Liga dos Combatentes quer reabilitar campa de “herói” timorense e português Artur do CANTO Resende

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Díli, 21 ago 2019 (Lusa) — O Presidente da Liga dos Combatentes defendeu que as autoridades timorenses e portuguesas devem recuperar monumentos e túmulos de militares de Portugal, incluindo a do “herói” da 2.ª Guerra Mundial, Artur Resende, em Díli.

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Liga dos Combatentes quer reabilitar campa de “herói” timorense e português Artur Resende

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Díli, 21 ago 2019 (Lusa) — O Presidente da Liga dos Combatentes defendeu que as autoridades timorenses e portuguesas devem recuperar monumentos e túmulos de militares de Portugal, incluindo a do “herói” da 2.ª Guerra Mundial, Artur Resende, em Díli.

Mas, considerou Joaquim Chito Rodrigues, essa recuperação — que em muitos casos já ocorreu uma vez nos anos de 2000 a 2002 — deve ser seguida de manutenção regular para evitar a degradação em que todos se voltam a encontrar.

Em entrevista à Lusa em Díli, Joaquim Chito Rodrigues, disse que das primeiras coisas que fez à sua chegada a Timor-Leste foi visitar o cemitério de Santa Cruz, onde estão enterrados vários militares portugueses, incluindo Artur Resende.

“Era uma campa que já vinha predisposto a visitar. Artur Resende, um açoriano, teve aqui uma ação muito reconhecida pela população local”, contou à Lusa.

Rodrigues disse que “há um movimento de açorianos e de combatentes no sentido de transladar Artur Resende para os Açores”, questão que não cabe à Liga decidir e que pode “ferir suscetibilidades locais, em Timor-Leste, onde é tido como um herói”.

“O que não posso é ficar satisfeito quando vou à campa de um herói timorense, de um herói português, e a vejo naquelas condições”, afirmou.

O presidente da Liga dos Combatentes diz que o caso da campa é exemplo de outros que já tiveram intervenções de recuperação, no início da década passada e que não foram alvo, depois, de qualquer manutenção.

É o caso do Monumento aos Massacrados da 2.ª Guerra Mundial em Aileu, recuperado há cerca de 18 anos, que não foi alvo de qualquer manutenção regular e que voltou agora a ser recuperado por militares portugueses e timorenses.

“O esforço feito em Aileu agora não pode ter que ser feito novamente daqui a 20 anos. Porque Aileu estava digno. A campa que visitei em Santa Cruz estava digna. Houve movimento de restauração dos monumentos. Mas agora estão todos danificados de novo”, lamentou.

“Temos que garantir condições de manutenção, não apenas de restauração. Temos que interessar as autoridades locais, municipais, adidos e embaixadores. Não é só ter palavras ou ações cada 20 anos. É preciso uma atenção permanente sobre esses monumentos que representam e marcam as pessoas”, sustentou.

Chito Rodrigues considerou que na maior parte dos casos a intervenção a fazer “é muito simples” e que, por isso, há condições para em Timor-Leste ampliar o programa de Conservação das Memórias iniciado pela Liga dos Combatentes em vários países.

“Estou convencido que mais quatro ou cinco monumentos vão ser arranjados rapidamente. Penso que este túmulo [de Artur Resende] e outros relacionados com a 2.ª guerra Mundial, vão ser resolvidos”, disse.

“Depois é manter, passar por lá de vez em quando, ir limpando”, afirmou.

Chito Roodrigues insiste que conservar as memórias é “conservar a História” e recordar e homenagear quem “caiu pelo mundo fora, em serviço do país”.

O programa da Liga dos Combatentes decorre há 10 anos, com intervenções em França, Cabo Verde, Guiné Bissau Moçambique e agora Timor-Leste, além de outras em Portugal, onde são conservados 250 talhões e 94 ossários.

Artur Resende, que além da campa no cemitério de Santa Cruz é homenageado com um monumento no bairro do Farol, em Díli, é considerado um dos heróis da 2.ª Guerra Mundial.

Rui Fonseca, que está ligado a Timor-Leste desde 1970, que foi adido da cooperação entre 1999 e 2003 e é um dos grandes especialistas das referências monumentais portuguesas no país, destacou num dos seus textos a história de Artur Resende.

Natural de Vila Franca do Campo, nos Açores, onde nasceu a 07 de agosto de 1897, Artur do Canto Resende era um engenheiro destacado no Instituto Geográfico e Cadastral, tendo-se destacado pela sua ação durante a ocupação japonesa de Timor-Leste.

“Interpondo-se por vezes às decisões do alto comando japonês, com risco da própria vida, conseguiu salvar a de outros e minimizar o sofrimento de muitos. A sua alcunha ‘Tudo se Resolve’ traduz muito da personalidade deste homem”, escreveu Rui Fonseca.

“Mesmo quando imposta a ‘Zona de Proteção de Maubara e Liquiçá’, ou melhor, mais um campo de concentração com esse nome, e as condições de sobrevivência pioraram, com fome generalizada e falta de recursos de saúde, Resende, com a sua ação, foi conseguindo os mínimos para que todos continuassem vivos e esperançosos no dia de amanhã”, recordou.

Acabou por ser preso em Díli, em 1944 e levado, com outros três portugueses: tenente Liberato, secretário administrativo José Duarte Santa, e o gerente do BNU, João Jorge Duarte, para a ilha holandesa de Alor, em frente a Timor.

Morreu em fevereiro de 1945, devido à fome e à ausência de cuidados de saúde, tendo os seus restos mortais sido transladados para Díli, numa missão incumbida a outros dos nomes maiores de Portugal em Timor-Leste, Ruy Cinatti.

Resende recebeu, a título póstumo, a mais alta condecoração nacional, a Ordem Militar Torre Espada do Valor, Lealdade e Mérito.

Um homem que Manuel Viegas Carrascalão definiu como “um herói da guerra sem a fazer, um herói da neutralidade”, que se ofereceu para administrador de Díli, respondendo com “energia indomável” a todas as “emergências, extorsões, atos prepotentes dos japoneses”.

ASP // JMC

Lusa/Fim

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NATÁLIA CORREIA E A CENSURA

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José Mário Costa
1 hr

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«Natália Correia foi a escritora portuguesa com mais obras censuradas pela PIDE: “Comunicação”, 1959; “O Homúnculo”, 1965; “A Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica”, 1965; “O vinho e a lira”, 1966; “A Pécora”, 1967; “O Encoberto”, 1969.

A censura desempenhou um papel de relevo na vida da autora, nunca lhe tendo, contudo, enformado a acção ou até a produção literária (no sentido em que a autora nunca tentou amenizar os seus escritos de forma a ludibriar os serviços censórios). Apesar de ser proximamente vigiada, a autora continuou, de ambas as formas, a desafiar os valores que o regime defendia e até o próprio poder.

Numa nota informativa da PIDE, datada de 14 de Dezembro de 1962 (e que pertence ao seu processo nesta polícia política, armazenado na Torre do Tombo), podemos dar conta deste seguimento da PIDE e do seu conhecimento da actividade literária e política insubmissas. (…)»

[Ana Bárbara Pedrosa, no portal Esquerdanet, 16/08]

Portugal não tem limites para a poluição luminosa

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Ana Monteiro

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“Sim, tal como falamos nos plásticos que bóiam nos oceanos também podíamos (e devíamos) falar na luz que enche o céu. Os dois são poluição, ainda que a luz surja como um parente desprezado nas prioridades ambientais.“

Problema para a saúde humana e ambiental chegou, pela primeira vez, à Assembleia da República, mas, para já, tudo que o que temos é uma recomendação ao Governo e muitos maus indicadores.
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Problema para a saúde humana e ambiental chegou, pela primeira vez, à Assembleia da República, mas, para já, tudo que o que temos é uma recomendação ao Governo e muitos maus indicadores.

“Sim, tal como falamos nos plásticos que bóiam nos oceanos também podíamos (e devíamos) falar na luz que enche o céu. Os dois são poluição, ainda que a luz surja como um parente desprezado nas prioridades ambientais.“

GOA Percival Noronha (1923-2019): morreu um grande português

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Miguel Castelo Branco

Percival Noronha (1923-2019): morreu um grande português, herança que se manteve de pé

Perseguido, ameaçado, censurado, Percival Noronha nunca se calou e resistiu até ao dia da sua morte com a máxima coragem à ocupação da sua terra indiana portuguesa.

“Nós fomos integrados à força nesta grande desordem [da Índia]. Em apenas vinte e quatro horas mudou-se a língua. A língua era de uma potência colonial e passou-se para a língua de outra potência colonial, a língua inglesa. Imagine o trauma que tudo isto provocou. O que é Goa hoje? Um pequenino estado dentro de um país enorme como é a Índia. Nós não tínhamos corrupção. Hoje a corrupção está generalizada. Antigamente, todos os cargos na administração pública eram ocupados por goeses. Hoje, nem com o auxílio de uma lanterna, e em pleno dia, você encontra um goês numa secretaria. Cada dia nos sentimos mais estrangeiros dentro de nossa própria terra”, Percival Noronha, 2005.

NOVA CAPITAL PARA A INDONÉSIA

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South China Morning Post

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President Joko Widodo has officially proposed to relocate Indonesia’s capital from Jakarta to the island of Borneo. The move could cost more than US$32 billion.

MITOS ECOLÓGICOS metano e o mito das vacas

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Eunice Brito

Yesterday at 16:52

Seguro que alguna vez has escuchado que la mayor parte del efecto invernadero es debido a las flatulencias de las vacas. ¿Esta afirmación es real o es un mito?

Las vacas solo son responsables del 5 % de las emisiones; el resto es cosa nuestra.

VERNE.ELPAIS.COM
Las vacas solo son responsables del 5 % de las emisiones; el resto es cosa nuestra.

I’m sure you’ve ever heard that most of the greenhouse effect is due to the flatulence of cows. Is this affirmation real or is it a myth?

Lenda da Caldeira de Santo Cristo, ilha de S.Jorge.

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Lenda da Caldeira de Santo Cristo, ilha de S.Jorge.
Há muito tempo atrás, junto à Lagoa da Fajã de Santo Cristo, um homem desceu à Fajã da Caldeira de Santo Cristo,para trazer o gado a pastar. Era uma alternância anual entre as altas pastagens das serras e o clima ameno das fajãs.
Para muitas famílias, era nas fajãs que se encontrava o sustento diário: lapas, amêijoas, polvos, moreias, agriões, inhame e outros alimentos que a natureza dava e dá sem que o homem tenha de os cultivar. Para chegar às fajãs era preciso descer longos caminhos estreitos ao longo das altas falésias.
Tendo então o pastor deixado o gado a pastar, para ocupar o tempo livre, foi para a margem da lagoa, onde começou a apanhar lapas para o almoço. Junto da lagoa de águas salgadas, mornas e tranquilas encontrou também muitas amêijoas que aproveitou para apanhar.
Sentou-se um pouco a descansar junto da lagoa antes de ir pescar, sentindo as pernas a tremer com o esforço da descida da falésia. Ao passar o olhar pelas águas da lagoa, reparou num objecto a flutuar junto da margem mais afastada junto ao mar, que lhe pareceu ser de madeira trabalhada, esculpida.
Encontrou então uma imagem do Senhor Santo Cristo. Surpreendido com o achado, pegou na imagem, molhada e inchada de estar na água, e levou-a para terra seca. Ao fim do dia, quando voltou para casa fora da fajã, levou a imagem e colocou-a imagem em local de destaque numa das melhores salas da sua casa.
Na manhã seguinte, quando a família se levantou o Santo Cristo desaparecera. Depois de procurarem por toda a casa e de já terem dado as buscas por terminadas, ele foi de novo encontrado, dias depois, na mesma fajã e local onde tinha sido encontrado da primeira vez. Foi levado várias vezes para o povoado fora da rocha, e durante a noite a imagem voltava sempre a desaparecer, até que alguém disse: “O Santo Cristo quer estar lá em baixo na fajã à beira da caldeira, pois que assim seja”.
O povo decidiu então juntar-se para construir uma igreja. Começaram os preparativos para as obras, com o objectivo de levantar a igreja do outro lado da lagoa. No entanto, quando foram para pegar nas pedras estas não se mexiam, era como estivessem coladas ao chão. “O senhor Santo Cristo quer ficar onde foi encontrado”, disse alguém. Alguns meses depois e com muito sacrifício, a igreja estava terminada e a imagem colocada no seu altar. Aquela fajã passou a chamar-se Caldeira do Santo Cristo.
Conta ainda a lenda que o padre da aldeia que vivia fora da fajã e não se desejava deslocar a ela para rezar a missa, resolveu um dia que havia de levar a imagem novamente para fora da fajã. Tentou pegar na imagem para a tirar do altar e a levar, mas ficou com o pés colados ao chão e sem se conseguir mexer. O padre terá então dito ao sacristão:”Ajuda-me aqui que eu não posso andar”. O sacristão bem tentou, mas por fim confessou: “Ó senhor padre, eu também não consigo dar passada!” “Então deixa-se o santinho aqui” disse o padre.
Instantes depois do padre desistir de levar a imagem, os seus pés e pernas ficaram ágeis. Perante isto, o padre e todas as pessoas convenceram-se que era ali que santo Cristo tinha de ficar para todo o sempre.

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As perguntas mais absurdas sobre os Açores (e as respostas que elas merecem) – I Love Azores (SE A IGNORÂNCIA PAGASSE IMPOSTO NÃO HAVIA DÍVIDA PÚBLICA=

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OS PERIGOS ESCONDIDOS DAS PEDREIRAS

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Este trabalho do OBSERVADOR, da jornalista Vera Novais, é genuíno serviço público. Vale a pena ler, não só para se espantar, mas sobretudo para ficar a conhecer.
Se, depois da tragédia da estrada de Borba, o fundamental continuar na mesma, é porque não temos mesmo remédio.

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OBSERVADOR.PT
As empresas receberam ordens diferentes, e incompatíveis, de dois organismos do Estado. As indicações são incongruentes e a fiscalização foi fei…

Vale a pena ver ainda esta reportagem de Vera Novais e atentar, em especial, no caso mais surpreendente: uma pedreira ao lado da A1, na zona de Fátima. Sim, não pergunte. É tão possível, que é a realidade.

Fui ao Google localizar a pedreira destacada no importante trabalho do OBSERVADOR. Não é muito difícil dar com ela, desde que se saiba que está lá. Aqui está apresentada em duas escalas.

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