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Mulher terá vivido com cadáver do pai durante 15 anos

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Após alerta dos vizinhos devido ao mau cheiro intenso, os bombeiros encontraram no apartamento de um prédio em Linda-a-Velha dois cadáveres em elevado estado de decomposição. Polícia Judiciária investiga o caso.

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Jovem de 19 anos morre esfaqueada durante a madrugada em Albufeira – Portugal – Correio da Manhã

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Dupla suspeita atirou arma do crime para telhado do bar. Já foram detidos pela GNR.

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Pornografia barata no tribunal Luís Aguiar-Conraria

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【A CAUSA DAS COISAS】
Tenho uma amiga que sofreu de “vengeance porn”, o namorado colocou, com nome e tudo, um vídeo dela num site porno. A pena dele não foi particularmente leve, uma vez que incluiu prisão domiciliária, mas ficou abaixo daquilo que eu consideraria adequado para um crime desse tipo.
A minha amiga, essa ficou com uma depressão muito complicada e teve que alterar muitos comportamentos, por exemplo nas redes sociais deixou de poder usar o seu nome verdadeiro, o divulgado no vídeo porno.
Há várias razões para eu ter especial repugnância por esse tipo de crimes, a principal é que os enquadro naquilo que são crimes de maldade pura.
Se eu roubar o relógio a alguém, a pessoa fica sem ele, mas eu ganho um. Se eu matar a tia rica solteirona, ela fica sem vida, mas eu fico com a herança. Se eu der 270 km/h na autoestrada, eventualmente coloco os outros em perigo, mas chego mais rápido e tenho direito ao meu “shoot” de adrenalina.
Ou seja, na maior parte dos comportamentos criminosos há uma penalização do outro, mas há um benefício para o próprio (o da autoestrada não é bem crime, é apenas um ilícito. Mas nunca tendo roubado relógios e muito menos morto alguém, estava com vontade de listar um “crime” que eu já tivesse cometido).
Na “vengeance porn” não há esse tradeoff entre mal infligido e benefício conseguido. Ou seja, eu “destruo a vida” à outra, e não ganho nada de bom para mim, a única coisa que ganho é transformar-me num fdp do pior. O “ganho” de quem praticou “vengeance porn” é apenas o do sentimento primário, alarve e brutal da vingança, de ver o outro sofrer. Por isso lhe chamei crimes da maldade pura.
Alguém que tem prazer em “ver sofrer”, na sensação de que destruiu a vida a alguém é do mais execrável que há. Eu, que normalmente nem sou adepto de molduras penais excessivamente grandes, que comportem mais vingança do que correção, nestes casos sou a favor de mão pesada.
Um fdp tem que ganhar consciência que o é. Quem pratica a maldade pura não se pode ficar a rir.
Luís Aguiar-Conraria
Pornografia barata no tribunal
EXPRESSO.PT
Pornografia barata no tribunal
O juiz considera que enviar vídeos por mensagens de WhatsApp, Instagram e Facebook não é difundir pela internet
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1ª AUTUAÇÃO POR ATIRAR BEATA AO CHÃO

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Hoje fui autuado à porta de casa por ter atirado uma beata para o chão, num caminho onde passam vacas, cavalos, burros aos montes, cães, gatos etc. E que sou eu a limpa-lo quando o quero ver limpo, tive azar pelos vistos. 60 euros para começar não está mau.
A protagonista da minha autuacão foi a excelentíssima senhora guarda PSP de trânsito de Ponta Delgada Helena Ferreira e o seu colega que do qual não sei o nome. Senhora simpatica, muito educada e cordeal até. É uma alegria, com tanto bandido por aí e tanto ladrão, eu é que pagar. Na direção de viação e trânsito disseram me que achavam que eu tinha sido o primeiro de que tinham conhecimento a receber esta oferta. Desejo à senhora guarda, “dona da perfeição, justiça e ambiente”, que Deus lhe dê o dobro daquilo que ela me deu, visto que ele não dorme e trata todos de igual forma. Será uma alegria saber que a senhora em questão foi compensada pelo seu acto profissional e educado de fazer cumprir a lei. O intuito principal deste post é alertar vos para terem cuidado ao deitarem fora uma beata, se por acaso forem apanhados a cometer esse crime, a multa vai de 60 a 300 euros, e já agora também, não se pode tirar fotos aos policias porque é proibido, disse-me também a excelentíssima senhora. Haja saúde.

AÇORES MAIS CRIANÇAS SINALIZADAS

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Dos 3.128 processos entrados, 995 correspondem a processos transitados do ano anterior, 1.567 são processos abertos em 2022 e 566 são os que foram reabertos nesse ano. Observa-se uma subida do número de processos entrados em 15,3% (414 processos). O relatório relativo a 2021 do Comissariado dos Açores para a Infância, dava conta de 2.714 processos, um aumento de 557 situações de perigo sinalizadas, em comparação a 2020. O número de processos ultrapassa também os dos anos pré-pandémicos, 2018 e 2019, que tinham observado, respectivamente, uma entrada de 2.991 e 2.849 processos.
Quase todos os concelhos dos Açores registaram um aumento de entrada de processos nas comissões, de 2021 para 2022, com excepção das CPCJ de Calheta, Praia da Vitória, Santa Cruz das Flores e São Roque do Pico. No Corvo não foram registados movimento de processos (quadro 1).
CPCJ de Lagoa regista maior taxa de incidência nas crianças
e jovens em situação de perigo confirmado
Foram sinalizadas 3.128 crianças e jovens em perigo em 2022 nos Açores, o que representa mais 414 do que no ano anterior
CORREIODOSACORES.PT
Foram sinalizadas 3.128 crianças e jovens em perigo em 2022 nos Açores, o que representa mais 414 do que no ano anterior
Dos 3.128 processos entrados, 995 correspondem a processos transitados do ano anterior, 1.567 são processos abertos em 2022 e 566 são os que foram reabertos nesse ano. Observa-se uma subida do número de processos entrados em 15,3% (414 processos). O relatório relativo a 2021 do Comissariado dos …
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Tribunal reverte decisão do Governo e anula extinção da Fundação José Berardo – ECO

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Tribunal anulou a extinção da Fundação José Berardo, revertendo assim a decisão tomada em julho de 2022 pelo Governo através de um despacho da Presidência do Conselho de Ministros.

Source: Tribunal reverte decisão do Governo e anula extinção da Fundação José Berardo – ECO

Homem detido por desacatos e agressões na via pública – Açoriano Oriental

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A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve um indivíduo de 25 anos, na freguesia de São Sebastião (Ponta Delgada), na sequência de uma situação de confronto e desacatos na via pública contra outros indivíduos.

Source: Homem detido por desacatos e agressões na via pública – Açoriano Oriental

Vários espaços comerciais em Ponta Delgada alvo de furtos – Açoriano Oriental

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Supermercados localizados nos Arrifes, Capelas, Livramento, São Sebastião e São Vicente Ferreira foram “atacados” ontem de madrugada

Source: Vários espaços comerciais em Ponta Delgada alvo de furtos – Açoriano Oriental

açores terra de assaltos

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Group participant

46 m

“Não foram só estes. Esta noite foi mesmo um descalabro.
Um Hipermercado nos Arrifes, uma loja comercial no centro da cidade de Pdl, a 50 metros da Polícia Municipal, um parque de estacionamento também no mesmo sítio, isto há uns dias atrás, arrombamento de portas, mais tentativas de arrombamento de portas de residências com os moradores em casa e a horas de movimento nas ruas 22.00h , no parque às 16.00 horas…. parece que estamos a saque……
Há falta de policiamento nas ruas e os criminosos que são apanhados, ou não são castigados ou o castigo não se consegue aplicar…..quem nos acode ??!!”
No grupo
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PSP recupera estátua de bronze furtada do interior de um cemitério em São Jorge – Jornal Açores 9

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O Comando Regional dos Açores, por intervenção dos investigadores da Brigada de Investigação Criminal da Esquadra de Velas, da Divisão Policial de Angra do Heroísmo, no passado dia 29 de março, procederam à recuperação de uma estátua em bronze, de valor considerável, afeta à veneração da memória dos mortos, furtada do interior de um cemitério. […]

Source: PSP recupera estátua de bronze furtada do interior de um cemitério em São Jorge – Jornal Açores 9

Paula Cabral · Cadeia de Ponta Delgada condenada ao esquecimento

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Artigo de hoje no CA.
Cadeia de Ponta Delgada condenada ao esquecimento
“- A sra. professora não tenha medo. Somos seres humanos como a senhora.”
Estas foram as palavras que me marcaram logo no primeiro dia em que entrei no Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada, incumbida de dar aulas a uma turma de reclusos que pretendiam completar o 3° ciclo.
Há treze anos, logo no primeiro ano em que fui colocada na Secundária Antero de Quental, escola que cumpre um protocolo na educação com o referido estabelecimento, foi-me dada uma distribuição de serviço que incluía lecionar Português aos alunos matriculados da cadeia.
Como é evidente, a tarefa assustou-me e procurei saber, junto de quem já lá tinha estado, como era o ambiente. A resposta foi, digamos, icónica: “Sentes-te mais segura na cadeia do que na sala de aula duma escola regular!”.
A medo, e com a angústia que me atormenta desde sempre, lá me apresentei no primeiro dia.
Bati à porta, passei pela receção, onde tive de deixar o telemóvel, fui revistada, bem como a minha pasta, e lá segui o guarda para a sala destinada à lecionação dos presos.
Era uma escada de pedra de lavoura estreita, íngreme. As paredes altas, húmidas. Sentia o frio de um edifício velho, degradado, medonho pelo destino que lhe fora dado: privar da liberdade seres humanos que se perderam nos enredos da existência. Serão os mais fortes ou os mais fracos? Que histórias de vida terão aquelas paredes testemunhado durante gerações? Guardariam segredos inconfessáveis de toda uma sociedade? Erros irremediáveis, arrependimentos genuínos, transtornos da mente e da alma? Paredes grossas de lava seculares condenavam à dimensão de escória um cortejo de gente esmagada na sua dimensão humana. O purgatório terreno.
O sobressalto daquela subida nunca me abandonou durante todo aquele ano e mesmo depois. O barulho metálico das portas de ferro que se fechavam atrás de mim. As vozes dos reclusos mais exaltadas que ecoavam no desconforto daquele edifício sem réstia de acolhimento. Não imagino o que poderá ser a falta de liberdade por muitos anos, muito menos em condições tão lúgubres como as que pude presenciar.
Tinha quatro alunos na sala, vigiada à porta por um guarda prisional. O que se revelou mais falador percebeu o meu desconforto e acolheu-me com aquela frase que nunca esqueci. Agradeci o reparo, que precisava ouvir, e desculpei-me. O preconceito é também uma forma de prisão.
Viria a ser o meu melhor aluno. Participativo, curioso, perspicaz na interpretação, competente a aprender, mas, a meio do ano, teve de abandonar a escola, sendo transferido para a cadeia da Madeira. Mais uma condenação acrescida, pois ainda me confessou a dor de se afastar da mulher e dos filhos. Um recluso só veio à primeira aula e outro, mais jovem, órfão de pai e mãe, criado no orfanato, era irrequieto, não se concentrava, ia e vinha, consoante a disposição, até que desistiu, acusado pelos outros de “traficar” as canetas e as borrachas da escola nas trocas que faziam entre os reclusos. Acabei só com um aluno, sempre assíduo. Nunca me esqueci dele. Sempre bem educado, mas muito nervoso. Tremia às vezes, tinha dificuldade em expressar-se, mas com vontade de alcançar o seu objetivo. Tinha servido o Exército português na guerra da Bósnia e era claramente um homem traumatizado. Noutras circunstâncias, seria um doente psiquiátrico numa instituição para o efeito ou numa ala psiquiátrica de uma cadeia, digna deste nome. Todavia, estava ali, esquecido pela família e pelo sistema. Esperava há tempos uma resposta para sair em liberdade condicional do advogado que lhe fora atribuído pelo Estado, mas não sabia quando o veria. Fosse rico, nem ali estaria.
Nunca soube do destino de nenhum deles. O que farão agora, se recuperaram as suas vidas, se emigraram, se continuam na ilha, se terão voltado àquele lugar.
Eu não quis mais voltar no ano seguinte, porque não conseguia. Não poderia arrastar aquela angústia comigo sempre que dali saía, revoltada pelas condições desumanas daquele lugar, havia catorze homens na mesma cela – diziam eles -, incomodada por saber a indiferença dos responsáveis e da sociedade, impotente pelos fracos recursos no domínio da reabilitação, pelo esquecimento a que eram condenados. Mesmo ali, no centro da cidade. No centro do nosso olhar. Ninguém quer ver nem saber. Só se aponta o dedo para acusar quem nunca ajudas teve. Porque muitos têm culpa de ser pobres, têm culpa de reincidir nos crimes, têm culpa das perturbações mentais… e, por isso, têm de regressar ao tempo das masmorras medievais.
Li, na semana passada, que a Força Aérea pede 45 mil euros para transportar os reclusos em sobrelotação na cadeia de Ponta Delgada para o continente. O mesmo é dizer que o Estado português cobra a si próprio uma conta para resolver um problema da sua responsabilidade e que até agora não resolveu. O GRA limita-se a assistir, não mostrando provas da eventual pressão que é urgente fazer numa área, fora do domínio da autonomia, mas que afeta os mais elementares direitos humanos de portugueses dos Açores.
O silêncio e a acomodação a que se assiste sobre este assunto são a prova do que referi. São os esquecidos, os desvalidos da vida, desprovidos da liberdade e de voz, que ali se encontram.
As desigualdades sociais, afinal, fazem cair a máscara ou a venda à justiça, supostamente cega, para não pesar nos pratos da balança a importância social dos julgados.
Nos casos dos Ricardos Salgados desta vida, são os criminosos que se fazem de esquecidos e a sua riqueza, pobreza dos que espoliaram, paga a liberdade eternamente prerrogada.
Os políticos já aprenderam também que o esquecimento compensa.
May be an image of 1 person and text that says "Cadeia de Ponta Delgada condenadaao esquecimento Viria Participativo, Por: Paula abral scolat professora tenha medo. foram reclusos pretendiam para o continuam àquele dominio propno sobre para social Saleados preconceito espoliaram, 2/3"
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Pedro Almeida Maia and 5 others

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José Viegas

fogo….
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