LUIS FILIPE SARMENTO

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1. Na capela dessacralizada da secreta Quinta da Raposa tenho um quarto. Foram dias e noites e dias consagrados à paixão dos primeiros toques. O quarto era a sacristia. Com casa de banho. Esfiados paramentos já não vestiam a nudez inocente. Outra liturgia se manifestava.
2. No altar, entre velhos santos sepultados, a biblioteca. Os anjos ainda olhavam desconfiados. Tinham perdido setas. Tinham perdido pernas. Ausentes de função. Eu lia pleno de prazer. Muitas bíblias por conhecer. Entre elas, a tua, Carlos. Paterson.
3. A nave era um salão de fumo. A alucinação do lugar era um filme diferente em cada soirée. Ali tomaram lugar orquestras & coreografias. Ovos estrelados. Vinho do Porto. Pernas distendidas. Copos entornados na laje para a descoberta da arte abstracta. Um kilim roubado ao deserto. Congas para mantras opiáceos.
4. Na pia de baptismo a cozinha. Benzidas sopas sem améns e com pouco futuro. Pão de Mafra. Um fabuloso caril em cima de um alcorão sem horas de ramadão. Jesus fugira com Madalena para o jardim das Palmeiras. Cansados entre buxos verdes. A janela com cortinas de chiffon azul e estampados de foices e martelos. Lindas. Nada faltava às festas de lua cheia. Nem o meu amigo lobo que vinha aos restos, comia frango e descansava horas na sacristia. Partia ao entardecer para encontros furtivos com o eterno feminino. Os uivos eram a sua oração.
Luís Filipe Sarmento, «B.-C.», 2021
Foto: José Lorvão
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PRESERVAR PEGADAS DE DINOSSAURIO

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A CAUSA DAS COISAS
António Galopim de Carvalho, conhecido como o “pai” dos dinossauros em Portugal, entregou em 2020 uma providência cautelar para preservar as pegadas. A Câmara de Sintra dizia que não tinha “nada a ver com isso”. O ICNF pedia uma “solução realista”.
Transformado numa lixeira, a vegetação autóctone, bravia, foi avançando (….) e tem estado a destruir a laje, quem tem apenas 15 centímetros de espessura.
O museu nunca foi construído, mas Galopim de Carvalho alertava que, isso não era prioritário. “Seria contraproducente estar a exigir um esforço financeiro numa altura em que o dinheiro faz falta para outras coisas. Portanto, aquilo que pedia era que se travesse a destruição.
Gastaram-se oito milhões de euros, na década de 90, para que as pegadas de dinossauro de Carenque (concelho de Sintra) não fossem destruídas por uma estrada. Depois, deixaram-se ao abandono até hoje. A Câmara de Sintra e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas foram agora obrigados pelo tribunal a limpar e a fazer a vigilância do local.
Tribunal obriga a limpar o sítio das pegadas de dinossauro de Carenque
PUBLICO.PT
Tribunal obriga a limpar o sítio das pegadas de dinossauro de Carenque
Gastaram-se oito milhões de euros, na década de 90, para que as pegadas de dinossauro de Carenque (concelho de Sintra) não fossem destruídas por uma estrada. Depois, deixaram-se ao abandono até hoje. A Câmara de Sintra e o Instituto da Conservação d
Artur Arêde and 3 others

SANTA CASA POUCO MISERICORDIOSA

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ALERTA, UTENTES DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DA MADALENA (SCMM)!
Santa? Misericórdia?
ALERTA, UTENTES DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DA MADALENA (SCMM)!
Santa? Misericórdia?
Em 2016, eu e minha mãe, que vivia sozinha na sua habitação na freguesia das Bandeiras, decidimos recorrer aos serviços do lar de idosos da SCMM. Encetei, então, contatos para a sua admissão na instituição e foi-me proposto, como pagamento, a doação de alguma propriedade e uma mensalidade muito superior aos rendimentos de minha mãe. Não aceitei por não ter condições de suportar tal encargo e, após alguma negociação, a minha mãe acabou por ser admitida pagando, como mensalidade, a totalidade da sua pensão, ou seja, 100% dos seus rendimentos, ficando ainda a meu cargo as despesas com vestuário, medicamentos, intervenções cirúrgicas e/ou internamentos em clínicas privadas, assim como as inerentes a adicionais com atividades ocupacionais.
Pelo que se ouvia falar dos valores das mensalidades e doações, pareceu-me, à data, ter sido firmado um contrato aceitável.
Fruto de circunstâncias várias, pouco antes de minha mãe falecer, a 1 de janeiro deste ano, tomei conhecimento que a SCMM assim como a generalidade das instituições do género celebram acordos de cooperação com o ISSA que abrangem a maioria dos utentes (no caso da SCMM em 2020 abrangeria 74 utentes). Nesses acordos, é garantido às instituições um Valor Padrão por cada utente (em 2019, o valor era de 890.97 Euros). Desse valor, cabe ao utente comparticipar, ou pagar, o correspondente, exatamente, nem mais nem menos, a 80% do seu rendimento mensal, sendo a restante comparticipação pública suportada pelo ISSA.
Certamente, o legislador, ao fixar a comparticipação familiar numa percentagem do rendimento do utente e assegurando à instituição o Valor Padrão, teria subjacente garantir equidade de acesso aos serviços independentemente da condição de recurso dos utentes.
Em janeiro, solicitei ao ISSA informação sobre a situação de minha mãe relativamente ao Acordo de Cooperação SCMM/ISSA, tendo sido informada que esta sempre havia estado abrangida pelo referido acordo. Perante tal informação que comprovava que a minha mãe só devia ter pago mensalidades no valor de 80% da sua pensão/rendimento mensal, confrontei a SCMM que, com uma surpreendente rapidez (oito dias), devolveu de imediato as verbas cobradas indevidamente, alegando ter-se tratado de um lapso.
A 14 de março, a situação exposta foi denunciada à Vice-Presidência para que averiguasse se este “lapso” era um caso isolado ou um “modus operandi”. Foi inclusive solicitada uma audiência ao senhor Vice-Presidente que nunca foi concedida o que é, por si só, revelador da atenção que o assunto mereceu. Afinal, quem é que se preocupa em defender os idosos quando há outros assuntos mais urgentes e importantes?
Assim, alerto os utentes da SCMM para que estejam atentos aos seus direitos e aos “LAPSOS”!… Sei que alguns talvez já estejam atentos, mas que, por conveniência ou receio de represálias, não queiram abordar o assunto o que compreendo embora me custe a aceitar…
Existem também outros casos curiosos com prescrições médicas a utentes e reembolsos da Unidade de Saúde da Ilha do Pico (USIP) para a SCMM… Talvez sejam também “LAPSOS”… e eu tenha sido sempre a única beneficiária/vítima de tais lapsos… mas isso fica para outro post…
Horta, 14 de julho de 2021
Lívia Silveira

TRÁGICAS CHEIAS NA ALEMANHA

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Heavy rain and once-in-a-generation floods has caused the collapse of six houses in Germany’s western state of Rhineland-Palatinate, leaving several people missing and many stranded on rooftops.
Earlier reports by broadcaster SWR said around 30 people were missing and about 25 more homes were at risk of collapse in the district of Schuld bei Adenau, in the hilly Eiffel region, citing police.
“We currently have an unclear number of people on roofs who need to be rescued,” a spokesperson for the Koblenz police told Reuters. (The Guardian)
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BELMONTE E PONTA DELGADA JUNTOS EM CONFERÊNCIA

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Assista no próximo dia 16 de julho, às 15h, no Museu Judaico de Belmonte, à Conferência do Professor Claude B. Stuczynski e à apresentação do livro “Arrancados da Terra” de Lira Neto.
Para mais informações contacte-nos:
empds.belmonte@gmail.com / 969200486
May be an image of ‎text that says "‎LADEBELMONTE BELMONTE PONTA DELGADA 16 DE JULHO, 15:00h -MUSEU JUDAICO Apresentação do Livro "ARRANCADOS DA TERRA" LIRA NETO, Jornalista Historiador 15:00h Abertura da Conferência apresentação do Livro, com presença do Sr. Presidente do Município de Belmonte, Sra Presidente Município de Ponta Delgada Sr. Rabino Dr. Eliyahu Sheffer 15:15h Conferência em rememoração do jejum judaico do Av, pelo Professor da Universidade de Bar- Ilan, Israel, Claude B. Stuczynski 15:45h O Professor António Bento (UBI) apresenta livro "Arrancados da Terra" do jornalista historiador Lira Neto. Conversa com escritor. BELMONTE EMPDS BELMONTE FSAyA HAN NM 두장 E rECO rEnR adಗರ ቅከር ×שח‎"‎

Joaquim Feliciano da Costa and 1 other

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MARGINAIS E DROGA EM PDL

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Esta reportagem que o jornal “Correio dos Açores” de hoje divulga, é, elucidativa, de uma realidade impensável e desumana vivida em plena cidade de Ponta Delgada, no meio de residências e de uma escola do 1º ciclo, com o conhecimento e, até, a cumplicidade da autoridade; Autárquica e Governamental que, assobia para o lado!
Se a lei e a liberdade permitem esta desgraça, então a Lei não presta mude-se!
Inevitavelmente sou levado a pensar: e se fossem animais que habitassem esta “casa”? Já havia partidos políticos, associações das mais diversas ideologias a denunciar os maus tratos aos animais e a exigirem melhores condições de vida para os mesmos!…
Como são “pessoas humanas” que ali habitam, não há nenhum partido ou associação, que apareça!
Este mundo está bem encaminhado!
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Tomás Quental and 11 others
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HISTÓRIA DA MÚSICA NA GALIZA

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As práticas performativas realizadas por mulheres sempre foram controladas no mundo hetero-patriarcal. Ali onde os pressupostos masculinos são mais fortes, as mulheres artistas eram ignoradas pela História da Arte, negligenciadas do ponto de vista da qualidade artística, e silenciadas, se a qualidade era de alto nível. Ao fio dos últimos e trágicos acontecimentos na Corunha, é …

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A virtuosa bandurrista Miss Zaida na Galiza (1884-1902) (1)
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A virtuosa bandurrista Miss Zaida na Galiza (1884-1902) (1)
De setembro a dezembro de 1887, Miss Zaida e Mr. Jacobet tocam muito nos cafés do Ferrol, Compostela, Ponte Vedra e Lugo. Em ocasiões continuam a colaborar com o mundo do espetáculo, em associação com o prestidigitador César P. Altadill (El Eco de Galicia, 1887). O sucesso da virtuosa percebe-…
Francisco Madruga and 11 others
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