Timor-Leste. O almoço secreto que virou do avesso a posição portuguesa

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Em meados dos anos 80 do século passado, a diplomacia portuguesa já só procurava uma saída airosa para reconhecer a integração de Timor-Leste na Indonésia. Mas um almoço secreto em Lisboa, na qual participou o então primeiro-ministro, Mário Soares, virou a posição de Lisboa do avesso. A história foi contada pela candidata presidencial Ana Gomes ao jornalista do DN João Pedro Henriques, numa longa entrevista de vida agora editada no livro Ana Gomes: A Vida e o Mundo, da editora Palimpsesto. O DN pré-publica esse capítulo.

Source: Timor-Leste. O almoço secreto que virou do avesso a posição portuguesa

a droga alastra na RIBEIRA GRANDE

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Mais uma semana se passou e com ela, mais uma vaga de assaltos na Ribeira Grande.
Quem por cá vive ou por cá passa, vai se apercebendo do aumento flagrante de figuras doentes, amarradas à toxicodepêndencia, que se vão arrastando de rua em rua, testando as portas dos carros a ver se alguma cede, escalando muros , insinuando-se por janelas entreabertas … tudo à procura de algo de valor ou facilmente transacionável para trocarem por meia dúzia de doses da sua droga de eleição.
Enquanto cidadão e médico, resta-me levantar a seguinte questão : O que é que mudou nestes últimos anos que possa justificar um agravar deste problema de saude publica?
– Por um lado, uma mudança de protagonista farmacológico. Se é certo que a heroína era a droga dominante nas ruas do concelho há uns anos; atualmente, com uma pandemia a interferir com as redes de tráfico – diminuição de voos, de barcos de carga, de mobilidade internacional – esta foi substituida pela caseira, muito mais barata, muito mais estimulante e disruptiva, a droga “sintética” ( de termo técnico “designer drug” ).
Com um fácil acesso a esta droga ( qualquer asno com um 7º ano de química e um motor de busca encontra receitas fáceis de as executar ) o número de consumidores disparou a olhos vivos – basta fazer-se um turno de urgência no HDES que se apercebe francamente deste incremento de casos. E, ao contrário da heroína, a “branca sintética”, sendo uma droga altamente estimulante e alucinogénica, leva os seus utilizadores a comportamentos de alta agressividade, colocando em risco a sua e a vida de quem se atravessa entre eles e o seu vício.
– Por outro lado, observo uma apatia total do poder politico local. Fico pasmado quando me apercebo que não existe nenhuma intervenção pública ( quanto mais políticas em concreto ) por parte do atual presidente ou sequer alguma referência no programa de campanha da nova candidata pelo maior partido da oposição. Nem quando um dos locais prediletos para os consumos destes doentes é, precisamente, ATRÁS DA PRÓPRIA CÂMARA MUNICIPAL!!!!!!
A isto, chama-se um silêncio estratégico porque, numa lógica de comunicação política, se não se fala, não existe.
A cada dia que passa, este problema de saúde pública cresce exponencialmente e, com ele cresce também a criminalidade na ribeira grande, o desinteresse em investir-se na cidade, o desinteresse imobiliário e decresce o potencial económico-social desta linda cidade onde cresci e vivo.
De que serve ser-se a capital regional do surf com todas as suas belezas naturais, festivais de música, feiras etnográficas … quando, nas suas ruas, definham corpos doentes contaminando a comunidade ??
Este é um problema sério que exige uma resposta firme, séria e uma consciencialização publica que isto , al como está, não pode continuar.

34º colóquio da lusofonia PRIMEIRA COLEÇÃO COMPLETA DE FOTOS,

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ESTA É A PRIMEIRA COLEÇÃO COMPLETA DE FOTOS, aguardo que a Carolina Cordeiro, Rolf e demais nos enviem as suas coleções para montarmos em vídeo (com música da Ana Paula Andrade, como fizemos nos filmes que passavam nos intervalos)

https://youtu.be/dJw0mEma2Ec

ONÉSIMO NA REVISTA LER

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Publiquei na revista LER o texto da minha palração na festa de aniversário da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, em Dezembro passado (via Zoom) e pensei que talvez tivesse interesse divulgar. Não costumo fazer isso, mas pode ser que haja gente interessada em ler, apesar de ser longo.
Vai aqui:
Mais um grato abraço do
Onésimo

https://www.academia.edu/49091947/O_neodarwinismo_e_as_fake_news

educação em debate no 34º colóquio

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Nos AICL 34 -Ponta Delgada, Centro Natália Correia, fala-se de Educação.
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o tunel por osvaldo cabral

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Um grupo de cidadãos convocou para hoje uma vigília de protesto, junto ao Palácio de Santana, contra as medidas decretadas pelas autoridades sanitárias para a ilha de S. Miguel.
As manifestações cívicas são actos de cidadania democrática e só numa região em que é raro elas se realizarem é que poderemos estranhar.
Os partidos políticos não gostam deste tipo de manifestações, porque se apoderaram do espaço público e político como sendo apenas dos partidos, torcendo o nariz a quem se atreve ocupar o mesmo palco em nome da cidadania e da participação cívica.
Ficou demonstrado, há pouco tempo, no parlamento regional, quando rejeitaram uma proposta de um outro movimento cívico para alterar aspectos do nosso sistema eleitoral que são autênticos absurdos.
A cultura da partidocracia que se implantou no país não dá espaço a que outros movimentos se introduzam em terrenos que as forças políticas julgam ser apenas delas.
É por isso que o estado da nossa democracia está como está e a participação cívica, especialmente nos actos eleitorais, é aquilo que se conhece.
Todas as medidas restritivas, no combate à pandemia, mexem sempre com muitas actividades e há muita gente que é, naturalmente, prejudicada.
Os governantes e as autoridades sanitárias justificam estas medidas com a defesa da saúde pública, um bem essencial que deve ser protegido com uma boa explicação e muita sensatez.
No processo complicado em que vivemos, há mais de um ano, ninguém está isento de erros. Este governo já os cometeu e o anterior também.
É no equilíbrio e na avaliação dos pró e contras das medidas que elas devem ser aplicadas, acompanhadas sempre de apoios aos sectores prejudicados.
A medida de fechar os restaurantes às 20h parece pouco sensata e as autoridades nacionais já perceberam isso, abrindo a restauração no país, com regras, à excepção dos poucos concelhos onde ainda impera muita transmissão comunitária.
Numa ilha e numa comunidade com a dimensão como a nossa, onde os focos estão identificados, parece pouco sensato aplicar medidas de enorme restrição num concelho, quando no outro ali mesmo ao lado tudo é permitido.
Não é fácil a tarefa dos profissionais de saúde, sobretudo os que estão na linha da frente, como também não o é para quem investiu aquilo que tinha em negócios que apenas têm maior recuperação nesta época de Verão.
Fazer publicidade internacional a apelar aos turistas para visitarem ilhas seguras e depois impor restrições nos lugares mais frequentados pelos mesmos, não parece sensato.
Apesar de tudo – e é o mais importante – é que já se vê uma luz ao fundo do túnel com a vacinação em massa nos Açores.
É verdade que S. Miguel é o caso mais complicado, mas estamos certos que toda a população micaelense seria vacinada mais cedo se a República enviasse o número de vacinas suficiente para a imunidade desta ilha.
Optou – e muito bem – por enviar cerca de 12 mil para as ilhas sem hospital, vários meses depois dos Açores terem solicitado que fôssemos um exemplo para a Europa.
Agora é preciso que continue a corrigir as distorções que criou, enviando o mais rapidamente possível as vacinas e recursos necessários às ilhas maiores.
Ainda há esperança.
Portugal no lodo
Um organismo do Estado mata um ucraniano no Aeroporto de Lisboa e ninguém é responsável.
Morrem mais de 60 pessoas no incêndio de Pedrógão Grande e ninguém é responsável.
A Câmara Municipal de Lisboa envia para a ditadura russa dados privados de activistas russos em Portugal e ninguém é responsável.
É o mesmo país que aprova uma Carta Digital que prevê o regresso da Censura Prévia.
Portugal está no lodo.
(Osvaldo Cabral – Diário dos Açores de 13/06/2021)
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