Galiza e Portucale

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PORQUE RAZÃO, COMPOSTELA NÃO TEM NADA A VER COM A GÉNESE DE PORTUGAL, MAS BEM ANTES O SEU CONTRÁRIO?
Apesar de o Rei Garcia estar proscrito tanto em Portugal como na Galiza, o seu curto reinado foi significativamente mais importante que a batalha de S. Mamede perto de Guimarães, que os historiadores portugueses resolveram associar ao berço da nação portuguesa, nomeadamente o Herculano.
O Garcia foi o primeiro rei decidido a restaurar a Sé de Braga, após mais de 300 anos de desmando lucense e compostelano.
Para além disso, Garcia autodenominou-se, rei de Portugal e Galiza porque herdou a parte do pai ao sul do Douro, que mais não era que o território suevo das 4 dioceses lusitanas e nessa altura já era referido como “Portugal” nas crónicas por causa do Castro Antigo de Gaia, com o nome Cale, Portucale ou Portugale que era o primeiro marco da diocese de Coimbra, a cidade mais importante nessa data da Lusitânia cristã, 1064.
Estranhamente, o Garcia nunca teve o destaque que lhe caberia merecidamente porque reinou apenas 6 anos sob forte instabilidade e isolamento relativamente aos seus dois irmãos e duas irmãs.
O irmão Afonso VI, o conquistador de Toledo, mas também o usurpador de Portugal e Galiza, foi o mata-borrão da história da fundação do condado portucalense, que surge precisamente logo após 10 anos da conquista de Toledo e pouco mais de 5 anos após a morte do Garcia na prisão.
O condado portucalense nunca poderia ter sido antes da morte do Garcia, por uma questão de falta de legitimidade do Afonso VI.
Nunca nos podemos esquecer, que a metrópole de Braga estava restaurada desde 1070, pelo próprio Garcia, 15 anos antes de Toledo, e era por si só um importante contrapoder relativamente a Toledo e de forma muito cuidadosa e diplomática contra o próprio Afonso VI.
O Afonso VI sabia disso muito perfeitamente e por isso deu a benesse bracarense ao conde Henrique de Borgonha e à sua filha bastarda legitimada, que se mostravam mais capazes de seguir um projecto expansivo que o Raimundo não alcançara.
É importante referir, que o Raimundo estava completamente dominado pelo jovem ambicioso e seu chanceler, Diogo Gelmires, o compostelano.
Como remate, o futuro bispo de Iria, Gelmires, tinha uma única estratégia: engrandecer Compostela e ele próprio como Arcebispo à rebelia de Braga.
Pelo contrário, o Arcebispo de Braga patrocinava, não propriamente o engrandecimento de Braga e dele próprio, mas sobretudo um país e território em expansão juntamente com um rei desse território.
Daqui se retiram as devidas ilações sobre as grandes diferenças históricas da Galiza e de Portugal.
Uma sofre de vaidade sobre si mesma sem expandir. Outro sofre de dores de crescimento em permanente expansão.
E o resto é história.
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Augusto Lage

O Gelmires foi o grande responsável pelo divorcio entre o norte e sul da Galécia.

Galiza: Espelho da Autonomia

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Autónoma desde 1981, a Galiza persiste como exemplo de uma regionalização efetiva que faz de Espanha um dos países mais descentralizados do mundo.

Source: Galiza: Espelho da Autonomia

A fenda esquecida entre Galiza e Portugal – PGL

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Amor é fogo que arde sem se ver;É ferida que dói e não se sente;É um contentamento descontente;É dor que desatina sem doer;É um não querer mais que bem querer;É solitário andar por entre a gente;É nunca contentar-se de contente;É cuidar que se ganha em se perder;É querer estar preso por vontade;É servir a quem

Source: A fenda esquecida entre Galiza e Portugal – PGL

ESTRAVIZ

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Isaac Alonso Estraviz, admiradíssimo linguista, entrevistado polas regueifeiras da Semente Compostela Nântia e Maré a Muda.
O mestre Estraviz falou de diferentes formas de improvisaçom oral que conheceu desde criança. Explicou a importância das cançons noutros tempos em que o rural estava muuuuito mais povoado e contou algumhas outras cousas mui interessantes.
Que prazer ouvi-lo falar do carneiro da sua infáncia, do idioma, de reis medievais ou das mulheres e o linho. E sentir que gosta muito da regueifa da gente jovem.
Abraço, amigo das palavras.

 

 

Dia das Letras Galegas – Observatório da Língua Portuguesa

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Constituído em Junho de 2008, o OLP – Observatório da Língua Portuguesa é uma associação sem fins lucrativos que tem por objectivos contribuir para: o conhecimento e divulgação do estatuto e projecção no Mundo da Língua Portuguesa; o estabelecimento de redes de parcerias visando a afirmação, defesa e promoção da Língua Portuguesa; a formulação de políticas e decisões que concorram relevantemente para a afirmação da Língua Portuguesa como língua estratégica de comunicação internacional.

Source: Dia das Letras Galegas – Observatório da Língua Portuguesa

guitarra galega ISABEL REI

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Isabel Rei Samartim is feeling excited with Javier García and

28 others

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📣 NOVIDADE en Dos Acordes.
🎼 A nosa editorial amplía o seu catálogo para guitarra coa obra de Isabel Rei Sanmartim «Álbum de guitarra galega, vol. 2: Nivel médio». É a continuación da publicación das partituras para guitarra produto da pescuda sobre música nos fondos musicais galegos («Álbum de guitarra galega, vol.1: Nivel básico»).
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MAIOS NA GALIZA

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A Galiza festeja os maiôs e faz poemas.

E data quevem de antigo era o começo do verão céltico e romano.
Maiôs e Vilafranca na faixa do leste da Galiza sob Castela-leão
Na Galiza o.colocar a giesta na casa e no carro está bem espalhado e festejam-se os maiôs com muitas variantes
Vivam os maios
Abanhos

GALIZA E LÍNGUA

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A LINGUAIGE PORTUGUESA E O ESPANHOL
UMA COMPARAÇÃO INADEQUADA
A comparação da terminologia “lingua espanhola ” com “língua portuguesa ” não é muito lógica nem comparável passe o pleonasmo.
Aquilo que se convencionou chamar português tem origem num espaço territorial muito estrito onde se formou uma comunidade de falantes muito particular entre as duas beiras do rio Douro que partilham um mesmo nome, Portugal, Portugale, Portucale ou Portus de Cale.
Alargando o leque territorial desde dois castros em ambos os lados da foz do Douro, que são no fundo dous marcos de pedra de dois territórios mais bastos, vamos ao longo da história “marcar” ao norte a Callaecia derivada dos callaecos de Calle e ao sul a Lusitânia desses mesmos Callaecos de Calle e praticamente até Conimbriga, Colimbriga ou Coimbra, de que Calle ao sul do Douro fazia parte já ao tempo do Paroquial dos Suevos.
Essa Calle ou também Portucale de Coimbra era denominada pelos Romanos como Castrum Antiquum ou Romanorum. Era a Cale antiga dos Romanos. A cale ou Portucale ao norte era o Castrum Novum ou Suevorum, porque os suevos lhe deram o estatuto episcopal e se tornou após 572 a capital de um bispado ao norte do Douro até ao Ave a esbarrar com a diocese metropolitana de Braga que por seu lado esbarrava no rio Lima na diocese de Tui que esbarrava esta lá em cima na ria de Vigo.
É este espaço bastante basto que formatará o que se designará a linguaige do português. Do Mondego de Coimbra até a ria de Vigo.
E porque português, porque o ponto de inflexão de ambos os territorios galaicos e lusitanos é de facto Portucale-Portucale.
Relativamente à língua Castelã que se designou espanhola no mundo, é inadequado o termo generalista “espanhol” porque Hispânia, Hespanha ou Espanha não é um ponto estrito no mapa geográfico tal como é Castela ou Portucale, Astorga, Leão ou Miranda, de onde surgem comunidades de falantes bastante coesas ou homogéneas.
Espanha como espaço geográfico abrange muitas línguas diferentes ou diferenciáveis e com diassistemas até incompativeis como é o caso do Euskera.
Será pois perfeitamente ambíguo e desadequado chamar ao castelão de espanhol, quando isso é inadmissível na própria constituição espanhola.
Pois nessa constituição está escarrapachado que existem várias línguas espanholas e oficiais.
O castelão, o basco, o galego e o catalão.
Até para aumentar a ambiguidade deveria também incluir o português da Galiza e o português de Olivença como língua oficial espanhola.
Porque na Galiza também existe português ao sul dessa mesma Galiza na parte do Jurez/Xurés.
Claro que toda esta ambiguidade teria que ser reformulada na constituição espanhola.
Mas isso terão que ser os espanhóis a fazer. Todos os espanhóis e não apenas os de Madrid.
Foto: excerto da obra de João de Barros, escrita em 1549, GEOGRAPHIA D ‘ANTRE DOURO E MINHO E TRAS-OS-MONTES.
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Adriano Arantes

Aqui o João de Barros insiste em georreferenciar o Entre-Douro e Minho como pertença da Galiza que ele considera o Reino ou província da Gallaecia antiga e arrisca em afirmar que Espanha é toda a península e Portugal é um reino dessa Espanha como são Castela, Leão, Aragão e Navarra.
Daqui se pode retirar a ideologia da época quinhentista. A Galiza não era Leão, Castela ou Portugal. Era um reyno ou província histórica que incluia de forma histórica, cultural e linguística o Antre Douro e Minho.
E essa é a parte interessante desta história comum. A intemporalidade da Galiza.
Palavrinha única que apenas existe na língua oficial portuguesa. Em Espanha é Galicia tal como na oficial CA da Galicia.
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O que ouvem os portugueses quando ouvem galego? – PGL

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Lembro-me de estar a ver televisão com um amigo meu acabadinho de chegar da Andaluzia, onde trabalhara durante uns meses. De repente, não sei porquê, demos connosco a ouvir um galego a falar na televisão. Disse-lhe (armado em sabichão das línguas) que aquilo era galego e ele começou a rir-se, dizendo que aquilo era, obviamente, espanhol. Para ele,

Source: O que ouvem os portugueses quando ouvem galego? – PGL