quarentena em Díli

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Covid-19: Passageiros que chegam a Díli ficam em auto-quarentena e sob observação

Díli, 18 mar 2020 (Lusa) – Mais de uma centena de pessoas que chegaram a Díli nas últimas semanas estão a ser instruídas para ficar em auto-quarentena e a ser contactados diariamente para avaliar a sua condição de saúde, disseram à Lusa responsáveis timorenses.
“São cento e tal pessoas que estão a ser acompanhadas pela equipa de surto. Algumas estão há 12 dias e os mais recentes têm três dias”, disse à Lusa a ministra interina da Saúde, Élia dos Reis Amaral.
Maria Varela Niha, ponto focal da equipa de surto que está a acompanhar esses casos, disse que são abrangidas chegadas de vários países de risco, com contactos e acompanhamento diários por parte das equipas do Ministério da Saúde.
“São contactados mesmo que não tenham sintomas. Não podem circular livremente, têm de estar em casa e são monitorizados diariamente pelo nosso médico”, explicou Niha.
Rajesh Pandav, responsável da Organização Mundial de Saúde, considera que é essencial manter a verificação de todos os que chegam, especialmente dos países de risco, para avaliar se podem verdadeiramente isolar-se, as condições desses locais de isolamento e que, em casos suspeitos, se recolhem amostras.
“São seguidos diariamente e isso tem que continuar”, referiu, explicando que essa operação está a ser coordenada pela equipa de surtos do Ministério da Saúde, que operam de um novo centro inaugurado esta semana com o apoio da OMS.
“Até agora, a OMS não recebeu notícias confirmadas sobre qualquer novo caso suspeito”, referiu.
Ainda à espera de um segundo teste – cujo resultado deve ser conhecido na quinta-feira, depois do primeiro ter dado negativo – continua um cidadão estrangeiro que permanece estável e em isolamento.
Um dos problemas continua a ser a preparação dos locais de isolamento e de quarentena para funcionar caso haja casos confirmados de Covid-19 no país.
Rajesh Pandav disse à Lusa que nenhum dos locais, tanto de quarentena – na localidade de Tibar, a oeste da capital – como de isolamento – no centro de Díli – estão ainda prontos.
“As populações locais continuam a protestar e no caso do local de isolamento em Díli os pacientes que estão lá precisam de ser mudados”, afirmou.
Pandav considerou esta questão urgente e argumentou que se deve avançar rapidamente e que continua a haver um elevado risco de o vírus chegar a Timor-Leste.
“Estamos a peder tempo precioso. Já temos a Covid-19 em 159 países, entre eles todos os que têm ligações por ar ou terra como Timor-Leste”, explicou.
“Além disso, há timorenses que estão a voltar de vários países de risco, como o Reino Unido, a Coreia do Sul. Por isso é urgente atuarmos”, afirmou.
Élia dos Reis Amaral disse à Lusa que o país está a atuar tendo a “preocupação de uma pandemia, uma situação de emergência de saúde pública” e que a urgência é “preparar a prontidão dos serviços de saúde”.
No caso da quarentena, disse que foi já feita uma reabilitação de um espaço em Tibar, escolhido por cumprir, em termos de localização e distância de populações, as recomendações da OMS.
“Temos de atuar para evitar contaminação ou transmissão da doença para a população. A reabilitação do local está a terminar”, disse.
“A população está a entender o que se está a passar e as pessoas continuam a ser informadas”, referiu.
No caso de Vera Cruz, a clínica onde será instalado o isolamento, disse que dois quartos estão preparados, mas que o Governo está à espera que chegue mais equipamento necessário.
“Estamos igualmente a pedir a amigos para nos ajudarem, inclusive para instalar um hospital temporário pré-fabricado que possa ser construído em pouco tempo”, afirmou.
Timor-Leste continua sem casos da Covid-19.
O coronavírus responsável pela pandemia da Covid-19 infetou mais de 189 mil pessoas, das quais mais de 7.800 morreram.
Das pessoas infetadas em todo o mundo, mais de 81 mil recuperaram da doença.
A China registou nas últimas 24 horas 11 mortos e 13 novos casos infeção pela Covid-19, mas só um é de Wuhan, todos os outros 12 são importados.
O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se por mais de 146 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

ASP // VM
Lusa/Fim

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covid19 atualização antes dos dados oficiais

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Ontem, actualizados ao fim do dia, eram estes os dados da evolução da pandemia do coronavírus comparando a Europa com a China. Na China, houve muito boas notícias: na província de Hubei, onde tudo começou, foi o primeiro dia em que não se registou qualquer novo caso. Na Europa, nem por isso. Confirmam-se observações que já fiz anteriormente. As situações mais preocupantes estão em Itália, Espanha, Alemanha, França e Holanda e, em países da nossa dimensão, na Áustria e Bélgica, todos piores que nós. Portugal deu indicação de poder estar a desacelerar, mas só os dados de hoje e dos próximos dias permitirão confirmar. Daqui a pouco, já saberemos os dados oficiais de hoje, no nosso país. Também aqui, uma andorinha não faz a Primavera. A estatística é ainda muito escorregadia e incerta.
Os totais da União Europeia e da Europa superam cada vez mais, infelizmente, o que imaginámos poder ser o pior desta pandemia: os números da China. E ainda vão piorar, antes de começarem a melhorar.

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como salvar a economia

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Como salvar a economia das pequenas empresas e das famílias?

Qualquer pessoa com conhecimentos rudimentares de economia sabe que um país não pode depender de exportações sem mercado interno – porque fica totalmente dependente dos outros países; nem de turismo, um sector de baixo valor agregado. Colocaram-se os ovos todos no mesmo cesto e o cesto caiu ao chão. Como era e foi previsto, chamaram-nos os “velhos do Restelo”. A grande estratégia de “saída crise” de 2008 foram medidas que preparam uma crise maior, ambos, Smith e Marx explicam as duas ideias: cortar salários para aumentar as exportações, destruindo o mercado interno, quem está cá não pode comprar o que produz, só vender a outros; fazer do turismo um boom, canalizando o dinheiro que despejámos na banca para a especulação imobiliária – que ainda por cima expulsou milhares de pessoas das suas casas. Tudo ruiu esta semana. Previsível. O Ronaldo das Finanças meteu 15 golos na própria baliza -deixou-nos um país totalmente impreparado para a crise que o vírus espoletou. Espoletou mas não originou, já que as taxas de juros estavam anémicas há mais de 2 anos, e a capacidade instalada por usar. A origem da crise foi na verdade a própria estratégia de “saída da crise” – inflar de novo o sector financeiro, em detrimento da produção que, sabemos hoje, é ela que nos salva vidas.

É preciso proteger as pequenas empresas, tecido normal num país como o nosso, e pôr as grandes a pagar impostos, retendo os dividendos destas, se necessário (e vai ser, por mais incómodo que possa parecer) colocando-os sob controlo Estatal, como no pós 1974 ou na França e Alemanha pós 1945. Temos que resgatar famílias e pequenas empresas, no meio da guerra, para podermos reconstruir a sociedade. E só há um lugar, face à magnitude da crise, com dinheiro para tal – as grandes empresas e bancos que resgatámos em 2008. Não há outra alternativa. Ou isto ou a miséria de milhões, estilo 1929 e toda a mirada de estados de exceção e fascistas que nascem como cogumelos daí.

Os trabalhadores estão a ser despedidos sumariamente, totalmente desprotegidos e agora submetidos à lei do Estado de Emergência que ilegaliza a greve ou a resistência. Centeno e Costa deviam ter a coragem de colocar o dinheiro que há nas PMEs e não nas grandes empresas, outra vez. O que, já vimos pelas suas declarações e de Largarde, que não vai ser bem assim – o coração do mundo contínua a bater na bolsa. É aí que estão os valores.
Ora os nosso valores são outros. O bem estar da população.

-3:36

Quinta morte por coronavírus em Portugal. São já mais de 10 mil em todo o mundo – TSF

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A pandemia de Covid-19 já causou mais de 244 mil contágios e 10 mil mortes em todo o mundo. Em Portugal há 785 pessoas infetadas e registo de quatro mortes.

Source: Quinta morte por coronavírus em Portugal. São já mais de 10 mil em todo o mundo – TSF

um mundo desconhecido está a surgir

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Entre tudo o que nos está a acontecer no planeta, há algumas coisas que, no meio de toneladas de notícias, e para desanuviar um pouco, eu fui notando. Nem todos concordarão com todas. E isto não pretende ser nada mais que um farol para alguns efeitos interessantes deste bicho.
Aqui fica, para já, uma lista de “Dezasseis coisas sobre o Covid-19” ou “Algumas das coisas que mudaram”.
1. Países em desenvolvimento passam a proibir a entrada de cidadãos de países desenvolvidos.
2. O mundo mais conectado de sempre vive, coletivamente, o maior isolamento de sempre.
3. Quando muitos questionavam o impacto que a vida normal estava a ter nas famílias, a vida em família é intensificada para níveis dos quais a nossa geração mal se lembra.
4. Passear o cão, outrora algo que em muitas famílias era uma tarefa – que alguns tentavam evitar -, passa a ser hoje um dos momentos para que todos se querem oferecer.
5. Golfinhos substituem cruzeiros em Veneza.
6. O mundo que mais viajou é obrigado a ficar o mais quieto que esteve no último século.
7. A economia mundial é, pela primeira vez, deitada abaixo não pelos humanos, mas pela própria natureza.
8. Um bicho que não se vê transforma seres pseudocivilizados em idiotas que lutam por papel higiénico.
9. Aliás, em 2020, supostamente no momento de mais avanço humano, as recomendações mais ouvidas são as mesmas que as avós recomendam há anos: lava as mãos, tapa a boca quando tosses, não gastes tanto papel a limpar o rabo.
10. O momento mais avançado da história do desenvolvimento científico e médico, com o maior número de máquinas de sempre, enfrenta, em alguns países, o esgotamento das capacidades existentes, obrigando sistemas ditos avançados a ter de escolher entre quem vive e quem morre por falta de máquinas.
11. Num instante passamos de ter o maior número de aviões de sempre a voar, para ter o maior número de sempre de aviões estacionados.
12. Dois dos países onde mais tempo se passa na rua – Itália e Espanha – passam a ser daqueles onde mais tempo se passa em casa.
13. O Covid pode acabar por salvar mais pessoas pela redução da poluição do que as que mata por infeção.
14. Depois de décadas de grandes movimentações religiosas, de grande conflito religioso, passa-se a um momento em que pela primeira vez em muito tempo – talvez desde sempre – os principais espaços das várias religiões estão vazios
15. O grande movimento económico neoliberal e liberal, que andava há décadas a vender-se como a panaceia da vida em sociedade, regressa de joelhos ao Estado a quem pede tudo, inclusive aquilo que tem vindo a demolir e a ‘privatizar’ nesse Estado. Seja para nos proteger, para nos tratar, para nos defender ou até para nos vir buscar das férias no outro lado do planeta.

Haverá mais. Pelo que a lista irá, certamente, crescendo.
Antonio Sampaio

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portugal e a repatriação de portugueses (Guiné-B sim, Timor não

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Covid-19: Portugal diz que está a negociar repatriação de cidadãos dos PALOP

Lisboa, 19 mar 2020 (Lusa) – O Governo português diz que está a negociar a possibilidade de repatriação dos cidadãos que têm pedido o seu regresso dos PALOP, apesar das restrições colocadas por alguns países africanos, no combate à Covid-19.
“Temos estado em contacto com todos os PALOP [Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa] colocando duas perguntas: quantos são os portugueses que querem reg

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  • Mica Barreto Soares leadership matters!
  • Hugo Fernandes Sim, a liderança do MNE, em entrevista para a Antena 1, menciona a situação de 150 (?) portugueses na Guiné e Timor-Leste e, posteriormente, aborda a possibilidade de apenas enverdar esforços para resolver a situação do país africano (porque ainda não tem casos), ocultando, com o ardil costumeiro, o facto de Timor-Leste ter projetos de cooperação com centenas de docentes desinformados. São algumas lideranças que temos e que se merecem umas às outras. Quanto aos professores portugueses, organizem-se enquanto é tempo.

pensamento do dia

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Pensamento do dia

Valorizamos verdadeiramente alguma coisa apenas quando a perdemos.

Pode ser que os que nunca viveram em ditadura aprendam agora a valorizar a liberdade e a agir em conformidade.

Bom dia.

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  • Chrys Chrystello A MIM FAZ-ME UM POUCO DE CONFUSÃO ESTA PROIBIÇÃO DE ME MOVIMENTAR POR TER 70 ANOS,,, lembra-me proibições antigas da univ nos anos 60 e temo, mas devo estar equivocado e como todos sabem leio muita teoria da conspiração (infelizmente algumas têm-se confirmado)