SANTANA CASTILHO E O ESTADO DE EMERGÊNCIA

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Foi Simão Bacamarte a musa inspiradora?
Corro o risco de os absolutistas do mainstream me chamarem negacionista, por vir expor dúvidas sobre as recentes medidas disfuncionais de combate à pandemia. Mas numa sociedade democrática é livre o direito de nos expressarmos. Muitas vezes, a opinião dos outros provoca-me dor. Mas jamais me passou pela cabeça curar a minha dor calando-os, excepção feita quando o que defendem abalroa os princípios constitucionais e éticos que nos regem.
O entendimento entre Marcelo, Costa e aqueles que na AR lhes deram cobertura para decretar o estado de emergência tem uma leitura política óbvia: para eles, a Constituição é um estorvo. A preocupante situação da saúde pública não justifica que o Presidente da República proteja a inépcia do Governo com uma questionável interpretação da Constituição. Não há estado de emergência a título preventivo. O estado de emergência responde, não prevê. Não há estado de emergência light. O estado de emergência é um instrumento constitucional sério e profundo. Este estado de emergência dividiu o país entre os que aprovam ou reprovam, afastando-nos, como convém ao Governo, do escrutínio sobre a ausência de planeamento e de medidas eficazes para evitar a propagação da pandemia. À boa maneira ardilosa de António Costa fazer política, este estado de emergência põe nas costas dos cidadãos a responsabilidade pela disseminação de uma pandemia, cujos efeitos se agigantam face à debilidade para que os sucessivos governos foram atirando o SNS e os demais sistemas sociais de protecção dos mais pobres, de que a ocupação de mais de mil camas em hospitais por parte de pessoas com alta clínica mas sem casa nem família para as acolher é vergonhoso exemplo.
A ruptura do SNS não é de agora. Vem de trás, do ir além da troika do PSD e das cativações do Ronaldo das finanças, do PS. E quando se prepara a partição dos milhares de milhões que vão chegar da UE, de que se ocupam as estratégias? Da Educação? Da Saúde? Da Justiça? Não! Do hidrogénio verde, da alta velocidade, da digitalização e demais modernidades. Porque quanto menos críticas e educadas forem as massas, melhor. Porque quem tem poder económico escolhe e paga os melhores cuidados médicos. E porque quanto mais lenta for a justiça mais protegida fica a promiscuidade entre a política e os negócios.
O recolher obrigatório exprime a preponderância da política para consumo mediático sobre a racionalidade e aquilo que a ciência já sabe do vírus. Expõe o desespero e o desnorte de quem se deslumbrou com a toleima do “milagre português” e não soube utilizar os meses de acalmia para preparar a defesa de uma previsível segunda vaga, pensando agora que vai dominar a curva epidémica a toque de corneta.
Um famoso gráfico colorido da DGS diz que o factor “ familiar/coabitante” tem um potencial de 68% nos contágios novos. E prendem-nos em casa a partir da uma da tarde de sábados e domingos? Que nos permitissem, ao menos, ir andar de metro ou de comboio na linha de Sintra, com potencial zero nas conclusões da colorida DGS. O recolher às 23:00 vai impedir os perigosos jantares familiares? Sendo perniciosos os ajuntamentos nocturnos dos jovens ao ar livre, serão pacíficas as esperadas concentrações de consumidores nas grandes superfícies, durante as manhãs de sábados e domingos? Como e onde foi apurado que os passeios de sábado e domingo à tarde ou a ida às compras ou aos ginásios nos mesmos períodos são a origem dos contágios? Se a medida visa as grandes festas, não seria mais adequado tiro certeiro, que não bazuca sem sentido? Se o recolher obrigatório nos protege dos contágios, porque é que onde ele é total e permanente (estabelecimento prisional de Tires) se regista o maior surto apurado numa só instituição (148 casos)? Ou porque é que 1047 idosos morreram em recolhimento obrigatório, em lares de má memória?
Entretanto, há nas escolas portuguesas professores de turmas enviadas para quarentena que continuam a leccionar outras turmas. Há professores que tiveram contactos com alunos infectados, mas não foram testados. Há professores que continuaram a leccionar durante o tempo em que aguardaram o resultado de um teste, que se revelou positivo.
A lógica destas medidas é uma paródia burlesca, que decreta certezas com base em incertezas. Terá sido Simão Bacamarte a musa inspiradora de António Costa?
In “Público” de 11.11.20
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  • Um governo de rapazolas a começar pelo génio hidro!
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não se pode comparar chega e pcp

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POSTAL DO DIA
Comparar o Chega ao Partido Comunista ou ao Bloco de Esquerda é pornográfico
1.
Mais pornográfico do que o acordo PSD com o Chega nos Açores – e do reiterar por parte de Rui Rio da disponibilidade para que esse acordo possa ser nacional – é o repetir do argumento de que não faz sentido criticarem o PSD por se aliar ao Chega quando o PS se aliou ao Partido Comunista e ao Bloco de Esquerda.
Um argumento ensaiado por vários comentadores dispersos por aqui e por ali. E repetido até à náusea nas redes sociais por pessoas comprometidas com a possibilidade de uma nova ordem à direita.
O Partido Comunista e o Bloco de Esquerda são tão maus ou piores do que o Chega é o mantra que passou a ser uma palavra de ordem. E é isso que iremos ouvir nos próximos larguíssimos meses.
2.
Comparar um partido com simpatias pelo fascismo, um partido que faz pactos com movimentos populistas em toda a Europa, um partido que deseja o regresso da pena de morte, que quer vigiar muçulmanos e expulsar ciganos, que grita aos quatro ventos que deseja instaurar uma “quarta República” e um partido em que militantes chegaram a defender que as mulheres que abortam deveriam ficar sem ovários não pode ser comparável – nem por brincadeira – ao Partido Comunista.
3.
E o simples facto de isso ser ensaiado por gente do PSD – em nome da ambição do poder, é a triste prova de que em nome da vingança em relação a António Costa irá valer tudo – até um pacto com o demónio.
Vamos lá a ver.
O Partido Comunista é um partido com 100 anos. Ao longo da sua história viu largas centenas de militantes morrerem em nome de uma ideia de libertação do fascismo salazarista.
Enquanto os outros desistiam o PCP manteve-se na luta.
Não desistiu.
Não se rendeu.
Milhares foram torturados, centenas mortos, quase todos viram as famílias ser atingidas, chantageadas, todos deixaram de ter a possibilidade de trabalhar ou de existir como seres humanos.
E nesse combate inclemente contra a ditadura estiveram ao lado e participaram em campanhas políticas de apoio a figuras que não eram comunistas.
Norton de Matos e Humberto Delgado foram apoiados fortemente pelo PCP.
Da mesma maneira que estiveram ao lado de projetos que aglutinavam muitos outros democratas não-comunistas como a CDE (apenas para dar um exemplo)
Já agora, em 1975, no final do PREC, quando todos vaticinavam que o PCP iria tomar o poder por ter, aparentemente, o controle do poder militar e das armas, foi Álvaro Cunhal e o seu secretariado quem travou a possibilidade.
E essa foi a razão para que Melo Antunes, o ideólogo do 25 de Novembro, tenha ido à televisão defender os comunistas e defini-los como essenciais à democracia.
Na história da democracia portuguesa nunca existiu, e já lá vão quase 50 anos, o mínimo deslize institucional. Nos sindicatos ou nas câmaras municipais os comunistas deixaram a sua marca sem nunca colocarem em causa a democracia que ajudaram a fundar.
4.
É chocante ver alguma gentalha comparar os comunistas com o Chega.
Chocante comparar homens e mulheres que se sacrificaram e ofereceram a sua vida, com pessoas como André Ventura e os que o seguem.
Gente como António Dias Lourenço (e poderia falar de tantos outros ou outras), sempre de sorriso franco, sempre capaz e disponível para um abraço, mas sempre com o ímpeto da luta, do combate por uma revolução em que acreditou até regressar à clandestinidade aos 95 anos.
É o que penso quando nele penso. Regressou à clandestinidade, nunca me passa pela cabeça que tenha morrido.
É o que penso, sim.
No seu regresso a Vila Franca e ao Alentejo onde conseguiu que tantas centenas acreditassem que era possível derrubar Salazar (Saramago dedicou-lhe Levantado do Chão). No seu regresso a Peniche onde voltará a dar um salto de 30 metros para as águas de onde nenhum cabrão de nenhum PIDE acreditou que fosse possível escapar. No seu reencontro com o filho de dez anos, António como ele, que viu morrer com uma leucemia. Estava na cadeia e Salazar concedeu-lhe dez minutos para se despedir da criança.
Contou-me, sabem?
É como se o ouvisse. “Custou-me tanto. Queria bater aos guardas, mas seria a última imagem que o filho levava do pai. Tive de me fazer de forte, sorrir e dizer ao António que brevemente nos iríamos voltar a ver”.
Como é possível comparar?
5.
E como é possível comparar o Chega e tudo o que defendem com um partido como o Bloco de Esquerda?
Um partido maioritariamente composto por gente que não viveu em ditadura, composto por jovens anticapitalistas (é certo), mas que mantém na sua matriz o idealismo de Miguel Portas, Fernando Rosas ou Luís Fazenda. E será André Ventura comparável a estes três fundadores ou a Francisco Louçã?
6.
Não sou comunista ou bloquista, mas este é um tempo em que as pessoas têm de perceber muito bem o que está em jogo.
Faz sentido que o PSD esteja magoado com a “geringonça”, sou capaz de compreender com facilidade a acidez. Deve ter custado.
Mas há limites.
E Rui Rio acabou de passar esses limites.
Um partido democrático não se pode coligar ou entender com um partido como aquele.
Não é simplesmente possível.
Porque se for possível então tudo é possível.
LO
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  • Excelente. Obrigado.
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  • Lamentavelmente para Portugal, o PSD com este entendimento e com a normalização do CHEGA vai, no curto/médio prazo – e talvez mais curto que médio – ser canibalizado e engolido pelo CHEGA.
    Em nome de uma pequena vendeta sobre 2015 ou uma ambição de po…

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  • Que bem m faz ler este texto amigo Luís. Por mtas coisas ditas mas também pelo respeito por tantos q sofreram pelas suas ideias .Isto é simplesmente um insulto à democracia.
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  • Recordar ainda que o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, delegou no vereador da CDU, Rui Sá, um pelouro. O ambiente, creio. Pelo menos durante 1 mandato.
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  • Como já foi possível? E ainda continua a ser possível, a nível nacional!
    Possivelmente uma demência generalizada de vários “iluminados”.
    Francisco Sá Carneiro, deverá a andar às voltas, onde quer que esteja.…

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  • Discordo profundamente do texto. O BE e o PCP defendem regimes com as mãos manchadas de sangue e acham legítimo o terrorismo político em nome do ‘bem’.recordat a história com rigor obriga a lembrar os milhões de mortos da união soviética. Os mortos às …

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  • Obrigada, Luís, mais uma vez, pela lucidez das tuas palavras.
    Para esta gente não há limites quando vêem no horizonte uma luzinha que lhe pode dar o poder. Por pudor não escrevo aqui o que penso do snr. Rio. Para esfrangalhar o psd não era preciso tant…

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  • excelente análise! grato, luís!
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  • A minha questão é muito clara.
    Eu li os três programas eleitorais. Eu li os manifestos de três partidos. Qualquer comparação entre as anormalidades aviltantes e anti democráticas que são escritas pelo Chega e o que consta nos programas eleitorais dos …

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  • Obrigada Mil Vezes

    Luís

    . Subscrevo cada palavra com comoção. Muita mesmo pois o meu primo Carlos Costa (ainda vivo) foi um dos que fugiu com o Álvaro Cunhal de Peniche.

    Isto é um atentado por quem lutou, sofreu e até morreu para que hoje vivamos em Li…

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  • Luis , amigo, completamente do teu lado quanto a esta ” aliança” mas não vale absolver o PCP da cumplicidade com a ditadura na união soviética , não podemos desculpar os inteletuais do PCP que sabiam do que se passava nas ditaduras comunistas , o que …

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  • Subscrevo e assino por baixo este fantástico texto.
    O PSD vendeu a alma ao diabo, só para se vingar da “geringonça”.
    Mas aliar-se ao chega?. Sá Carneiro deve estar a dar voltas no túmulo.
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  • Pois é. Não gosto, nem defendo a existência de um partido de extrema direita, como o CHEGA!. Mas o BE é um partido de extrema esquerda, radical e coletivista e o PCP um anacronismo, que exerce influência na clandestinidade e onde ainda mexe só estraga …

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  • Obrigado pela lucidez e pela justiça para com o PCP, nestes tempos difíceis.
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  • Até cansa tanta hipocrisia recente. E não esqueço elogios a Rio, o mesmo que está apenas à espera de uma declaração aVentureira para fazer o mesmo no continente. Não muito diferente, afinal, da promoção dada ao movimento em fase embrionária por Passos …

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  • Como dizia o meu saudoso amigo e Camarada Sérgio Mestre (Sérginho da Flauta, como o designava o Zeca Afonso) : Nunca baralhar o fod€r com o rachar lenha “. Sem dúvida, esse Rio, está confuso.
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  • O seu texto resume tudo o que penso dessa gentalha, que não assume is seus ideais fascistas, e tenta camuflar com estas comparações completamente execráveis.
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  • Excelente, Luís! (Julgo que Levantado do Chão é dedicado a Germano Vidigal, mas para o caso não interessa.)
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  • Começamos a poder dizer: – em Portugal, na política, já vimos de tudo. O mais chocante é ver o maior partido da oposição coligar-se com um partido com características pidescas.
    Triste, muito triste para a nossa história democrática.
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  • Inteiramente de acordo mas não me admira.
    O PSD nunca foi um partido social democrata.
    Sempre foi um “albergue espanhol” onde se abrigam os saudosistas do antigo regime e também democratas liberais de direita mas nunca sociais democratas. …

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  • Li e reli este magnifico texto!
    Tem que ser lido e relido e, por isso, vou partilha-lo!
    Como eu admiro esta enorme lucidez e honestidade!
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  • Uma vez mais um texto que para além de um repositório de história contemporânea e uma lição de vida.
    A vida ,ou um pedaço dela ,que vivemos, tu já em convívio com a liberdade ,eu ainda olhando por cima do ombro para ver se não havia nenhum bufo por per…

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  • Há o branqueamento de capitais e há o branqueamento de ideais e assim se legitima um partido asqueroso que nem devia existir.
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  • Totalmente de acordo Luís 👏👏👏
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  • Excelente, pertinente e corajoso texto e postura!
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  • Leiam e meditem. Chama-se a isto a voz duma consciência limpa!
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  • Luís, o meu abraço, aquele do nó dado por dentro. Beijo.
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  • Completamente de acordo Luís!
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  • Esse senhor perdeu a noção da decência. Um dirigente deve ser um exemplo e ele acabou de demonstrar o que aconteceu ao seu partido.
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  • Subscrevo cada Palavra com comoção. Sabemos lá nos sequer o que António Dias Lourenço e o meu primo Carlos Costa e tantos outros passaram. Não sou Comunista nem Bloquista mas sou pela Liberdade e por Ela, e por todos os que morreram e os que sofreram p…

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  • Se quisermos ser honestos devemos observar que a extrema direita e extrema esquerda têm algo em comum: o totalitarismo e o pensamento único na forma como exercem o poder.
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  • Vale tudo em nome de um projeto de poder. Texto ótimo, partilhei!
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  • Obrigada pelo texto. Lamentavelmente a ausência de memória e o desrespeito estão em crescimento exponencial.
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  • Subscrevo. Obrigada Luís. Por respeito aos meus pais, que tanto lutaram (e sofreram) contra o fascismo. Ignorar a história é um ato atroz.
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  • @Luis desculpe, mas perdeu-me na primeira frase deste post.
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  • Palavras muito certas e vivas.
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  • Obrigada pela lucidez e pela honestidade. Como comunista que sou, tenho de partilhar este excelente texto!
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  • Parece que se apagou rapidamente da mente humana a origem do PCP e BE e toda a sua doutrina. O apoio que dão a paises totalitários que não respeitam os direitos dos seus cidadãos, mas que só porque são de esquerda, são apadrinhados e nunca colocado…

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  • Mas qual acordo Senhores???? Não existe acordo nenhum, existe apoio…não falem do que não sabem…e mesmo que houvesse ou venha haver acordo, coligação ou que quer que seja entre PSD e Chega é muito bom e sim vale tudo desde que seja direita unida par…

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  • A sede de poder. Sede, muita, tanta, tanta sede de poder!
    Simplesmente, vergonhoso!
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  • Nunca se arrependa L.O. por mostrar, mais uma vez, a quem já anda esquecido, as diferencas obscenas , de um Ventura, sem nome, sem etica, sem estória, com os militantes resistentes de um P.C. para nao falar dos Vultos que deram a Vida por Ideais de I…

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  • Obrigada, Luís! Tenho de partilhar!
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  • Obrigado. Luís. Como é possível tanto fome de poder!!!
    Excelente texto.
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  • Comparar fascistas com quem lutou contra o fascismo, demonstra desonestidade política e intelectual.
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  • Obrigada pelas palavras. Excelente!
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  • Mais claro, impossivel!!! Mas creio muito que ‘ tudo é possível.”….
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  • Obrigada pelo excelente testo!
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  • Rui Rio é a versão apalermada do Ventura. Há ali uma admiração pornográfica e até se deve travestir dele em sonhos!
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  • completamente de acordo com o teu texto
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  • Uns fazem sexo sem preservativo, outros fazem-no de ceroulas
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caldeirao-a-pero-botelho-osvaldo-cabral

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Caldeirão à Pêro Botelho
Quem visitar por estes dias a famosa Caldeira de Pêro Botelho, no magnífico Vale das Furnas, verá que ela faz muito barulho, mas está seca.
O caldeirão em que José Manuel Bolieiro se meteu vai ser um pouco semelhante, com muito barulho mas, a dar sumo, nunca será de laranja puro.
É tal a variedade do caderno de encargos, que há uma certeza mais do que previsível: a lista de compromissos acordada entre os cinco partidos é impossível de cumprir numa só legislatura.
Basta ler as medidas impostas pela Iniciativa Liberal, num compromisso de 10 capítulos, mas se lerem bem estão lá mais de 30 medidas, todas para executar nesta legislatura.
Apesar de tudo, o IL foi o único que, até agora, mostrou maior transparência política e negocial, ao divulgar publicamente o acordo que estabeleceu com o PSD.
E aqui a coligação já começou mal.
A partir do momento em que os três partidos se uniram para formar governo o compromisso soberano passa a ser com todos os açorianos e não apenas entre si.
Por isso, têm que dar conta aos açorianos que tipo de acordo é que firmaram e que outros compromissos assumiram com o Chega e o IL.
Se Bolieiro quer um novo paradigma de “clareza e transparência” tem que dar o exemplo, divulgando publicamente todos os acordos escritos que apresentou ao Representante da República.
O eleitorado tem esse direito e a coligação o dever de ser claro com todos.
O PS tem razão ao apontar esta falha, mas não tem autoridade para reclamar.
Foi o seu governo que, ainda durante o último mandato, escondeu aos açorianos compromissos fundamentais que envolvem todos os contribuintes, como foi o caso da exposição enviada a Bruxelas relativamente à SATA e o respectivo plano de reestruturação.
Outro exemplo recente é o que o governo do PS está a fazer desde Junho, em que esconde a situação das listas de espera para cirurgias, apesar da sua obrigatoriedade por decreto regional… aprovado pelo próprio PS.
A penosa conferência de imprensa de Vasco Cordeiro, esta semana, é mais uma prova de que o PS ainda não percebeu o que se passou no dia 25 de Outubro.
Em vez de explicar a todos nós, açorianos, qual a estratégia que vai adoptar enquanto maior partido da oposição, se vai ou não assumir a liderança da sua bancada, Vasco Cordeiro agarrou-se a um mero formalismo para desancar no Representante da República, criando um ruído inconsequente e com a mesma postura altaneira da noite eleitoral.
O PS está mesmo a precisar de uma cura de oposição, a mesma que ajudou o PSD a curar muitas doenças nestas duas décadas, até perceber que a humildade é uma característica muito valorizada pelo eleitorado.
Os socialistas devem recolher-se à reflexão interna, analisar com espírito crítico (coisa que não têm há duas décadas) os inúmeros erros que cometeram e deixarem-se de atitudes pouco dignas, como a de virar o emblema do PSD ao contrário e acusá-lo de se “ajoelhar ao diabo”.
O desespero não é bom conselheiro e nós, açorianos, precisamos de um PS forte, revigorado e vigilante no escrutínio que irá fazer enquanto oposição.
O PS sabe, pela experiência política que tem, que uma boa oposição, recheada de credibilidade e humildade, é meio caminho andado para alcançar novamente a governação.
Já basta o outro enorme caldeirão de problemas que os últimos governos nos deixam como herança.
Um deles vai ter consequências, por muitas gerações, na nossa sociedade, que é a enorme galáxia de funcionários públicos que se criou na administração regional, tornando esta região num arquipélago improdutivo e altamente dependente do orçamento regional.
Da população empregada que tínhamos no final do terceiro trimestre deste ano (115.599 pessoas, menos 0,7% do que no período homólogo), todos os sectores produtivos perderam empregos, excepto – claro! – a administração pública, que continua a engrossar as fileiras.
Mais grave: a julgar pelas notícias que vamos lendo por estes dias, a voragem não pára, mesmo com o governo em mera gestão.
Como se explica este impulso repentino de recrutar mais de centena e meia de funcionários públicos nos últimos dias, para secretarias regionais e empresas públicas?
São abusos como estes que castigaram o PS nas urnas.
Vejamos a comparação do número de empregados neste terceiro trimestre, comparado com o trimestre homólogo: o comércio perdeu 2,3% dos empregados, os transportes perderam 3,7%, o alojamento e restauração perderam 14,6% dos empregados, as actividades administrativas e dos serviços de apoio perderam 22,6%, a educação perdeu 1,6%, a agricultura e pescas perderam 13,8% dos empregados, a indústria e construção 6,4%, as indústrias transformadoras 8,3%…
E agora veja-se a administração pública: aumentou 4,4%!
Como é que esta região há-de criar riqueza e empregos?
É como digo: estamos todos metidos num enorme caldeirão e é num clima de grande interrogação que todos vamos assistir à nova governação, na expectativa de conseguirmos avistar uma luz ao fundo da gruta, igual àquela que existe na ilha Graciosa e que também se chama Caldeirinha de Pêro Botelho.
Ah! com a curiosidade (relevante para o Dr. Bolieiro) de também ser conhecida como… Algar dos Diabretes.
Novembro 2020
Osvaldo Cabral
(Diário dos Açores, Diário Insular, Multimédia RTP-A, Portuguese Times EUA, LusoPresse Montreal)
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ONÉSIMO T ALMEIDA E AS ELEIÇÕES EUA

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https://blog.lusofonias.net/wp-

Caros amigos,
Partilho este artigo que saiu domingo no Jornal de Notícias por ser uma resposta a uma pergunta que me tem sdo feita por muita gente.
Pediram-me do JN um artigo com urgência e o texto saiu um pouco longo. Dei-lhes autorização para cortarem como entendessem.
Saiu o que aqui vai, em anexo, mas uma frase deveria ter ficado assim:
As queixas dos Republicanos sobre ilegalidades têm sido alegadas sem apresentação de provas.
Abraços do
Onésimo

content/uploads/2020/11/38967897_498220.pdf

açores, património dilapidado

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Patrimônio dos Açores esquecido.
Fica entre duas Freguesias São Vicente Ferreira e Capelas.
Foi brutalmente destruída sem dó nem piedade. É o que resta de uma historia destes bravos Baleeiros desta ilha de São Miguel Açores.
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Tomás Quental, Luis Arruda and 33 others
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  • Foi uma vergonha que fizeram aí!
    Durante esse tempo tenho sempre criticado o que fizeram aí!
    Podendo na altura terem arranjado estás instalações para fazer museu e turismo !
    No Pico por exemplo, tem o museu lá ,feito na antiga fábrica!
    Aqui foi essa vergonha que fizeram, e agora o estão a fazer o mesmo na Sinaga
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aeroporto ponte delgada: os velhos e inválidos ainda não morreram todos!

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A obrigatoriedade de as viaturas particulares terem de entrar na zona de estacionamento em frente à aerogare do aeroporto de Ponta Delgada, obriga os passageiros que chegam, a deslocarem-se com bagagem, à chuva e ao vento, até à viatura que os vem buscar, situação particularmente penosa para os passageiros de maior idade.
Esta situação DEVE SER REVISTA
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    Com toda a razão, deves ter chegado a casa como um pinto🐥
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  • Toda a razão.
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  • falta de consideração esqueceram-se dos velhos, inválidos??? ou esperavam que já tiessem morrido todos?
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covid descontrolado em s miguel, açores

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pergunta alguém na blogosfera: com casos de covid a crescerem assustadoramente nos Açores não deviam ser tomadas medidas mais eficazes?

 

respondo eu, que sou inconveniente:

dantes sem pretensões políticas, eram cercas sanitárias e comunicados infindos, depois foi o silêncio pré eleitoral, agora como deputado indigitado é a inação e quem vier que se amanhe???

assim vai o covid matando a democracia e as gentes