metas do novo governo dos Açores

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Novo governo propõe-se reduzir em três anos a idade de reforma dos açorianos
O projecto governativo do PSD/A, CDS-PP/A e do PPM/A é para duas legislaturas com o compromisso dos três partidos concretizarem coligações eleitorais, respeitando o peso relativo obtido por cada um deles nos diferentes círculos eleitorais nas eleições de 25 de Outubro de 2020, para as próximas eleições legislativas regionais.
Assumem, ainda, o compromisso de estabelecer mecanismos de diálogo e negociação que permitam construir, caso a caso, de acordos eleitorais no âmbito das próximas eleições autárquicas e legislativas nacionais (círculo eleitoral dos Açores).
Pressupõe, também, uma concertação estratégica quanto à revisão constitucional, em particular, no que respeita às Regiões Autónomas.
O ‘Acordo Político para um Novo Governo – Compromisso com os Açores’ é feito, lê-se no documento tornado público pelo PSD/A, com base “no espírito de colaboração empenhada, franca e leal” dos três partidos e tem por objectivo “a promoção dos interesses dos Açores, com vista ao seu desenvolvimento e a melhoria das condições de vida dos açorianos”.
A coligação parte do princípio de que o resultado eleitoral traduziu “um inequívoco desejo de mudança por parte dos eleitores, tornando possível a construção de uma solução política credível e clara”
Considera que “é, não apenas desejável, como possível governar melhor os Açores”.
O novo governo propõe-se “começar um novo ciclo de governação, mais próximo das pessoas, mais transparente nos procedimentos, mais rigoroso na decisão, mais humilde na atitude democrática”.
Pretende fazer crescer o PIB regional, “diminuir o fosso que nos separa do resto do país e da média da União Europeia, combater a pobreza, diminuir a nossa dependência do exterior e reduzir a dívida pública”.
No plano das relações com a União Europeia, o governo de coligação considera que uma “eficaz” representação da Região nas instituições europeias “apenas é assegurada pela criação de um círculo eleitoral próprio para os Açores, nas eleições para o Parlamento Europeu”.
Segundo o acordo de governo, “é essencial criar condições para acelerar a retoma da economia, promover o crescimento económico e gerar mais emprego” na Região, através de medidas, “imediatas e de natureza excepcional”, que “permitam apoiar as empresas na minimização dos efeitos provocados pela pandemia, desde logo ao nível do emprego”.
A adopção destas medidas “podem determinar o aumento do endividamento da Região”. Apesar disso, o novo executivo pretende “reduzir o endividamento público e a despesa pública, nomeadamente através da redução de estruturas e dirigentes aos mais diversos níveis da Administração Pública e do sector público empresarial, com a extinção de empresas ou a sua fusão.”
É compromisso do governo “reservar para si um papel de definição estratégica, de regulador, de fiscalizador, de garante do funcionamento das regras do mercado, de promotor das infra-estruturas, deixando para a sociedade tudo aquilo que ela faz melhor, estimulando a livre iniciativa”.
O governo anuncia no acordo uma redução do IRS, IRC e IVA até ao limite do diferencial fiscal legalmente permitido.
O novo governo vai estudar e implementar um novo modelo de transporte marítimo de mercadorias e de passageiros inter-ilhas que “assegure regularidade, previsibilidade, estabilidade e segurança das operações realizadas e permita a mobilidade entre as ilhas, com a manutenção do serviço público já prestado”.
Assume que a construção do novo porto das Lajes das Flores “tem de ocorrer num horizonte temporal menos dilatado do que o previsto actualmente” e compromete-se “a implementar uma solução que permita restabelecer a regularidade do transporte marítimo de mercadorias para o Corvo”.
Medidas na Agricultura, Saúde
Educação e Solidariedade Social
É por uma agricultura “mais sustentável, mais diversificada, adaptada às nossas condições edafo-climáticas e que contribua para a progressiva autonomia alimentar, no âmbito das opções da União Europeia para o sector agrícola”.
Anuncia a criação de um Conselho Científico para a Inovação Agro-Alimentar que tem por metas o “aumento da estabilidade dos rendimentos dos agricultores, que deve ser o resultado de uma maior valorização do que é produzido e do aumento do preço pago pelo mercado”.
O governo sublinha, por outro lado, que “será firme na defesa dos interesses regionais na gestão do mar, tendo em consideração o regime legal deste interesse partilhado, no entendimento de que tudo o que interessa aos Açores, os órgãos de governo próprio dos Açores têm uma palavra a dizer”.
No seu entender, a pesca “deve ser uma via para vencer a pobreza e não uma actividade de mera sobrevivência”.
No âmbito da saúde, é assumido que “será alargado o âmbito do vale de saúde, que passará a ter um carácter universal, com um valor actualizado” e vai ser criada a figura do enfermeiro de família e num programa de saúde escolar.
É estabelecido o compromisso de adoptar medidas para a contratação de médicos especialistas em saúde pública para “garantir a autonomia e independência da Autoridade de Saúde Regional, a criar, que não deve coincidir com o cargo de Director Regional da Saúde”.
São estabelecidas medidas de formação de médicos especialistas hospitalares, de modo a renovar o quadro dos hospitais e fica estabelecido o alargamento, em valências e no espaço físico, dos serviços de urgência.
O PSD/Açores, o CDS-PP/Açores e o PPM/Açores defendem que o novo paradigma de desenvolvimento da educação “tem de basear-se na tecnologia, no conhecimento, na formação, mas acima de tudo, na educação.
O novo governo pretende “estimular o rejuvenescimento e a formação da classe docente, num processo que deve envolver a Universidade dos Açores”.
Revela o desejo de “uma ampla reformulação do sistema educativo. Queremos desburocratizar o trabalho docente, recentrar as aprendizagens nos resultados, motivar os alunos através da valorização dos seus percursos escolares e inverter o processo de desinvestimento progressivo da Região no sistema educativo”.
O governo pretende implementar, até ao final da legislatura, um regime de incentivos à estabilidade do pessoal docente.
É propósito do novo governo adoptar uma política que “tenha por objectivo a criação de condições para a fixação dos jovens e para o seu sucesso profissional nas suas comunidades de origem, combatendo assim o despovoamento e o envelhecimento demográfico”.
Pretende, também, tomar medidas de “estímulo à natalidade que permitam combater a erosão demográfica, que também passam pela revisão dos apoios concedidos às creches e às famílias com filhos nas creches.”
Ao nível da solidariedade social, o novo governo pretende promover a revisão do Código de Acção Social dos Açores e procederá à actualização anual do Complemento Regional do Abono de Família, do Complemento Regional de Pensão para Idosos e do Complemento para Aquisição de Medicamentos pelos Idosos, com a participação dos parceiros sociais.
O Governo submeterá à Assembleia Legislativa uma iniciativa legislativa para a fixação de um coeficiente de sustentabilidade própria, que permita aos açorianos “reformarem-se três anos mais cedo, tendo em conta que esperança média de vida regional é inferior em três anos à média nacional”.
O novo governo elege a conservação do ambiente como “uma das prioridades da sua governação”.
Acordo de incidência
parlamenar com o IL
O acordo de incidência parlamentar com o Iniciativa Liberal (IL), que já revelamos na íntegra, enumera um conjunto de 10 compromissos calendarizados.
Um acordo que “visa a simplificação da vida das pessoas e das empresas, através da redução de impostos, com a redução do Estado da economia, com simplificação de processos, com redução da despesa pública, com mais soluções e liberdade de escolha nos serviços, com soluções concretas na Agricultura, na Educação, na Saúde e na Energia”.
Preconiza uma “nova estratégia política para o sector público empresarial regional assente na “sua racionalização com redução da sua dimensão através da alienação das participações sociais detidas ou da extinção de empresas que, pela sua natureza ou função, não devam estar integradas num sector empresarial regional”.
Pressupõe-se “a despartidarização” dos seus órgãos de gestão, assentando a sua escolha em critérios de “transparência e equidade, de reconhecidas competências dando assim valor ao mérito individual”.
Preconiza a liberação dos transportes inter-ilhas e a implementação de um novo modelo de transporte marítimo de passageiros inter-ilhas que “assegure regularidade, eficácia, previsibilidade e segurança das operações realizadas”.
Pretende o Iniciativa Liberal que novo governo adopte medidas legislativas que “facilitem e promovam a venda à rede detida pela EDA da energia produzida por pequenos produtores, resultante de fontes renováveis e que permitam estimular a concorrência”.
No acordo de incidência parlamentar com o IL está estabelecido que o Rendimento Social de Inserção “deverá ter um carácter temporário e ser alvo de fiscalização sucessiva”.
Preconiza-se “uma racionalização” dos serviços públicos da Administração Pública, que passe pela “extinção de serviços inúteis e de funções sobrepostas, pela fusão ou integração de serviços, pela racionalização de efectivos, através de um programa de reformas antecipadas, que permita o rejuvenescimento da Administração Pública”.
Define um plano de redução de listas de espera na Saúde e o alargamento do vale de saúde.
É pela adopção de um plano de “simplificação e desburocratização” na Administração Pública e na sua relação com os cidadãos, com recurso às novas tecnologias.
Defende um “alívio fiscal radical”.
Acordo com o Chega
O PSD/Açores, o CDS/PP/Açores, o PPM/Açores e o Chega/Açores, estabeleceram um acordo de incidência parlamentar em que expressam “a necessidade do aprofundamento institucional da autonomia” na próxima revisão constitucional.
– Que os signatários reafirmam o respeito pela dignidade e valor da pessoa humana, pelos direitos fundamentais consagrados constitucionalmente e na Declaração Universal dos Direitos do Homem que deve ter expressão nos princípios e orientação programática do Programa de Governo.
O PSD/Açores, o CDS/PP/Açores, o PPM/Açores e o Chega/Açores entendem que a Assembleia Legislativa “deve exercer uma fiscalização política mais eficaz” do Governo, da Administração Pública e das empresas integradas no sector público empresarial regional”.
Comprometem-se a combater o “subfinanciamento crónico do Serviço Regional de Saúde, a proporcionar a cobertura plena de médico e enfermeiro de família e a dotar as ilhas sem hospital de mais profissionais e/ou deslocação de especialistas e mais equipamentos de saúde”.
O acordo de incidência parlamentar com o Chega, no âmbito dos transportes, passa por o governo estudar – no prazo de um ano – e implementar um novo modelo de transporte de passageiros e carga inter ilhas (marítimo e aéreo)”.
Define os princípios de crescimento do PIB regional, diminuição do fosso que nos separa do resto do país e da média da União Europeia, combater a pobreza, diminuir a dependência do exterior e diminuir a dívida pública”.
É assumido o compromisso de continuar o processo de reforma institucional da autonomia com vista a uma revisão constitucional e respectiva revisão do Estatuto Político-Administrativo..
Será proposta uma iniciativa legislativa de alteração da lei eleitoral para a Assembleia Legislativa, contemplando a redução do número de deputados e estudando a limitação de mandatos dos deputados.
Assume-se no acordo de incidência parlamentar a pretensão de que a Região disponha de um círculo eleitoral próprio na eleição dos Deputados ao Parlamento Europeu.
No acordo de incidência parlamentar com o Chega é assumida a criação de uma estrutura destinada à prevenção e combate à corrupção, que “promova um ambiente de integridade na esfera pública, coordene os planos sectoriais de prevenção de riscos de corrupção e infracções conexas, desenvolva estratégias adequadas para a prevenção da corrupção”.
Semestralmente, o Governo Regional assume o compromisso de apresentar à Assembleia Legislativa um relatório sobre a prevenção e combate à corrupção, com audição parlamentar anual do responsável da estrutura destinada à prevenção e combate à corrupção.
É assumido o compromisso de, durante a actual legislatura, se “ reduzir, através da inserção social e laboral, o número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção, em idade activa, com capacidade de trabalho”.
No acordo de incidência parlamentar, o Chega assume o princípio de colaboração activa no plano parlamentar e comprometem-se a acordar previamente e votar solidariamente, designadamente as seguintes questões: Programa do Governo; Moções de confiança ou censura; e Plano e Orçamento.http://correiodosacores.pt/…/Novo-governo-prop245e-se…
Novo governo propõe-se reduzir em três anos a idade de reforma dos açorianos
CORREIODOSACORES.PT
Novo governo propõe-se reduzir em três anos a idade de reforma dos açorianos
O projecto governativo do PSD/A, CDS-PP/A e do PPM/A é para duas legislaturas com o compromisso dos três partidos concretizarem coligações eleitorais, respeitando o peso relativo obtido por cada um deles nos diferentes círculos eleitorais nas eleições de 25 de Outubro de 2020, para as próxim…
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Mais chuva no Deserto, mudanças no comportamento da Atmosfera. –

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– Mais chuva no Deserto, mudanças no comportamento da Atmosfera – Ocorrência de chuvas anormais nas regiões desérticas da Arábia e Médio Oriente,

Source: Mais chuva no Deserto, mudanças no comportamento da Atmosfera. –

AÇORES, RIBEIRA GRANDE, CASOS POR FREGUESIA

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CASOS COVID-19 POR FREGUESIA
Após várias insistências com a autoridade de saúde regional, finalmente conseguimos saber os dados de casos positivos por freguesia do nosso concelho.
Assim, atendendo aos dados de hoje (37 casos ativos) estão distribuídos da seguinte forma:
– Calhetas: 2
– Pico da Pedra: 2
– Rabo de Peixe: 13
– Ribeira Seca: 4
– Santa Bárbara: 1
– Conceição: 1
– Matriz: 1
– Ribeirinha: 12
– Porto Formoso: 1
Esperamos continuar a poder atualizar estes dados diariamente e agradecer às entidades competentes que continuem a enviar informação atualizada.

SNS REQUISITEM OS PRIVADOS hospitais e médicos JÁ JÁ JÁ

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A discussão que devia estar a ser debatida é esta

Vamos ser sérios: se os cuidados intensivos e hospitalares público estão à beira da ruptura, como tem sido anunciado, tem que haver recrutamento emergencial de médicos e enfermeiros do sector privado para o público. Hoje. Estamos no pico de uma pandemia que nos casos graves leva as pessoas semanas aos hospitais. Como há milhares de casos por dia o aumento de internamentos em uma semana será enorme. Como isto se vai resolver? Impedindo as pessoas de ir à esplanada ao sábado à tarde? Deixemo-nos de brincar com a vida dos outros enquanto mantemos as estruturas privadas intactas a distribuir lucros pelos accionistas. Se a situação é de catástrofe estão à espera de a resolver com recolhimento nocturno? Ou lá para o Natal, impedindo viagens? Desculpem, mas conheço e estudo há anos a força de trabalho no SNS e acho isto tudo inaceitável. Ou se requisitam os hospitais privados ou se trazem de volta os seus profissionais. Temos que parar de fingir que se resolve isto apontando o dedo à população. Uma pandemia não se combate pegando no desgraçado que está só num bar, à noite, a tomar uma ginjinha. Há pessoas a morrer que podiam ser salvas? Então porque espera o Governo?

Vamos ser sérios: se os cuidados intensivos e hospitalares público estão à beira da ruptura, como tem sido anunciado, tem que haver recrutamento emergencial de médicos e enfermeiros do sector privado para o público. Hoje. Estamos no pico de uma pandemia que nos casos graves leva as pessoas semanas aos hospitais. Como há milhares de casos por dia o aumento de internamentos em uma semana será enorme. Como isto se vai resolver? Impedindo as pessoas de ir à esplanada ao sábado à tarde? Deixemo-nos de brincar com a vida dos outros enquanto mantemos as estruturas privadas intactas a distribuir lucros pelos accionistas. Se a situação é de catástrofe estão à espera de a resolver com recolhimento nocturno? Ou lá para o Natal, impedindo viagens? Desculpem, mas conheço e estudo há anos a força de trabalho no SNS e acho isto tudo inaceitável. Ou se requisitam os hospitais privados ou se trazem de volta os seus profissionais. Temos que parar de fingir que se resolve isto apontando o dedo à população. Uma pandemia não se combate pegando no desgraçado que está só num bar, à noite, a tomar uma ginjinha. Há pessoas a morrer que podiam ser salvas? Então porque espera o Governo?

Daniel Pavão · Agora é fácil

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Acabou
Sempre afirmei, aqui, em muitas quintas-feiras, que a abstenção favorecia o Partido Socialista. Inclusive, em 2016, assegurei que “eles sozinhos ganham eleições”. Uma frase que muitos, inclusive no PSD, não perceberam e criticaram. A força do Partido Socialista de Vasco Cordeiro viveu essencialmente dos números da abstenção. Quanto menos votassem, mais barato saía a maioria absoluta e a burocracia que alimenta a máquina permitiu, até domingo, manter o regime. Bastou mais pessoas irem às urnas para a famosa e temida máquina desmoronar-se. E mesmo perante a evidência dos números, Vasco Cordeiro não escondeu o embaraço da derrota e a arrogância de sempre. Carlos César calou-se perante as mesmas evidências e Francisco César mostrou que não tem o que é preciso para lá chegar. A estes três soma-se Sérgio Ávila que nem com os milhões inventados e os desempregados desaparecidos conseguiu a maioria dos deputados na ilha Terceira.
Derrota
O Partido Socialista não pode falar em vitória. Perdeu a maioria absoluta que trazia desde 2000. OS Açorianos perderam a vergonha e o medo e não querem outra coisa que não seja uma solução que passe pela exclusão do PS das responsabilidades do poder na Região. Na Terceira e essencialmente em São Miguel, o Partido socialista perdeu demasiados votos. Os suficientes para perder a maioria que lhe permitia rechear a administração pública de pequenos e pequenas sem qualquer capacidade para ocupar os cargos que ainda ocupam. Durante demasiado tempo muitos dos nossos concidadãos apenas queriam viver das sobras do regime. Domingo mostraram que não querem mais do mesmo e, acima de tudo, não querem este exército de inúteis a comandar os destinos de uma Região inteira.
Vitória
Foi uma enorme vitória dos Açorianos. Não foi apenas uma vitória dos partidos políticos e dos seus representantes. Foi uma vitória de todos aqueles que nunca se contentaram com o pouco que lhes era permitido. Dos que nunca se resignaram perante os malabarismos do poder. Dos que sempre acreditaram que era possível mais e melhor. Uma vitória daqueles que nunca baixaram os braços ao longo de 24 anos. Cabe agora aos deputados eleitos a simples tarefa de devolver os Açores aos Açorianos.
Futuro
Quem não fizer parte da solução fará parte do problema. Se o Partido Social Democrata e o Partido Popular Monárquico sempre disseram ao que vinham, e partindo do princípio elementar que um partido liberal não apoia um governo de um partido socialista, resta saber o que efetivamente querem os partidos de Artur Lima e André Ventura. Não tenho especial pudor ou simpatia pelo Chega e os seus dois deputados eleitos. Politicamente considero os vinte deputados do Bloco de Esquerda na Assembleia da Republica (aos quais se somam dez do PCP) bem mais perigosos para democracia e o estado de direito em Portugal do que um deputado do Chega. Do mesmo modo, assumo a mesma linha de pensamento para a Região com os vinte e cinco deputados eleitos pelo Partido Socialista, não colocando, para já, os dois do Bloco e um do PAN no mesmo saco. Estes últimos devem fazer parte de uma solução alternativa ao que tivemos até aqui. Não podemos ter uma solução de apenas 29 deputados ditos de direita. É preciso mais.
Fátima Silva and 10 others
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Agora é fácil
Respira-se melhor nestas nove ilhas desde o último dia 25 de outubro. A máquina, afinal, como várias vezes escrevi, não era invencível. E agora até é fácil criticar o Carlos e o Francisco, o Sérgio e o Vasco. Agora os concursos à medida (iguais a tantos outros nos últimos anos) são publicados nas redes sociais e os beneficiados de ontem são denunciados sem pudor ou receio (há uns anos chamava-se a isto política baixa). Exigem-se auditorias a tudo e a nada com a Casa da Autonomia à cabeça. Tudo isto era impensável há 3 semanas atrás. Até eu, um otimista por natureza e com responsabilidades acrescidas no PSD, não acreditei que se chegaria (já) à soma necessária de 29 deputados para concretizar a mudança que aí vem. Nem eu nem ninguém de um lado ao outro do arquipélago.
Vasco Cordeiro
Foi escolhido para manter o regime mas acabou com ele. O protótipo do socialista açoriano, apareceu do nada e chegou a presidente do Partido e da Região sem ter o poder que qualificam os cargos. Sem ideias mas recheado de retórica, pensou que bastava distribuir aquilo que não era seu para se manter lá por doze anos e negociar, confortavelmente, o salto para a política nacional. Ficará como o culpado de todos os males e será a primeiro a sair de cena.
Carlos César
Não soube ganhar em 1996 e não soube perder em 2020. Morre com os ferros que matou. Morreu, como o peixe, pela boca. A arrogância e o sorriso de outros anos contrastaram com o frenesim da escrita nos últimos dias. Não conseguiu perceber o momento de sair e muito menos que o seu tempo tinha ficado lá atrás. Deixou a família para sustentarmos mas esqueceu-se que a fatura poderia chegar um dia.
Sérgio Avila
A sua ambição de dominar os Açores, como dominou a ilha Terceira, nunca lhe permitiu ver para além do seu umbigo. Transformou a antiga aristocracia terceirense no seu feudo particular, governando-a com mão de ferro através da simples e direta distribuição da riqueza de outras paragens pela sua pequena grande corte. Ambicionou demasiado a cadeira que não lhe foi dada, a cadeira que ficou à guarda de Vasco Cordeiro e prometida a Francisco César.
Francisco César
É bem mais capaz do que parece. Se não fosse filho de Carlos César provavelmente chegaria a outros voos. Poderia ter sido outra coisa que não politico mas a sua opção acabou por o trair. Sempre foi visto como o filho do Presidente do Governo e nunca se descolou disso. Cresceu no Partido Socialista de cá e de lá e conhece pouco da vida fora dos corredores partidários. Vai fazer-lhe bem olhar, de fora, para os seus camaradas que o aplaudiram a medo durante anos.
Outros
Existem outros. Obviamente que existem outros. Os da primeira linha foram avisando e os da última hora nem percebem o que lhes aconteceu e porque aconteceu. Andam como tontos a lutar nas redes sociais contra moinhos de vento, sem nexo ou casualidade ou, em muitos casos, sem um qualquer pingo de dignidade ou vergonha.
Tem de ser fácil
O maior desafio desta atual solução governativa é criar condições para que nunca deixe ser fácil mudar o que for preciso ser mudado. É preciso evitar deslumbramentos e desvarios totalitários. Não será preciso caçar bruxas, mas também será necessário provar que elas não existem.
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👉Sem complicações, sem chatices….

 

 

descoberta nova fórmula química

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Nos tempos que correm, é esta…
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Sandra Fernandes, Urbano Bettencourt and 92 others
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  • É verdade. Talvez micróbios das mãos do padre ! Ou dos canos…

um pequeno conto surreal com foto do Pedro Paulo Câmara

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Crónica 367, um pequeno conto surreal 20.11.20

Uma mulher fez-se explodir no centro de Tunes, capital da Tunísia. A explosão ocorreu na movimentada avenida Habib Bourguiba. Oito dos feridos são agentes da polícia.

A mulher usou uma granada de fabrico caseiro com pequenas quantidades de explosivos. Fotografias entretanto publicadas pela rádio nas redes sociais mostram uma mulher no chão, aparentemente morta, com ferimentos na anca esquerda, vestida com calças e blusão escuro, com véu.

Desde a revolução que fez cair a ditadura de Ben Ali, em Janeiro de 2011, a Tunísia foi palco de centenas de atentados que quase acabaram com o turismo, setor responsável por 7% do PIB.

 

Era jovem e sonhava com revoluções, uma alma perdida nos labirintos do Daesh que sonhava com as suas 72 virgens nos céus e o fim dos infiéis cristãos que dominam o mundo e conspiram contra a memória de Alá.

Quando viu o Pedro Paulo Câmara após este a fotografar nas pedras do cais em Lisboa, trocara com ele um breve e tímido sorriso e dele ouviu estas palavras.

Quando, no cais das minhas colunas, uma imagem fala por si, fala pelo mundo. Voa, gaivota, voa de asas milenares, mais velhas e usadas do que esta nação ou esta Europa casa-mãe e casa-mar. Voa e recebe nos teus ninhos todos quantos de amparo precisam.

 

Não entendeu então que a Ibéria em tempos fizera parte desse sonho do Al-Andalus e ainda éramos todos aparentados, herdeiros dessa vivência intemporal que unia credos distintos séculos antes das fogueiras da Inquisição.

Nada tinha a temer, nem era ucraniana para morrer torturada numa sala do SEF no aeroporto de Lisboa no séc. XXI.

Subiu aos céus na Tunísia sem saber da pandemia de Covid-19 ignorando que como descendente renegada de sefardita podia requerer a nacionalidade portuguesa e ser feliz aqui em frente ao Tejo. foto do Pedro Paulo Câmara

Chrys Chrystello, Jornalista,

Membro Honorário Vitalício nº 297713

[Australian Journalists’ Association] MEEA]

[Diário dos Açores (desde 2018)

Diário de Trás-os-Montes (desde 2005) e

Tribuna das Ilhas (desde 2019)]

 

 

 

a vacina speedy gonzález a correr para os lucros da bolsa

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A vacina « C »
O desenvolvimento, despistagem, período de testes (em que as cobaias inadvertidas, sugestionadas, pagas ou forçadas se expõem o que é, no mínimo eticamente reprovável e criminalmente susceptivel de discussão), « démarches » acrescidas da publicação, discussão, contestação e aprovação cinentíficas de uma vacina estende-se, segundo parâmetros estabelecidos por, no mínimo dez anos.
Pois bem, se repararmos o Covid surgíu, sensivelmente há um ano e já existe uma vacina !!
Que passa-se ? Com inquiriria um conhecido dirigente desportivo.
Ou se anda a trabalhar em cima do joelho, o que é no mínimo imprudente…ou se mergulha no placebo e, se bem que seja às escondidas da dignidade, pode dar resultado…ou é um mero refúgio político para salvar a pele e o escrutínio, o que é da mais incauta irresponsabilidade…ou a coisa já estava congeminada há uns tempos na mais vil das « tavistockianas » máximas – criação de crise, pânico e solução, o que fica retido na, não menos mercantil e inescrupulosa forma de aquecer a carteira.
O CEO da Pfiser, Albert Bourla apressou-se a haver-se dos serviços do chefe da FDA (vulgo agência controladora do medicamento nos US), Scott Gottlieb, em 2019 e sentou-o de mansinho na mesa de administração. Recentemente, após uma declaração com pompa e circunstância de que…eureka… Habeamus vacina… vendeu, voando incólume sobre o plano bolsista – 10b5-1 e amparando-se do pico na Wall Street, uma « palette » de acçoes pelo montante de números pornográficos.
Não cheira a esturro…ou a estrume ?

Meo, NOS e Vodafone aumentam mensalidades em 3% e reduzem qualidade – TSF

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Entre outubro e novembro, ″os três principais prestadores de comunicações eletrónicas em Portugal aumentaram as mensalidades das suas ofertas base ‘triple play’ [3P] em 3,3% (mais um euro)″.

Source: Meo, NOS e Vodafone aumentam mensalidades em 3% e reduzem qualidade – TSF

É nos Açores que o RSI é mais baixo: 86,11 euros

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José Rui Faustino Sousa

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É nos Açores que o RSI é mais baixo: 86,11 euros por beneficiário
PUBLICO.PT
É nos Açores que o RSI é mais baixo: 86,11 euros por beneficiário
Os salários baixos, os empregos duros e as famílias largas explicam parte da pobreza dos Açores. Apesar de o número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção estar a diminuir, a precariedade do emprego faz com que mesmo com trabalho os açori
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tecnologia atrasa a fala

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Ricardo Pinto DeCastro ECésar

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Pois …
Tablets e celulares provocam atraso na fala
DRAFERNANDAPEDIATRA.COM
Tablets e celulares provocam atraso na fala
Muitos pais demoram a procurar ajuda quando percebem um atraso na fala do filho, pois escutam comentários como “meu filho não falou nada até os 2 anos, depois virou um tagarela”ou “cada crian…
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