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Um vulcão a ressonar, florestas de criptomérias, miradouros a perder de vista, praias de rocha negra a contrastar com o mar azul-cobalto. A segunda ilha mais pequena dos Açores tem uma colecção imensa de postais ilustrados.
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tive a honra de os ver em Melbourne nesse ano ou no seguinte num concerto que foi o fim do mundo, melhor que Sunbury 1975…
https://www.youtube.com/watch?v=a6ciOHjO_1w
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À memória de Garcia Lorca, um poema de Armando Côrtes-Rodrigues
Eu estava à beira-mar,
– Inda não te conhecia –
eu estava à beira-mar
cismando, naquele dia.
Cismava em terra de Espanha
– inda não te conhecia –
em prantos, gritos, em ais
da guerra que lá havia.
Bem quisera não pensar…
– Inda não te conhecia –
mudar rumo ao pensamento
bem quisera… e não podia.
Era uma tarde serena,
– Inda não te conhecia –
Falava comigo o mar;
Meu coração não ouvia.
Era uma tarde tão calma,
– Inda não te conhecia –
Que tudo quanto se olhava
Tinha um ar de poesia.
Em vão olhavam meus olhos…
– Inda não te conhecia –
Minh’alma não atentava
Na beleza do que via.
Falava uma voz chorosa,
– Inda não te conhecia –
voz que vinha lá do longe,
tal a de alguém, que morria.
Voz cansada, angustiada,
– Inda não te conhecia –
Suspensa na vaga sílaba
Dum verso, que não dizia.
E uma angústia me tomava…
– Inda não te conhecia –
Lentamente, tristemente,
Meu coração oprimia.
(Tudo era paz dentro em mim…
– Inda não te conhecia –
Corria-me a vida branda,
Brandamente me corria.)
Que dor então era esta,
– Inda não te conhecia –
Cruel e funda e profunda,
Que dentro de mim crescia?
Tinha os olhos rasos d’água
_Inda não te conhecia –
E, sem saber bem porquê,
Só da minha dor sabia.
Tão estranha e singular…
Inda não te conhecia –
Nunca senti dor igual
À da tarde desse dia.
Passaram anos, passaram…
– Inda não te conhecia –
A causa daquela dor
Nem eu sei quem ma daria!
Mandaram-me livros de longe,
– Inda não te conhecia –
Eram livros do Brasil
Que a amizade me escolhia.
Abri-os! Li-os, reli-os…
– Inda não te conhecia –
E só depois entendi
Que tudo, o que então sofria,
Nessa hora tão distante,
– Inda não te conhecia –
Fora a dor da tua morte,
Meu irmão na Poesia.
Armando Côrtes-Rodrigues
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https://extra.globo.com/noticias/page-not-found/bonecas-sexuais-deverao-ter-direitos-humanos-diz-jurista-22569617.html?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=compartilhar&fbclid=IwAR1MWuKzSnVs3oHyykw1fN5ix554_2q3wpbykQuxn8us37UaojLldQzdblg
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Estrutura, aparentemente fúnebre na ilha Terceira. Há quem diga que são abrigos para pastores, outros como sendo fornos para secar figos, e ainda outros, que são currais de porcos ou chiqueiros.

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Estreou em janeiro e, desde então, tem gerado uma onda de críticas e indignação. A história, comparada a ″Sexo e a cidade″, está a abalar os pilares de uma cultura ainda repleta de valores machistas.
Source: ″Amante de um homem casado.″ Série sobre liberdade sexual feminina choca o Senegal
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«JOÃO PEDRO MARQUES
no jornal Público
Falsificando a história: da Al Jazira para os ingénuos deste mundo
E qual a posição da extrema-esquerda politicamente correcta que tem estado tão empenhada nesta questão da escravatura? Até agora nenhuma daquelas pessoas que gostam de culpabilizar os portugueses pelo seu passado escravista se insurgiu contra este acto de pura censura, cujo objectivo é o de tirar os muçulmanos desse filme e colocar todo o odioso dele nos ombros dos ocidentais
21 de Agosto de 2018, 6:34
Há uns tempos o canal francês Arte passou uma série televisiva intitulada Les routes de l’esclavage. A série retrata, em quatro episódios de cerca de uma hora cada, o tráfico de escravos africanos e as condições da sua escravidão. Les routes de l’esclavage é uma série um pouco tendenciosa e transmite algumas informações erradas, mas, tendo isso em mente, vale a pena vê-la por vários motivos, nomeadamente porque nela se dá a palavra a alguns historiadores competentes como sejam David Eltis, Vincent Brown ou Paul E. Lovejoy, por exemplo. Além disso, a série começa pelo princípio, isto é, pelo tráfico de africanos feito a larga distância e destinado ao mundo muçulmano.
O que foi esse tráfico? Desde o século VII que o mundo muçulmano começou a importar negros e negras para desempenharem funções de soldados, concubinas, guardas de harém, pescadores de pérolas, mineiros, trabalhadores rurais, etc. Fê-lo através do deserto do Sara ou por via marítima, pelo Índico e mar Vermelho. Tanto o tráfico marítimo como o terrestre se realizavam em condições muito duras. No caso do tráfico transariano, os escravos faziam a longa viagem a pé, enfrentando o cansaço e as inevitáveis carências de água, e pensa-se que tenham morrido mais pessoas escravizadas nas areias do deserto do que na travessia do Atlântico. As condições de transporte em pangaios e outras pequenas embarcações no Índico podiam ser semelhantes, ou piores, do que as verificadas nos navios negreiros ocidentais.
O primeiro dos quatro episódios da série Les routes de l’esclavage tem esse tráfico muçulmano como objecto. Mostra quais as rotas por onde era feito, refere o desprezo de que os negros eram alvo devido à cor da pele, revela que a palavra zanj (preto, em persa) começou a ser usada para designar os escravos em geral, e traz até ao espectador muitas outras informações importantes. É claro que, para que as coisas fossem equilibradas, a série não devia ter apenas um episódio dedicado ao tráfico muçulmano porque ele levou tanta gente de África como o tráfico feito pelos povos ocidentais através do Atlântico, para as Américas, e durou mais tempo, dos séculos VII a XX. Esse tráfico mereceria dois episódios da série. De todo o modo, contá-lo num episódio é melhor do que não o contar de todo e do que fingir que ele não existiu.
Ora, foi justamente isso que a Al Jazira, a mais importante rede de televisão do mundo árabe, fez. Passou a série, suprimindo o primeiro episódio, aquele que incide sobre o mundo muçulmano. E renumerou os episódios da série. O episódio 1 passou a ser aquele que é dedicado aos portugueses (e que, na série original, era o episódio 2). Para os espectadores da emissora de televisão jornalística do Catar a série começa, após uma breve introdução, com o tráfico de escravos português e com o historiador G. Ugo Nwokeji a declarar o seguinte: “no começo, (a escravatura) foi um projecto português. Os portugueses acabavam de sair das Cruzadas, durante as quais tinham levado a cabo uma guerra terrível contra os muçulmanos. Uma parte da aventura (portuguesa) em África visava, aliás, protegê-los dos muçulmanos e manter uma vantagem sobre estes.” Ou seja, quando se põe em frente do ecrã, o espectador da Al Jazira vê descrições e análises ao tráfico de escravos feito por portugueses, ingleses, franceses, etc., mas não ao que foi feito pelos mercadores muçulmanos. Para esse espectador é como se o tráfico e a escravidão de negros e negras nos territórios dos reinos islâmicos em África, na Ásia e na Europa nunca tivesse existido. Assim, a série já pode passar. Tout est bien qui commence bien.
A falsificação da informação por parte da estação de televisão do Catar é chocante e inquietante. O que toca o nome de Portugal, sobretudo quando esse nome é envolvido numa história mal contada, devia preocupar-nos a todos. Por isso eu louvo Pedro Sousa Tavares, o jornalista do DN que trouxe este assunto à baila, e deixo aqui duas perguntas:
1- A série em causa é uma coprodução na qual a RTP participou. Qual é a posição da nossa televisão estatal perante uma tão flagrante amputação feita de uma forma que é, evidentemente, um atentado à verdade histórica, e que lesa, ainda que de maneira indirecta, a imagem do nosso país?
2- E qual a posição da extrema-esquerda politicamente correcta que tem estado tão empenhada nesta questão da escravatura? Até agora nenhuma daquelas pessoas que gostam de culpabilizar os portugueses pelo seu passado escravista se insurgiu contra este acto de pura censura, cujo objectivo é o de tirar os muçulmanos desse filme e colocar todo o odioso dele nos ombros dos ocidentais. Há muito que isto é cozinhado, há muito que o papel dos muçulmanos na história da escravatura é escandalosamente silenciado ou disfarçado, e, por isso, eu louvei e volto a louvar quem não se acanha de o trazer à tona. Mas gostaria que aqueles que, em Abril de 2017, foram lestos a atacar Marcelo Rebelo de Sousa por ter, alegadamente, feito declarações menos rigorosas sobre escravatura, sentissem agora a necessidade de comentar a deturpação grosseira e malévola praticada pela cadeia de televisão do Catar. Será de mais esperar que pelo menos quatro ou cinco desses nossos jornalistas e académicos engagés se pronunciem sobre a acção falsificadora da Al Jazira e em prol da verdade histórica? Sou todo ouvidos.
Historiador e romancista»

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Crise de identidade….

Júlio Castro to Ateus e meus amigos agnósticos
A prova que os animais evoluem e alguns seres humanos não…
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C O M UNIC A D O
ESTIMADOS(AS) CLIENTES
A EMPRESA MARIA MANUELA MELO PEREIRA SOCIEDADE UNIPESSOAL LDA, DETENTORA DE “O MOINHO TERRACECAFE”, VAI SUSPENDER FUNÇÕES A PARTIR DE 01 DE SETEMBRO 2019, DEPOIS DO SERVIÇO PRESTADO COM A QUALIDADE RECONHECIDA, DURANTE DÉCADAS.
OUTRA EMPRESA IRÁ A PARTIR DESTA DATA CONTINUAR A SERVI-LO.
QUEREMOS AGRADECER-LHE A SUA PRESENÇA, APOIO E FIDELIDADE DEMONSTRADAS AO LONGO DOS ANOS.
A GERENTE, Maria Manuela Melo Pereira
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nota do editor do blogue
na praia dos moinhos
aprendi a amar a ilha
li os seus autores
voguei nas ondas
sonhei e planeei
conspirei
escrevi meus livros
crónicas e poesia
compus músicas
dos beatles a zeca afonso
entoei cânticos
de bob dylan a brel
na praia dos moinhos
os açores são mais ilhas
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