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“A UM TI QUE EU INVENTEI ” – Poema de António Gedeão – YouTube
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Relatório da DGS reporta 14 infetados com origem na Austrália
GRUPO DE TURISTAS DA ILHA DE SÃO MIGUEL DESEMBARCADO EM SIDNEY FOI APANHADO NAS MALHAS DO COVID-19 DURANTE UM CRUZEIRO
Documento da Direção Geral de Saúde não refere nomes, mas fontes próximas e outras, oficiais, confidenciaram que se trata do grupo de turistas de S. Miguel desembarcado a 19 de Março em Sydney, no final de uma viagem a bordo de um navio de cruzeiro. O caso já não é segredo em Ponta Delgada.
O primeiro caso de infeção por coronavírus reportado pela Direção Geral de Saúde, com origem na Austrália, surge no relatório do dia 27 de Março passado. Dois dias depois já aparecem 14 infetados com a mesma proveniência.
Segundo fontes próximas do grupo de micaelenses, o número total é de 15 elementos. Destes, 14 terão contraído a infeção por Covid-19. Numa das habituais conferências de imprensa diárias da Autoridade de Saúde dos Açores, ficou a saber-se que este grupo, desembracado em Sidney, na Austrália, a 19 de Março, teria encetado viagem para Lisboa, sendo retido em Nice, França, por alerta lançado pelas autoridades australianas. A 22 de Março o diretor regional de saúde dos Açores disse na sua habitual conferência de imprensa que estava a tentar impedir que este grupo chegasse a São Miguel. No dia 23, o governo regional emitiu um comunicado onde refere ter localizado “um grupo de 15 Açorianos retidos no Aeroporto de Nice, em França, por notificação dos serviços australianos de Saúde com vista à necessidade de quarentena”. O alerta chega também às autoridades de saúde portuguesas, em Lisboa.
De França, o grupo segue para Portugal, onde permanece numa unidade hoteleira, tendo, segundo as mesmas fontes, feito testes para despiste da COVID-19, por inciativa própria. Na passada semana, a Autoridade Regional de Saúde dos Açores é inquirida pelos jornalistas sobre o assunto e fica a saber-se que as pessoas infetadas no grupo estavam “clínicamente estáveis” – segundo as palavras de Tiago Lopes. O grupo permanece no continente, onde efetua tratamento e quarentena.
O Jornal “THE GUARDIAN”, sustentava a 22 de Março que os passageiros desembarcados no dia 19 de Março em Sidney, Austrália, do navio de cruzeiros “Ruby Princess”, estavam a disseminar o Covid-19, um pouco por todo o país. A começar pelo título: “26 Passageiros infetados do “Ruby Princess” estão a contribuir para o maior aumento diário de casos (22 de Março). No despiste, à saída do navio em Sidney, foram detetados mais de 150 casos suspeitos. Destes, 18 testaram positivo, mas outros oito casos foram detetados nas horas seguintes, depois de terem chegado a outras localidades. Mais acrescenta o jornal australiano que estes passageiros e muitos outros, provavelmente infetados, tomaram vôos domésticos na Austrália, enquanto outros, de diferentes nacionalidades, viajaram para fora do país. Foi o que fez o grupo de açorianos, agora em Lisboa, recuperando da infeção pelo novo coronavírus. No navio de cruzeiros “Ruby Princess”, viajaram 2.647 passageiros e 1.148 tripulantes.
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Estes dias gravei dous vídeos com obras de dous amigos guitarristas galegos, que se estrearão no Youtube nesta ordem para promoção da música galega composta para guitarra e na Galiza:
1) #Coronavídeo3 Moinheirisa, da Suite Paraísa, de Paco Barreiro
2) #Coronavídeo4 Fantasia sobre o Alalá das Marinhas, do caderno Froles d’ouro, de Manuel Herminio Iglesias Vquez.

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A tecnologia 5G usará emissão direccionada e, como consequência, teremos intensidades de radiação muito mais elevadas, efeitos de interferência enormes e uma resolução milimétrica de localização dos dispositivos móveis.
Source: O que é a tecnologia 5G e quais os seus perigos – O Jornal Económico
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Devido à crise pandémica que atravessamos, e com estado de emergência, para bem de nós e de todos, encerramos os museus de Belmonte. Eles continuam vivos, para vos receber o mais breve possível!. Até já…
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VAMOS TER DE MUDAR DE VIDA.
(Post longo. Onde explico porque é que se o crescimento atual for linear vamos bater num muro, mas se não for, e explico como, temos hipótese.)
Hoje não tivemos um salto tão grande como ontem, mas o contrário é que seria surpreendente: temos sabido de umas asneiras aqui e ali, mas não alterações transversais grandes que provocassem saltos grandes ao longo de dias sucessivos. Vamos tendo oscilações naturais de uns dias para os outros, reflexo quer de atitudes sociais (aquelas enchentes nas marginais, o recolhimento antes mesmo de se fecharem as escolas, etc.) quer de alterações nos perfis de testes (menos testes nalgum momento do fim-de-semana, ou variações de registo, mais concentração geográfica ou etária nuns dias ou noutros).
Contudo, estas variações de dia para dia só se refletem ou como desvios a uma tendência a que se retorna, ou como solavancos (que revelam alterações súbitas) após os quais se revela novamente o padrão. (Por exemplo, se num dia houver muitos mais testes a pessoas sem sintomas, é natural que nesse dia haja mais casos; mas se no dia seguinte se mantiver a proporção de testes a pessoas sem sintomas, o padrão volta revelar-se após o solavanco.)
Mas nos últimos três dias vi que a tendência de casos não estava em salto: estava não apenas a desviar-se muito do padrão, como a desviar-se cada vez mais. Foi como se além de ver um carro a afastar-se ouvisse o motor a ganhar rotação.
Com os resultados de hoje, vi que desde o 24.º dia (24 de março) que na verdade a evolução é praticamente linear, ou seja, praticamente o mesmo ritmo de dia para dia, após aplainar os desvios. Mas um contágio linear não faz sentido: as pessoas não estão a jogar um jogo certinho em que cada uma rigorosamente contagie o mesmo número de pessoas, nem têm comportamentos tão semelhantes que gerem uma média linear (o que iria dar ao mesmo).
Inspirado por um post do Ludwig Krippahl (e por um comentário do @Rui Ribeiro) apercebi-me do erro: de facto, estávamos (ao analisar com uma curva sigmóide logística simétrica) a ponderar que iríamos em breve chegar a um patamar onde quase deixaria de haver novos casos. E que isso ocorreria de forma tão rápida como o crescimento. Mas em retrospetiva, isso foi uma ingenuidade, como o Ludwig apontou: não há nenhum motivo para o contágio parar, porque não estamos todos em casa nem podemos estar: temos de sair para comprar comida, para manter serviços essenciais a funcionar, etc. Como o vírus é de um contágio extremamente fácil, quer pelo ar (porque não anda quase ninguém com máscara) quer pelas superfícies (onde pode ficar vários dias), o contágio manter-se-á (a menos que ficasse mesmo toda a gente em casa) e só estagnará quando a grande maioria da população já lhe for imune. O que estamos a fazer, ficando em casa (E POR FAVOR SE PUDER, CONTINUE EM CASA) e limitando as interações sociais quando saímos (POR FAVOR NÃO ANDE TÃO PERTO DE OUTRAS PESSOAS), LAVANDO AS MÃOS e em breve, tudo o indica, USANDO MÁSCARAS…
…tudo isto abranda o ritmo de contágio. E à medida que mais e mais pessoas se vão infetando e curando (a maioria sem ter sintomas) há menos pessoas para infetar e menos oportunidades para serem infetadas e lentamente, muito lentamente, o ritmo vai abrandando.
Isto quer dizer que se não houver alterações de fundo (toda a gente a desistir – progressão exponencial; vírus a durar menos tempo com o calor do verão – travagem muito rápida) o que teremos é uma curva sigmóide… assimétrica, a chamada logística de 5 parâmetros. O gráfico pequeno a meio mostra o que nos espera, se esta reflexão estiver correta: uma lenta progressão (mais lenta do que a linear) onde todos os dias parecem mais ou menos iguais: uns dias mais outros menos, mas um tsunami em câmara hiper-lenta. Como se pudéssemos olhar para as ondas da Nazaré de manhã e voltar lá à tarde para ver onde vão e assim continuar ao longo de meses.
Ou seja, é um ritmo que, a manter-se, provavelmente poderá evitar o descalabro nos sistemas de saúde, porque pode permitir que a certo ponto haja mais altas do que admissões. Se o ritmo atual for linear, tal não é possível: mais cedo ou mais tarde, todas as camas ficam ocupadas. Mas a um ritmo que abranda, ainda que pouco, todos os dias, acaba por se conseguir recuperar o controlo.
Para isso, É ESSENCIAL manter o distanciamento social o mais possível, manter-se em casa mais algumas semanas e quando começarmos a sair fazê-lo com máscaras. O governo tem o quanto antes de abandonar as lenga-lengas de que “só máscaras N95 protegem” e explicar rapidamente que qualquer pano, por evitar propagação da nossa própria tosse e limitar a distância do ar expelido, protege os outros; que qualquer pano, por cobrir boa parte da área da pele e dos orifícios, protege o próprio em grau mais útil que uma máscara profissional. Isto é MUITO importante porque as pessoas não terão dinheiro para comprar a quantidade de máscaras profissionais descartáveis que seriam precisas para uso diário higiénico. Se não souberem que há alternativas viáveis, começarão a improvisar soluções como lavá-las ou reutilizá-las, mas pensando que têm a mesma proteção que tinham antes de o fazer, o que é muito pior. Se souberem que têm pouca proteção (mas alguma) e que a maior proteção que têm é que se todos usarem máscaras todos protegem os demais, então… então poderemos ter eficácia.
Porque a sociedade não pode estar fechada meses: à medida que a falta de empregos e de negócios diminui o dinheiro em circulação, a cada vez mais pessoas chegará a alternativa terrível entre trabalhar para sobreviver ou não trabalhar e não conseguir pagar rendas, hipotecas, eletricidade, comida, etc. Por isso, temos é de começar a planear a forma de irmos vivendo com esta ameaça sem morrermos como moscas por não tomarmos os cuidados devidos e sobrecarregarmos o sistema de saúde.

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A propósito da falta (ou não) de material e do avião enviado à China, diria Luís Simões sobre o Hospital de Ponta Delgada em outubro de 1918:
“[…] Estava a epidemia no seu auge quando se deu o ataque do submarino alemão ao paquete “San Miguel” e em que este foi heroicamente defendido e salvo pela equipagem do caça-minas “Augusto de Castilho” que, como era de prever, tinha que sucumbir na luta em que sucumbiu, deixando aos vindouros a história de oiro do seu nobre feito (…)” .
Uma vez recolhidos ao hospital da Santa Casa da Misericórdia, Luís José Simões, um dos náufragos do “Augusto de Castilho”, disse sobre o seu atendimento: “(…) se é certo que os sobreviventes do bote sofreram o martírio daqueles desgraçados dias e dias, ali no hospital (encontravam-se) sem os devidos tratamentos, sofrendo dores atrozes, à míngua do mais rudimentar penso! (…)”.
Sobre o que viu em Ponta Delgada, o futuro segundo-tenente, diria: “(…) que diabo – pensava eu às vezes – é já ter muita sorte junta: escapara da guerra, escapara da fome e por fim escapara da guerra (combate). Estava escrito que tinha que escapar aos três flagelos: fome, peste e guerra (…)” in “A Grande Guerra nos Açores”, Letras Lavadas (2014); Caleidoscópio (2017). Imagem: História dos Açores (Facebook).
