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morreu Isabel da Nóbrega e lembrar Saramago por Joaquim Vieira

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A escritora Isabel da Nóbrega morreu hoje. Tinha 96 anos.
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Artur Arêde

6 m
A CAUSA DAS COISAS
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A morte, hoje, da escritora Isabel da Nóbrega (pseudónimo de Maria Isabel Guerra Bastos Gonçalves), aos 96 anos, leva-me a repescar aqui a seguinte passagem da minha biografia de José Saramago, alusiva à dolorosa separação conjugal ocorrida entre ambos em meados da década de 1980:
«Ao contrário de todos os livros que publicara na década e meia
anterior, A “Jangada de Pedra” não levava dedicatória a Isabel da
Nóbrega (nem a qualquer outra pessoa), sinal, por parte do autor,
do anúncio subliminar de uma separação. Na verdade, desde “Provavelmente Alegria”, “Deste Mundo e do Outro” (os dois ainda sob anonimato) e “A Bagagem do Viajante” (já assumindo a relação) que nesse introito estava sempre testemunhada a constância do amor de Saramago pela mulher que – inútil negá -lo – lhe dera uma segunda vida, fosse “As Opiniões que o DL Teve (‘Para a Isabel e os meus amigos.’), “O Ano de 1993” (‘Para a Isabel. Este livro, o antes e o depois dele, todos os passos e todos os gestos, todas as palavras ditas e as que estão por dizer. Assim. Mesmo que o tempo não entenda já de coisas como esta.’), “Os Apontamentos” (‘À Isabel, este livro e todos. […].’), “Objeto Quase (‘Para a Isabel, porque me disse de que lado está a vida.’), “Manual de Pintura e Caligrafia” (‘Para a Isabel, tão inseparável deste livro como da minha vida.’), “A Noite” (‘À Luzia Maria Martins, que me achou capaz de escrever uma peça. À Isabel.’), “Que Farei com Este Livro?” (‘À Isabel, cada vez mais.’), “Levantado do Chão” (‘À Isabel, sempre. […].’), “Viagem a Portugal” (‘A quem me abriu portas e mostrou caminhos, à companheira constante que tantas vezes disse: “Repara.” […]’), “Memorial do Convento” (‘À Isabel, porque nada perde ou repete, porque tudo cria e renova.’) ou “O Ano da Morte de Ricardo Reis” (‘À Isabel, outro livro, o mesmo sinal.’). A mulher preterida recusava-se, contudo, a aceitar as evidências, acreditando que a sua ligação com Saramago se mantinha de pé e assim continuaria. Disse-o a José Manuel Mendes: “Ouvi os lamentos da Isabel. Ela entendia que era uma coisa muito passageira e que ele estava a destruir a sua própria capacidade literária, porque nunca mais iria escrever como escrevera até ali: acabaria por não continuar a obra que até aí tinha construído. A Isabel tinha um conjunto de perceções que nunca vieram a confirmar-se. Pelo contrário.” De algum modo, o escritor também alimentaria essa ambiguidade, como se deduz de um episódio evocado por António Oliveira: “O Saramago adoeceu e esteve no Hospital da CUF [à Rua Infante Santo] bastante tempo, numa altura em que estava já numa de se separar. Ele e a Pilar [del Río] ainda não tinham casa em Lisboa, e ele acabou por chamar a Isabel, e a Isabel é que lhe fez companhia no hospital. Ainda esteve lá uma semana ou duas. Foi qualquer coisa de natureza pulmonar.” Acrescenta Zeferino Coelho [editor de Saramago] que, a propósito da edição de “A Jangada de Pedra”, Isabel da Nóbrega, como sempre, comportava -se como a agente literária, não oficial, do escritor: “Eles já estavam de relações cortadas – ainda na mesma casa mas já não se falavam –, e ela telefonou -me a dizer: ‘Preciso muito de falar consigo, porque agora, para o livro do José, eu tenho uma ideia para a capa, que é uma coisa fabulosa, e queria falar consigo, mas quero mais, quero que você aceite a minha ideia, a assuma como sendo sua e não lhe diga nunca que a ideia foi minha, porque se ele sabe que a ideia foi minha já não quer.” […] Apercebendo-se da ameaça da jornalista espanhola na sua vida afetiva, Isabel da Nóbrega desencadeara uma barragem de fogo junto dos amigos da parelha desavinda, na tentativa desesperada de fazer recuar a marcha do tempo. Dessa ofensiva fazia parte um rosário de lamentos, como António Oliveira ouviu […]: “A Isabel chegou -me aqui uma manhã e eu não pude ir trabalhar, estive aqui com ela todo o dia. E ela martelou, martelou, com o Saramago isto, o Saramago aquilo. […] Pedi ao Saramago que fosse jantar comigo, que eu queria falar com ele, e disse-lhe: ‘Ó Zé, não vale a pena, nesta altura do campeonato, vocês já estão há tantos anos, também mais um bocado ou menos um bocado… A única coisa que posso fazer é o seguinte: tem aqui a chave da minha casa, você faça como entender. Faça os encontros que quiser, eu não vou lá, façam de conta que a casa é vossa, mas não deixe a Isabel pendurada, porque realmente nesta altura ela vai morrer, da maneira como ela está pegada a si.’ E ele: ‘Não pode ser, não pode ser, não pode ser…’ Eu ainda tentei que ele não se separasse. […] Pilar reagirá entre gargalhadas a esta história, cujo protagonismo recusa: ‘Isso foi com outra, de certeza, não, nunca comigo. É verdade que o António Oliveira tinha aí uma casa [em Azeitão], mas nunca lá fui.’ […] Correspondendo à sua intransigência amorosa, Isabel da Nóbrega resolveu cortar relações com todos os amigos que suspeitava de terem tomado partido por Saramago na sua opção por Pilar del Río. Um dos atingidos foi António Oliveira: “Que estupidez ela ter-me feito isto. Nós tratávamo-nos como irmãos. Até fui a Paris com ela.” José Jorge Letria também foi visado: «Quando o Saramago a deixa e a Pilar aparece, a Isabel da Nóbrega radicaliza o corte com toda a gente que ela sabia que era amiga dele e afasta-se dessas pessoas, e a mim deixou de me falar. Achou que todas aquelas pessoas que eram amigas do Saramago por razões políticas ou outras, e com as quais ela também tinha uma amizade, a tinham traído a ela, se entendesse que tinham ficado coladas a ele.” Assim como Sérgio Ribeiro e a sua nova mulher, Maria José: “Eu faço parte desse tabu para a Isabel. Tenho muita pena. Tenho saudades dela. […]” A ideia dominante entre os amigos do casal era de respeito pelas escolhas sentimentais de Saramago. Mas pelo menos uma pessoa, Maria Teresa Horta, sentiu as coisas de forma diferente: “Ele tratou muito mal a Isabel da Nóbrega. Tratou-a abaixo de tudo.” A escritora não poupará nas palavras para exprimir quanto o antigo colega de A Capital a terá desiludido: “É perfeitamente execrável, a ponto de estar a fazer autógrafos na Festa do Avante! e eu aparecer com a Maria Velho da Costa, vinda de Londres, sentarmo-nos na outra mesa e ele levantar-se e aproximar -se de nós: ‘Então Maria [Velho da Costa], já sabe que me separei da Isabel da Nóbrega? Ela está uma velha horrorosa.’ Uma mulher que fez tudo por ele, ensinou-o a comer e beber, e diz isto à frente de dezenas de pessoas. Ele era o quê? Um Adónis? As mulheres são umas bruxas horrorosas? Ele foi o amor da vida dela. É tão desagradável falar dele… [..] É um homem horrível, uma aventesma.” Também o médico Carlos Leça da Veiga acompanhou a dor da separação do casal: “Ela fez dele, que era um labrego, um senhor. Se não fosse a Isabel, quem seria o Saramago, que nem sabia comer à mesa? A espanhola [Pilar del Río] é uma equivalente à Inês de Castro.” Mas José Manuel Mendes não compartilha a tese do sofrimento infligido pelo amigo a Isabel da Nóbrega, embora compreenda o lamento dela: “Não tenho essa visão. E acompanhei o caso, até com a Isabel. Ela sabia que eu e o José tínhamos uma amizade muito íntima. A Isabel e eu conversávamos, e mantive sempre uma relação de grande isenção e proximidade afetiva em relação a ela. Sobretudo, ela tinha uma grande dor humana pela perda do homem que tinha escolhido. A Isabel era uma mulher muito bela, e a escolha do José Saramago é uma escolha muito profunda da parte dela também. Tudo aquilo foi para a Isabel muito doloroso.” Sem nunca ter abdicado da amizade com José Saramago, Correia Jesuíno será forçado a reconhecer, acerca de Isabel da Nóbrega: “É uma mulher que eu admiro, porque ela lutou por aquele homem. E depois, realmente, foi assim chutada de uma forma um bocado machista, como um par de sapatos.” […] No que respeita à hipótese de Isabel da Nóbrega ter abdicado de uma promissora carreira literária para impulsionar a de José Saramago, o editor da Caminho [Zeferino] responde positivamente: “Eu acho que sim. Em boa medida, ela devia ter-se dedicado à literatura, mas a verdade é que não se dedicou. Podemos considerar que não devia ter aceitado ser a mulher do Saramago e ter o seu próprio projeto – mas isto é fácil de dizer, porque se as pessoas não se realizam do ponto de vista literário é porque não podem, não é assim uma coisa que dependa da vontade delas. Portanto, ela não estava destinada a ser uma grande escritora, embora as coisas que ela escreveu fossem coisas com mérito, como ‘Viver com os Outros’.”»
Chrys Chrystello
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morreu o ator JOÃO DIEMER

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Subject:

faleceu JOÃO DIEMER

From:

“aicl@lusofonias.net” <aicl@lusofonias.net>

Date:

25/08/2021, 16:40

To:

undisclosed-recipients: ;

BCC:

 

para os que andam connosco há mais tempo ou estiveram no 12º colóquio em Bragança 2009 morreu o ator JOÃO DIEMER EM ANEXO FOTOS DA SUA ATUAÇÃO COMO vinicius em bragança 2009

Minha Homenagem Ao Grande Amigo e Artista João Diemer Oliveira , estaria completando seus 60 anos, mais o destino o levou na hora que ele queria seguir…Meu Velho Amigo, Generoso, Parceiro Das Artes, Dos Sonhos, Da Poesia Que Amavas O Teu Vinícius De Moraes…Nossas Passagens Na Rota Dos Descobrimentos Em Lisboa 2009 Pelo Rio Tejo, Onde no ” Encontro Dos Poetas ” Vinícius E Pessoa Acompanhado Da Amada Musa Inspiradora Musicista e Compositora Helena Beatriz Caldas Pedroso Viajamos Lindamente…Na Rota Dos Descobrimentos. Esse Sonho Realizamos Juntos…Esteja Nos Iluminando Com A Tua Bondade
Única, Luminosidade e Brilho Raro!!! 🙏❤🥳Lembro Sempre A Tua Presença Ausente e Iluminada…Fica Em Paz Irmão 🙏🙏🙏

morreu ator brasileiro tarcisio meira

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Covid-19: Ator brasileiro Tarcísio Meira morre aos 85 anos (ATUALIZADA)
Brasília, 12 ago 2021 (Lusa) – O ator brasileiro Tarcísio Meira, protagonista de várias telenovelas transmitidas em Portugal, morreu hoje aos 85 anos, após ter sido internado com covid-19 numa Unidade de Terapia Intensiva, anunciou o Senado daquele país.
Tarcísio Meira e a mulher, a também atriz Glória Menezes, foram internados no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, no dia 06 de agosto, ambos diagnosticados com covid-19.
A informação sobre a morte do ator foi avançada no Senado brasileiro, durante uma sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga falhas do Governo na gestão da pandemia, com os senadores a fazerem um minuto de silêncio em memória do intérprete.
“Tarcísio é mais um dos quase 600 mil brasileiros que perderam as suas vidas, dentre outras coisas, porque o Governo não soube fazer o seu trabalho na hora certa”, afirmou o senador Alessandro Vieira, ao falar sobre a morte do ator.
Meira, uma das maiores estrelas da televisão brasileira, com uma longa carreira de mais de 60 anos, trabalhou também no teatro e no cinema, e participou em novelas como “Roque Santeiro”, “O Rei do Gado”, “Torre de Babel”, “O Beijo do Vampiro”, “Senhora do Destino” ou “Páginas da Vida”.
Nascido em 05 de outubro de 1935, em São Paulo, Tarcísio Meira tem no seu currículo mais de 60 trabalhos em televisão, entre novelas, séries, minisséries, teleteatros e telefilmes, numa carreira que começou em 1961, na extinta TV Tupi, segundo a imprensa local.
Foi na televisão que conheceu Glória Menezes, com quem se casou em 1962, numa duradoura história de amor que se confunde com a da carreira de ambos, que contracenaram juntos em vários projetos da rede Globo.
O último trabalho de Tarcísio Meira na televisão foi a novela da Globo “Orgulho e Paixão” (2018), na pele de um industrial inglês.
Glória Menezes permanece internada num apartamento e a receber auxílio de oxigénio, de acordo com os jornais brasileiros.
Ambos foram vacinados contra a covid-19 em março deste ano, no interior de São Paulo, mas acabaram por ficar infetados meses mais tarde.
Vários políticos, admiradores e colegas de profissão usaram as redes sociais para lamentar a morte do artista.
“Não há palavras para expressar a tristeza que estamos sentindo pela partida do querido Tarcísio Meira. Mais uma pessoa incrível, gigante, cheia de talento e filho do nosso Brasil que perdemos para a covid-19. Meus sentimentos à família, amigos e a nós, fãs inconsoláveis de Tarcísio”, escreveu o vice-presidente da CPI, o senador Randolfe Rodrigues.
“Hoje, o Brasil perde mais uma pessoa incrível para a covid-19. Tarcísio Meira foi um artista brilhante que levou alegria para a casa de todos nós. Que sua família e amigos encontrem conforto neste momento tão difícil. Vá em paz Tarcísio!”, publicou a escritora e ex-deputada Manuela D’Avila.
Já o ator José de Abreu escreveu: “Descanse em paz, Tarcísio Meira. Meu querido Capitão Rodrigo!”, referindo-se à personagem Rodrigo Cambará, interpretada por Tarcísio Meira na série “O Tempo e o Vento”, baseada na obra de Érico Verissimo.
O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo ao contabilizar 565.748 vítimas mortais e 20,2 milhões de casos confirmados de covid-19.
A covid-19 provocou pelo menos 4.323.957 mortes em todo o mundo, entre mais de 204,7 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.
A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.
MYMM // TDI
Tarcísio Meira e Glória Menezes
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cultura do Brasil mais pobre, depois de ontem ter falecido outro grande ator, Paulo José.
Morreu o ator Tarcísio Meira, o eterno galã da televisão brasileira
MAG.SAPO.PT
Morreu o ator Tarcísio Meira, o eterno galã da televisão brasileira
O ator tinha 85 anos.

Jorge Máximo Heitor

O ator Tarcísio Meira morreu na manhã desta quinta-feira (12), vítima da Covid-19, aos 85 anos, em São Paulo.
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morreu zsa zsa gabor

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Hollywood star Zsa Zsa Gabor has been laid to rest in a ceremony in her native Hungary.
The legendary actress, who starred in films like Lili and Moulin Rogue, became notorious for her quick-witted statements and many marriages.
Ashes of the star, who died aged 99 in 2016, were taken by her husband to a cemetery in Budapest.
Frederic von Anhalt said she had expressed in her will that she wanted to return to Hungary after her death.
He said he had made the trip via London and Germany, telling Reuters news agency he wanted the ceremony for Gabor to be “a celebration of life, not a funeral”.
“She was first class, she had her own seat and she had her passport, everything there. It was her last trip, she always used to go first class, she had her champagne, caviar…” (BBC).
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condolências dom carlos filipe ximenes belo

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Descansa em paz dona Aurea,
irma de Dom Ximenes.
Condolencias a familia
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  • Anna Carrascalão

    Paz a sua alma. Os nossos sentidos pésames à familia enlutada.

    Um abraço
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MORREU FERNANDO DE ARAUJO LASAMA (TIMOR)

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P A X
Acordei com a noticia da morte do senhor Fernando de Araújo. Um dos homens que nos tempos mais difíceis não traíu o seu Povo e a sua Pátria. Tornou-se LA SAMA perante as botas dos arrogantes da época. Não apagou em Cipinang a chama da Liberdade. Presto homenagem ao senhor Fernando de Araújo La Sama com estes simples versos. E desta simples página faço chegar à familia enlutada as minhas sinceras condolências. Que Deus lhe conceda o eterno descanso.
Mais um lorico deixou de cantar
Para sempre calou a voz d’m aswain
Oan mane Manutasi partiu para o Pai
Mais pobre ficou pra sempre Timor.
Na clandestinidade
Aswain La Sama
Não deixou apagar
A chama da Liberdade.
Em seus ombros duas pastas
É muito pra aguentar
Mais PD e outros tantos
Faz sua saúde abalar.
La Sama, tua partida
Deixou-me sem palavras
Obrigado p’la tua vida
e teu ardor por Timor.
Crispim Hornay
02 JUN 2015
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RIP ANTÓNIO LUÍS MOTA (TIMOR

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Mais um amigo que partiu! Vai em paz amigo!😭
Sinceras condolências à família,

Aidil Mendes Mota
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Rosa Horta Carrascalao, Estevao Cabral and 42 others
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FALECEU O NOSSO ASSOCIADO JOSÉ PAZ RODRIGUES

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é com extremo pesar que vos comunico que mais um sócio (nº 112-2016) nos deixou, JOSÉ PAZ RODRIGUES da Galiza que passava metade do ano na Índia sua amada (Santiniketon de Tagore, na Bengala indiana) não sobreviveu à última operação cardiovascular esta semana. Paz à sua imensa alma, à sua simplicidade e imensa sabedoria

JOSÉ PAZ RODRIGUES, AGLP, AICL

É Professor de EGB (em excedência desde 1971). Licenciado em Pedagogia e Graduado pela Universidade Complutense de Madrid (1966-1971) com a Tese de Licenciatura sobre A Bemposta “Cidade dos rapazes” de Ourense (1973). Obteve o Doutoramento na UNED com a Tese “Tagore, pioneiro da nova educação”. Realizou as seguintes atividades profissionais:

  • Professor na Faculdade de Educação de Ourense (Universidade de Vigo); Professor-Tutor de Pedagogia e Didática no Centro Associado da UNED de Ponte Vedra desde o curso 1973-74 até 2010; Subdiretor da Escola Normal de Ourense do ano académico de 1987-88 ao de 1989-90 e diretor nos últimos três meses do curso 1989-90.
  • Professor Titular Numerário de Didática, de 1972 a 1990 na Universidade de Santiago de Compostela, e de 1990 a 2010 na Universidade de Vigo (Faculdade de Educação de Ourense).
  • Desde outubro de 2010 é Professor Reformado da Universidade de Vigo.

Presidente da Federação Galega de MRPs (Movimentos de Renovação Pedagógica) e do MRP “ASPGP” (Associação Sociopedagógica Galaico-Portuguesa) até hoje: membro da Comissão organizadora do I Congresso Estatal de MRPs (Barcelona, dezembro de 1983).

Foi membro da Comissão redatora do Plano Galego de Formaçóm continuada do professorado (1990);

Presidente da Comissão organizadora da Escola Internacional de verão Jornadas do Ensino de Galiza e Portugal, de 1976 até 2007.

Foi Presidente da Comissão Organizadora das Escolas de verão na Crunha, Ferrol (desde 1994), Tui, Comarca do Baixo-Minho, Verim, Comarca de Monterrei, Monforte, Corcubião, Lalim, Vimianço.

Presidiu às Jornadas Socioeducativas; organizador de Ciclos de cinema psicopedagógico, cinema educativo-didático, educativo sobre a paz, educativo sobre as áreas transversais do ensino, educativo sobre os direitos humanos, educativo-ecológico, educativo sobre a mulher, educativo-social, direito e cinema, literatura e cinema.

Organizador de várias edições da Mostra de Recursos Didáticos Alternativos, da Mostra do Livro Português na Galiza, de Encontros de Jogos Populares Galaico-Portugueses; diretor para Galiza da Revista galaico-portuguesa O Ensino; membro do Conselho redatorial das revistas lusófonas Nós e Cadernos do Povo. Pertence ao Conselho redatorial da Revista Agália.

Nota: reside de outubro a abril na Santiniketon de Tagore, na Bengala indiana, e de maio a setembro na sua cidade de Ourense, na Galiza.

 

 

É SÓCIO DA AICL.

 

TOMOU PARTE NO 24º COLÓQUIO NA GRACIOSA 2015, NO 25º MONTALEGRE 2016, 27º BELMONTE 2017, 29º Belmonte 2018

 

faleceu Luís Filipe Cabral.

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Faleceu o antigo líder da JS/Açores Luís Filipe Cabral - Jornal Açores 9
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Faleceu o antigo líder da JS/Açores Luís Filipe Cabral – Jornal Açores 9
Faleceu esta terça-feira em Ponta Delgada, Luís Filipe Cabral. Luís Filipe Cabral, foi líder da Juventude Socialista nos Açores, foi jornalista e foi também deputado na Assembleia Legislativa Regional da IV Legislatura, foi um assessor político, entre outras actividades profissionais que dese…
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morreu o maestro que esqueceram JOSÉ ATALAYA

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PORQUE É QUE NOS ESQUECEMOS DE JOSÉ ATALAYA?
BOA PERGUNTA – MAS ACHO QUE TODOS SABEMOS A RESPOSTA…
===========================================
Porque é que nos esquecemos de José Atalaya?
Pedro Tadeu – DN / Opinião
24 Fevereiro 2021 — 00:07
Na segunda-feira passada, pelas 16 horas, apareceu-me este texto, assinado por Júlio Isidro, no feed do Facebook, sob o título “O Fim de uma Partitura”:
“Morreu há três dias o maestro José Atalaya.
Nem uma linha, nem uma voz, nem um excerto musical, para informar ou recordar quem foi este maestro que aos 93 anos partiu num triste adágio.
O que nós lhe devemos na divulgação da chamada música clássica, através de concertos onde o maestro explicava, de modo simples, o que os nossos ouvidos reativos recusavam descobrir para, depois, começar a gostar.
Esteve para ser engenheiro, mas trocou a resistência de materiais pelos resistentes à música que chamavam erudita para a remeterem só para os eleitos.
Nos anos 50 já estava na vanguarda, com a atração pela obra de Joly Braga Santos ou Pierre Boulez e o seu experimentalismo eletrónico.
Foi maestro fundador da Juventude Musical Portuguesa e, à frente da orquestra IMAVE – Instituto de Meios Audiovisuais de Educação – percorreu escolas e universidades a cativar milhares de jovens para o fascínio e os porquês da música.
O sucesso foi tão grande que os seus concertos, falados e tocados, enchiam o Teatro de S. Carlos e o Rivoli, com transmissão pela RTP e RDP.
Ainda nas emissões experimentais da RTP, em 56, apresentou o programa Música e Artistas com a violinista Leonor Prado e a pianista Nella Maissa.
No programa Juvenil, de que eu era um dos apresentadores, foi diversas vezes convidado para dar a conhecer o que andava a fazer nessa missão superior de conquistar ouvintes para a música. O que aprendi, só de o ouvir.
Criou as Quinzenas Musicais a partir do S. Luiz e o projeto Música em Diálogo que deu a volta ao país (…).
Calculem que foi o MFA – Movimento das Forças Armadas, em 1974 que o convidou para coordenador artístico das três orquestras da ainda Emissora Nacional.
A revolução que não se esqueceu da cultura.
Morreu o Maestro José Atalaya, tão à frente do seu tempo como foi o caso de um concerto com um Requiem de Mozart junto às paredes xistosas das gravuras de Foz Coa (…).”
Passadas uns minutos após a leitura deste texto de Júlio Isidro, lá comecei a ver umas notícias nos sites dos jornais portugueses sobre a morte do maestro, a agência Lusa lá enviou um despacho biográfico e o Presidente da República, já ontem, lá emitiu a obrigatória nota lamentativa. Embora com os tais três dias de atraso, a República cumpriu a sua habitual rotina para marcar o desaparecimento das pessoas que a influenciaram. Obrigado, Júlio Isidro.
Assistimos, portanto, a três mortes relacionadas com José Atalaya: a morte mediática, a morte na memória coletiva e a morte física. Ao desaparecer do circuito televisivo, José Atalaya, uma vedeta na minha adolescência, começou a morrer na sociedade portuguesa. Nos últimos anos já estava morto na memória coletiva, como o texto que citei documenta. A sua morte física, não fosse Júlio Isidro e mais algumas pessoas, esteve mesmo em risco de ser ignorada.
Como é que no tempo do Google e da digitalização de arquivos, no momento em que o acesso à informação sobre o passado nunca foi tão fácil, esse mesmo passado nos parece influenciar tão pouco? Esquecemo-nos de tudo o que ficou para trás: a começar no maestro José Atalaya e a terminar no retrato do país de há 50 ou 60 anos, muito mais atrasado, muito menos livre, muito mais oprimido, muito mais pobre, uma verdadeira tristeza de país. E, no entanto, a falta dessa memória está a criar em muitas pessoas de agora uma falsa outra memória: a ficção do “antigamente é que era bom”.
Há uma coisa que ajuda a explicar toda esta ignorância acumulada: faltaram, nos meios de comunicação social dos últimos anos, pessoas como maestro José Atalaya, preocupadas em popularizar o saber, o conhecimento e a compreensão da História, da Arte e da Ciência – afinal, uma das poucas boas coisas que o passado tinha era mesmo essa geração de divulgadores culturais que achava ser para isso que a TV e a rádio serviam.
Agora, ao que parece, o que está a dar para se ser famoso e aparecer na televisão é propor derrubar estátuas, monumentos e outras antiguidades… Enfim.
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depois de Ferlinghetti resta apenas Allen Ginsberg

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A legend departs – Lawrence Ferlinghetti (1919-2021) – Rest in peace, Lawrence – https://allenginsberg.org/…/lawrence-ferlinghetti-1919…/
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  • A huge loss. Too many hours spent in City Lights enjoying the fruits of his labor. Too many hours pouring over his work. A agenius, and a leader of protest. Go in Peace Lawrence.

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  • I met him in 1968 and was struck on how approachable and kind he was, especially to me one of the greatest unknown and unpublished young writers in San Francisco. He even passed on a book he published by Rene Daumal that he thought might be inspiration…

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    and whose shepherds mislead them.

    Pity the nation whose leaders are liars, whose sages are silenced,…

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    KING OF THE BEATS
    SAIL ON SHIPMATE ⚓️

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  • What an incredible legacy! He will be missed but not soon forgotten
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  • Another great legend lost.
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  • During high school I was in a boy’s home on the Chicago north shore named Arden Shore. Around 1962-3 the guys were passing around a dog eared copy of Ferlinghetti’s ‘Coney Island Of The Mind’, so that was one of the first poetry materials I read, and a…

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  • I love the Whitman poster!

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  • Thank you for sharing your wisdom and for creating the worlds greatest book store.

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  • I met him once at City Lights Bookstore in San Francisco !! It was a serendipitous meeting 🙂

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  • Dog eared copy of Coney Island & Junkman’s Obbligato …https://www.angelfire.com/oh/BringUsAnotherBeer/junkman.html
    Junkman's Obbligato - Lawrence Ferlinghetti
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    Junkman’s Obbligato – Lawrence Ferlinghetti

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MORREU UM DOS POETAS QUE MAIS ME MARCOU Lawrence Ferlinghetti,

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«Estamos tristes por anunciar que Lawrence Ferlinghetti, distinto poeta americano, artista e fundador da City Lights Booksellers and Publishers, morreu em San Francisco, Califórnia. Ele tinha 101 anos.»
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We are sad to announce that Lawrence Ferlinghetti, distinguished American poet, artist, and founder of City Lights Booksellers and Publishers, has died in San Francisco, California. He was 101 years old.
Ferlinghetti was instrumental in democratizing American literature by creating (with Peter D. Martin) the country’s first all-paperback bookstore in 1953, jumpstarting a movement to make diverse and inexpensive quality books widely available. He envisioned the bookstore as a “Literary Meeting Place,” where writers and readers could congregate to shares ideas about poetry, fiction, politics, and the arts. Two years later, in 1955, he launched City Lights Publishers with the objective of stirring an “international dissident ferment.” His inaugural edition was the first volume of the City Lights Pocket Poets Series, which proved to be a seminal force in shaping American poetry.
Ferlinghetti is the author of one of the best-selling poetry books of all time, A Coney Island of the Mind, among many other works. He continued to write and publish new work up until he was 100 years old, and his work has earned him a place in the American canon.
For over sixty years, those of us who have worked with him at City Lights have been inspired by his knowledge and love of literature, his courage in defense of the right to freedom of expression, and his vital role as an American cultural ambassador. His curiosity was unbounded and his enthusiasm was infectious, and we will miss him greatly.
We intend to build on Ferlinghetti’s vision and honor his memory by sustaining City Lights into the future as a center for open intellectual inquiry and commitment to literary culture and progressive politics. Though we mourn his passing, we celebrate his many contributions and give thanks for all the years we were able to work by his side.
We love you, Lawrence. 💖
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MORREU MAIS UM POETA

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In Memorian by Joan Margarit
The architect of the word
11 / V / 1938-16 / II / 2021
THE BOY OF THE SEMAPHOR
You’re the same age as I was
when i started dreaming of finding you.
I didn’t know yet, just like you
you have not learned yet, that someday
love is this loaded weapon
of solitude and melancholy
that is now pointing at you from my eyes.
You’re the girl I’ve been looking for
for so long when you didn’t exist yet.
And I am that man toward whom
you will one day want to direct your steps.
But then I’ll be so far from you
like now you of me at this traffic light.

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MORREU O PORTUGUÊS DOS FLEETWOOD MAC 2020

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A CAUSA DAS COISAS
Na semana passada, Christine McVie surpreendeu os fãs do Fleetwood Mac quando disse à BBC que não sabia se a banda faria uma turnê novamente. “Se o fizermos, será sem John [McVie] e sem Stevie [Nicks], eu acho”, disse ela. “Acho que estou ficando um pouco velho para isso agora, especialmente depois de ter tido um ano de folga. Não sei se consigo voltar a fazer isso. ”
Não consigo ouvir falar ou lêr sobre os Fleetwood Mac, sem me recordar a tristeza que foi o falecimento do meu querido amigo Eduardo Quintela, que deixei de privar desde 85, no final do ano passado.
Escritor de canções, teclista e compositor de origem portuguesa, Eddy Quintela foi também o segundo marido de Christine McVie, elemento fundamental na formação dos Fleetwood Mac. Para a banda norte-americana, Quintela compôs com McVie inúmeras canções entre os anos de 1987 e 1997. Entre elas encontra-se o êxito, “Little Lies” do álbum Tango in the Night, publicado em 1987. O hit ajudou este LP a tornar-se o segundo mais vendido de toda a carreira dos Fleetwood Mac.
BLITZ – Morreu Eddy Quintela, o português dos Fleetwood Mac
BLITZ.PT
BLITZ – Morreu Eddy Quintela, o português dos Fleetwood Mac
Morte do teclista e compositor dos Fleetwood Mac aconteceu esta sexta-feira, no Estoril
Artur Arêde