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Correctíssimo.
Estou 100% de acordo com o Prof. Buescu.
Parece estar já bem definido o ponto de inflexão na subida da curva epidémica. Vamos a caminho do topo.
Por favor leiam a magnífica explicação que dá abaixo e revejam a última versão de um gráfico que divulguei há dias.
<<NÃO, NÃO HOUVE PICO DE INFECTADOS! E COMO SABER POR SI MESMO SEM OUVIR TELEJORNAIS
Mereceu grande destaque na Comunicação Social a reunião de ontem à porta fechada no Infarmed, entre a classe política e as autoridades sanitárias, na qual terá sido afirmado que o “pico” poderia ter ocorrido em Março passado. Esta afirmação, de paternidade nunca assumida, foi dada em todos os telejornais em cambiantes ligeiramente diferentes: poderia ter sido na semana de 23 a 27 de Março, no dia 26 de Março ou em “finais de Março”. O Expresso noticiava à noite 26 de Março, tendo entretanto alterado para “finais de Março”).
Vou supôr, em todo este artigo, que esta afirmação se refere ao pico de infectados activos, que é a variável relevante dos modelos epidemiológicos do tipo SIR e em termos práticos é a que realmente nos interessa como cidadãos: é o número de doentes que hoje têm a doença. E reafirmo que, como sempre fiz, os meus cálculos têm por base exclusiva os Boletins da DGS, que tomo como bons.
Será então verdade que o pico desta curva foi atingido em Março?
A resposta é o mais rotundo “NÃO!”
Não sei de onde surgiu a afirmação fantasiosa de que o pico de infectados já teria sido atingido. Qualquer pessoa que faça modelação, como a minha equipa, ou mesmo que faça um simples fit aos dados, como há tantos cidadãos a fazer, sabe que a curva dos infectados activos passou o ponto de inflexão, deixando a fase exponencial, em 31 de Março-1 de Abril, e está agora na fase sigmóide de subida para o pico. A manterem-se os parâmetros actuais este será atingido nunca antes da segunda quinzena de Abril, mais provavelmente para o final do mês.
Dizer que houve um pico de infectados em Março é não apenas uma afirmação errada como, na minha opinião, extremamente perigosa pois induz em erro, transmitindo a uma sensação de falsa segurança e a um eventual relaxamento no cumprimento das medidas de contenção. Estamos em plena subida para o pico dos infectados activos, que é a altura mais perigosa do surto.
É muito fácil compreender que é errada. O leitor pode detectar no conforto de sua casa quando é atingido o pico no número de infectados activos, da forma que vou explicar. O número de infectados activos em cada instante é o número de novos infectados, ou casos confirmados (C), surgido de um dia para o outro, subtraído do número de casos de doentes entretanto removidos (R), que são os recuperados mais os óbitos.
Portanto a receita para calcular o número de novos infectados activos a partir dos Boletins da DGS é muito simples: sendo os números que aparecem nos Boletins os totais acumulados, basta comparar Boletins da DGS de dois dias consecutivos e fazer as diferenças para saber os números de novos casos, novos recuperados e novos óbitos de um dia para o outro. Basta fazer três contas de subtrair.
Calculamos o número de novos infectados fazendo a diferença entre os casos confirmados (NC) de um dia e os do dia anterior; calculamos o número de novos recuperados (NR) e de novos óbitos (NO) da mesma forma. E agora fazemos a diferença, para calcular o número de novos infectados activos: NA= NC – (NR+NO). Enquanto este número for positivo, ainda estamos a crescer em direcção ao pico pois o saldo é positivo. Quando este número passar a negativo, passámos o pico, passando a ter cada vez menos infectados activos. O mais provável é que esta transição não seja brusca, num só dia, e que quando estivermos a passar pelo pico este número tenha pequenas flutuações diárias entre positivo e negativo – o famoso “planalto” de que fala a DGS.
Mas, que não haja dúvidas: ainda estamos muito longe dele!
Dou um exemplo destes cálculos com as contas de hoje. Anexo os Boletins da DGS de hoje e de ontem (note-se que os dados do Boletim de cada dia são sempre relativos ao dia anterior). Neles podemos verificar que, no Boletim de 7/4/2020, havia os acumulados de 12442 confirmados, 184 recuperados e 345 óbitos. No de hoje, 8/4/2020, há o acumulado de 13141 confirmados, 196 recuperados e 380 óbitos. Portanto NC = 699, NR = 12, e NO = 35. Consequentemente, o número de casos activos teve a variação NA = 699 – (12+35) = 652. Há mais 652 casos activos do que ontem. Contra factos não há argumentos: estamos a subir a montanha dos infectados em direcção ao pico, que ainda está longe.
Esqueçamos afirmações vagas e enganadoras: a partir de hoje cada um de nós pode fazer as contas no conforto do lar, por si próprio, a partir dos boletins da DGS, e extrair a conclusão sobre o que está na realidade a acontecer, sem ler jornais ou ouvir telejornais. E ter a certeza de quando é atingido o pico, e ver quanto tempo ficaremos no planalto, e verificar quando a curva começa a descer, e a que ritmo essa descida se dará. Mas isto ainda está tudo no futuro: nunca acontecerá antes da segunda quinzena de Abril, e isto se mantivermos a nossa disciplina colectiva como até aqui.
A afirmação de que teríamos atingido o pico, além de errada, parece-me extremamente perigosa, pois induz uma falsa sensação de segurança na população, levando-a a pensar erradamente que “já conseguimos”, afrouxando os comportamentos que tão bons resultados têm dado, alterando os parâmetros e pondo em risco a evolução futura das curvas. E isso, numa altura como a Páscoa, transmite todos os sinais errados à população.
Pessoalmente, estou muito desiludido com a falta de rigor com que este assunto está a ser tratado. Como escrevi ontem, afirmações erradas como esta lançam falsas expectativas para consumo geral, dando a ideia de que somos tratados como crianças que não estão preparadas para ouvir a verdade e têm de a ir recebendo em doses homeopáticas. Para que o sacrifício de todos nós compense é necessário que toda a informação seja rigorosa e passe a ser comunicada com as maiores transparência e clareza.
Jorge Buescu
8/4/2020
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O Governo dos Açores indicou hoje que, em época de covid-19, estão ainda na região cerca de 100 turistas não residentes, metade referentes a “estadias prolongadas” e outra metade referente a pessoas que “provavelmente sairão nos próximos dias”.
Source: Covid-19: Açores têm perto de 100 turistas e metade deve sair “nos próximos dias”
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For the first time in 30 years, the Himalayas have become visible as pollution levels drop around India. 🗻🏔
Images of the snow-clad Dhauladhar range of Himalayas have been shared widely.
“We can see the snow-covered mountains clearly from our roofs. And not just that, stars are visible at night. I have never seen anything like this in recent times,” Sant Balbir Singh Seechewal said.
India, a country of nearly 1.4 billion people, has been under lockdown due to the COVID-19 pandemic since 22 March, which has resulted in a significant improvement in the country’s air quality.
Read more here: https://bit.ly/39XNLw5
📸= Twitter: @khawajaks / @abbu_pandit / @harbhajan_singh
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Partilho este avisado conselho do meu amigo Dr. Rui Melo Pato, médico pneumologista!


Não acreditem em “mézinhas”, nem que vai dentro de dias aparecer “um fármaco milagroso”, nem na proximidade de uma vacina, nem na protecção com este ou aquele adereço na toillete…Não se deixem iludir ! Se lerem na literatura mais credível e mais actual, verão que só há um caminho realmente eficaz: a aplicação rigorosa das medidas propostas pela Autoridade de Saúde.Há unanimidade mundial em torno do assunto: vale a pena mais umas semana de sacrifício.Ainda não é suficiente para relaxarmos ! Temos de continuar em casa
(Imagem : um RX do torax normal e um ao quarto dia, (4ºDIA!) após o aparecimento dos sintomas -Foto: Radiological Society of North America)
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Ajuda Bretanha.
Casa militar muito antiga.
Tem seteiras e estábulo para muitos animais.
Paredes duplas, de r/chão e 1º andar está bem conservada para ser do século XVII ou XVIII? Perto da Canada do Porto num sitio elevado para observar o mar.Curiosidade: Nunca vi uma casa deste tipo de tão boa defesa tudo o que é parede tem seteiras. O Drº Gaspar frutuoso escreveu no livro IV Saudades da Terra “Na era de mil e quinhentos e trinta e trés anos, a treze dias de Janeiro, sendo vareador na dita vila de Ponta Delgada Álvaro Lopes, o Cavaleiro, morador em Santo António ” Capitulo XLIII página 171. Uma bandeira de homens de armas no tempo tanto podia ser 150 homens ou 250 uma parte a cavalo e outra a pé. Esta casa pode ter sido um pequeno destacamento para assegurar a proteção nesta zona.Patrimônio dos Açores





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NÃO ESTRAGUEM TUDO AGORA QUE IA BEM.
Anda aí conversa a mais de “passámos o pico” sem critério. Ainda por cima a dizer “se calhar, os especialistas… não têm a certeza…”. Claro que passámos. Isso já quem acompanha sabe olhando para o gráfico de novos casos que vem todos os dias no relatório de situação da DGS. Para quem não o viu, acrescentei-o aqui, é o gráfico de barras ao fundo. É óbvio que se parou de acelerar entre 26 e 29 de março. Por serem 4 dias e não 1 é que se fala em “planalto”. Mas o que quer isso dizer? Quer apenas dizer que 14 dias de incubação antes (dia 12 de março, a quinta-feira em que as pessoas se assustaram, finalmente) as pessoas se começaram a resguardar e demoraram 4 dias a evoluir nesse resguardar (até domingo, dia 15). Desde então, tomando cuidados, cada vez há menos contacto com infetados e cada vez há menos casos novos. Mas acrescentei uma linha ao gráfico: a de “casos ativos”. Como podem ver, tirando aos casos os mortos e os recuperados, vemos que quase todos os infetados ainda não se curaram, ainda estão infetados. OK, podem dizer “mas os que se infetaram há 15 dias estão quase de certeza curados, não foram foi testados”. Certo. E já viram a inclinação da curva? Esses casos de há 15 dias são uma minoria (10%-20%) dos totais. A grande maioria das pessoas ainda está infetada. O “pico”/”planalto” de novas infeções corresponde… ao meio da rampa deste gráfico sigmóide.
Precisamos de chegar ao planalto… do total de casos ativos! Ou seja, termos noção de que praticamente não há novos infetados. Isso deverá (se continuarmos a não fazer asneiras) ocorrer dentro de uma semana, a meio de abril. Depois precisamos de continuar em casa mais 15 dias, a curar sem sintomas (ou a tratar no hospital) as infeções que ainda existam e aí sim (no início de maio) estaremos em condições de começar, cuidadosamente, com máscaras e pouco contacto social, a retomar alguma vida exterior. Não antes! Acima de tudo, não fazendo o crime de ignorância e irresponsabilidade que ocorreu hoje em Famalicão. Famalicão, junto ao epicentro do contágio nacional! Quem não cancelou essa feira devia ser chamado à responsabilidade.
Olhem para o afastamento da sigmóide de casos: por enquanto, é apenas mais uma flutuação. Mas se houver asneiras, dentro de 15 dias é um novo padrão com nova explosão. Olhem para a curva das mortes, mais uma vez afastada da sigmóide. Essas mortes ocorrem por contágios há 12-20 dias (6-14 dias de incubação, 6 dias até à morte). Que veremos no final de abril e início de maio por causa desta feira em Famalicão?

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A incineradora é mais necessária do que o navio?
O Governo Regional dos Açores decidiu – e muito bem! – anular o concurso para a concepção e construção de um navio de transporte de passageiros e viaturas entre as ilhas do arquipélago, para direcionar o investimento previsto de 48 milhões de euros para a Saúde, o Emprego e a Economia. Em tempo de crise, impõem-se, de facto, prioridades!
No entanto, quase em simultâneo, a AMISM, através da MUSAMI, lançou o “Concurso Público Internacional Para a Empreitada de Concepção, Construção e Fornecimento de uma Central de Valorização Energética de Resíduos na Ilha de São Miguel”, mais conhecida por incineradora, com o “Valor do preço base do procedimento: 58000000.00 EUR”, segundo o Diário da República.
Não faço comentários, porque não sou especialista nem em navios nem em incineradoras. Estranho, no entanto, que o Governo Regional tem tomado a opção de anular o concurso para um navio e a MUSAMI tenha lançado, quase ao mesmo tempo, o concurso para a incineradora, na sequência de anteriores concursos, anulados pelos tribunais administrativos, por ilegalidades.
Neste tempo de dificuldades, que se vão prolongar, a incineradora é mais importante e necessária do que o navio? Responda quem souber.
Quanto às siglas AMISM e MUSAMI, uma e outra horríveis de se pronunciar e ouvir, significam respectivamente, para quem não saiba, Associação de Municípios da Ilha de São Miguel (Ponta Delgada, Ribeira Grande, Lagoa, Vila Franca do Campo, Povoação e Nordeste) e Operações Municipais de Ambiente, com o formato legal de “SA”, para poder ter mais liberdade de actuação.
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Número de mortos sobe para 380 e o Covid-19 já infetou 13141 em Portugal! Há 245 doentes internados nos cuidados intensivos. Com 380 mortes devido à C
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Agradeço à “No Revista” e em particular à Cláudia Carvalho o convite e a oportunidade para partilhar um pouco sobre mim, sobre o percurso da ARTAC e o nosso contributo para superarmos a crise pandémica COVID-19. Apresentamos a plataforma www.acoresemcasa.pt desenvolvida pela ARTAC em parceria com a Waka Web Studio para centralizar e divulgar projetos e empresas açorianas e facilitar o acesso a bens e serviços (online / domicilio) a todos os açorianos durante este período de quarentena.
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