TIMOR PODE REABRIR A AVIÕES

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Covid-19: Governo timorense está a estudar a possibilidade de retomar voos comerciais
Díli, 16 jun 2021 (Lusa) – O Governo timorense está a estudar a possibilidade de retomar a normalidade nas ligações aéreas de e para Timor-Leste, pela primeira vez desde março de 2020, segundo membros do executivo.
“O senhor primeiro-ministro já solicitou pareceres técnicos e de saúde sobre a possibilidade de retomar a normalidade nas ligações aéreas”, disse à Lusa o ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Fidelis Magalhães.
Na prática, explicou, o Governo está a rever eventuais alterações ao decreto de medidas de implementação do estado de emergência para eliminar a regra que determina a exigência de autorização à entrada de pessoas vindas do estrangeiro.
“No início a intenção original da imposição de tal regra tinha a ver com capacidade interna de quarentena, dos centros de isolamento e do pessoal de saúde, para garantir a não proliferação do vírus. Isto não é difícil de resolver, mas não devemos tomar a decisão, propor ao Conselho de Ministros, sem a proposta técnica dos órgãos competentes”, sublinhou Magalhães.
Pedro Klamar Fuik, número dois da Sala de Situação do Centro Integrado de Gestão de Crise (CIGC), mostrou-se otimista que a normalização possa já ocorrer a partir de 01 de julho, especialmente dada a melhoria da situação epidemiológica de Díli.
“A situação alterou-se. O confinamento vai ser levantado e muito em breve o Governo vai considerar levantar a cerca e isso significa que as entradas internacionais são mais fáceis de gerir”, explicou à Lusa.
Os dados da covid-19 mostram essa evolução desde o final de maio, com o número de novas infeções detetadas e de casos ativos a cair para níveis de abril, depois do pico registado nas últimas semanas de maio.
“A partir daí, o número está a baixar com intensificação das vacinas, com os casos positivos a auto recuperar, criando-se mais imunidade a nível de Díli”, notou.
Hoje, por exemplo, o CIGC registou 66 novas infeções (em mais de 1.500 testes), com 145 recuperações e o total de ativos a descer para 1.275.
Uma queda impulsionada pela melhoria da situação em Díli, ainda que com algumas preocupações sobre a situação noutros municípios como Baucau ou, hoje, Manatuto.
“É muito provável que a partir de julho a situação se normalize em termos de voos. Isto tem implicação no desenvolvimento económico e o Governo pretende que essa recuperação económica arranque”, explicou Pedro Klamar Fuik.
Desde o início da pandemia, em março de 2020, que Timor-Leste está sem voos comerciais, apesar de acordos pontuais para ligações aéreas com a Austrália, de voos mensais do Programa Alimentar Mundial (PAM) e de autorizações, voo a voo, para outras operações charter.
A situação tem causado grandes problemas a timorenses e estrangeiros que precisam de entrar e sair do país, devido em particular à incerteza sobre ligações futuras.
Oficialmente os voos do PAM terminam com a viagem prevista para hoje, entre Díli e Kuala Lumpur, ainda que o voo tenha que ser adiado depois de problemas no aparelho já quando os passageiros estavam a bordo para partir.
Até ao momento não há indicação de quando os passageiros, que incluem muitos estrangeiros em fim de contrato, vão poder sair de Díli.
O fim dos voos do PAM – têm sobrevivido com financiado de vários parceiros de desenvolvimento – levou vários embaixadores em Díli a reunirem-se com o Governo para pressionar para a regularização dos voos comerciais regulares.
Na prática a questão das ligações aéreas envolve dos processos, o da autorização dos voos em si – competência do Ministério dos Transportes e Comunicações e das autoridades de aviação civil – e a autorização para a entrada de pessoas, competência atualmente conferida ao Centro Integrado de Gestão de Crise (CIGC).
Ainda que imponham limites e regras à entrada e saída de pessoas, as regras do estado de emergência – Timor-Leste está atualmente no 14.º período de 30 dias do estado de exceção – não impedem a realização de voos.
Essa proibição foi determinada por uma decisão, do Ministério dos Transportes e Comunicações e da Autoridade de Aviação Civil de Timor-Leste (AACTL), de março de 2020 que determinou a suspensão temporária, mas por tempo indefinido de todos os voos comerciais de e para Díli, como medida preventiva para reduzir o risco de contágios da covid-19.
ASP // SB
Lusa/Fim
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HDES DUAS URGÊNCIAS PROVISÓRIAS

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HDES vai instalar duas salas de urgências provisórias
O Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, vai instalar duas salas de urgências provisórias, tendo já começado os respectivos trabalhos.
Serão dois pré-fabricados destinados a apoiar o Serviço de Urgência, no âmbito da luta contra a Covid-19, destinados sobretudo aos pacientes a quem são atribuídas as pulseiras Azul e Verde.
Segundo a Administração do HDES, a média de espera das pulseiras Verde (Pouco Urgente) e Azul (Não Urgente) “é relativamente elevada e essa circunstância torna-os mais expostos a outros utentes que possam estar infectados, nomeadamente com o Sars-cov-2, ao partilharem o mesmo espaço”.
Outros dois pavilhões para as Consultas Externas
O tempo entre a entrada e a triagem é de menos de 5 minutos, mas entre a triagem e o atendimento a média de espera é de cerca de 90 minutos no caso das pulseiras Verde e de 150 minutos nas pulseiras Azul.
“As instalações do HDES não estavam preparadas para a separação dos utentes com distanciamento adequado, e na verdade nada foi feito a esse nível desde que a pandemia começou”, reconhece o HDES.
No sentido de evitar ao máximo o contágio nestes casos, o actual Conselho de Administração, presidido pela médica Cristina Fraga, decidiu avançar para a instalação de dois pré-fabricados, de tipo desmontável, com cerca de 100 metros quadrados cada, e uma capacidade em segurança para cerca de 30 utentes em simultâneo.
Seguindo o mesmo princípio, serão criadas instalações próprias para que os utentes possam ser atendidos num dos pavilhões.
Apesar da rapidez de procedimentos que foi imposta, prevê-se que os dois pavilhões possam estar a funcionar dentro de 2 meses.
De seguida serão ainda instalardos mais pavilhões semelhantes destinados a melhorar as condições de espera dos utentes da Consulta Externa, uma vez que o número máximo de utentes que podem estar em simultâneo no interior do HDES foi reduzido para cerca de 1/3 do normal.
(Diário dos Açores de 16/06/2021)
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cocó,reineta e facada.

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Quem nunca ouviu falar
” dos três da vida airada;cocó,reineta ( e não ranheta como vulgarmente se diz) e facada.” Amigos inseparáveis e cúmplices .
Aqui estão eles num desenho de Rafael Bordalo Pinheiro, inserido na revista mensal ilustrada “Branco e Negro” de Dezembro 1897.
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O PLANTADOR DE ABÓBORAS

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O PLANTADOR DE ABÓBORAS
A apresentação vai ser neste sábado pelas 15 horas e será feita pela escritora angolana Ana Paula Tavares com a presença do editor João Paulo Cotrim e da artista plástica Ana Jacinto Nunes. Natália Luiza, a atriz que podemos ver na série ” Vento Norte” na RTP 1, fará a leitura de excertos do livro. Poderá acompanhar em direto através do facebook das Bibliotecas de Oeiras. Tenha um bom dia!
O PLANTADOR DE ABÓBORAS https://www.facebook.com/ana.jacintonunes/videos/3673718359330596/
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Algumas das minhas ilustrações, para o livro “ o Plantador de Abóboras”de Luis Cardoso , editado pela abysmo.

memórias de FRANCISCO MADRUGA

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Na recolha, estudo e catalogação de documentos familiares em torno da figura de meu Pai, apareceu este texto de Casimiro Augusto de Oliveira inserido na revista “O Bi-tó-ró” de Outubro/Novembro/Dezembro de 98 na rubrica “Figuras da nossa terra”.
“O Sargento Luís Maria Madruga
Singrar na vida apoiados por familiares, ou de qualquer outra maneira, por qualquer outra entidade, é louvável sem dúvida, não vemos nisso nada de condenável e são exemplos que observamos frequentemente. Mas partir humildemente de zero e atingir uma posição de relevo por esforço da própria vontade e dedicação é motivo de orgulho e satisfação e impõe essas pessoas à nossa consideração.
Vem isto a propósito duma figura da minha aldeia, que, de criado de servir, atingiu o posto de sargento-ajudante da guarda-fiscal, chegando a comandar alguns Postos daquela Corporação, entre eles o de Mogadouro. Infelizmente uma morte súbita surpreendeu-o em pleno auge da sua carreira, o que causou a maior consternação em todos quantos o conheciam e admiravam as qualidades do seu carácter.
Estou a referir-me ao Sargento Luís Maria Madruga, de quem muitos Mogadourenses ainda se recordam, pois vivem ainda muitos dos seus contemporâneos.
Nasceu na Aldeia de Vale da Madre, há 72 anos em uma humilde família de agricultores. Matriculado na escola primária cerca dos 7 anos, evidenciou logo os seus dotes de inteligência e de aplicação ao estudo. Concluída a instrução primária e como a família era pobre, foi servir como criado de lavoura em casa de lavradores abastados, até que atingiu a idade de cumprir o serviço militar. Aqui dedicou-se a aumentar a sua bagagem literária, matriculou-se em diversos cursos, sempre concluídos com brilho. Assim começou a sua carreira da Guarda Fiscal, atingindo o posto de sargento e comandando diversos postos daquela corporação, sempre muito estimado e respeitado, tanto pelos seus subordinados como por todos quantos contactavam com ele, pois era uma pessoa de trato afável e simpático.
Passou há pouco tempo mais um aniversário da sua morte, mas a memória do sargento Madruga continua viva em todos os que o conhecemos, quer como amigos, entre os quais nos contávamos, como entre os seus admiradores.
Deixou dois filhos que lhes herdaram as qualidades: uma filha que infelizmente a morte surpreendeu muito nova, a Doutora Maria da Conceição Madruga, figura de grande prestígio nos meios intelectuais de Viana do Castelo, onde exerceu diversos cargos de responsabilidade e dirigiu várias organizações.
O outro filho: Francisco Fernandes Madruga, diretor comercial na área editorial tem-se empenhado muito pelo progresso e desenvolvimento desta região de Mogadouro, o que o tem imposto à consideração e estima de todos os conterrâneos.
É pois, com muita saudade que evocamos o nome do sargento Luís Maria Madruga em mais um aniversário da sua morte prematura. Paz à sua alma. E que o teu exemplo, caro amigo, frutifique entre esta juventude atual que, por vezes, vemos tão desmotivada sem interesse pela vida e sem vontade de triunfar.”
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timorenses a apoiar portugal

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Camião estacionado em Lecidere, próximo da casa do senhor Bispo, Dili, Timor-Leste, com a seleção nacional de Portugal na carroçaria … e Ronaldo em destaque … (foto de João Luís Gonçalves, 2014)
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Ministros que “pulam e avançam”

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https://blog.lusofonias.net/wp-content/uploads/2021/06/ministros-que-pulam-e-avancam-osvaldo-cabralPages-from-2021-06-16.pdf
Ministros que “pulam e avançam”
O líder do PS-Açores, Vasco Cordeiro, disse esta coisa extraordinária, há cerca de duas semanas, num encontro com António Costa na ilha Terceira: “quando os governos do PS se conjugam, na Região e na República, a autonomia pula e avança”!
Certamente no calor do comício o ex-Presidente do Governo dos Açores não se lembrou do tempo em que pediu a colaboração de Costa para fechar os aeroportos, no início da pandemia, e o Primeiro- Ministro simplesmente recusou.
Podia ter lembrado a Costa que a construção da nova cadeia de Ponta Delgada já “pulou e avançou” não sei quantas vezes, encontrando-se em banho maria numa espécie de “Confraria da Bagacina”, como alguém lhe chamou.
Podia, ainda, ter recordado a Costa que foram prometidos três radares meteorológicos para os Açores, mas até agora só chegou um.
Se a memória não fosse tão selectiva podia acrescentar à lista as obrigações de serviço público para transporte de carga aérea, uma promessa do início do mandato de Costa, há cinco anos, e que o Ministro das coisas mortas, o intrépido Pedro Nuno Santos, nunca concretizou.
E podia, também, lembrar as palavras de Costa, quando disse que ia alterar o subsídio de mobilidade, o tal “esquema absurdo e ruinoso para as finanças públicas”, mas passados estes anos todos continuamos todos a pagar este “esquema absurdo e ruinoso” devido à inércia do Governo de António Costa.
Se os dois governos, do PS, “pularam e avançaram”, então é de perguntar porque se queixou Vasco Cordeiro de terem “desaparecido”, neste bom entendimento entre os dois governos, 140 milhões de euros que figuravam inicialmente no Plano de Recuperação e Resiliência.
E eis que chegamos ao cúmulo do “pula e avança”, bem lembrado esta semana pelo Reitor da Universidade dos Açores, relativo ao compromisso do Ministro do Ensino Superior em transferir para a Universidade dos Açores 4,8 milhões de euros, num contrato plurianual, prometido numa reunião com a presença de Vasco Cordeiro.
Perante esta oportunidade de estar olhos nos olhos com António Costa, na Terceira, numa pega de caras, ter-lhe-ia dito que dos 4,8 milhões prometidos há mais de um ano, nem vê-los a “pular e avançar”!
Este Ministro teve o descaramento de, mesmo assim, deslocar-se à
região em Março passado e, metendo os pés pelas mãos, argumentou que não tinha assinado nada, mas continuava à espera que o Conselho de Ministros aprovasse o prometido.
Continuamos sentados e António Costa estava bem sentado, na Terceira, em frente a Vasco Cordeiro, sem que ninguém se incomodasse em perguntar-lhe a razão pela qual o compromisso com a universidade açoriana não “pula nem avança”.
Agora, perto das autárquicas, vem a promessa de que o Governo da República vai nomear um grupo de trabalho para estudar o aumento da pista da Horta.
É só mais um grupo de trabalho, como aquele para estudar a alteração do subsídio de mobilidade, cujos trabalhos nunca chegam ao fim.
E, adivinhem, quem terá nomeado o grupo de trabalho?
Claro, o destemido Pedro Nuno Santos, o tal ministro que gosta tanto dos Açores, que desviou 200 milhões de euros do Porto da Praia da Vitória, para aplicar… na ferrovia.
Outro que “pula e avança”!
****
“PULA E AVANÇA” ANA PAULA VITORINO – Quem vai “pular e avançar” é Ana Paula Vitorino, a inenarrável ex-Ministra do Mar, que guardou no fundo das suas gavetas as propostas dos Açores sobre a Lei do Mar.
Liderou, inclusivé, o grupo de deputados que se revoltou contra a referida lei, avançando com um pedido de veto ao Presidente da República.
A mesma que prometeu transformar o Porto da Praia da Vitória num hub internacional, integrado na rede europeia de portos estratégicos, aquando de uma visita a esta região.
Mal chegou a Lisboa, tratou de chamar chineses e americanos para investirem em Sines e nunca mais se ouviu falar no porto terceirense.
Agora vai ser nomeada reguladora da mobilidade dos transportes, ou lá o que isto seja.
A SATA que ponha as barbas de molho.
É que, com esta senhora, tudo “pula e avança”… à moda do PS.
(Osvaldo Cabral – Diário dos Açores de 16/06/2021)
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a nova cadeia tarda e os presos são transferidos

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Sobrelotação em Ponta Delgada obriga à transferência de 60 reclusos para o continente e Funchal
Cadeia de Ponta Delgada tem neste momento 171 pessoas e a lotação máxima é de 141. Associação de apoio aos reclusos avança que serão transferidos 30 presos para o Funchal já esta quarta-feira e os restantes 30 serão encaminhados nos dias seguintes para prisões situadas em território continental.
A cadeia de Ponta Delgada, no arquipélago dos Açores, já ultrapassou a sua lotação máxima e, nos próximos dias, serão transferidos 60 reclusos para o Funchal e para o continente. O problema, diz à SÁBADO Vitor Ilharco, presidente da Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso (APAR), é que estes reclusos “vão ficar sem visitas”, tendo em conta que vão ficar longe das famílias.
Segundo a APAR, metade dos reclusos a transferir vai já esta quarta-feira para o Estabelecimento Prisional do Funchal e os restantes 30 serão transferidos nos dias seguintes para prisões situadas no continente.
À SÁBADO, a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) avançou que a cadeia de Ponta Delgada tem, neste momento, 171 reclusos, sendo a lotação máxima de 141 pessoas. Sobre a transferência em causa, a DGRSP sublinhou que “não faz partilha pública de processos de critérios de transferência e de afetação de reclusos”, mas confirmou que, no caso das prisões situadas nas ilhas, “a transferência de reclusos supõe sempre uma deslocalização das pessoas, seja para estabelecimentos prisionais situados em territórios de outras ilhas, seja para estabelecimentos prisionais situados em territórios continentais”.
A esta informação dada pelos serviços prisionais, Vítor Ilharco acrescenta que, além das transferências por sobrelotação, há casos em que os reclusos são transferidos, por exemplo, das ilhas para o Continente, porque têm familiares mais próximos a viver em território continental. No entanto, sublinha a APAR, estes são casos pontuais e a transferência de 60 pessoas nos próximos dias está relacionada apenas com questões de sobrelotação.
A associação que presta apoio aos reclusos diz entender a decisão da DGRSP, já que “têm de transferir os reclusos para algum lugar” e aponta os sucessivos atrasos na construção de uma prisão em Ponta Delgada como o principal problema.
O anúncio de que Ponta Delgada terá uma nova prisão, para acabar com os sucessivos problemas de sobrelotação e de falta de condições, foi feito em 2015. Nessa altura, a decisão surgiu na sequência de uma denúncia que apontava para a existência de uma cela onde estavam dezenas de reclusos e para o facto de estarem naquele local 195 pessoas.
Em 2017, o assunto voltou a ser falado e a ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, avançou que iria ser assinado um protocolo para a cedência do terreno onde iria ser construída a nova prisão. Um ano mais tarde, em 2018, a secretária de Estado Adjunta e da Justiça, Helena Mesquita Ribeiro, disse que a obra teria início nos três anos seguintes. Três anos depois, já em 2021, a obra foi empurrada para o final da década.
(Rita Pereira Carvalho – Sábado de 16/06/2021)
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  • Helena Avila

    É inadmissível não terem feito uma construção nova, ainda. O Governo da República não tem verba????
    Coitado!!!!