Festa do Livro

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Caros autores,
Na qualidade de Diretora da Livraria Letras Lavadas, cumpre-me informar que a partir de amanhã, dia 18 de abril, teremos na nossa livraria a Festa do Livro, a qual durará até ao dia 24 de abril.
Celebramos nesta festa o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, bem como os 50 anos do 25 de Abril.
Desta forma, enviamos em anexo o programa da Festa do Livro, para a qual estão, desde já, convidados.
Contamos com a vossa presença e apoio na divulgação deste evento.
Gratos pela atenção dispensada,

Com os melhores cumprimentos,
Patrícia Carreiro
Diretora de Loja

 

Dimensão e Poetas de Portugal em Dimensão,

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Prezado(a),

POETAS DE PORTUGAL EM DIMENSÃO.pdf

 

Seguem anexos exemplares dos livros eletrônicos Poetas de Angola em Dimensão e Poetas de Portugal em Dimensão, revista física editada em Uberaba/Brasil de 1980 a 2000.

 

Cordialmente, Guido Bilharinho, editor. primaxrevista@gmail.com

 

Stabbing and vandalism: Australia must not lose the war within over religion, ideology and politics

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While there is a huge difference between spilling blood and paint, recent episodes reflect a radical intolerance for different political, ideological and religious views.

Source: Stabbing and vandalism: Australia must not lose the war within over religion, ideology and politics

poema meu contra a guerra em 1969 (em franc^ªes, creio ser o único em Fr)

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91. mes armes, mai, 2, 1969

les soldats sans armes

s’enfoncent dans la guerre

ils sont les pauvres avocats

de la paix sur la terre

mes armes sont l’amour

la compréhension

elles tuent

les sentiments des déshonnêtes

tant que les fusils

ceux qui bataillent

je cherche la paix

pas la guerre.

…”A Família Tradicional Da Rita” ou “A Família Moderna: Uma Comédia de Erros para os Reacionários”

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…”A Família Tradicional Da Rita” ou “A Família Moderna: Uma Comédia de Erros para os Reacionários”
No vasto espectro do século XXI, onde as ideias dançam entre o conservadorismo mais rígido e a progressão mais iluminada, a noção de família tornou-se um campo de batalha para os mais reacionários. Ah, os reacionários, aqueles que se apegam tão ferozmente à noção de “família tradicional” que parecem esquecer que o mundo mudou mais do que a moda nos últimos séculos!
O conceito de família evoluiu tanto que agora parece ter mais reviravoltas do que um episódio de novela. Casais do mesmo sexo? Ah, a quebra dos alicerces morais, gritam eles! Filhos adotados? Uma afronta ao “sangue”, eles lamentam com seus lenços de renda desatualizados. E a nova mentalidade? Bem, é como pedir a um dinossauro para entender a teoria da relatividade (não querendo insultar os dinossauros).
Esses reacionários estão enraizados em uma visão de mundo tão antiga que suas ideias poderiam ser exibidas em um museu de história natural. Eles defendem a família tradicional com tanta ferocidade que você imagina se eles estão realmente tentando manter um modelo de família ou apenas preservar um troféu empoeirado de um passado longínquo.
Para esses senhores e senhoras da “tradição”, é hora de um reality check! A família moderna é como um buffet de almoço – diversa, cheia de opções e, às vezes, com um pouco de tempero picante. Não é mais um encaixe perfeito de papá, mamã e dois filhos felizes. É uma tapeçaria de cores vibrantes, com padrões que desafiam a monotonia e celebram a diversidade.
Os reacionários podem ficar roxos de indignação, mas a verdade é que a família moderna é como uma versão remixada de um clássico antigo – ainda tem o mesmo ritmo cativante, mas com uma batida renovada e uma nova melodia. E, vamos encarar, o mundo seria um lugar muito chato se todos estivéssemos presos a uma única nota na partitura da vida.
Então, meus amigos, levantemos nossas taças para a família moderna – com seus casais do mesmo sexo dançando na pista de amor, seus filhos adotados escrevendo novas histórias de esperança e seus pais solteiros provando que o amor não tem uma fórmula definida. E para os reacionários? Bem, talvez eles se possam juntar a nós nesta festa da vida e descobrir que a diversidade é a verdadeira essência da família. Ou pelo menos podem pegar um lenço e secar suas lágrimas de riso enquanto assistem a essa comédia de erros que é tentar manter uma noção de família tradicional em um mundo que se recusa a ficar parado no passado. Vítor Rua, 2024.

AI now beats humans at basic tasks — new benchmarks are needed, says major report

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Nature – Stanford University’s 2024 AI Index charts the meteoric rise of artificial-intelligence tools.

Source: AI now beats humans at basic tasks — new benchmarks are needed, says major report

A GUERRA DAS CRIANÇAS POR ANTÓNIO BULCÃO

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A guerra das crianças
Eram guerras a brincar.
Cóbois contra índios, castelos contra castelos.
Não tínhamos televisão no Faial, nos anos sessenta do século passado. Nem playstations, telemóveis, internet, nada do que hoje em dia é banal. Tínhamos que nos safar. E inventávamos jogos.
Não sei a razão pela qual a guerra entrava nesses jogos. Seriam os pequenos livros de banda desenhada, cada um de nós querendo-se Búfalo Bill fora do papel? Seriam os filmes no Teatro Faialense, sonhando cada um dos putos ouvir troar na Espalamaca os Canhões de Navarone?
A verdade é que não sabíamos o que era guerra, para além dos livros que trocávamos entre nós, já leste este? e das grandes metragens que faziam as paredes do cinema estremecer.
E era a brincar. Nos castelos, a coisa mais próxima de violência que vivi foi dentro de uma barraca feita de canas e plástico no quintal do Raulinho. Lá dentro, a planear invasões inconsequentes, sentimos pequenas pedras a cair sobre o plástico do telhado e saímos esbaforidos, podia ser tremor de terra. Mesmo a tempo. O filho do vizinho preparava-se para deixar cair sobre nós uma pedra do muro divisório.
Ai tal calhau. Teria sido a nossa Hiroshima de certeza. Cabeças rachadas ou gesso para uma perna, para os colegas autografarem na escola. O filho do vizinho não sabia brincar…
Como não sabiam brincar os rapazes do castelo da ribeira. Usavam farpas de guarda-chuva em vez de setas de plástico. Aquilo se entrava na barriga de uma perna era injecção contra o tétano suplementar. Não sabiam brincar, eram brutos e inconscientes. Guerra, só a brincar.
As verdadeiras guerras deviam passar-se muito longe, para trás do Pico. Mas a gente só sabia delas muito tempo depois, nas páginas de “O Telégrafo”, e não ligávamos muito. Às vezes um mais velho ia para a guerra do Ultramar e voltava com os olhos esbugalhados, metido na aguardente logo de manhã. Às vezes não voltava…
Só muitos anos depois, com a televisão, comecei a “ver” a guerra. Casas caídas, buracos de bombas, gente morta. Nos anos 90, vi a guerra em directo, deitado na cama. No Iraque. Uns traços de luz para um lado, chamados scuds, que atacavam, outros traços de luz, chamados patriot, que defendiam. De noite. Não se via nada de jeito, devo confessar.
Hoje, vejo a guerra depois dos mísseis e dos drones. Nos olhos das crianças. Na Faixa de Gaza, na Ucrânia, em Burkina Faso, na Somália, no Sudão, no Iémen, na Nigéria, em tantos outros países e regiões.
Crianças magras de fome, agitando um tacho, à espera de lhes calhar uma sopa aguada, com sorte uma batata a boiar. Acotovelando-se aos milhares para se chegarem à frente, antes que o caldeirão mor fique vazio.
Crianças gravemente feridas, entrapadas de gaze, aos gritos em tendas que só por terem uma cruz pintada se podem chamar hospitais. E sangue nas suas cabeças, nos seus corpos raquíticos, a dor a sair pela televisão fora e a ficar no quarto, imensa, colada às paredes de breu quando apago a luz para tentar dormir.
As que ainda não levaram com uma bala, com um estilhaço, conseguem sorrir. Mas nos seus olhos não vejo o reino dos céus.
E que Deus perdoe os adultos que não as deixam brincar.
António Bulcão
(publicada hoje no Diário Insular)