um escravo moçambicano no Japão

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A statue of Yasuke, an African from who arrived in Japan in 1579 and became the first black Samurai who served as a Kashin (家臣, retainer) under the Japanese daimyō Oda Nobunaga. Making of a warrior.
There are no records of Yasuke’s date or country of birth. Most historians say he came from Mozambique but some have suggested other countries such as Ethiopia or Nigeria.
What is known, however, is that Yasuke was sold, taken to Japan by arrived in Japan with an Italian Jesuit named Alessandro Valignano on an inspection tour, and appears in recorded history only between 1579 and 1582.
Nobunaga gave him the name Yasuke; which may have been a Japanese rendering of his original name. More recently it was concluded that Yasuke was a Makua (the largest ethnic group in Mozambique) with the previous name of Yasufe.
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a sad story TIMORENSE BUSCA PAI PORTUGUÊS

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ATENÇÃO CAROS COLEGAS ex-militares:
PROCURO o Sr. ADELINO CARLOS LOPES BASÍLIO, que em 1973-75 cumpriu o serviço militar como furriel em Nuno Tali (Ermera).
A pessoa que está interessada a saber o paradeiro do furriel Basílio é o Sr. LINO CARLOS LOPES AMARAL que é filho do Sr. Adelino, fruto de relação com a Srª ELISA XAVIER AMARAL. O filho nasceu em 31-1-1975 e não tem nenhum outro motivo a não ser saber o paradeiro do desconhecido pai. Apenas quer saber se está vivo ou não…

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  • Henrique Correia

    Severiano Campos Não, felizmente penso que estes casos foram a exceção e não a regra. Conheço até alguns casos de amigos que foram cumprir o serviço militar para Timor e lá se casaram e constituíram família. Só posso falar de Timor. Não conheço a realidade das outras províncias ultramarinas nesse aspecto.
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  • Luis Mendes

    Nos anos 68/70, conheci um caso dum militar, meu camarada, do meu barco. Prestou serviço em Taibesse. Nasceu um filho duma relação que teve com uma Sra. Terminada a Comissão, trouxe o menino com ele para Portugal. Durante toda a viagem todos fomos “baby sitter” do puto. Como é óbvio não menciono aqui nomes. Haverá por aqui muitos Katuas do meu tempo que lembrarão a história.

    Felicidades

    a todos.

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  • Severiano Campos

    Também conheci alguns que acabaram por ficar em Timor para casar com a namorada que lá tinham e entretanto alguns casaram e regressaram já depois de casados trazendo a família…conheço um caso…! Mas também conheci casos de indivíduos que arranjaram lá uma namorada a quem prometiam que no fim da comissão a traziam com eles para a Metrópole e no final aconteciam casos que pareciam filmes para fugirem e verem se livres delas! Um caso em que ele foi com ela ao cais despedir se dos colegas na noite do embarque para ela acreditar que ele ficava entretanto levou a a casa e foi dormir no quartel visto que ainda não tinha passado á disponibilidade! Durante a madrugada voltou ao cais e embarcou pois já tinha lá alguém para lhe facilitar o embarque fora de horas e assim abandonar a pobre rapariga que tinha acreditado nele! Houve outro caso em que ele foi com ela despedir se dos colegas ao cais e continuou a fazer a vida militar normal no quartel durante algumas semanas e um dia disse que ia comandar uma coluna de reabastecimento ao interior da província e demorava dois ou três dias e o que ele fez foi ir embarcar no avião em Baucau e a pobre criatura que acreditou nele lá ficou para sempre á espera do bandido que até era patente de oficial! Sem dúvida haverá muitas outras histórias umas com final feliz e outras que infelizmente não
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Real-Life Lord of the Flies: The Strange and Violent History of Pitcairn Island | Ancient Origins

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Pitcairn Island is a place so remote, and with a history so bizarre, that until recently it was viewed almost as myth rather than reality.

Source: Real-Life Lord of the Flies: The Strange and Violent History of Pitcairn Island | Ancient Origins

o legado viking na PÓVIA DE VARZIM

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https://blog.lusofonias.net/wp-content/uploads/2021/05/Povoa-de-Varzim-O-legado-mais-fascinante-deixado-pelos-vikings-em-Portugal.pdf

O legado mais fascinante deixado pelos vikings em Portugal foi, sem dúvida, a Póvoa de Varzim.

Os vikings eram guerreiros-marinheiros da Escandinávia que entre o final do século VIII e o século XI pilharam, invadiram e colonizaram as costas da Escandinávia, Europa continental e ilhas Britânicas. Embora sejam conhecidos principalmente como um povo de terror e destruição, eles também fundaram povoados e fizeram comércio pacificamente.

É o caso da Póvoa de Varzim.

As siglas poveiras

Desde há muito que estas siglas fascinam cientistas sociais. As siglas poveiras ou marcas poveiras são uma forma de “proto-escrita primitiva”, tratando-se de um sistema de comunicação visual simples usado na Póvoa de Varzim durante séculos, nas classes piscatórias, outrora a vasta maioria da população.

Para se escrever usava-se uma navalha e eram escritas sobre madeira, mas também poderiam ser pintadas, por exemplo, em barcos ou em barracos de praia.

 

Conhecidas como a “escrita poveira”,não formavam um alfabeto, funcionavam como os hieróglifos. Era usada porque muitos pescadores desconheciam o alfabeto latino, tendo as runas assim bastante utilidade. Por exemplo, eram usadas pelos vendedores no seu livro de contabilidade, sendo lidas e reconhecidas como reconhecemos um nome escrito em alfabeto latino. Os valores em dinheiro eram simbolizados por rodelas ou riscos designando vinténs e tostões, respetivamente.

Elas terão entrado em uso na Póvoa de Varzim devido à colonização viking entre os séculos IX e X, permanecido na comunidade devido à proteção cultural por parte da população. Se compararmos com as bomärken (literalmente marcas de casa) dinamarquesas a semelhança é espetacular:

 

Herança da marca

As siglas são brasões de famílias hereditários, transmitidos por herança de pais para filhos, carregadas de simbolismo, onde só os herdeiros as podem usar.

As siglas eram passadas do pai para o filho mais novo, aos outros filhos eram dadas a mesma sigla mas com traços, chamados de “pique”. Assim, o filho mais velho tem um pique, o segundo dois, e por aí em diante, até ao filho mais novo que não teria nenhum pique, herdando assim o mesmo símbolo que o seu pai.

 

Na tradição poveira, que ainda perdura, o herdeiro da família é o filho mais novo, tal como na antiga Bretanha e Dinamarca. O filho mais novo é o herdeiro dado que é esperado que tome conta dos seus pais quando estes se tornassem idosos.

Siglas e religião

Locais úteis para o estudo das siglas são os templos religiosos localizados não só na cidade e no seu concelho, mas também por todo o noroeste peninsular, em especial no Minho mas também na Galiza (muitos galegos emigraram para a Póvoa).

Os poveiros, ao longo de gerações, costumavam gravar nas portas das capelas perto de areais ou montes a sua marca como documento de passagem, como se pode verificar, por exemplo, no monte da Santa Trega (Santa Tecla) junto a A Guarda, Espanha. A marca serviria para como que os poveiros que mais tarde a vissem, que passou por ali ou para trazer boa ventura a si mesmos pelo santo que fora venerar.

 

Originalmente a inscrição estava na porta da capela de Santa Trega. Mas, para ser protegida de danificações, foi levada para o Museu do Povo Galego em Santiago de Compostela. Esta é uma lápide comemorativa, de 28/08/1991.

Mas há muitas mais pelo Minho fora. Desde Santo Tirso, no Mosteiro de São Bento, a Guimarães e a Esposende. Se estiver curioso, veja aqui: Siglas Poveiras.

No concelho poveiro propriamente dito, e fora de igrejas ou capelas, estas siglas podem ainda ser encontradas na calçada portuguesa, em placas toponímicas, em barcos piscatórios, bordados tradicionais, em restaurantes, hotéis ou mesmo nas soleiras de casas.

 

 

O escritor é natural da Póvoa.

 

 

 

 

 

 

E, a favorita de todas:

 

É linda não é? Nem sei como esta casa não aparece nas brochuras turísticas.

 

 

A vinda dos barcos, 1891.

É o barco típico da Póvoa. Ter-se-á desenvolvido a partir do dracar viking, sem a popa e a ré pronunciadas, e com a adição da vela mediterrânica.

A lancha poveira outrora familiar nas praias da Póvoa e que chegou até a ser usada no início do século XX no Rio de Janeiro desapareceu praticamente na década de 1950, restando apenas uma embarcação. Barcos que derivam dos barcos poveiros podem ser encontrados da Galiza a Moçambique.

 

 

Etnia

 

Representação de um pescador poveiro, 1868.

Os poveiros, especialmente os do Bairro Sul como qualquer habitante da zona lhe dirá, são uma unidade etnocultural.

Devido à endogamia recente (até primeira metade do século XX) e um sistema de castas próprio, a comunidade piscatória da Póvoa de Varzim manteve particularidades étnicas. Pescadores poveiros, apoiados pelas teorias científicas do século XIX, acreditavam até que faziam parte de uma raça separada dos restantes portugueses: a Raça Poveira. Este termo é hoje usado mais no sentido de garra, entusiasmo mas é daqui que origina.

E, os pescadores não estavam completamente errados.

Dados antropológicos e culturais indicam a colonização de pescadores nórdicos durante o período de repovoamento da costa. Desde o século XIX, devido às diferenças étnicas visíveis em relação às populações circundantes, levantaram-se origens diferentes para a origem da população: suevos, prussianos, teutões (povo originário da Jutlândia – atual Alemanha e Dinamarca), normandos e até mesmo fenícios. No livro RacesofEurope (1939), os poveiros foram consideradas ligeiramente mais loiros do que a média europeia, possuindo grandes rostos de origem desconhecida e queixos robustos.

Numa pesquisa publicada no jornal O Poveiro (1908), o antropólogo Fonseca Cardoso ressalvou o facto de um elemento antropológico, especialmente o nariz aquilino, ser possivelmente de origem semita-fenícia. Considerou que os poveiros eram o resultado de uma mistura de fenícios, teutões, e, principalmente, normandos.

Ramalho Ortigão quando escreveu sobre a Póvoa no livro As Praias de Portugal (1876), afirmou que o que lhe capturou mais curiosidade foram os pescadores, uma “raça” especial no litoral português; completamente diferente do tipo mediterrâneo típico de Ovar e Olhão. De acordo com ele, o poveiro é do tipo “saxónico”: “é ruivo, de olhos claros, largos ombros, peito atlético, pernas e braços hercúleos, as feições arredondadas e duras.”

Pescadores poveiros idosos, finais do século XIX inícios do século XX.

Polineuropatia amiloidótica familiar ou paramiloidose

Vou traduzir para que todos percebam: é a conhecidíssima doença do pezinho. Esta é talvez a questão mais interessante, destes pontos todos.

Muitos portugueses não sabem isto mas, além da doença do pezinho ter sido descoberta na Póvoa de Varzim em 1939, é aqui que tem a maior concentração a nível mundial: 70% dos casos, 1400 doentes. Além de ser extremamente rara, é extremamente localizada.

A alta prevalência da paramiloidose na região da Póvoa de Varzim sugere que a mutação genética original pudesse ter ocorrido há muitos séculos atrás. A partir daqui espalhou-se para outras cidades dentro e fora de Portugal, Brasil incluído, devido a relações comerciais marítimas e aos descobrimentos portugueses, sendo encontrada, em Portugal, em Esposende, Barcelos, Braga, Lisboa e na colónia poveira de Unhais da Serra. A doença teria seguido a viagem dos pescadores ao longo da costa entre Viana do Castelo e Figueira da Foz.

Além disso, regista-se a uma presença de renome no norte da Suécia em Pita, Skellefteå e Umeå, onde 1.5% da população é portadora do gene mutado (2.2% na Póvoa). Há outras populações em todo o mundo com a doença, onde terá surgido de forma independente das populações portuguesa e sueca, cujos doentes têm o Haplotipo I. Estamos a falar do Chipre, Japão, França, Itália e Reino Unido.

No entanto, devido ao seu número reduzido, e o facto de ser no norte da Suécia e na zona da Póvoa de Varzim que adquire maior expressão, a hipótese que a doença possa estar relacionada com a colonização viking na zona da Póvoa de Varzim durante a Idade Média é a mais forte. Corino Andrade, neurologista que descobriu a doença, aponta que os grandes números verificados na Póvoa foram exacerbados pela elevada endogamia lá presente, até há relativamente pouco tempo.

 

Um esquema sueco sobre a doença dos pezinhos. É assim chamada devido aos primeiros sintomas se manifestarem nos membros inferiores, afetando a capacidade motora.

Manifesta-se normalmente por volta dos 20/40 anos (pode, no entanto, surgir em idades mais tardias) e apresenta uma evolução rápida, conduzindo o paciente à morte – a sobrevivência de um doente com esta patologia é, em média, de cerca de 10 anos

 

 

 

—– Fim de mensagem reenviada —–

 

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portugal islâmico 830 dc

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Lupa Lupae shared a photo.

No photo description available.
Europa no 830 d.C. – Europe in 830 A.D.
Fonte / Source: Colin McEvedy’s The Penguin Atlas of Medieval History, pag. 47 – AD 830 – The Frankish Empire, Byzantin…

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a lixeira e falta de civismo

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até que a voz nos doa, inadmissivel

No concelho da Ribeira Grande – Inadmissível! Falta de civismo e mais nem sei o quê. A autarquia manda limpar num dia, na semana a seguir está igual. Infelizmente as forças policiais não apanham esta raça!

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os zombis do Haiti

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Como cientistas desvendaram mistério de poção que criava “zumbis” no Haiti

EM CADA HUMANO DESCANSA UM VASCO DA GAMA E UM ULISSES António Justo

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EM CADA HUMANO DESCANSA UM VASCO DA GAMA E UM ULISSES

Entre dor e sofrimento se gera o contentamento

 

António Justo

A história de aventura de Homero mostra como o herói Ulisses (1) consegue navegar por um estreito basicamente intransponível.

Este estreito é guardado por dois poderosos monstros marinhos, Cila e Caríbdis, vendo-se o marinheiro obrigado a passar sem se aproximar demasiado de um perigo ou do outro: um monstro suga a água do mar, três vezes por dia, e ejeta-a novamente com grande rugido. Quem hesita morre sendo apanhado na sua absorção. O outro monstro encontra-se agachado numa rocha à espera para devorar as vítimas.

A vida de um povo e de um cidadão resume-se num barco que ruma no mar das dificuldades em sentido à realização. Ulisses conseguiu chegar a Ítaca e Vasco da Gama à Índia, porque tinham em si a rota de uma missão a cumprir e de um sonho a realizar! Sem missão nem sonho perder-se-iam no alto mar ou seriam engolidos pelos monstros que se situam de um lado e do outro.

 

Uma idêntica lição nos resume Fernando Pessoa nos versos “Quem quer passar além do Bojador, Tem que passar além da dor (2)”: uma alusão a Camões que, na sua epopeia, “Os Lusíadas”, descreve a viagem de Vasco da Gama e a sua luta com o Adamastor.

 

Tanto a epopeia de Homero como a de Camões, representam a viagem de um povo e o itinerário de uma pessoa simbolizada nos protagonistas Ulisses e Vasco da Gama.

Muitas vezes vive-se num dilema de escolha sem grande esperança porque se tem de escolher passar entre dois males ou perigos inevitáveis. Daí a frase “entre Cila e Caríbdis”.

 

Os tempos cor de rosa em que vivemos parecem não interessados em reconhecer a realidade humana descrita nesses poemas porque são um apelo ao heroísmo de cada humano a viver e encarar a realidade sem medo do esforço nem do erro! O futuro é dos corajosos e não dos que fogem à dor! Sim, até porque na realidade temos de um lado a dor e do outro o sofrimento de poder não chegar! (Senão pense-se: que seria da Liberdade trazida pelo 25 de Abril se não tivéssemos em consideração os erros dos que o fizeram! Que seria da vida se a mulher grávida evitasse o sofrimento fugindo à dor do parto; a fazê-lo evitaria o prazer do dar à luz!)

 

Em cada humano descansa um Vasco da Gama e um Ulisses (Odisseu) à espera de ser acordado para uma missão; cada povo rumará para bom termo se gerar timoneiros do seu calibre! Doutro modo limitar-se-á a ser água pacífica sobre a qual outros navegam… Há que estar atento às sereias e àquilo que julgamos ser a realidade! Quem não está atento ao vento do pensar do tempo, do pensar politicamente correcto e a uma certa doutrina cor-de-rosa de uma espiritualidade que leva ao narcisismo, conversa e age como se para alcançar a felicidade e fazer caminho bastasse a leveza de ter pensamento positivo e fosse possível um presente criativo sem a parte de sofrimento que lhe pertence!

O grande filósofo e pensador Platão dizia “O que faz andar o barco não é a vela enfunada, mas o vento que não se vê”. Ele na sua perspicácia procurava observar o que está para lá do que chamamos realidade: Temos que estar atentos aos sopradores dos ventos que nos formatam e determinam as nossas consciências e o nosso modo de pensar, arrastando-nos na corrente dos seus ventos tirando-nos ao mesmo tempo a capacidade de nos formarmos e de nos desenvolvermos interiormente.

Reduzindo a ideia de Platão a termos políticos e sociais atuais, devemos estar atentos aos ventos ideológicos que nos movem para onde eles querem, criando, para isso, em nós a ideia de que somos nós que queremos!

António CD Justo

Notas em “Pegadas do Tempo”, https://antonio-justo.eu/?p=6499

 

A ASCENSÃO SOCIAL DÁ-SE DO MEIO PARA O TOPO

 

Uma vez pobre sempre pobre

 

Segundo o resultado do 5° relatório sobre a pobreza e a riqueza na Alemanha (1) apresentado pelo governo, a promoção social vinda de baixo é quase impossível como se depreende da análise do sector salarial baixo.

O Ministro Federal do Trabalho conclui que “a subida tem lugar a partir do meio para cima, mas não de baixo para o meio “.

Cada vez há mais pessoas pobres e a desigualdade social está a enraizar-se cada vez mais na sociedade.

Pelos vistos, o trabalho não protege contra a pobreza. Os beneficiados do sistema são cada vez mais ricos!

A metade superior da população detém 99,5% da riqueza total.

Ficaria bem aos Media e à política discutirem mais este tema para que se fomente uma consciência mais exacta do que realmente se passa. Isto para não nos deixarmos enganar!

Uma sociedade democrática verdadeiramente moderna deveria contrariar esta lei do eterno retorno: Uma vez pobre sempre pobre.

O verdadeiro progresso poderia ser a promoção da pessoa humana e de um capitalismo social humano que conduza à prática de uma democracia económica! A fuga à lei e a transgressão dos direitos humanos não podem continuar a ser fonte de receita de elites preponderantes. Não é digno nem humano que a precariedade de uns se torne a base da estabilidade de outros. Não é justo que uma sociedade rica, como a europeia, produza cada vez mais pobres!

A sociedade e suas elites não podem continuar de olhos tapados e à deriva das circunstâncias favorecedoras dos mais fortes! Somos todos responsáveis.

Antoine de Saint-Eupéry já dizia: “O mundo inteiro afasta-se quando vê passar um Homem que sabe para onde vai”.

António da Cunha Duarte Justo

Notas em “Pegadas do Tempo”, https://antonio-justo.eu/?p=6488

 

TROVA À LIBERDADE

Ao ler a seguinte trova de Manuel Alegre, sinto-o ligado à tradição do nosso grande trovador e rei Dom Dinis, na sua trova – “Ai flores, ai flores do verde pino, se sabedes novas do meu amigo?… “

Na procura de uma liberdade que parece não chegar, também Manuel Alegre se dirige à natureza (ao país) que se torna na melhor inspiradora e conselheira. Como em Dom Dinis, a “Trova do vento que passa” deixa uma porta aberta por onde se pode ir realizando o grande sonho. O trovador dirigir-se à Liberdade, que procura na sua amada e se encontra algures escondida nas terras de Portugal. Passemos à exímia trova de Manuel Alegre que acaba de celebrar o seu 85° aniversário:

António CD Justo

Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=6497

 

TROVA DO VENTO QUE PASSA

Pergunto ao vento que passa

notícias do meu país

e o vento cala a desgraça

o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam

tanto sonho à flor das águas

e os rios não me sossegam

levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas

ai rios do meu país

minha pátria à flor das águas

para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas

pede notícias e diz

ao trevo de quatro folhas

que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa

por que vai de olhos no chão.

Silêncio — é tudo o que tem

quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos

direitos e ao céu voltados.

E a quem gosta de ter amos

vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada

ninguém diz nada de novo.

Vi minha pátria pregada

nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem

dos rios que vão pró mar

como quem ama a viagem

mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir

(minha pátria à flor das águas)

vi minha pátria florir

(verdes folhas verdes mágoas).

Há́ quem te queira ignorada

e fale pátria em teu nome.

Eu vi-te crucificada

nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada

só o silêncio persiste.

Vi minha pátria parada

à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo

se notícias vou pedindo

nas mãos vazias do povo

vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro

dos homens do meu país.

Peço notícias ao vento

e o vento nada me diz.

Mas há́ sempre uma candeia

dentro da própria desgraça

há́ sempre alguém que semeia

canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste

em tempo de servidão

há́ sempre alguém que resiste

há́ sempre alguém que diz não.

Manuel Alegre

 

 

UVtizer, o robot português que neutraliza o coronavírus chega em breve a hospitais, lojas e ginásios

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Há um novo robot com desenvolvimento português que, em breve, começar a fazer a desinfecção de espaços e superfícies – um dos principais objectivos é neutralizar o SARS-CoV-19.

Source: UVtizer, o robot português que neutraliza o coronavírus chega em breve a hospitais, lojas e ginásios

em linha a tertúlia 34 JORGE CUNHA, JOSÉ DE MELLO, ALDA BATISTA

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já em linha em https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/308502274079921

pinturas subaquáticas da idade da pedra criadas há 27.000 anos

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Localizada na Calanque de Morgiou, em Marselha, França, a Caverna subaquática do Cosquer abriga 500 pinturas e gravuras extraordinárias. Os desenhos das cavernas foram feitos durante duas épocas de ocupação nesta parte do mundo. As primeiras pinturas foram criadas há 27 mil anos e, mais tarde, há 19 mil anos, artistas das cavernas produziram desenhos mais bonitos nas paredes.
Caverna de Cosquer e suas magníficas pinturas subaquáticas da idade da pedra criadas há 27.000 anos
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Caverna de Cosquer e suas magníficas pinturas subaquáticas da idade da pedra criadas há 27.000 anos