afeganistão, mentiras e mortes

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“We have lost about 2,000 soldiers in Afghanistan, and sustained about 21,000 casualties of war. (Not to mention all the dead innocent Afghan civilians)…And every one of our leaders lied about it. Lied!” | The American Conservative #Afghanistan [2019]
Our Lying Military, Our Lying Government | The American Conservative
THEAMERICANCONSERVATIVE.COM
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Washington Post publishes secr

mais um muro

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A Grécia terminou a construção de um muro na fronteira com a Turquia.
Grécia constrói muro de 40 quilómetros na fronteira para evitar entrada de migrantes
RTP.PT
Grécia constrói muro de 40 quilómetros na fronteira para evitar entrada de migrantes
A Grécia terminou a construção de um muro na fronteira com a Turquia. O muro de 40 quilómetros de comprimento levou ano e meio a erguer e serve para evitar que mais migrantes entrem ilegalmente no país.
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Derretimento do gelo no Alasca ameaça desencadear um megatsunami sem precedentes, alertam cientistas

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Cientistas temem que um tsunami gigante e catastrófico no Alasca, desencadeado por um deslizamento de terra que ficou instável após o degelo da geleira, ocorrerá nas próximas duas décadas, temem os cientistas – e isso pode acontecer nos próximos 12 meses.

Source: Derretimento do gelo no Alasca ameaça desencadear um megatsunami sem precedentes, alertam cientistas

memórias urbanas

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🇵🇹
May be an image of outdoors
Os autocarros que circulavam nas cidades do Porto e Lisboa, nos anos 60 e 70 na minha infancia. E tinham algo que espantaria alguns jovens de hoje. Por detrás dos assentos havia cinzeiros, para as pessoas que fumavam dentro do autocarro.
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ENTRAS NO BAR E NO BALCÃO SÓ HÁ CENOURAS???

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“De facto, é inimaginável entrar num bar que não tenha bolos ou salgados na vitrina. O que haverá atrás do vidro? Cenouras?“. Por Filipa Chasqueira
Carne seca na cantina ou sandes de alface no bar
SOL.SAPO.PT
Carne seca na cantina ou sandes de alface no bar
FALAR BAIXINHO

Carne seca na cantina ou sandes de alface no bar

De facto, é inimaginável entrar num bar que não tenha bolos ou salgados na vitrina. O que haverá atrás do vidro? Cenouras?

 

Depois de dois anos letivos de liberdade condicionada, em que os alunos andaram ao sabor das decisões para controlar a pandemia, quando em setembro os jovens regressarem à escola vão ter mais uma surpresa Os pães com chouriço, os bolos, os folhados, os refrigerantes, os chocolates ou os salgados, entre outros – porque são mais de meia centena de produtos banidos – vão ser retirados dos bares das escolas. Os menos informados pensarão que se trata de uma piada de mau gosto. Ou que com tanta preocupação com a covid alguém se esqueceu de contactar os fornecedores. De facto, é inimaginável entrar num bar que não tenha bolos ou salgados na vitrina. O que haverá atrás do vidro? Cenouras?

Se queremos combater a obesidade infantil – um problema que tem vindo a decrescer nos últimos anos no nosso país – devemos insistir na consciencialização do que é uma alimentação saudável. Começando, por exemplo, pelas cantinas do ensino público. Uma alimentação saudável não passa só pela matéria-prima – que, diga-se, nesse meio não prima pela qualidade. Passa também por oferecer refeições equilibradas, saborosas e bem confecionadas. Que tornem a hora da refeição prazerosa, que permitam descobrir novos e bons pratos, em vez de criar aversão à comida ou encontrar escapes ou compensações para a mesma.

É lamentável o desinvestimento na qualidade da alimentação dos estudantes. Servem-se refeições deploráveis às nossas crianças desde tenra idade. Já ouvi de alunos, professores e auxiliares de várias escolas descrições assustadoras. Os mais novos dizem que o peixe parece estragado e os mais velhos queixam-se de que a carne muitas vezes é tão seca que mal se consegue cortar. Como é possível achar que o problema da alimentação está nos pães com chouriço ou nos folhados de salsicha? Certamente que se as refeições servidas na escola melhorassem, os alunos não estariam tão sequiosos de um conforto. Pior, chegou-se ao cúmulo de aconselhar também o fecho do bar à hora do almoço, não vá ainda algum impudente querer trocar o peixe espapaçado da cantina por uma suculenta sandes de alface.

E não nos esqueçamos que no combate à obesidade infantil as indicações passam também pelo aumento da atividade física. Será que também vão abrir até ao final de setembro recintos cobertos e contratar professores para a prática de desporto em todas as escolas? E vão voltar a fechar os parques infantis quando os casos de covid subirem e manter as crianças fechadas na sala durante o intervalo?

 

 

Se muitas escolas com as suas novas restrições, os seus horários alargados, os seus portões altos, má comida e matérias extensas e pouco adaptadas já não eram convidativas, com a censura nos bares as semelhanças com uma prisão vão ser ainda maiores.

Curioso que se fale tanto em liberdade hoje em dia, que se discuta a legalização da canábis e ao mesmo tempo se tenha o descaramento de proibir alimentos absolutamente inofensivos quando consumidos com moderação. Se há jovens com maus hábitos alimentares vão continuar a tê-los trazendo comida de casa ou recorrendo ao supermercado ou ao café mais próximo. E todos os outros vão estar a pagar o fanatismo do saudável.

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1950 AFEGANISTÃO SEM FOME NEM POBRES

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American citizen Glenn Foster travelled through #Afghanistan for seven years in the mid-20th century, documenting the country and lives of its citizens.
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No hunger, no beggars: This BBC documentary traces how Afghanistan was in the 1950s
SCROLL.IN
No hunger, no beggars: This BBC documentary traces how Afghanistan was in the 1950s

Rolling Stones drummer Charlie Watts dies at age 80

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Morreu aos 80 anos o músico britânico Charlie Watts, baterista da mítica banda The Rolling Stones, anunciou esta terça-feira o seu agente. https://www.rtp.pt/…/aos-80-anos-morreu-charlie-watts…
Aos 80 anos. Morreu Charlie Watts, baterista dos Rolling Stones
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RTP.PT
Aos 80 anos. Morreu Charlie Watts, baterista dos Rolling Stones
Morreu aos 80 anos o músico britânico Charlie Watts, baterista da mítica banda The Rolling Stones, anunciou esta terça-feira o seu agente.
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Watts, the Stones’ drummer since 1963, has died, after undergoing an undisclosed medical procedure and dropping out of the band’s tour in early August.

Source: Rolling Stones drummer Charlie Watts dies at age 80

poesia ao fim do dia

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O Verão estala por todos os poros
da casca das árvores,
da língua dos cães,
das asas das cigarras,
do bico dos peitos das mulheres
tão acerado
que rasga o véu de calor
com um golpe preciso
de lanceta.
(João José Cochofel)
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EÇA DE QUEIROZ E O AFEGANISTÃO

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A visão de Eça de Queiroz sobre o Afeganistão…
Eça de Queiroz, em 1880:
«Os ingleses estão experimentando, no seu atribulado império da Índia, a verdade desse humorístico lugar comum do sec. XVIII: «A História é uma velhota que se repete sem cessar».
O Fado e a Providência, ou a Entidade qualquer que lá de cima dirigiu os episódios da campanha do Afeganistão em 1847, está fazendo simplesmente uma cópia servil, revelando assim uma imaginação exausta.
Em 1847 os ingleses, «por uma Razão de Estado, uma necessidade de fronteiras científicas, a segurança do império, uma barreira ao domínio russo da Ásia…» e outras coisas vagas que os políticos da Índia rosnam sombriamente, retorcendo os bigodes – invadem o Afeganistão, e aí vão aniquilando tribos seculares, desmantelando vilas, assolando searas e vinhas: apossam-se, por fim, da santa cidade de Cabul; sacodem do serralho um velho emir apavorado; colocam lá outro de raça mais submissa, que já trazem preparado nas bagagens, com escravas e tapetes; e, logo que os correspondentes dos jornais têm telegrafado a vitória, o exército, acampado à beira dos arroios e nos vergéis de Cabul, desaperta o correame, e fuma o cachimbo da paz… Assim é exactamente em 1880.
No nosso tempo, precisamente como em 1847, chefes enérgicos, Messias indígenas, vão percorrendo o território, e com os grandes nomes de «Pátria» e de «Religião», pregam a guerra santa: as tribos reunem-se, as famílias feudais correm com os seus troços de cavalaria, príncipes rivais juntam-se no ódio hereditário contra o estrangeiro, o «homem vermelho», e em pouco tempo é tudo um rebrilhar de fogos de acampamento nos altos das serranias, dominando os desfiladeiros que são o caminho, a estrada da Índia… E quando por ali aparecer, enfim, o grosso do exército inglês, à volta de Cabul, atravacado de artilharia, escoando-se espessamente, por entre as gargantas das serras, no leito seco das torrentes, com as suas longas caravanas de camelos, aquela massa bárbara rola-lhe em cima e aniquila-o.⁸
Foi assim em 1847, é assim em 1880. Então os restos debandados do exército refugiam-se nalguma das cidades da fronteira, que ora é Ghasnat ora Kandahar: os afegãos correm, põem o cerco, cerco lento, cerco de vagares orientais: o general sitiado, que nessas guerras asiáticas pode sempre comunicar, telegrafa para o viso-rei da Índia, reclamando com furor «reforços, chá e açúcar»! (Isto é textual; foi o general Roberts que soltou há dias este grito de gulodice britânica; o inglês, sem chá, bate-se frouxamente). Então o governo da Índia, gastando milhões de libras, como quem gasta água, manda a toda a pressa fardos disformes de chá reparador, brancas colinas de açúcar, e dez ou quinze mil homens. De Inglaterra partem esses negros e monstruosos transportes de guerra, arcas de Noé a vapor, levando acampamentos, rebanhos de cavalos, parques de artilharia, toda uma invasão temerosa… Foi assim em 1847, assim é em 1880.
Esta hoste desembarca no Industão, junta-se a outras colunas de tropa índia, e é dirigida dia e noite sobre a fronteira em expressos a quarenta milhas por hora; daí começa uma marcha assoladora, com cinquenta mil camelos de bagagens, telégrafos, máquinas hidráulicas, e uma cavalgada eloquente de correspondentes de jornais. Uma manhã avista-se Kandahar ou Ghasnat; e num momento, é aniquilado, disperso no pó da planície o pobre exército afegão com as suas cimitarras de melodrama e as suas veneráveis colubrinas do modelo das que outrora fizeram fogo em Diu. Ghasnat está livre! Kandahar está livre! Hurrah! Faz-se imediatamente disto uma canção patriótica; e a façanha é por toda a Inglaterra popularizada numa estampa, em que se vê o general libertador e o general sitiado apertando-se a mão com veemência, no primeiro plano, entre cavalos empinados e granadeiros belos como Apolos, que expiram em atitude nobre! Foi assim em 1847; há-de ser assim em 1880.
No entanto, em desfiladeiro e monte, milhares de homens que, ou defendiam a pátria ou morriam pela «fronteira científica», lá ficam, pasto de corvos – o que não é, no Afeganistão, uma respeitável imagem de retórica: aí, são os corvos que nas cidades fazem a limpeza das ruas, comendo as imundícies, e em campos de batalha purificam o ar, devorando os restos das derrotas.
E de tanto sangue, tanta agonia, tanto luto, que resta por fim? Uma canção patriótica, uma estampa idiota nas salas de jantar, mais tarde uma linha de prosa numa página de crónica…
Consoladora filosofia das guerras!
No entanto, a Inglaterra goza por algum tempo a «grande vitória do Afeganistão» – com a certeza de ter de recomeçar, daqui a dez anos ou quinze anos; porque nem pode conquistar e anexar um vasto reino, que é grande como a França, nem pode consentir, colados à sua ilharga, uns poucos de milhões de homens fanáticos, batalhadores e hostis. A «política» portanto é debilitá-los periodicamente, com uma invasão arruinadora. São as fortes necessidades dum grande império.
Antes possuir apenas um quintalejo, com uma vaca para o leite e dois pés de alface para as merendas de verão…»
Eça de Queiroz. “Cartas de Inglaterra”
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