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🇵🇹


Henrique Martins to Memórias…e outras coisas – BRAGANÇA
D. Manuel II tinha um plano de visitas que privilegiava os contactos com as populações. O Rei, com esta estratégia, pretendia melhorar a imagem da realeza e da Monarquia e, assim, conquistar, com uma “política de proximidade”, um maior apoio dos súbditos. Os périplos, as “deslocações festivas” e as visitas de D. Manuel tinham objetivos que podemos definir como políticos e “propagandísticos”. Entre “vilegiaturas”, visitas e deslocações formais, o chefe de Estado jornadeou, no curto período do seu reinado, por várias regiões do País.
A 25 de novembro de 1908, o jornal republicano brigantino A Pátria Nova refere, com sarcasmo, as viagens e as visitas reais. O tom é desabrido e a literatura é de boa qualidade. “Festas, festas” – os jornais do Porto inserem “noticiário berrante sobre a permanência nesta Cidade da radiosa mocidade do Senhor Manuel II, por graça de Buíça e Costa, Rei deste jardim da Europa à beira-mar plantado de louros e acácias olorosas… Sua Majestade não para, anda daqui para ali, dali para acolá, num rodopio”. S. M. F. continuará a ser aclamado nas ruas da Cidade Invicta pelas damas admiradoras da sua radiosa mocidade, continuará a presidir a sessões e ouvir ler extensas e fatigantes mensagens de coletividades que agradecem e se congratulam pela honra da real visita…, pelo ar continuarão a estralejar foguetes de três respostas, pelas ruas embandeiradas bandas e filarmónicas continuarão [a tocar] a primor escolhidas peças dos seus magníficos reportórios”.
“Neste ano da graça de 1908, em meio de todas estas festas, a Pátria geme ao peso duma agonia lenta, num caminhar seguro e firme para a derrocada final… No Porto continua a ser aclamada entre festas a radiosa mocidade e, se a República não vier salvar-nos, em festa viveremos até que isto tudo se subverta. Como o cisne da fábula ou os tenores de ópera lírica, ao menos morremos a cantar. Valha-nos isso. Do mal o menos. Siga a festa”.
Com o auxílio de alguns órgãos de informação, de âmbito sobretudo local, é possível ter informações sobre esta projetada visita do Rei ao norte do País – e muito especialmente a Trás-os-Montes – que acabou por não se realizar. No Diário de Notícias de 4 de outubro de 1910, ao lado de notícias sobre “Os acontecimentos desta madrugada. Movimento militar” –, ainda se refere a viagem, informando que para “as diversas terras do norte que vão ser visitadas por el-Rei, têm seguido do Porto pessoal e aprestos de ornamentações e iluminações”. O Rei chegaria na quarta-feira, dia 5, à estação de Campanhã, seguindo para Vila Real, e em seguida, para Bragança.
Contudo, acrescenta-se ser “natural que em face dos acontecimentos de ontem, a partida seja ainda transferida”.
De facto, dos acontecimentos dos dias 4 e 5 vai resultar o cancelamento da jornada real.
Na capital do Nordeste Trasmontano, a visita do Rei despertou uma extraordinária expectativa. A Gazeta de Bragança, folha regeneradora, vai dar particular relevo, nos números de 25 de setembro e de 2 de outubro, a esta visita. Pelo seu posicionamento ideológico, era o órgão de informação que mais razões teria para, com mais entusiasmo, falar da vinda de Sua Majestade; além do mais, o Presidente do Ministério era o chefe do Partido Regenerador, Teixeira de Sousa, oriundo do Concelho de Sabrosa. Assim, A Gazeta de Bragança foi o jornal que mais bem publicitou tão surpreendente acontecimento, o que mais alegremente anuiu à projetada visita régia a Trás-os-Montes.
O entusiasmo no burgo era enorme. Para começar, tratava-se de uma estreia digna de registo: pela primeira vez, um monarca dos Braganças, da dinastia reinante há 270 anos, visitava a Cidade que era “solar” da dinastia.
Para que as festividades fossem participadas e vividas tinham que ser publicitadas. Para celebrar com a dignidade e o brilho que eram devidos ao Rei, devia realizar-se um grande investimento na encenação dos espaços e na promoção dos “ruidosos” festejos, a lembrar o que tinha sido feito aquando da visita de Pedro V.
O monarca – símbolo supremo da Nação – continuava a ter grande popularidade. É até provável que, após o regicídio, a figura do soberano passasse a ser alvo de uma maior aceitação. E se estamos longe dos reis “taumaturgos”, os monarcas ainda continuavam a manter uma aura sagrada. Eram vistos como figuras tutelares, a quem se podia recorrer em última instância. E se não operavam milagres, eram capazes de, pelo seu poder e pelo prestígio de que gozavam no imaginário dos povos, provocar o que se afigurava serem autênticos prodígios. Mas, por outro lado, talvez se aplicasse, a grande parte do espaço nacional, o que um periódico açoriano, de feição republicana dizia, em 1901, aquando da visita do Rei D. Carlos aos Açores: “O povo ignora tanto o prestígio da Monarquia, como a razão de ser de uma República”. Além do mais, estamos numa região em que, pelas características da formação social – onde as inércias e os arcaísmos muito pesavam – ainda se reverenciavam e veneravam as supremas majestades. Mantinham-se por estas bandas, como o agitado século XIX havia demonstrado, muitos e bons amigos do trono e do altar.
Por outro lado, sentiam-se grandes ânsias no aglomerado urbano – cabeça e centro de um vasto espaço de progresso. Não é de estranhar, por isso, que se aproveitassem todas as oportunidades para, numa região que se dizia e sentia tão abandonada e necessitada, mostrar feridas e lamuriar necessidades. A vinda de um Rei seria um ótimo ensejo para projetar a Cidade e a Região – Bragança ia ter visibilidade – e fazer sentir, aos governantes e ao País, as mazelas de que padeciam estas terras e as suas gentes.
A sua alteza oferecia-se a proverbial hospitalidade, a galhardia dos seus habitantes e a “salubridade” das terras transmontanas. Na Gazeta de Bragança de 25 de setembro, na notícia “El-Rei em Trás-os-Montes”, lê-se:
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A língua portuguesa ressuscitou este domingo no mais antigo jornal de Goa e isso é uma boa notícia. Será só uma vez por semana, e apenas alguns artigos, mas é significativo que O Heraldo, que está a celebrar 120 anos, diga que o faz a pedido de leitores seus. Não é nostalgia, é sinal de uma redescoberta pelos goeses de uma língua que chegou a ser a de muitas famílias em casa – para algumas continua a ser e há quem cante fado – e que influenciou muito o concanim, a língua local. António Lobo, num artigo publicado já este domingo em português, dá os exemplos de “doens” para doença, também “cazar”, “sushegad” ou “xarop”.
Source: E se um jornal de Goa voltar a escrever em português? Aconteceu – DN
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Poissss

Publiquei um vídeo para acompanhar este texto, mas o vídeo foi CENSURADO numa questão de 5 minutos, pelo que reproduzo novamente o texto, com uma imagem (de John D. Rockfeller)
COMO COMEÇOU A ERA DAS FARMACÊUTICAS — O NEGÓCIO DA DOENÇA
Depois de ontem ter apresentado um pequeno trecho sobre um documento da Rockefeller Foundation, venho hoje falar sobre a influência que os Rockefeller tiveram na criação daquela que é das indústrias mais poderosas e influentes da actualidade: a Indústria Farmacêutica.
Na mesma altura em que John D. Rockefeller tomou posse dos Meios de Comunicação Social norte-americanos, também tomou conta do Paradigma da Medicina, passando este a ser baseado em fármacos derivados do petróleo.
Foi utilizado um exército de propagandistas para distorcer a realidade.
Medicinas utilizadas há milhares de anos foram subitamente classificadas como “alternativas”, enquanto os novos Fármacos, altamente aditivos, tóxicos e derivados do petróleo foram definidos como “padrão”.
Após ter comprado a IG Farben (empresa que fabricava armamento químico para a Alemanha Nazi), que veio a ser renomeada para “Bayer”, Rockefeller estabeleceu um “lobbie” fortíssimo com o objectivo de alterar a legislação para que se considerassem as curas naturais como “fraude anti-científica”.
Rockefeller tomou controlo da American Medical Association (AMA) e começou a investir fortemente na formação e assimilação de Escolas de Medicina, estabelecendo o que deveria ser ensinado: só o currículo aprovado.
Qualquer menção ao poder curativo das plantas, ervas, alimentação, e todo o funcionamento natural do corpo humano, foi retirado dos compêndios científicos e médicos.
Foi criado o Paradigma Médico actual, onde se acredita que o ser humano não tem poder sobre a sua saúde, evitando doenças, ou curando-se de eventuais maleitas de forma natural, dependendo assim do Império Farmacêutico, para obter saúde.
Que negócio.
Médicos e Professores que discordassem desta nova visão da Saúde foram completamente crucificados e ostracizados pela Imprensa, nessa altura já controlada pelo mesmo Rockefeller. Foram banidos da AMA e impedidos de exercer a sua prática.
(A perseguição aos médicos que ousem divergir dos dogmas instituidos, permanece igual nos dias actuais)
Alguns chegaram mesmo a ser presos, somente por denunciar o
que estava a acontecer.
Quando este novo Paradigma da Saúde começou a revelar as suas consequências e doenças que tinham uma prevalência somente residual (como o cancro) começaram a crescer de forma alarmante, Rockefeller fundou a American Cancer Society, a partir da qual pôde gerir o fluxo de informação relativo ao crescimento da doença assim como a percepção das suas causas.
Este trágico mal-entendido em relação às causas e condições da saúde e da doença têm tido como consequência um crescimento imparável de doenças e um declínio da saúde, até aos dias de hoje.
O “Erro Médico” é mesmo a terceira maior causa de morte nos EUA.
Esta apresentação não é uma deposição contra os médicos. Também eles são vítimas do Paradigma da Saúde actual. E a grande maioria dos médicos é genuinamente bem intencionada na sua motivação de fazer o melhor pelo paciente.
Mas a grande maioria foi completamente formatada por este Paradigma.
A Indústria Farmacêutica é de longe, a indústria que mais gasta em lobbies, influenciando os decisores políticos e a opinião pública.
Nenhuma outra indústria possui tanto poder sobre as nossas vidas do que a “Big Pharma”.
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Saudades dos colóquios 2
Chrys Chrystello, Pedro Almeida Maia, Urbano Bettencourt e
MODERA Luciano Pereira
DIA 12 DE SETEMBRO 18 HORAS AÇORES, 19 LISBOA TERTÚLIA “SAUDADE DOS COLÓQUIOS” COM Chrys Chrystello, Pedro Almeida Maia, Urbano Bettencourt
todos podem participar desligando a câmara e o micro durante a transmissão usando o link https://streamyard.com/z76rdaxjn9
DEPOIS SEGUEM-SE ESTAS:
Sábado, 26 SET 2020 (18h00 AZOST) “O autor pelo Próprio” — Teolinda Gersão, Luís Filipe Borges, Onésimo Teotónio Almeida
e todos os meses temos um convidado
Sábado, 03 OUT 2020 (18h00 AZOST) — Maria João Ruivo
– Sábado, 07 NOV 2020 (18h00 AZOST) — Eduíno de Jesus
– Sábado, 05 DEZ 2020 (18h00 AZOST) — Edº Bettencourt Pinto
– Sábado, 02 JAN 2021 (18h00 AZOST) — Ana Paula Andrade
– Sábado, 06 FEV 2021 (18h00 AZOST) — Miguel Real
– Sábado, 06 MAR 2021 (18h00 AZOST) — Susana Antunes
MODERAM
sessão 1: Luciano
sessão 2: Pedro A Maia
sessão 3: Chrys
Saudades dos colóquios 2
DIA 12 DE SETEMBRO 18 HORAS AÇORES, 19 LISBOA CONTINUAM AS TERTÚLIAS “SAUDADE DOS COLÓQUIOS” COM”CRIATIVIDADE CONFINADA”
Chrys Chrystello, Pedro Almeida Maia, Urbano Bettencourt
MODERA Luciano Pereira
DIA 12 DE SETEMBRO 18 HORAS AÇORES, 19 LISBOA TERTÚLIA “SAUDADE DOS COLÓQUIOS, CRIATIVIDADE CONFINADA” COM Chrys Chrystello, Pedro Almeida Maia, Urbano Bettencourt
60 MINUTOS , TRANSMISSÃO EM https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/
todos podem participar desligando a câmara e o micro durante a transmissão usando o link https://streamyard.com/z76rdaxjn9
DEPOIS SEGUEM-SE ESTAS:
Sábado, 26 SET 2020 (18h00 AZOST) “O autor pelo Próprio” — Teolinda Gersão, Luís Filipe Borges, Onésimo Teotónio Almeida
e todos os meses temos um convidado
Sábado, 03 OUT 2020 (18h00 AZOST) — Maria João Ruivo
– Sábado, 07 NOV 2020 (18h00 AZOST) — Eduíno de Jesus
– Sábado, 05 DEZ 2020 (18h00 AZOST) — Edº Bettencourt Pinto
– Sábado, 02 JAN 2021 (18h00 AZOST) — Ana Paula Andrade
– Sábado, 06 FEV 2021 (18h00 AZOST) — Miguel Real
– Sábado, 06 MAR 2021 (18h00 AZOST) — Susana Antunes
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sessão 1: Luciano
sessão 2: Pedro A Maia
sessão 3: Chrys
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o Museu Virtual da Lusofonia foi muitas vezes mencionado como um sonho que vai contribuir para a afirmação do português como língua de ciência.
Source: Moisés Martins: “O Museu concretiza o maior de todos os sonhos” – ComUM
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Source: COVID-19 Test kits (300215) exports by country | 2018