De algumas autoras açorianas (irreverentes, livres e insubmissas) VICTOR RUI DORES

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De algumas autoras açorianas

(irreverentes, livres e insubmissas)

 

Durante milénios a mulher foi, e em muitos países ainda é, submetida ao poder masculino. Segundo os antropólogos, só na pré-história é que homens e mulheres viveram em harmonia. E isto porque nesse tempo não existiam povos nem estados separados, os seres humanos viviam em pequenos grupos (hordas) e tinham que se manter agregados, solidários entre si, para sobreviver e se defender dos animais ferozes e das intempéries. Quem se marginalizava morria. Logo não havia uma superioridade cultural entre homens e mulheres.

Só quando, muitos séculos depois, o ser humano se tornou sedentário, é que começou a surgir o domínio do homem sobre a mulher.

No mundo ocidental, muito por ação da moral cristã, a mulher submeteu-se, durante séculos, ao pater famílias. E só a partir dos finais do século XIX é que ela começa a reivindicar direitos e a lutar pela sua emancipação. Até aos dias de hoje. Porque apesar de ter conquistado os mesmos direitos do homem e de estar, perante a lei, em pé de igualdade com ele; não obstante ter conquistado espaços no mercado de trabalho e de participação política, a verdade é que a mulher continua, muitas vezes, a ser discriminada, preterida e explorada. O número (crescente) de casos de violência doméstica só prova que, nesta matéria, há ainda muitas batalhas a travar.

No universo açoriano, e num tempo em que o papel da mulher se confinava à procriação, às lides da casa e à educação, surgiram, no século XIX e primeiro quartel do século XX, algumas açorianas que se afirmaram pela escrita, mas, diga-se de passagem, que nenhuma delas atingiu o nível de uma Natália Correia (1923-1993). Alguns exemplos por cada uma das 9 ilhas: Madalena Férin (1929-2010), Santa Maria; Alice Moderno (1867-1946), São Miguel; Maria Francisca Bettencourt, pseudónimo de Maria do Céu (1904-1980), Terceira; Palmira Mendes Enes (1886-1968), Graciosa; Josefina Amarante (1907-2008), São Jorge; Otília Frayão (1927-2020), Faial; Josefina Canto e Castro (1907-2008), Pico; Maria Tomaz (1912 -1970), Flores; Maria Palmira dos Santos Jorge (1872-1956), Corvo.

Todas estas mulheres viveram à frente do seu tempo, transgredindo regras e normas. E isto em épocas de muitos e multifacetados conservadorismos, marcados pelo patriarcado e pelo machismo. Por isso foram mulheres irreverentes, livres e insubmissas, complexas e enigmáticas, inconformistas e inconformadas, incómodas e incomodadas, suscetíveis e insatisfeitas, sempre em busca do amor, do sonho e da felicidade. E deixaram seguidoras que têm vindo a dar muito boa conta de si na escrita: Adelaide Freitas (1949-2018), Ângela Almeida (1959- ), Avelina da Silveira (1959- ), Carolina Cordeiro (1977- ), Cisaltina Martins (1947- ), Conceição Maciel (1946- ), Fátima Maldonado (1941- ), Gabriela Silva (1953- ), Humberta de Brites Araújo (1959- ), Joana Félix (1955 – ), Judite Jorge (1965- ), Leonor Sampaio da Silva (1976- ), Luísa da Cunha Ribeiro (1960- ), Madalena San-Bento (1966- ), Maria Eduarda Rosa (1947- ), Maria de Jesus Maciel (1946- ), Maria Luís Soares (1940- ), Paula de Sousa Lima (1962- ), Sónia Bettencourt (1977- ), entre muitas outras.

Uma manifesta capacidade de explorar universos femininos não torna as narrativas destas autoras naquilo a que erradamente se poderia chamar de uma “escrita feminina”, ou “escrita no feminino”. Haverá uma escrita feminina por oposição a uma escrita masculina? Não tenho tempo nem pachorra para estéreis discussões académicas. Para mim é ponto assente que não há escritas masculinas nem escritas femininas – o que há são bons e maus escritores, bons e maus livros, boas e más escritas. No fundo o que faz a grandeza da literatura é caberem nela todas as paixões do homem e da mulher.

Para esta nova geração, a mulher, cidadã de direito, já não precisa nem quer a igualdade relativamente ao homem, mas simplesmente a paridade, fazendo enaltecer a diferença que distingue os dois sexos.

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades” – continua a ter carradas de razão o nosso poeta maior.

 

Victor Rui Dores

NOVA ESCULTURA DE RUI GOULART

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Monsenhor Manuel Vieira Alvernaz, nascido na Ribeirinha do Pico em 1917, irmão do Patriarca das Índias, construiu a Igreja do Sagrado Coração de Jesus de Turlock. No estado da Califórnia, fundou o programa de rádio “Hora Católica Portuguesa”
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LÍNGUA, FALSOS AMIGOS E COMIDA

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Esta marca espanhola de comida rápida ‘não pode’ usar o nome em Portugal. Em português é uma frase pornográfica. ‘Broche’ é sexo oral; ‘pila’ é o órgão sexual masculino. “La Broche de la Pila” seria demasiado explícito para uma marca de comida em Portugal. 🙂 Suponho que neste caso não é idêntico na Galiza.
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MUSEOLOGIA EM SÃO MIGUEL

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A construção de um centro museológico dedicado às indústrias que começaram a ser instaladas em S. Miguel no final do século XIX é uma obra que assume um simbolismo de grande interesse. As indústrias do linho (mais antiga), da cordoaria, do chá, do álcool, do tabaco, da chicória, da baleia, da cerveja, do açúcar, da cerâmica, dos laticínios, da cerveja, das conservas, etc, etc, merecem ter um espaço onde se possa apresentar as suas histórias e as transformações que sofreram ao longo dos tempos.
Este espaço não pode ser encarado como uma simples montra do que somos capazes de fazer, para turistas verem. Ele deverá servir para lembrar aos açorianos que, se fomos capazes no passado também seremos capazes no futuro.
Claro que esta ideia encontra forte oposição em diversos quadrantes. Existem aqueles que gostam de nos empurrar para a condição de incapazes e os que, por motivos mais mesquinhos, pretendem apagar da memória coletiva esta fase da nossa vivência que à nossa dimensão correspondeu à nossa “revolução industrial”.
Em qualquer ilha com uma carroça se faz um museu, aqui apaga-se a História.
Cada um constrói a sua história com aquilo que dispõe, aqui destróiem-se os artefactos para que não se construa História.
Depois, de acordo com a vontade política de alguns estranhos, constrói-se a consciência histórica de um povo, sem que exista forma de poder contrariar o que é dito de forma a repor a verdade.
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JOACINE E O RACISMO

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A ATENÇÃO DA PAPISA DO “ANTIRACISMO” JOACINE
E DO PAPA MAMADOU BA
(sobre a escravatura):
• José Ferreira Diniz deixou este estudo: “Populações Indígenas de Angola” (1918), onde faz uma análise profunda e exaustiva de cada um dos povos que constituem o território angolano. No estudo descreve os fenómenos sociais e políticos que definem cada um dos povos, as suas especificidades e idiossincrasias.
• Independentemente do que se julga, estas tribos assemelhavam-se a estados: são monarquias absolutas, muitas vezes electivas, sem leis escritas, mas definidas por um conjunto de tradições, costumes, acordos e alianças, onde governa a lei da força e a autoridade suprema (de origem divina). Como característica transversal a cada uma delas, está a prática da escravatura. Para alguém ser reduzido a esta condição pouco bastava, fosse em tempo de paz ou de guerra. Ainda que a prática fosse combatida pela administração portuguesa desde o século XIX, no século XX continuava, fugindo ao seu controlo particularmente no interior angolano.
• É uma análise que falta aos nossos activistas de serviço e restantes revisionistas que tudo reduzem ao crime do “homem branco” e às “teorias críticas da raça”. O estudo sério e profundo mostra que a realidade não é tão dicotómica, mas muito mais difusa e até mais complicada do que pretendem os ideólogos.
Algumas citações do livro a respeito da escravatura praticada entre as tribos de Angola:
Dos Dembos:
“Os dembos e sobas praticam desenfreadamente a escravatura, vendendo ou trocando, sob o mais fútil pretexto, indivíduos do seu dembado para outro. Mesmo em Santo António de Caculo Cahenda, junto ao forte, se faz comércio de escravos, mas muito clandestinamente, porque sabem ser isso proibido pelas leis portuguesas.” (p.67)
“A mulher pode ser vendida com os filhos e estes podem ser, por sua vez, vendidos separadamente.” (p.67)
Lundas:
“Há diversos tipos de escravos: o escravo de guerra, constituídos pelos prisioneiros feitos ao inimigo, e que em geral são vendidos aos povos vizinhos; o escravo de dívida que trabalha por conta da pessoa que o tem como penhor, e que pode ser resgatado pela família; o escravo de compra que fica em casa do dono nas condições do escravo de dívida e que é vendido só em caso de necessidade; e finalmente o escravo que se oferece, um fugido que por dívidas ou por crimes deixa a sua terra e entrega-se.” (.p.117)
Maungos:
“No que respeita a escravatura existem escravos de guerra, escravos de dívida, de crime de homicídio ou outro de igual gravidade escravos por compra. Não há escravos voluntários. Os escravos são tratados como filhos e obedecem aos seus amos como se o fossem.” (p.183)
Os Mussucos:
“A moralidade desta tribo proíbe as relações sexuais antes e fora do casamento (…). É frequente a masturbação (maseka) e ainda que raramente, dão-se casos de sodomia (kindumbu) que são severamente punidos, passando à condição de escravos ou a novo senhor, aqueles que a pratiquem.” (.p.200)
“Passam à condição de escravos os filhos e os parentes daqueles que, para pagamento de alguma dívida ou reparação por crimes praticados, são obrigados a indemnizar o credor, a vítima ou os seus parentes, com um certo número de muleques. (…) Há alguns que voluntariamente se sujeitam a esta condição por melhor conveniência em se sustentarem(…)” (p. 200)
Diniz, José de Oliveira Ferreira, “Populações indígenas de Angola”, Coimbra: Impr.Universidade, 1918.
(Texto retirado do fb, de Daniel Sousa; imagem: A well-to-do person of Angola is carried in a four-man litter. 1836.)
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ANOS 60 IMIGRANTES EM FRANÇA BIDONVILLES

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Documento impressionante este!
Com imagens da emigração portuguesa para França. Quanto à banda sonora fica para descobrirem.
L'Immigration Portugaise vue par le photographe Gérald Bloncourt
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L’Immigration Portugaise vue par le photographe Gérald Bloncourt

LA PALMA A CRATERA DESMORONA E MAIS LAVA ESCORRE PARA O MAR

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Foi mais uma noite de destruição na Ilha de La Palma. Parte da cratera do vulcão desmoronou-se e novas línguas de lava arrasaram bairros e um polígono industrial que pareciam estar a salvo. As 300 famílias da pequena povoação de El Paso perderam tudo. Uma situação que está a ser acompanhada pela correspondente em Espanha Daniela Santiago.
Noite de destruição na ilha de La Palma (vídeo)
RTP.PT
Noite de destruição na ilha de La Palma (vídeo)
Foi mais uma noite de destruição na Ilha de La Palma. Parte da … P

pedro da silveira, o expresso errou

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PEDRO DA SILVEIRA” É UM PSEUDÓNIMO DE DUARTE GUSMÃO,
INFORMADOR DA PIDE.
NÃO É O POETA AÇORIANO!

MUITO IMPORTANTE: PEDRO DA SILVEIRA
O artigo na pág, 38 da revista do Expresso de hoje, assinado por António Valdemar, diz que Pedro da Silveira era informador da Pide.
Tenho a revista aqui à minha frente. Estou a ver com uma lupa poderosa os dois dactiloscritos que a revista do Expresso publica. Não têm qualquer assinatura do PEDRO DA SILVEIRA. Um deles (o branco) no lugar da assinatura tem assinalado: “Ilegível”.
Se o Pedro da Silveira é o autor, devia ter sido feita a prova nestes documentos publicados. Não vejo aqui qualquer prova de autoria. O texto do Valdemar afirma-o, mas não vejo qualquer prova.
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O EXPRESSO ERROU TREMENDAMENTE!!!!!
(Revista do Expresso, pág. 38)
PEDRO DA SILVEIRA é um PSEUDÓNIMO de Duarte de Vilhena Coutinho Feio Ferréri de Gusmão!
Esta investigação foi feita aqui em nossa casa, pelo Ernesto Rodrigues, na sequência de ele ter visto a minha relutância em acreditar que o Pedro da Silveira bufo da Pide fosse o Poeta Pedro da Silveira.
OBRIGADA, ERNESTO, Vais escrever ao EXPRESSO !
O EXÍLIO PORTUGUÊS NO BRASIL NAS DÉCADAS DE CINQUENTA E SESSENTA- cito das pp. 46. 47.
Publicado em Cadernos Ceru v. 23, n. 2, 02
Cadernos Ceru v. 23, n. 2, completo em 20.05.13 PDF.pdf (core.ac.uk)
Artigo de Heloísa Paulo.
Investigadora do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século 20-Universidade de Coimbra, doutora em História Contemporânea, com dois pós-doutoramentos na mesma área. CEIS20:
«Apesar de usarem sempre nomes falsos para assinarem os relatórios enviados, esses “agentes” são passíveis de identificação, uma vez cruzadas as informações dadas com o relato de alguns dos “delatados” nos seus ofícios. É o caso de Duarte de Vilhena Coutinho Feio Ferréri de Gusmão, ou simplesmente Duarte Gusmão, que chegou ao Brasil em 2 de julho de 1960, depois de haver solicitado asilo na Embaixada Brasileira em Lisboa. Gusmão, como era mais conhecido pelos outros exilados, morava num hotel e tinha sempre dinheiro disponível para as empreitadas oposicionistas, o que despertava a atenção de alguns dos opositores exilados, apesar de nunca ter sido diretamente questionado por nenhuma deles. Nos seus relatórios, assinados com a alcunha de “PEDRO DA SILVEIRA ”, oferecia diversas informações acerca de reuniões e contactos realizados pelos diversos grupos exila dos, nomeadamente aqueles vinculados ao General Humberto Delgado e ao Capitão Henrique Galvão. Como no caso de outros informantes, a descrição das atividades é rica em pormenores e tende a acentuar a situação de eminente perigo ao qual está permanentemente exposto e a elevada perigosidade para o Estado Português da ação desenvolvida pela oposição no estrangeiro. »
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PEDRO DA SILVEIRA E A PIDE , ESCLARECIMENTO E DESMENTIDO

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jazz na ribª grande com henrique constância e outros

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MANKES PIANO QUARTET | QUARTETO DE PIANO
10 OUTUBRO | 20H00 | TEATRO RIBEIRAGRANDENSE
BILHETES À VENDA EM BOL.PT E NA BILHETEIRA DO TEATRO
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