Cabo Verde assumiu a presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) 

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Inforpress Santa Maria, Ilha do Sal, 18 Jul (Inforpress) – O primeiro-ministro considerou hoje, no Sal, que Cabo Verde assume a presidência da CPLP com “convicção e responsabilidade” e com u

Source: Cabo Verde assumiu a presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) durante a XII Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da organização, realizada a 17 e 18 Julho, em Santa Maria, ilha do Sal. O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, afirmou que o país assume a presidência com “convicção e responsabilidade” e com um programa que responde às “legítimas expectativas”, que projectem o futuro da Comunidade, com o envolvimento de todos | INFORPRESS

MIA COUTO PREMIADO

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…A magnifica trilogia “As Areias do Imperador”, de Mia Couto, ganhou hoje um dos mais importantes prémios literários do mundo, o Prémio Jan Michalsky, no valor de 50000 francos suíços. Parabéns, Mia! Incompreensivelmente nenhum dos romances que integram a trilogia chegou sequer à final do Prémio Oceanos. Felizmente, ainda há quem saiba ler…
Mia Couto, lauréat du prix Jan Michalski 2020
LIVRESHEBDO.FR
Mia Couto, lauréat du prix Jan Michalski 2020
Le jury du prix Jan Michalski 2020 a récompensé, mercredi 9 décembre, le Mozambicain Mia Couto pour sa trilogie As areias do imperador (Editorial Caminho, 2015-2017), traduite du
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Há mais vida para lá do vírus Santana Castilho

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Há mais vida para lá do vírus
A pandemia está a ser bem aproveitada para alguns degradarem, ainda mais, o nosso débil Estado de direito, usando uma ideologia segundo a qual determinados fins justificam quaisquer meios, restringindo, com medidas administrativas de natureza policial, direitos fundamentais e banalizando o estado de emergência, que passou a estado de todos os dias. Com receio de que lhes chamem negacionistas, são poucos os que se insurgem contra esta nova forma de fazer política, sem debate público, assente em comunicação catastrofista e, tantas vezes, em pseudociência. Não podemos continuar a viver vergados pelo medo de morrer, adiando e evitando a vida, perdendo voz e liberdade. E se há área onde essa perda é notória, ela é a Educação.
No percurso político recente de António Costa há um traço indelével, de que o próprio parece esquecer-se: saído minoritário das eleições de 2019, preferiu a volatilidade da navegação à vista no parlamento a um acordo formal com a esquerda; sobranceiro e apesar dos apoios que dele ia recebendo, descartou, à direita, qualquer entendimento com o PSD; agora, que o BE se “pôs ao fresco”, como diz, a alternativa mais provável é o isolamento que o conduzirá ao fim, a seguir às presidenciais.
A aceitação da actuação incompetente do ministro da Educação, incapaz de regurgitar, mesmo de outrem, duas ideias com sentido sobre o tema, é reveladora do desprezo a que António Costa votou a pasta. Assim, as ignorâncias de Tiago são virtudes para Costa. A negação de medidas necessárias, de que têm sido vítimas alunos, professores e pais, são arrepiantes, mas não incomodam nem um nem outro. Exemplos?
– Como tem sido abundantemente referido, mas nada politicamente tratado, cerca de 58% dos professores dos quadros das escolas vão reformar-se até 2030, num universo docente onde 53% têm idades acima dos 50 anos e apenas 1,1% abaixo dos 35.
Que fez o Governo para revalorizar a carreira docente, para acabar com a precaridade dos professores contratados, para disciplinar os cortes abjectos nos descontos para a segurança social e nas contagens de tempo de serviço, para introduzir justiça nos concursos e na avaliação do desempenho, para corrigir o roubo do tempo de serviço e demais injustiças salariais? Nada, excepção feita a vinculações insuficientes.
– Fundamentalmente por dificuldades de substituição de docentes em baixa médica ou de outros que se aposentaram, o que origina horários temporários ou incompletos, teremos cerca de 30 mil alunos sem aulas a algumas disciplinas, a poucos dias do fim do primeiro período lectivo. Que faz o Governo? Vai “adaptar” os exames à situação.
– O Relatório Anual de Segurança Interna, relativo ao ano de 2019, diz que as forças de segurança registaram, no âmbito do programa Escola Segura, 5.250 ocorrências, das quais 63% foram de natureza criminal. Particularizando, destacam-se 11 ameaças de bomba, 57 incidentes de porte de arma, 192 de posse ou consumo de drogas, 1.359 ofensas à integridade física e 119 ofensas sexuais. Que fez o Governo? Ignorou e escondeu.
– A proibição chocantemente arbitrária do ensino à distância a 30 de Novembro e 7 de Dezembro nas escolas privadas defendeu quem, de que doença? Descobriu o Governo que o vírus se propaga por fibra óptica?
– Embora a investigação existente já o dissesse, foi a realidade recentemente vivida que provou aquilo que muitos afirmaram logo que chegou a decisão de encerrar as escolas: o ensino à distância nunca poderá equivaler-se ao presencial. O papel das máquinas e das tecnologias jamais será comparável à interacção humana de um bom professor com os seus alunos. Com efeito, para que nos servem as tecnologias, se não lhes juntarmos uma humanidade que lhes dê sentido? Não foram só os mais novos, porque mais dependentes, que ficaram para trás. Foram também os cronicamente marcados pelo insucesso e os socialmente mais desfavorecidos que viram aumentar as cíclicas distâncias. E ainda que o ministério da Educação não se tenha preocupado com o fenómeno, houve quem procurasse quantificar os danos e alertasse para as repercussões alarmantes na própria economia que uma geração pior preparada faz esperar (The Economic Impacts of Learning Losses. Eric HanusheK e Ludger Woessmann. OCDE, Setembro de 2020). E que fez o Governo? Escondeu-se atrás do rotundo fiasco do programa de recuperação das aprendizagens.
In “Público” de 9.12.20
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nova era novas pandemias

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Antonio Dias Figueiredo
3nthSp4ogtnsorsemd ·
A Mudança Climática como Causa de uma Nova Era de Pandemias. Um extenso artigo da Rolling Stone https://www.rollingstone.com/…/climate-change-risks…/ #climate #climatechange


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fotos amargas do Varadouro , patri,ónio esquecido

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FOTOGRAFIAS (AMARGAS!) DESTE FERIADO
Hoje, dia 8 de Dezembro, Dia Feriado, peguei na máquina e fui construindo uma ideia para vos tentar transmitir aqui.
No titulo digo que as fotografias que vos vou mostrar são “amargas” e de facto são! Dizem respeito à Hidroeléctrica do Varadouro, que há muito está sem actividade, ao Balneário do Varadouro, que há muito está fechado e abandonado e ao Porto do Varadouro, que há anos foi alvo de uma obra que nada resolveu, bem pelo contrário.
A Hidroeléctrica do Varadouro, construída no inicio dos anos 60, foi uma obra importante, com um depósito de retenção de água no Cabeço do Trinta, uma longa e difícil conduta desde esse local até ao fundo do Varadouro e o edifício da Central, com as suas duas turbinas. Trabalhou, penso que até aos anos 80 ou 90 e depois parou, sem que ninguém explique porquê (fotos 1, 2, 3 e 4). O Governo Regional e a EDA têm que explicar isto muito bem.
O Balneário do Varadouro, construído nos anos 50, com um belo projecto do Arquitecto Read Teixeira, foi um excelente edifício para aproveitamento e tratamentos com as águas termais ali existentes, funcionou, com procura e eficiência, durante muitos anos e era propriedade da Junta Geral do Distrito da Horta até 1974. Passou depois para a RAA e está fechado há já muitos anos, por falta de investimento e por decisões tontas tomadas por decisores políticos regionais e municipais, que desbarataram recursos públicos e nada de construtivo resolveram. De facto, depois de 2000, foi resolvido promover uma PPP, com um auto proclamado investidor, que iria fazer um Hotel de várias estrelas, com Termas de alta qualidade. Como o tal projecto precisava de mais espaço, quer em área, quer em altura, foram compradas as propriedades dos lados leste e nordeste do balneário e chegou a ser suspenso o PDM do Concelho da Horta para que ali pudesse ser construído um edifício com três andares! As duas casas de apoio aos banhistas, construídas em simultâneo com o Balneário, são propriedade publica e estão há muito em ruínas, para vergonha de todos nós! O Governo Regional e a Câmara Municipal não podem “olhar para o lado” mais tempo, não se podem esquecer que já foram gastos ali, por erro grosseiro que foi cometido, centenas de milhares e euros, sem qualquer proveito e têm que encontrar uma solução para este enorme problema (fotos 5,6,7 e 8).
O Porto do Varadouro, também conhecido por porto da Lapa, teve vária configurações, sempre com o mesmo conceito: um portinho, sem bacia de abrigo, com um pequeno cais e inicialmente, uma pequena rampa depois tapada. Hoje tem um cais mais alto e um pouco mais comprido e uma grua eléctrica. Para todos os efeitos, este portinho, que até tem direito a placa de azulejos com o nome do então Presidente do Governo C. César, que inaugurou a “obra” feita em 2012, só serve com muito bom tempo e pouco préstimo tem na realidade. Teria que haver aqui no Varadouro, um pequeno porto que permitisse, na época própria, o estacionamento de algumas embarcações marítimo turísticas (para passeios no mar, whale whatching, mergulho e outras actividades), que fosse um verdadeiro ponto de apoio aos desportos náuticos e que apoiasse a pesca artesanal, tudo isto porque o Varadouro está numa ponta da ilha muito apta para as actividades referidas (fotos 9,10,11 e 12).
Peço que interpretem estas minhas “fotos amargas” e o texto junto como uma verdadeira reclamação por soluções para estes arrastados problemas!
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Aníbal C. Pires, Souto Gonçalves and 43 others
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  • Caro José. Eu esperava pela camioneta junto aos Balneários para receber o pão fresco que vinha da Padaria Popular.

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O FACEBOOK CENSORIAL RETIROU O NOSSO VÍDEO DE MONTALEGRE 2016

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AS BESTAS QUADRADAS DA IA DO FACEBOOK RETIRARAM O NOSSO VÍDEO DO 25 ABRIL EM MONTALEGRE

 

Video: 25º montalegre 2016 recordar 25 de abril sempre abril 25

Hi Chrys Chrystello,
We wanted to let you know our team reviewed your content, and we think it violates our child safety policy. We know you may not have realized this was a violation of our policies, so we’re not applying a strike to your channel. However, we have removed the following content from YouTube:
Video: 25º montalegre 2016 recordar 25 de abril sempre abril 25
We realize this may be disappointing news, but it’s our job to make sure that YouTube is a safe place for all. If you think we’ve made a mistake, you can appeal this decision – you’ll find more details below.
What our policy says
YouTube does not allow content that contains mature or violent themes where there is a clear intent to target younger minors and families. Family content must not contain adult and age-inappropriate themes such as violence, sex, death, drugs etc. Learn more.

a tropa é só para machos? Exército trava acesso de jovem transexual – JN

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Inaptidão foi decretada por falta de níveis adequados de hormonas masculinas, recorrendo a regras com 21 anos. ILGA fala em discriminação e Governo vai rever normas.

Source: Exército trava acesso de jovem transexual – JN

DA GALLICIA À GALIZA – DISCURSO DE ABERTURA 18º colóquio OUT.º 2012

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DA GALLICIA À GALIZA – DISCURSO DE ABERTURA 18º colóquio OUT.º 2012

“Estamos numa cidade com origem no Paleolítico inferior-médio, Idade do Bronze, que se desenvolveu com os Romanos, tendo proeminência as águas termais das Burgas e a via Braga – Astorga. Ganhou relevo com os Suevos quando foi capital, ligada à lenda da conversão ao cristianismo. Foi anexada pelos Visigodos em 585 e não sofreu a invasão muçulmana, mas teve a invasão normanda (1008-15). Em 1122, D. Tareixa de Portucale concedeu ao bispo Diego III a jurisdição e em 1188 passa a município. Em 1386, o duque de Lencastre na marcha rumo a Babe, Bragança, faz-se coroar rei de Castela, firmando um pacto com Juan I mas não passou de Leão. Segue-se um período de invasões, guerras, e destruições. Os bispos que partilhavam o poder com os senhores feudais, perdem influência de 1586-1628, os franciscanos cedem aos dominicanos e jesuítas, que mantêm a urbe medieval com 3 mil habitantes (1752), sem se desenvolver antes do séc. XIX e a expandir-se num crescimento que se mantém hoje.

Esta comunicação não é académica, pois nem amores nem sentimentos se podem dissecar num laboratório. A minha ligação à Galiza data de 1030 AD, segundo me ensinou a avó paterna, e começou aqui perto em Cellanova, coevo do Conde D. Nuno, sogro da Infanta Sancha, filha de Henrique de Borgonha, conde de Portucale. No séc. XXI, no primeiro colóquio (2002 Porto), conheci um jovem empresário, Ângelo Cristóvão, que sonhava com a Galiza lusófona, e foi o meu guia da História que não aprendemos. Portugal e Galiza são povos irmãos de costas voltadas, como se houvesse um imenso mar a separá-los. Na escola falam-nos da variante galega da língua como quem fala das guerras de Esparta e Atenas, nesta lusa mania de desvalorizar a história. O problema é político e sensível, de difícil resolução. Só os utópicos, a elite que pode mover nações e gerar a diferença, acreditam que o futuro da Galiza passa pela unificação da língua escrita (de que o Acordo Ortográfico 1990 é o instrumento a brandir contra o status quo da imutabilidade histórica dos reinos). A história sempre se fez de guerras e de casamentos entre tribos, hoje faz-se pela globalização económica que desconhece as fronteiras imemoriais e é aí que a língua comum assume um papel vital de moeda de troca entre os povos. Mesmo os que se insurgiram contra a Lusofonia surgem agora vocais e aparentes paladinos, para a captação do mercado de 240 milhões de almas. Se a guerra dos afetos entre povos irmãos parecia exclusiva da coutada dos poetas, agora desponta o interesse económico na cruzada da língua comum, como motor capaz de inverter políticas centralistas e nacionalistas. Nisso reside a grande arma, neste longo caminho de sobreviver através da língua e cultura comuns, em vez de ficarmos marginalizados em variantes e dialetos redutores da identidade global que é a Lusofonia. Foi o que nos trouxe à Galiza neste 18º colóquio para que juntos possamos fortalecer o que nos une, património imaterial de tantos. Fala-se mais Português em Angola hoje do que no tempo da presença portuguesa, apesar da forte competição das línguas nativas. Em Goa existe um recrudescimento do interesse e novos livros têm surgido, 50 anos após a extinção da presença lusófona. Em Macau a língua portuguesa é mais falada e estudada hoje do que quando os portugueses lá estavam. Em Timor como segunda língua oficial já há mais de 25% de falantes, sendo importante em contextos hostis onde sob a ocupação neocolonial indonésia foi usada como língua de resistência.

Vários idiomas da Tailândia, Malásia, Índia e Indonésia têm palavras portuguesas/galegas. A própria língua japonesa tem várias palavras portuguesas/galegas como: álcool, veludo, jaqueta, bolo, bola, botão, frasco, irmão, jarro, capa, capitão, candeia, castela (bolo de pão-de-ló), copo, vidro, tempero, tabaco, sabão, sábado, choro, tasca, biombo etc. Há um idioma próprio falado na Malásia, Singapura, Tailândia, Ceilão e Indonésia que se chama Papiá Kristang (língua cristã) ou português de Malaca que é constituído por palavras portuguesas/galegas com formas gramaticais diferentes. Existe também o Patuá de Macau, em vias de extinção. Os portugueses/galegos falam com estas gentes sem dificuldade. Também no Reino de Espanha há quem fale Português, como língua de resistência ao domínio cultural que faz sujeitar a escrita do galego às normas ortográficas castelhanas, tentando obviar à preservação da identidade cultural do velho reino da Galiza. A língua galega é sob todos os aspetos (históricos, filológicos e paleolinguisticos), português, da Galiza, mas Português. No entanto na Extremadura espanhola, onde nunca houve uma língua comum, também o Português é ensinado a milhares de pessoas. A língua não é só um meio de comunicação nem arma económica, expressa o sentimento dos povos, permite a preservação das lendas e narrativas, recria as baladas dos bardos, favorece a leitura dos clássicos, aproxima povos e perpetua o ADN. É nossa vontade e desígnio que na Galiza se proceda à reintegração da língua na Lusofonia como a História o manda e, por isso, apoiamos desde a primeira hora a criação da AGLP. A questão da ortografia é meramente política, sendo um grave erro estratégico não afirmar que “galego e português são a mesma língua”. Tem faltado construir pontes pois os políticos portugueses estão temerosos de ofender a vizinha Espanha e os galegos temem que depois da autonomia cultural venha outra. É fundamental o galego ser atual. Os povos só evoluem intelectualmente quando se expressam na língua materna e não na colonizada, castelhanizada como o «portunhol”. O galego atual será o encontro com as origens em que simultaneamente ganham um poderoso meio de comunicação, a nível cultural e comercial, que ajudará a crescer a Nação Galega neste mundo globalizado. Escrever galego-português na norma lusófona dá-lhe dimensão mundial e é a única forma de salvá-lo da morte. O português-galego não é um idioma de Portugal, mas dos países que o adotaram como oficial além da Região Autónoma Especial de Macau na China. Além do mais, lembremos que Afonso X, rei castelhano, trovou em galego-português por ser uma língua melódica. Os nossos projetos de divulgação de autores açorianos, tradução em várias línguas, cancioneiro açoriano, antologias, livros que temos editado, os artistas que temos promovido, entre tantos outros projetos permitiram já levar os Açores a locais desconhecidos. Hoje, aqui, estão alguns desses autores a partilharem o que há de comum entre a Galiza e os Açores: duas insularidades culturais no seio da Europa.

. DISCURSO DE ACEITAÇÃO DE ACADÉMICO CORRESPONDENTE DA AGLP 18º colóquio, OUT.º 2012

Aos 22 anos (1972) lancei o primeiro livro de poesia, a que outros (crónicas e ensaio político) se seguiram. Fui sempre jornalista e tradutor. Faço 40 anos de vida literária e mais de 47 de jornalismo sem acalentar grandes ilusões quanto ao valor dos meus escritos. Considero uma honra maior a oportunidade de proferir uma palestra (março 2010) na Academia Brasileira de Letras. Hoje, segue-se a segunda maior honra, ler palavras emotivas para confessar que a AGLP pode contar com o total e dedicado apoio, na luta para a reposição da língua portuguesa da Galiza, em todas as esferas da vida e nos fóruns internacionais. Falta concluir a unificação ortográfica da língua de todos nós. Nisso quer a AICL quer a AGLP estão unidas, pois podemos preservar todas as inúmeras diferenças, mas mantendo unificada a escrita. Respeitando a diversidade do Português, que é a sua grande riqueza, impõe-se fazer um esforço no sentido de aproximação das suas formas, em domínios ligados ao uso contemporâneo, como é o caso da terminologia científica e técnica e dos neologismos decorrentes de novos modos de vida e de convivência internacional, sem prejuízo da salvaguarda das especificidades de cada variante, enquanto manifestações de identidades e alteridades culturais irredutíveis. Obrigado, por aceitarem este mero aprendiz de feiticeiro da escrita no seio de académicos bem mais distintos e qualificados do que eu. Como simples artesão da palavra, poeta e sonhador de utopias manterei a saudável loucura ao serviço da língua, nem que seja em pequenos poemas como este:

Galiza como Hiroxima mon amour

acordaste e ouviste o teu hino

bandeira desfraldada ao vento

ao intrépido som

das armas de breogán

amor da terra verde,

da rubra terra nossa,

à nobre lusitânia

os braços estendes amigos

desperta do teu sono

pega nos irmãos e irmãs

caminha pelas estradas

ergue bem alto a tua voz

diz a quem te ouvir quem és

orgulhosa, vetusta e altiva

indomada criatura

nenhum poder te subjugará

nenhum exército te conquistará

nenhuma lei te aniquilará

és a Galiza mon amour

 

 

Próximo presidente da Interpol é acusado de acobertar torturas na prisão

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A Interpol (Agência Policial Internacional) está prestes a eleger seu novo presidente. O único candidato, no entanto, é um general dos Emirados Árabes Unidos acusado de acobertar torturas dentro da p…

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