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In one of the largest boosts to social security benefits in Australia’s history, government to spend $14bn over six months
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Australia’s government will spend additional A$66.4 billion ($38.50 billion) as part of a second stimulus package to shelter the economy from the financial impact of the coronavirus, Prime Minister Scott Morrison said on Sunday, as states moved to impose major lockdowns.
Source: Australia Adds $38 Billion in Stimulus; States Move to Tighten Lockdown Steps – The New York Times
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Não confundir o bom povo do Continente e as elites dirigentes de Portugal
Na minha vivência de mais de 30 anos no Continente português, aprendi, entre outras coisas, a distinguir o bom povo continental e as elites que governam Portugal. Os açorianos não se devem queixar do povo irmão do Continente, tão maltratado muitas vezes como as populações insulares pelas elites dirigentes do país, independentemente dos regimes e das ideologias. O principal mal deste país está em Lisboa, não na cidade propriamente, que é bela e acolhedora, mas em quem ocupa as instituições nacionais, instaladas precisamente na capital. O interior do Continente está abandonado, desertificado, entregue à sua sorte. As elites dirigentes praticamente só valorizam as grandes cidades. O resto é “paisagem” ou “arredores”. No meio do povo do Continente, que trabalha, que sofre e dá vida e alma a Portugal, sinto-me muito português, sem deixar de me sentir muito açoriano. Não há qualquer antagonismo neste meu sentir. De resto, só me sinto açoriano porque sou português, tal como só me sinto português porque sou açoriano.
Vem tudo isto a propósito da teimosia inexplicável do primeiro-ministro, António Costa, em não permitir o encerramento do espaço aéreo açoriano para voos do exterior, ignorando um pedido do Governo Regional dos Açores nesse sentido, para preservar o mais possível as ilhas da contaminação do coronavírus. António Costa, estranhamente, alega que a TAP tem que voar para os Açores, para assegurar a “continuidade territorial” do país, como se tal estivesse em causa. Que limitação de pensamento! António Costa deveria era preocupar-se com a “continuidade territorial” do Continente, onde, como disse e todos sabem, as terras do interior estão abandonadas, desertificadas e entregues à sua sorte, porque os Governos nacionais, independetemente dos partidos que os suportam, dão atenção é aos grandes centros urbanos e às áreas metropolitanas, porque é aí que vivem mais pessoas e, logicamente, é onde podem angariar mais votos. A estratégia tem sido sempre esta: errada, oportunista e mesquinha.
Os Açores não vão esquecer a atitude do primeiro-ministro em insistir que a TAP continue a “despejar” pessoas de várias proveniências no arquipélago, com todos os riscos inerentes, na presente situação, para as populações insulares. E nem acata o pedido do Governo Regional, mesmo sendo do mesmo partido, o PS. Mas o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, não fica atrás nesta “ofensiva” institucional contra os Açores, como contra a Madeira, também. Chamar a Lisboa os Representantes da República nas duas Regiões Autónomas para lhes dar as ordens que têm que aplicar nos arquipélagos durante o estado de emergência é de uma infelicidade atroz, porque desde logo há meios de vídeoconferência e porque é uma desautorização dos Governos Regionais, eleitos pelas populações açoriana e madeirense, enquanto os Representantes da República, que serão respeitados enquanto existirem, isso não está em causa, são figuras de mera nomeação política e que, numa democracia consolidada e num sistema autonómico alicerçado no constitucionalismo português, já não fazem qualquer sentido. São apenas motivo de despesa para o Estado!
De vez em quando, os açorianos estão sujeitos a estas atitudes lamentáveis das elites dirigentes instaladas em Lisboa, que em si mesma não tem qualquer responsabilidade na matéria, como é óbvio. Já o antigo Presidente da República Cavaco Silva teve o desplante de fazer uma comunicação ao país em pleno Verão para dizer que estavam a tentar introduzir na Assembleia Legislativa dos Açores uma alteração ao Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma que colocava em causa a unidade do Estado Português. Falou de tal modo grave que até parecia que havia uma rebelião no arquipélago.
O actual líder do PSD, Rui Rio, do mesmo modo ofensivo, aquando das últimas eleições para o Parlamento Europeu, disse que os Açores valiam apenas 12 mil votos, considerando que tal não era uma “fortuna”, o que confirma que as elites dirigentes do país só olham para os grandes centros urbanos do Continente, porque aí, sim, há “fortuna” de votos a conquistar. Diogo Freitas do Amaral também uma vez fez uma declaração a dizer que a Aliança Democrática não precisava dos deputados dos Açores e da Madeira para ter maioria na Assembleia da República.
Mas a “coisa” não fica por aqui, porque o antigo primeiro-ministro Passos Coelho, numa crise sísmica no arquipélago e perante um pedido de ajuda do Governom Regional para fazer face aos prejuízos, disse para recorrerem à banca. Fez-me lembrar o que respondeu o antigo presidente do Conselho (de Ministros), cargo hoje designado de primeiro-ministro, Oliveira Salazar, quando em 1957, se não estou em erro, em pleno Estado Novo, ocorreu um grande temporal no arquipélago que destruiu a maioria das estufas de ananases na ilha de São Miguel. Recusou qualquer apoio aos produtores, o que causou problemas diversos e graves, porque esta cultura ocupava na altura muitos trabalhadores agrícolas. Nessa altura, como sabem, ainda não havia Governo Regional. O resultado foi que muitas estufas nunca foram reconstruídas, porque os proprietários não tiveram qualquer possibilidade para tal.
Muitas outras desconsiderações das elites dirigentes do país podiam ser aqui referidas, causando uma portugalidade ferida na mente e no coração dos açorianos. Mas mais uma vez eu peço aos meus conterrâneos, ao povo heróico e resistente das ilhas açorianas, que há mais de 500 anos luta e sobrevive ao isolamento, às forças da Natureza e ao esquecimento dos poderes centrais, para não confundirem o bom povo do Continente e os políticos de vistas curtas que gue têm governado este nosso Portugal, ocupando belos palácios, com todas as mordomias, mas esquecendo muitas vezes a realidade da maioria do portugueses, do Minho ao Corvo, que acredita, ama e trabalha com a esperança de um país melhor.
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A médica de saúde pública Rita Sá Machado respondeu a dúvidas dos leitores sobre o novo coronavírus no Fórum Público.
Source: Coronavírus: “Na altura da segunda onda, algumas pessoas já terão imunidade” | Coronavírus | PÚBLICO
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O GOVERNO DE CABO VERDE ISOLOU A ILHA DA BOAVISTA
Cabo Verde é um país insular formado por 10 ilhas habitadas e o seu Primeiro-Ministro, Dr. Ulisses Correia e Silva, em face dum caso positivo de coronavírus trazido por um turista inglês para a cidade do Mindelo, não hesitou em fechar a ilha por completo, por mar e espaço aéreo.
Constata-se que o PM de Cabo Verde não ficou preso ao capricho jurídico da «continuidade territorial» do seu arquipélago e foi corajoso na defesa dos habitantes das outras ilhas irmãs.
Por cá o Primeiro-Ministro de Portugal não quer aceitar a proposta das nossas autoridades regionais – e da vox populi – para encerrar os NOSSOS (dos açorianos!!!) aeroportos a turistas e passageiros ocasionais não prioritárias e insiste em manter esse capricho constitucional da «continuidade territorial» que neste caso específico é o convite a MORTE CERTA!….
Parabéns! Sr. Primeiro-Ministro de Cabo Verde. És uma pessoa que defende os seus cidadãos com humanismo e carácter!
@ Ryc
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É, basicamente vai ser isto, mas falta a outra onda, a seguir: aquela onde se escreve “mangas arregaçadas”, como foi, na Terceira, em 1980, 1841, … o que vale é que o Mundo não pára.
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Os números da evolução do Coronavírus, ao final do dia 21 de Março, mostram dados sombrios.
Por um lado, a pandemia espalha-se cada vez mais pelo mundo, chegando praticamente a todo o lado: 188 países e territórios, ultrapassando 300.000 casos e 13.000 mortes. Contando com quase 95.000 doentes recuperados, há 192.000 doentes activos nos vários continentes.
Por isso, alarguei o quadro, por forma a reflectir a situação de mais países em que a crise começa a conhecer níveis inquietantes.
Confirmou-se também que os EUA ultrapassaram o Irão; e, com a velocidade que a progressão norte-americana está a revelar, provavelmente afastar-se-ão cada vez mais.
Por outro lado, a Europa está, em geral, em fase de crescimento acentuado da doença. A realidade italiana é a mais dura de todos, seguindo-se a Espanha com números cada vez mais pesados. A Itália, com uma população igual a 1/23 da chinesa, já ultrapassou largamente a China em número de mortes e é natural que, até ao final da crise, venha a suplantar também a quantidade de casos confirmados da doença. A Alemanha (embora com o aspecto positivo de ter poucas mortes) e a França enfrentam igualmente momentos muito difíceis. Portugal pode ultrapassar a Dinamarca, já hoje, dia 22; e países como o Luxemburgo e a Polónia dão sinais de agravamento, subindo posições na ordem de grandeza da pandemia, no quadro da União Europeia. Fora da UE, a crise europeia de saúde pública dá também sinais maus ou preocupantes, destacando-se os casos de Suíça, Reino Unido, Noruega, Turquia e Islândia.
A OMS acertou ao declarar, há dias, que a Europa é realmente, nesta altura, o centro da crise. Além do que aqui vivemos, é daqui que a pandemia terá irradiado para as Américas e irradia também para a África. Nesta altura, com a Covid-19, a União Europeia, com uma população de menos de 1/3 da China, já sofreu mais do dobro das mortes ocorridas na China e quase o dobro de casos confirmados.
Prevendo o Governo o pico da crise em Portugal para 14 de Abril, preparemo-nos para algumas semanas duras por diante.
