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grand eparte dos açorianos que conheço foi enviado para a guerra colonial na Guiné, mais que em qualquer outra colónia, e de há tempos que há contingentes açorianos a serem enviados para fora, agora mais um para o Afeganistão…. serão os açorianos a carne para canhão, ou é má interpretação minha??’
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Gosto muito do Presidente Vasco Cordeiro, e considero-o um homem íntegro, se bem que nem sempre bem assessorado, pelo que tomo a liberdade de lhe sugerir algumas propostas de difícil execução, mas de resultados benéficos para todos nós que habitamos estas ilhas
SATA – salvar a companhia sem perder de vista a necessidade de continuar a servir as 9 ilhas do arquipélago e a ligação ao Porto e Lisboa, com viagens interilhas baratas que possam promover o turismo interno e as necessidades de deslocação não turísticas (estudantes, etc.)
arranjar transportes aéreos e marítimos como os que operam nas Canárias (não é preciso reinventar a roda, basta copiar)
Acabar de vez com todas as empresas públicas regionais deficitárias (a começar pela SINAGA, mesmo que isso aumente temporariamente um desemprego que ora é um emprego falsificado)
Usar as visitas estatutárias e o CES para auscultar o povo de cada ilha e satisfazer os seus anseios. Deixar o povo escolher os candidatos a representantes da região, através de círculos uninominais, ou outro meio de participação direta do eleitorado.
Criar um Superconselho de artes e humanidades de pessoas fora da região (seis pessoas: 1 na música, 1 na literatura, 1 na pintura, 1 na história, 1 doutras ciências, 1 do desporto) para apreciar os pedidos de apoio ao GRA com base nos méritos de cada atividade sem ser por critérios economicistas normais, mas visando a validade a médio e longo prazo dos projetos propostos
Apertar a fiscalização efetiva dos recipientes de RIS (Rendimento de Inserção Social)
Criar uma carteira profissional e cursos profissionais capazes para a restauração e hotelaria para todos os que já estão na atividade e sem a qual futuros candidatos não possam exercer a profissão
Preservar o meio ambiente face à destruição do turismo de massas que ameaça matar a galinha de ovos de ouro do atual turismo (há gente que não vai à Lagoa do Fogo ou Vista do Rei) devido à massificação descontrolada dos fluxos turísticos. Deve meter-se travão a todos os grandes hotéis, em especial em S Miguel pois ameaçam tornar-se elefantes brancos causando mais desemprego.
Apoiar a agricultura (eu não disse pecuária) e novas produções, tal como aconteceu na crise da laranja e outras no nosso passado que permitam diversificação de produtos e de mercados de exportação. Para tal será necessário assegurar, de forma independente, o transporte bi ou trissemanal da produção para centros de distribuição (em Lisboa ou Porto ou noutros locais)
Incrementar a fixação de investigadores e cientistas nos polos da academia local
Incrementar as ações de fiscalização marítima da enorme zona económica.
Facilitar o investimento da diáspora
Apostar na introdução de novas tecnologias e cibernética na pecuária, agricultura, etc.
Rever e atualizar os Cadernos Eleitorais
Utilizar linguagem simples e coloquial em todos os comunicados governamentais para que o eleitorado os entenda
Muito mais haveria a sugerir como a introdução em termos simples e não-burocratizados de benefícios aos que usam e divulgam produtos locais, medidas de protecionismo das empresas locais (muitas vezes sem dimensão capaz para competirem com as de fora) e por aí adiante… enquanto os aparelhos partidários forem agências de emprego (jobs for the boys) a abstenção não baixa e só favorece populismos e extremismos de direita
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Este tema é sempre difícil de abordar pois todos têm, ou julgam ter, a resposta e a atitude certa, seja ela politicamente correta ou incorreta, mais de acordo com as crenças políticas de cada um do que com quaisquer outros fatores endógenos ou exógenos. Todos são rápidos a disparar, condenar e julgar quaisquer afirmações que se profiram sobre este tema. É um dos chamados tema fraturantes, não só da sociedade portuguesa, mas da maioria das sociedades (ie., daquelas onde é permitido falar dele).
Cresci numa sociedade fechada em pleno Estado Novo, quando as criadas (não havia técnicas auxiliares domésticas) diziam “se a menina não come corto-lhe a trança e dou-a aos ciganos”, “se o menino se porta mal chamo o polícia”.
Havia variações ao tema da cegonha que vinha de Paris. Quando alguém se comportava mal “se continuas assim devolvo-te aos ciganos a quem te comprei”, ou similares.
O racismo era também de ordem social (somos um país de castas) e o meu pai foi criticado por se matrimoniar com uma mulher que trabalhava (a minha mãe era professora) e mais nenhuma mulher na família trabalhava.
Apesar da mistura genética da família, não havia africanos na família, até em 1973 chegar a Timor Português e descobrir um luandense negro com o meu apelido, filho (não-matrimonial) de um primo direito do pai. Também vim a descobrir primos mulatos no Brasil onde havia um ramo de parentes que ali se radicou há dois séculos.
O racismo era religioso. Quando me casei pela primeira vez e não o fiz pela Igreja, metade da família ostracizou o casamento. Mais tarde quando me divorciei (consta que fui o primeiro) outros houve de mais idade a seguirem o exemplo.
O racismo era educacional, havia quem tivesse meios para prosseguir os estudos no liceu ou escolas comerciais e industriais e outros sem esses meios, e a distinção fazia-se logo nesses infantes com quem nem brincar se podia.
O racismo revelava-se nos nomes e apelidos, resquícios dos tempos da monarquia e de fidalguias arruinadas. Era igualmente visível nos subúrbios onde se crescia dentro da cidade (no Porto era a Foz, Avenida da Boavista, Avenida Marechal Gomes da Costa vs Rua dos Combatentes nas Antas, por exemplo), e prolongava-se pelos locais de férias (no norte, os transmontanos iam de banhos para a Póvoa de Varzim, e a gente “fina” andava mais pela Granja ou Miramar ou Espinho e a Aguda era mais classe média baixa…)
O racismo prosseguia dentro das próprias elites, consoante os colégios que frequentavam e as festas onde iam.
Depois veio o 25 de abril e tudo se baralhou, mas o racismo continuou com novos paradigmas e alvos (os ciganos mantiveram-se na linha da frente). Pena é que (quase todos) os que se insurgem seriam incapazes de viver num subúrbio de ciganos ou afrodescendentes que alegadamente dizem defender desse racismo. Mas fica-lhes bem a defesa dos mais fracos.
Aqui nos Açores, além dos tipos de racismo atrás descritos, há muitos outros derivados da canga feudal que constituía a matriz dominante das ilhas, mas muita gente, mais capaz do que eu, poderá elaborar sobre o tema.
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Caro Presidente do GRA, o que vou propor é solução para resolver a abstenção eleitoral Não é fácil ou agradável, mas também não é das mais difíceis de implementar. Exige coragem e comprometimento, e pode mesmo representar o fim das suas aspirações políticas futuras. É a única solução que resulta, após aturado estudo das circunstâncias socioeconómicas da população açoriana.
Como sabe, a população destas nove ilhas desenvolveu ao longo destes 44 anos uma complexa teia de subsidiodependência, a todos os níveis da sociedade, quer a nível individual, quer empresarial ou coletivo. Nada se faz nestas ilhas sem ser à custa de subsídios. Mas a solução para o absurdo elevadíssimo nível de abstenção eleitoral nos Açores tem uma solução que nem é muto incómoda nem muito burocrática. E temos autonomia para o decidir, em vez de esperarmos por Godot, que nunca chegará (esperar que a República o faça, não dá quaisquer resultados, nem ninguém está interessado no tema, nem em solucioná-lo).
Nós, açorianos, podemos dar o exemplo, na vanguarda da resolução, imediata, com um custo de aplicação infinitesimal, mostrando que o seu discurso do 10 de junho 2019 não foram meras palavras de circunstância, mas a determinação de um desiderato açoriano: acabar com a abstenção eleitoral.
Primeiro, deve-se introduzir o voto eletrónico para estudantes, expatriados e os que estejam longe do local de recenseamento eleitoral, seja em Portugal, estrangeiro ou noutras ilhas.
Segundo, deve fazer-se uma atualização (limpeza) dos cadernos eleitorais, pois devem existir lá 10 ou 20% de defuntos, a tecnologia existente permite um parto sem dor para tão urgente atualização.
Terceiro e mais importante a criação de um certificado de voto. Após o ato eleitoral deve ser entregue a cada eleitor um certificado de voto, que passaria a ser mais importante do que o cartão de cidadão ou o número fiscal, para atribuição de qualquer apoio social, cultural ou de desemprego,
Nem é preciso tornar o voto obrigatório, dado haver muitos que se opõem a essa obrigação e às coimas que isso implicaria, bastava tornar obrigatória a apresentação do certificado de voto para receber apoios do estado (a nível regional). Estamos certos de que após a introdução desta medida, a abstenção baixaria para menos de 10%. Claro que haverá sempre uns insatisfeitos a falar de inconstitucionalidade e outras coisas, mas a nossa autonomia exige-o.
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Earthquake measuring 3.9 on Richter scale hits southern England with residents in Home Counties with residents reporting ‘houses shaking and windows rattling’.
Tremors reported in Bedfordshire, Buckinghamshire and Hertfordshire.

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Uma notícia triste. Um grande jornalista que participou na criação de um grande jornal: Público. Trabalhei nesse diário desde o início atribulado e durante muitos anos. Valeu a pena e foi uma honra trabalhar com pessoas como o Vicente.
Vicente Jorge Silva, co-fundador e primeiro diretor do jornal Público, morreu na madrugada desta terça-feira. Tinha 74 anos.


Morreu o Vicente, ele era imortal…e foi o maior diretor de Jornais que conheci, a isto somava-se o facto de ser um homem bom. Ainda não acredito!
Vicente Jorge Lopes Gomes da Silva (Funchal, 8 de novembro de 1945)
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No último domingo (02), a Associação dos Médicos pela Verdade questionou, publicamente, a versão oficial do Coronavírus veiculada pela Organização Mundial
Source: Médicos da Espanha denunciam possível fraude mundial e questionam “pandemia” – Estudos Nacionais
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