urbano bettencourt

Views: 0

Image may contain: Urbano Bettencourt, sitting
Baía do Canto
Aqui se chega por entre as vinhas ou,
da Terra Alta vindo, através das faias
e das silvas.
As figueiras
despenham-se para a costa, o volume das rochas
adensando: pelas fendas brotam e mergulham
as raizes no incerto corpo da ilha,
à sua sombra os fetos definham
e os funchos, qualquer perdida amostra
de amaldiçoado inventário botânico – dizia
meu avô que das figueiras colhesse
o fruto, nunca a sombra. Morreu dependurado numa
por março dentro, quando as primeiras folhas
mal despontavam ainda.
As figueiras, pois. Assombradas
no longo rol dos enforcados seculares,
sob a rósea névoa roxa das pedras erguida
e nos poros se infiltrando até ao mais remoto
pulmão das casas.
Urbano Bettencourt
[Fotografia: Jornal Açores]
Gaëlle Istanbul
Ilha das Flores, Açores, 2020

0,21% para a cultura

Views: 0

um país que dedica 0,21 % à cultura não merece futuro, nem presente nem passado….CHRYS CHRYSTELLO

André Cunha Leal
is feeling ashamed.
O Valor da Cultura para a Política…
0,21% atribuídos no Orçamento de Estado
Um valor que diz muito da sociedade que queremos, dos políticos que temos e do país que ambicionamos ser!
0,21%, desilude e, sobretudo, envergonha! Para dizer a verdade torna tudo secundário, dado que estamos a falar de um governo que fez da recuperação do Ministério da Cultura uma bandeira e agora atribui-lhe um dos valores relativos mais baixos da história recente. Isto revela que os nossos politicos, numa altura de profunda crise, nem sequer compreendem a importância do investimento em cultura, no que isso pode dar sustento à sociedade como um todo, à preparação dos cidadãos, e até a uma maior estrutura no relançamento de sectores tão importantes como o do turismo.
Por isso mesmo vale a pena aqui repetir um dado. Segundo o IGAC, em 2016 o Valor acrescentado da Cultura era de 1,7%, ou seja 8 vezes mais do que agora o governo atribui ao sector no orçamento de estado.
Na cultura sabemos que todos os sectores económicos devem contribuir para as áreas sociais e de soberania do Estado, mas entre 1,7 e 0,21% vai um fosso gigantesco, pelo que é natural que haja quem se sinta roubado.
Para além disso até o facto do estudo do IGAC ser de 2016 e de não haver uma actualização mais recente, subentende um certo desprezo das estruturas do estado por este sector.
Como podem perceber o sentimento é avassalador na cultura, desde os que se sentem roubados, aos que se sentem desprezados. Eu falaria de uma profunda desconsideração.
Podia estar aqui a escrever sobre as políticas de contenção do COVID e as suas consequências para a cultura, a falta de capacidade da segurança social para fazer face ao flagelo que se abateu sobre o sector ou até da adequação ou não das medidas sectoriais aplicadas pela tutela. Mas não… perante o valor que se dá à cultura, parece-me óbvio que tudo tem que começar pela valorização deste sector. Valorização em todos os sentidos, no financeiro e, mais que financeiro, naquilo que é o valor estratégico do sector para a sociedade e para a economia.
Eu deixo aqui uma pequena dica: o sector da cultura e das indústrias criativas é só o quarto maior empregador da Europa e uma das suas maiores forças de produção. Está na altura de reinvindicarmos o nosso verdadeiro valor e não aceitar a permanente desvalorização de que somos alvo. Continuar-se com esta desvalorização tem um único nome: desprezo… custa-me muito sermos desprezados assim!
Chrys Chrystello

Comment
Share

Parlamento Europeu chega a acordo sobre orçamento comunitário e fundo de recuperação – DN

Views: 0

Os negociadores do Parlamento Europeu e o Conselho da União Europeia chegaram esta terça-feira a acordo sobre o próximo quadro financeiro plurianual de 2021 a 2027 e programas de resposta à crise pandémica.

Source: Parlamento Europeu chega a acordo sobre orçamento comunitário e fundo de recuperação – DN

columbários nos açores

Views: 1

É incrível ver a semelhança entre os columbarium’s da Europa, e o “Pombal”, encontrado pelo professor Félix Rodrigues na ilha Terceira. Como diz o velho ditado…. “o maior cego, é aquele que não quer ver”
Etruscan columbarium, Tuscania.
Published with kind permission of the author

Sante Galante Del Montienzo
2
1 comment
1 share
Like

Comment
Share
Comments

com este covid despeçam o governo

Views: 0

Vejam-se os factos da doentia, perigosa, não admissível ação do governo perante a pandemia Covid. Segundo os dados do governo:
Desde o início do surto pandémico em Portugal e após as medidas do governo perante essa realidade:
Na população portuguesa ; 10 105 936 de pessoas foram confirmados 187 237 casos
Destes recuperaram 106 878
Continuam ativos 77 338
e Morreram 3021
A idade de quem morreu
Com 80 ou mais anos 910 homens
1120 mulheres
Total 2030
Com idade entre 70 e 79 368 homens
187 mulheres
Total 555
total 1 +2 2585
Com idade entre 60 e 69 187 homens
77 mulheres
Total 264
total 1+2+3 2 859
Os restantes 152 estão nas classes etárias entre os 40 e os 60 anos.
Conclusão . 1. deixou de se morrer pela falência normal dos orgãos neste país, morre-se por covid.
2. as medidas do governo centram-se no problema da resposta dos SNS a uma potencial necessidade de mais utentes terem de recorrer aos serviços de internamento e cuidados intensivos
3. as mediadas do governo, em lugar de com eficácia – ou seja mais verbas para equipamentos e honorários para médicos, enfermeiros, pessoal auxiliar, maior articulação no SNS e e entre este e os serviços assistenciais privados – , em tempo e com a racionalidade necessária -, centram-se de forma verdadeiramente patética em medidas de natureza repressiva aos movimentos normais das populações e da vida em sociedade.
Parece-me lógico e de bom senso, que os portugueses seriamente pensem em despedir quem contrataram para os governar. E não só por este desastre, revelador das capacidades e competências, mas sobretudo pelos custos de oportunidade ao desenvolvimento deste país.
You and 2 others
Like

Comment
Share

com poucos casos houve cercas sanitárias, o PS perdeu o poder e é o deixa andar?

Views: 0

Os casos covid a crescerem assustadoramente nos Açores… hoje foram apenas mais 23… o maior número de sempre…e temos o país político de cabelos em pé porque perdeu o tacho do poder.
O número de casos na primeira fase levou à instalação de cercas sanitárias e confinamentos em São Miguel… agora é o deixa andar… ah pois é… havia eleições à porta…e à mesa do pequeno-almoço não se comiam criancinhas!
You, Lúcia Vasconcelos Franco and 8 others
1 comment

Luxemburgo regras covid na escola

Views: 0

No Luxemburgo começou assim o ano escolar:
O arranque do novo ano letivo será efetuado sob o código “amarelo” (numa escala com quatro níveis – verde, amarelo, laranja e vermelho), o que significa que a transmissão do vírus, embora limitada, impõe a continuação da vigilância. Neste cenário, os contactos necessários em termos funcionais podem continuar embora sujeitos às medidas de segurança aplicáveis.
O código “amarelo” estipula:
a) O uso obrigatório de máscara para os alunos na sala de aula, sendo obrigatório sempre que as regras de distanciamento social não possam ser cumpridas (distância mínima de 1,5m entre pessoas);
b) Suspensão das atividades extracurriculares;
c) A interdição de acesso ao interior do estabelecimento de ensino de quaisquer outras pessoas, com exceção dos docentes, trabalhadores administrativos e auxiliares e alunos;
d) Caso não seja possível garantir o distanciamento social durante as pausas de recreio, os alunos deverão usar máscara bem como os professores;
e) Interdição para os pais e encarregados de educação de se agruparem à entrada das escolas nos momentos de entrada e saída dos alunos das aulas;
f) Mantem-se as regras de higiene pessoal (lavagem/ desinfeção das mãos à entrada dos edifícios). A limpeza dos espaços escolares será assegurada pela escola e/ou comuna (espaços arejados);
g) Todos os alunos e professores poderão ser testados à COVID-19, gratuitamente e em regime de voluntariado;
h) Caso algum aluno ou professor teste positivo, a escola e os alunos / professores com quem contactou serão notificados pelas autoridades luxemburguesas para rastreamento.
Na eventualidade da ocorrência de situações mais agudas provocadas por surtos infeciosos em determinadas Comunas, está contemplado o cenário de alteração de funcionamento das escolas que fiquem sob o código “laranja” o que, em termos práticos, significará a implementação de um sistema de ensino híbrido entre o presencial e à distância para os alunos dessas escolas.
Like

Comment
Share
Comments

Será cabala? 56 mortes e 6640 novos casos de infeção no país

Views: 0

Já há algum tempo que não comento os dados epidemiológicos portugueses porque entendi que tais comentários, alguns deles com previsões, de nada serviriam. Muito antes do crescimento exponencial da epidemia em Portugal, a que estamos a assistir neste momento, tentava alertar para este grave problema. Nada foi atendido e

Source: Será cabala? 56 mortes e 6640 novos casos de infeção no país