flores com corvo ao fundo

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Ilha das Flores com a ilha do Corvo ao fundo.
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Ilha das Flores (Açores)
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Pessoas com mais de 25 anos podem renovar Cartão de Cidadão a partir de casa – Sociedade – Correio da Manhã

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Serviços enviam códigos PIN e referência para pagamento 60 dias antes do fim da validade.

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TIMOR DIA DA LÍNGUA

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Língua portuguesa teve papel importante na união dos timorenses – Xanana Gusmão
Díli, 05 mai 2021 (Lusa) – O grupo intergovernamental de 20 países frágeis em conflito e pós conflito g7+ associou-se às comemorações do Dia Mundial da Língua Portuguesa, que se assinala hoje, com Xanana Gusmão a destacar o seu papel na “união dos timorenses”.
Numa mensagem gravada, o ex-Presidente de Timor-Leste e considerado pessoa eminente do g7+, referiu que “a língua portuguesa foi e tem sido uma língua de comunicação, cultura e, acima de tudo, de liberdade”.
“Foi um pilar na união dos timorenses e no reforço da nossa entidade nos tempos difíceis da resistência e hoje em dia na construção da paz”, prosseguiu o líder histórico timorense.
Xanana Gusmão recordou os “tempos atuais, muito mais difíceis, em que a humanidade enfrenta a tragédia da calamidade da covid-19” para enviar “um abraco fraterno e amigo a todos os falantes da língua portuguesa e a todos aqueles que utilizam esta língua para promover o diálogo, a cooperação e a fraternidade entre povos”.
Por seu lado, o secretário-geral do g7+, Helder da Costa, referiu-se à língua como “um instrumento de promoção da paz entre os povos”.
O responsável aproveitou a ocasião para recordar a poetisa portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen, publicando nas páginas da organização o poema “A paz sem vencedor e sem vencidos”.
Proclamado em 2019 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), este é o segundo ano em que se celebra o Dia Mundial da Língua Portuguesa.
O programa das comemorações, coordenado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, contempla iniciativas que decorrerão em todas as regiões do mundo e abrangem as dimensões geográfica, da investigação, de tradução, da ligação a outras artes e de mobilização das populações.
A agenda inclui conferências, colóquios, concertos, concursos literários e de poesia e iniciativas académicas.
SMM (CFF) // VM
Lusa/Fim
Mais informação em
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PORTUGAL PAÍS DE NEGREIRO MANTÉM ESCRAVOS

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Portugal, afinal, sempre é um país de negreiros?
Pedro Tadeu
05 Maio 2021 / DN
Opinião
Adeclaração de uma cerca sanitária nas freguesias de São Teotónio e de Almograve por causa da covid-19 é conclusiva: este país está em decomposição moral.
Em primeiro lugar temos um primeiro-ministro que declara em conferência de imprensa, transmitida em direto para todos os órgãos de comunicação social, estar-se perante, cito, uma “violação gritante dos direitos humanos” na forma como são ali alojados os trabalhadores agrícolas imigrantes da Ásia e do Leste Europeu.
António Costa tem razão, constata um puro facto, e saúdo-o por ter tido a coragem de o dizer. Porém, esta situação – que se repete em muitas outras zonas do Portugal agrícola – está há anos a ser denunciada por ativistas, por associações de apoio a imigrantes, por partidos políticos, por polícias, pela Igreja, por comentadores, pela comunicação social.
Quando António Costa comunica este caso, com o lastro que ele já tem, está implicitamente a comunicar também que pouco fez para acabar com esta nova escravatura. E teve tempo para isso. E tem um ministro, Eduardo Cabrita, que deveria ter tomado seriamente conta da ocorrência e não tomou.
O presidente da CAP, o líder dos agricultores Eduardo Oliveira e Sousa, atira as culpas para as empresas de contratação de trabalho temporário e diz que os “os agricultores não são entidade policial e não podem saber se todas as pessoas estão a viver condignamente” e ainda que “não se pode é misturar os casos pontuais que acredito que existam, porque existem situações marginais em todas as atividades, com a generalidade dos casos”.
Eduardo Oliveira e Sousa ou está a mentir-nos descaradamente ou ignora a informação do presidente da Câmara de Odemira, José Alberto Guerreiro: “no mínimo 6 mil” dos 13 mil trabalhadores agrícolas do concelho, permanentes e temporários, “não têm condições de habitabilidade”.
É muito “caso pontual” junto.
O sindicato dos inspetores do SEF aproveitou para lembrar que reportou o caso no Relatório Anual de Segurança Interna de 2020.
A direção do SEF comunicou, entretanto, que tem 32 inquéritos em curso sobre o tema em várias comarcas alentejanas e que identificou no distrito, em 2018 (escandalosamente, não há dados mais recentes), 134 vítimas de tráfico de pessoas para exploração laboral.
Estas 134 vítimas confrontadas com os “no mínimo” 6 mil alojados em condições sub-humanas, só em Odemira, desvendam por si só a ineficácia da fiscalização – e estamos apenas a falar do Alentejo, falta todo o resto de Portugal…
… Mas descansemos: a Procuradoria-Geral da República, por sua vez, jura que tem em curso 11, contem bem, 11 inquéritos sobre auxílio à imigração ilegal em Odemira!
Tudo é mais importante, tudo é mais urgente do que tratar de acabar com este regresso de Portugal ao estado de há cinco séculos: um país com alma de negreiro.
A perda a que gradativamente estamos a assistir do imperativo moral que daria a esta gente o sentido solidário como primeira prioridade da atividade pública, política, empresarial, policial ou jurídica teve outra manifestação absolutamente incrível.
Apareceu o bastonário dos advogados, Dr. Menezes Leitão, a pedir a intervenção no caso da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem.
Julgará o leitor pouco precavido que a ideia era ajudar os escravizados do Alentejo? Não, que ideia! Para este senhor a violação dos direitos humanos não está aí, está na requisição temporária pelo Estado dos alojamentos atualmente abandonados do falido complexo turístico Zmar, para isolar alguns destes imigrantes infetados com a covid-19.
Para o senhor bastonário, o direito à propriedade privada é um direito humano precedente ao da saúde pública e à vida de uns quantos nepaleses, indianos, romenos, moldavos ou de outras nacionalidades distantes do circuito dos interesses caseiros dos tugas.
Não estamos a falar de ressentidos da vida, que procuram resolver as suas frustrações na militância no Chega, estamos a falar de gente que se diz “moderada”, que circula pelos tapetes vermelhos do poder e que se dá ao prazer, de vez em quando, do favor caritativo.
Estamos a falar de alegados democratas que destroem a fibra democrática e solidária que ainda resta neste país.
Jornalista
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Chrys Chrystello
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