Views: 2
Arquivo mensal: Agosto 2020
quando-a-chuva-falta-jose-gabriel-avila
menos-71%-de-passageiros-
Mosteiro de Santa Maria de Cós – Wikipédia, a enciclopédia livre
Views: 4
Source: Mosteiro de Santa Maria de Cós – Wikipédia, a enciclopédia livre
os sinos da minha aldeia crónica 353
Views: 5
Crónica 353 os sinos da minha aldeia 10.8.2020
Quando me mudei para as ilhas em julho 2005, a primeira coisa que estranhei eram os toques do cimo da igreja a menos de cem metros de casa. Naquela altura tocavam as horas, meias horas e os outros toques todos. Uns anos mais tarde vieram as modernices eletrónicas e os sinos passara a ser automáticos, sem presença humana a movimentar as pesadas cordas para assinalar eventos ou horas.
Depois habituei-me a ouvir o sino a chamar para a missa, anunciar mortes, batizados ou casamentos, sem descortinar alguns desses toques a desoras, quando não eram chamadas para novenas ou outras práticas.
Se estava ao telefone com alguém da cidade, logo me perguntavam que som era aquele que penetrava e chegava, do outro lado, à Península Ibérica a anunciar ou as horas ou outro evento, e a que as pessoas se haviam desacostumado de ouvir há muito tempo. Na cidade não há lugar para sinos nem seus toques, a cidade não tem tempo para essas ancestralidades arcaicas. Ao longo dos tempos mais recentes houve quem se queixasse dos toques e apresentasse queixas na GNR, em várias aldeias de Portugal, gente de modernices sem sentimentos pelas tradições, a que chamam poluição sonora.
Dizem-me que o toque de finados (toque de dobragem) é diferente para homem e mulher, com uma sequência diferente, mas eu nunca a cheguei a aprender. Nunca ouvi o toque de fogo e durante a pandemia os sinos davam as horas e os toques de por quem os sinos dobram. Contaram-me que os sinos chamam para o “Angelus” ou Ave-Maria ao meia dia, as Trindades ao anoitecer, a Eucaristia e outros momentos religiosos. Sabia-se que a missa se aproximava do fim com o toque de “levantar a Deus” e ia-se ver quem saía, como estavam vestidos, quem tinha ficado à porta da igreja, quem tinha entrado, quem saía da tasca apressadamente rumo à porta da igreja.
Curiosamente há já quem estude o valor artístico e cultural dos sinos quem grave esses sons cujo significado se começa a perder para os mais novos que com os seus “smartphones” não precisam do toque de sinos para saberem as horas. Sábados e domingos há sons repetitivos e urgentes e esses, eu sei, são os da chamamento para a missa, e representam a ancestral voz do povo que por eles sempre se regeu ao longo dos séculos para funções civis, religiosas ou até mágicas.
As que primeiro começaram a desaparecer foram os toques de rebate em caso de incêndio ou outra calamidade, e há muito que não há toques para juntar o gado como era costume em terras transmontanas. Já não se usa o toque para a escola e perdura sobremodo o toque das horas, a evocar os tempos em que as pessoas não tinham relógio e se guiavam pelo sol e pelas estrelas, os sinos eram parte integrante da vida das pessoas e foram celebrados como no poema “Ó Sino da minha aldeia” de Fernando Pessoa.
Ó sino da minha aldeia,[1]
Ó sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro da minha alma.
E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.
Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho.
Soas-me na alma distante.
A cada pancada tua
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.
(s. d.)
Mas o que motivou este escrito é que nesta minha aldeia da Lomba da Maia (chame-lhe freguesia senhor, aqui não chamamos aldeias, são freguesias, senhor) os sinos emudeceram esta semana, e uma armação de madeira segura um deles e deixaram todos de tocar. Não sei qual o motivo mas sinto a falta dos seus toques que ritmicamente me acompanhavam ao longo do dia entre as sete da manhã e as dez da noite. Era uma espécie de noticiário da aldeia, e hoje não passa de uma metáfora de tempos idos. Volta sino que me fazes falta pois é ao teu ritmo que escrevo e leio
Chrys Chrystello, Jornalista, Membro Honorário Vitalício 297713 [Australian Journalists’ Association MEAA]
Diário dos Açores (desde 2018) Diário de Trás-os-Montes (desde 2005) e Tribuna das Ilhas (desde 2019)
[1] Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995).
- 93.

notícia louca é esta
Views: 3
A mais louca das notícias das últimas 48 horas surgiu no jornal espanhol “El Mundo”: Lili Caneças estaria a colaborar com José Manuel Brito e Cunha e com Marcelo Rebelo de Sousa numa cruzada para arranjar em Portugal uma mansão para D. Juan Carlos. Será que Lili pretende suceder a Corinna Larsen?

Vamos sequestrar os velhos por quanto tempo?
Views: 3
«A reação pública, ou a falta dela, às mortes no lar de idosos de Reguengos de Monsaraz aumenta a minha convicção. Nesse lar houve um surto de covid, vários foram os infetados, não apenas entre os idosos, e acabaram por morrer 18 pessoas. No entanto, ficámos a saber, a maioria das mortes não resulta dessa doença, mas sim da falta de cuidados médicos. Os velhos morreram desidratados e, quando finalmente receberam assistência médica, tinham as suas doenças crónicas agravadas. Morreram porque foram abandonados à sua sorte. O que se seguiu? Gritos histéricos nas redes sociais? Não. Gritos histéricos dos partidos da oposição? Não. Palavras de conforto de Marcelo Rebelo de Sousa? Não. Mensagem grave, em direto para o telejornal das 20h, da Ministra da Saúde, da diretora-geral da Saúde ou da ministra do Trabalho e da Segurança Social? Não. Admito que me possa ter falhado alguma notícia, mas de facto não assisti a nenhuma comoção nacional. Nem pouco mais ou menos.»

a escravidão islâmica que querem branquear
Views: 4
Elvis Presley – tradução – How do I Live Without You…♥ – YouTube
novos testes covid?
hegemonia branca em portugal, negra no senegal???
Ella Fitzgerald Louis Armstrong – Summertime – YouTube
Views: 4
O capitalismo está eticamente nu e será destruído se não mudar”
Views: 4
Low-cost measurement of facemask efficacy for filtering expelled droplets during speech | Science Advances
Views: 3
Mandates for mask use in public during the recent COVID-19 pandemic, worsened by global shortage of commercial supplies, have led to widespread use of homemade masks and mask alternatives. It is assumed that wearing such masks reduces the likelihood for an infected person to spread the disease, but many of these mask designs have not been tested in practice. We have demonstrated a simple optical measurement method to evaluate the efficacy of masks to reduce the transmission of respiratory droplets during regular speech. In proof-of-principle studies, we compared a variety of commonly available mask types and observed that some mask types approach the performance of standard surgical masks, while some mask alternatives, such as neck fleece or bandanas, offer very little protection. Our measurement setup is inexpensive and can be built and operated by non-experts, allowing for rapid evaluation of mask performance during speech, sneezing, or coughing.
até veio a PSP e a CMTV
Views: 3
Nevou noite passada.
8:00 – Eu fiz um boneco de neve.
8:10 – Uma feminista passou e perguntou-me por que eu não fiz uma mulher de neve.
8:15 – Então, fiz uma mulher de neve.
8:17 – Minha vizinha feminista reclamou do peito volumoso da mulher de neve dizendo que ela tinha sido feita com olhar masculino e que não refletia todas as mulheres do mundo que não querem que valorizem seus peitos.
8:20 – O casal gay que morava nas proximidades deu xilique dizendo que deveria ter feito dois homens de neve.
8:22 – O homem trans … mulher … perguntou por que eu não fiz apenas uma pessoa de neve com partes destacáveis.
8:25 – Os veganos no final da pista reclamavam do nariz de cenoura, alegando que vegetais são comida e não decoração de bonecos de neve.
8:28 – Fui chamado de racista porque o casal de neve é branco.
8:31 – O muçulmano do outro lado da rua exigia que a mulher de neve fosse coberta.
8:40 – A polícia chegou dizendo que alguém havia sido ofendido.
8:42 – A vizinha feminista reclamou novamente que a vassoura da mulher da neve precisava ser removida porque representava as mulheres em um papel doméstico.
8:43 – O oficial de justiça chegou e ameaçou-me com despejo.
8:45 – A equipa de reportagem da CMTV apareceu. Perguntou-me se eu sabia a diferença entre homens de neve e mulheres de neve? Eu respondi “bolas de neve” e agora sou chamado de sexista.
9:00 – Eu estava no noticiário como suspeito de terrorismo, racismo, homofobia, sexismo, machismo, xenofobia, transfobia.
9:10 – Perguntaram-me se tenho algum cúmplice. Meus filhos foram levados pelos serviço social.
9:29 – Manifestantes de extrema esquerda, ofendidos por tudo, marcharam pela rua exigindo que eu fosse preso.
Ao meio-dia tudo derretia
Moral:
Não há moral para essa história. Isso é o que nos tornamos nesse país dessa imbecilidade do politicamente correto onde daqui a pouco, respirar poderá ofender alguém.
(autoria desconhecida)



