmente fizesse a diferença ao invés de ficar arrumando pano pra manga pra discutir coisas sem sentido.”
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QUEM TRAMOU BIDEN?

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QUEM TRAMOU O PRESIDENTE BIDEN ?
Biden recebeu uma herança terrível e não soube geri-la. Já aqui o disse. Primeiro, em termos de estratégia de comunicação. O presidente teve todo o tempo para preparar a opinião pública. Não o fez. Segundo, em termos de operação logística. A Casa Branca teve todo o tempo para preparar uma saída militar e civil minimamente ordenada. Não o fez.
Quem quer que terá convencido Biden de que teria mais 2 ou 3 semanas até os talibãs chegarem a Cabul foi de uma incompetência atroz – ou enganou deliberadamente o presidente. Os serviços de ‘intelligence’ dos EUA ficam muito mal na fotografia. Seria preciso desconhecer de todo o que se passa no terreno do Afeganistão desde há várias décadas para não perceber que no país não existia, nem existe, um exército nacional, mas sim, um somatório de forças regionais cujo comando efetivo pertencia, e pertence, aos ‘war lords’ aos senhores da guerra. Não havia, nem há, um comando nacional do tal exército que os EUA acusam de “não ter lutado” (sic) e de ser, portanto, o responsável pela queda de Cabul. Foi patético ver e ouvir o secretário Blinken tentar brandir esse argumento. Foi triste ver e ouvir o presidente repetir penosamente o refrão.
É incompreensível que a CIA e o Petágono tenham aparentemente desconsiderado um dado objetivo: os cerca de 300 mil militares dados como afetos ao governo afegão obedeciam de facto a diferentes hierarquias, de natureza étnica ou tribal. Não obedeciam, como bem se viu aliás, a qualquer comando unificado. Muito menos ao frágil e desautorizado governo afegão – que os EUA tentam agora, desajeitadamente, responsabilizar pelo caos.
Seja como for, desde há uma semana que o presidente corre atrás do prejuízo. Biden não precisava deste fiasco no seu já longo currículo. Nem merecia ser a cara da impotência americana neste episódio dramático, que a história irá registar com justo azedume. Afinal de contas, o presidente foi somente o último a errar numa longa e já antiga cadeia de co-responsáveis. Errou na forma de sair, não na decisão, mas o seu prestígio foi seriamente abalado. O trumpismo está à espreita para se vingar de Biden, na primeira oportunidade. Os democratas e progressistas americanos não podem baixar a guarda.
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AINDA HÁ NOIVAS BARATAS NA NIGÉRIA

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Yusuf Muhammadu Buhari, filho do Presidente da Nigéria, pagou pela noiva, Zahra Nasir Bayero, 500.000 nairas, cerca de 854 euros.
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  • Adulai Mamudo

    Na tradição fula a maioria dá dote em vacas, sim da noiva vala uma vaca, e mais 3 outras que os país pede pra noivo dar para a noiva, alguns pedem 2 ou 1.
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O VALOR MUDA CONSOANTE O SÍTIO

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Uma garrafa de água no supermercado custa 25 cêntimos.
No bar, a mesma garrafa custa 1 euro.
Se a pagarmos no restaurante ou num hotel pode custar até 3 euros.
Se estivermos num aeroporto ou no avião, pode custar até 5 euros.
A garrafa é a mesma, a marca também, a única coisa que muda é o lugar.
Cada lugar dá um valor diferente para ao mesmo produto.
Quando sentires que não vales nada e quando tudo o que tens por perto tende a diminuir, muda de lugar.
Não pares onde estás.
Tem a coragem de mudar e ir para um lugar onde sejas considerado como realmente és. Cerca-te de pessoas que reconhecem exatamente o que vales.
Não te conformes.
(autor desconhecido)
Roberto Y. Carreiro, Paula Margarida Tavares and 62 others
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  • São Neves

    Quem muda Deus ajuda !
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saúde pública

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UMA LIÇÃO SOBRE SAÚDE PÚBLICA
Tentava fugir ao trânsito (que saudades) quando ouvi uma notícia que me fez pensar. No sempre surpreendente desconfinamento suave, o governo decidiu aumentar o número de pessoas nos restaurantes (para 8 por mesa, julgo eu), permitir espectáculos culturais com 75% de ocupação e retirar todas as restrições nos transportes públicos.
Aliás, os mesmos transportes públicos onde o pagode circulava quando nos juravam que o país estava “confinado”.
Por maior que seja a originalidade imposta pelo governo, há um princípio de que não abdicam: confinamento ao lazer e bar aberto ao trabalho.
É por isso que o vírus ataca em força ao fim-de-semana, em restaurantes, teatros e afins. Ainda ninguém se lembrou, por exemplo, de exigir um certificado digital na cantina da Autoeuropa, de segunda a sexta.
Há lições valiosas sobre saúde pública que estou a aprender neste período de pandemia. Não tanto sobre coerência mas, enfim, não queiramos o céu.
Com a falta de lógica das medidas ainda no pensamento, entro num barracão gigante ali para os lados do Prior Velho. Para quem não conhece o Prior Velho, é imaginar o Cacém depois de uma explosão nuclear. O barracão tinha espaço para uns cinco A320. Estava lá eu e o rapaz da porta que, simpaticamente me disse: “máscara na cara até entrar no campo”. Ao que respondi: “o campo está exactamente debaixo do mesmo tecto onde estamos agora e eu estou sozinho no hangar, portanto, qual a necessidade de caminhar sem respirar nesta sauna que vocês aqui fizeram com aquele telhado de zinco todo partido?”.
Obviamente o rapaz disse que não era ele que fazia as regras. E tão pouco pensava nelas, acrescento eu.
Caminhei aqueles 5 airbus sem respirar, com uma temperatura que rondava os 40 graus. Uma vez no campo, debaixo do mesmo zinco e com a mesma sombra por companhia, tirei a máscara.
Julgo que contribui para a defesa da saúde pública e isso deixa-me feliz.
Já em casa, com o lixo separado em 3 sacos, resolvi aumentar a minha contribuição e desloquei-me ao sítio onde a ecologia acontece.
Quando lá cheguei vi um novo conceito de saúde pública e que, de certa forma, ajudou ao meu enriquecimento cultural.
Não só percebi que o ponto de recolha das madeiras é o passeio, que o espaço entre contentores é destinado a cartões maiores (cortar em casa dá cabo das unhas) como, numa espécie de bónus, ainda descobri que se fazem dádivas de fruta conservadas na chapa do sol a 35 graus. Realmente só passa fome quem quer.
Mas o que me deliciou mesmo, para além das varejeiras e do cheiro a esgoto, claro, foi ver a defesa da saúde pública, ali mesmo em frente nos restaurantes que deixam estas dádivas no passeio, com o pedido do certificado domingueiro. Gostei da aprendizagem que o quotidiano me ofereceu. Julgo ser esta a tal escola da vida, que ensina a valer, e que deu equivalências ao Relvas e a tantos perfis marialvas.
A cena repete-se em milhares de ruas do país. Já perdi a conta ao lixo que vejo depositado nos passeios. E a tranquilidade com que todos parecem viver no meio dele, é assustadora.
E quem faz isto, todos os dias note-se, ainda terá certamente uma justificação que o ilibará, que trará lógica ao atentado ambiental. Uma certeza que o faça voltar as costas a este espectáculo com a sensação de dever cumprido.
Há duas coisas que nós, enquanto povo, não sentimos grande falta. Vergonha e civismo.
Confinemos, pois.
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  • Joao Marques Silva

    Nós somos tratados como parte do lixo. E os “turistas” de cá e de lá de fora também.
    Em lisboa a higiene urbana está de férias. Que goze muito e volte em força em setembro para a reeleição do Medina.

memórias do afeganistão 1978 pt4

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tS9peoonshoregd
With the fall of Afghanistan, I’ve been reflecting on my travel experiences there as a 23-year-old backpacker on the “Hippie Trail” from Istanbul to Kathmandu. Yesterday and today, it’s a poor yet formidable land that foreign powers misunderstand and insist on underestimating.
In this final journal entry from 1978, stow away with me as I travel from Kabul over the fabled Khyber Pass to Pakistan.
Friday, August 4, 1978: Kabul to Rawalpindi, Pakistan
This was the morning I was psyched for. I don’t think I could have woken up feeling bad and I didn’t. Both Gene and I felt good. We had a last big Sina Hotel breakfast and caught our little 8:30 bus to Pakistan.
This bus was the way I wanted to do Khyber Pass. I had dreamed of crossing this romantically wild and historically dangerous pass for years and it was very high on my life’s checklist of things to do — in the top five for sure. Now I was sitting on this kinky old brightly, but badly painted, bus next to a wonderful open window that let me lean half of my body out if I wanted to. Our seats were big and high yet crowded and the bus was full of Pakistanis and “Road to India” travelers.
I was glad to get out of Kabul and almost immediately we were in a scenic mountain pass. From here to the border, while nothing by Pacific Northwest standards, was the closest thing to lush that we’ve seen in Afghanistan. We even passed a lake, but I saw no boats. I wondered how many, or how few, Afghans had ever been in a boat.
Stopping in Jalalabad for a hurried lunch break, we were back on the road in 20 minutes. We were nearing the border and apprehension grew. We hoped it wouldn’t be too much of a hassle but by now nothing surprised us.
The Afghanistan border station, while time consuming, was easy. We just sat around eating a melon and wishing we had money for a Coke. Actually, we had planned our cash reserves very nicely and were leaving with no afghanis. We waited our turn to be searched, filled out the form, got our passports stamped — the usual process, and loaded back on only to stop 100 yards later for our introduction to Pakistan.
This place was pretty unruly. We piled into a room and one by one we were called up to the desk. The customs official “hunt and pecked” our vital statistics into his register and stamped our passports.
Passports in hand, we knew we were just halfway through the process, but we weren’t sure where to go next. We wandered into one ramshackle building, and in a dark room, two men jumped up from two cots and welcomed us to lay down. No thanks! We got out of there and were overrun by dope dealers and black-market money chargers. Everything was so open and blatant that it almost seemed legal. We bought $10 worth or Pakistan rupees and then tried to get our bags searched so we’d be done. Frustrated in the chaos, we just got on the bus and skipped the baggage check. At our window we were entertained by lots of hash sellers and a particularly persistent man with a small bottle of cocaine — 4 grams for $30. I took his picture and told him to get lost.
Finally we were loaded and ready to do it — to cross the Khyber Pass. I was thrilled. Physically, it was just like any other rocky mountain pass, but when you’ve wondered, dreamed, and thought about something for many years, it becomes special. Up and up the bus climbed. Hanging out the window, I tried to take in everything — every wild turn in the road, every fortress-crowned hill, every stray goat, every gaily painted truck that passed us, and every mud hut. I looked at the rugged people who inhabited this treacherous pass and wondered who they were, how they lived, what stories could they tell. Dry, rocky graveyards with wind-tattered flags littered the hillsides. Clouds threatened. We were moving out of the arid Arab side of South Asia and into the wet Indian subcontinent. From now on we would feel muggy — but enjoy the green countryside.
We crossed the Khyber Pass and passed through a tribal village to pay a toll for the privilege. I could see the men around with rifles ignoring the bus and gathered in circles trading both goods and stories.
In a few minutes we were in Peshawar and found that a direct train to Lahore was leaving in an hour. We saw nothing to keep us in Peshawar and the magnetism of India was getting stronger and stronger as we got nearer and nearer. We hassled around trying to decide how, what, and where to buy our tickets. This was a new experience — learning how to handle the Pakistani train system. A little bewildered and not sure what was our best move, we bought $3.50 ticket (first class) for the 12-hour journey, wolfed down a quick 60 cents dinner, and found a spot on the not-so-classy first-class car.
The only difference between first and second class was padded seats and $1.50. We figured for 12 hours it would be nice to have the pads. Our car was very crowded. I was happy to be near a window that blew in hot, muggy air. We pulled out at 5:50, almost on time, and I savored the breeze.
The countryside was flat, lush, and interesting. After a while, I began reading Orwell’s Animal Farm. It was good and the time passed nicely. Then it got dark, and the bugs came. The lights worked like on my old bike — the faster you go, the brighter they shine. This was not a very bright train. The bugs got on me so to speak and I made a bloody declaration “Death by ruthless squashing to any bug that lands on me from now on”. I decided that I would just mash them with my thumb or fingers and roll them through my arm and leg hairs until they disappeared — either rubbing in or falling off.
The ride dragged on. We decided to break up the ride to Lahore at Rawalpindi, the halfway spot, catch an early train in the morning to complete the trip.
It was nearly midnight as we stepped into the muddy puddled streets of Rawalpindi. There was a 5:15 train to Lahore in the morning so we could catch a good four hours of sleep — if we could catch a hotel. It looked very bad — every one was full and other people looking for a place were also frustrated. Luckily, I found a guy with a single open and a shower next door (Gene didn’t tell me about the lizards until later). Otherwise, it was a hole barely worth the 10 rupees ($1) we paid. But it did serve its purpose. I took a cooling shower and found a comfortable spot among the bumps and curves of my cot and soon I had worked myself to sleep. Today was a good day — lots of miles covered, a new country and I had crossed the Khyber Pass.
(This is journal entry #5 of a five-part series. If you missed any along the way, scroll back to Tuesday, Aug. 17 on my Facebook page.)
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talibã, nada mudou

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BREAKING: New Amnesty International investigation has found the Taliban responsible for brutal massacre of Hazara men. We have been on the ground in Afghanistan in recent days – and have verified torture and killings in Ghazni province.
Afghanistan: Taliban responsible for brutal massacre of Hazara men – new investigation | Amnesty International
AMNESTY.ORG
Afghanistan: Taliban responsible for brutal massacre of Hazara men – new investigation | Amnesty International

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Amnistia Internacional acusa talibãs de tortura e mortes violentas
DN.PT | BY DIÁRIO DE NOTÍCIAS
Amnistia Internacional acusa talibãs de tortura e mortes violentas