mercenário wagner

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【A CAUSA DAS COISAS】
O designado “grupo Wagner”, que suscitou um confronto entre Moscovo e Berlim/Paris, a propósito da alegada presença dos seus mercenários no Mali, é considerado por vários observadores um instrumento da política externa do Kremlin.
A presença dos efetivos da Wagner foi noticiada na Ucrânia, Síria e África, incluindo na província moçambicana de Cabo Delgado.
Referidos pela primeira vez em 2014, no leste da Ucrânia, ao lado dos separatistas pró-russos, voltaram a ser noticiados em 2015, na Síria, em apoio de Bachar al-Assad e ao lado do exército russo, nomeadamente em batalhas relevantes, como a da retoma da antiga cidade de Palmira, o que Moscovo desmentiu.
O espaço de ação da Wagner alargou-se depois. Na Líbia combateu ao lado do marechal Khalifa Haftar e na República Centro-Africana centenas dos seus paramilitares estão como “instrutores” do exército, de tal modo que Paris até refere uma “captura do poder”.
A sua presença tem sido também referida no Sudão, em Moçambique ou na Venezuela, e às suspeitas, nunca provas formais, a Rússia tem respondido com negações.
Segundo meios russos, o comando operacional da Wagner é assegurado por Dmitri Outkine. Poucas coisas são conhecidas deste homem, com cerca de 50 anos, que teria passado pelos serviços de informações militares.
Em Dezembro de 2016, foi recebido no Kremlin durante uma cerimónia de homenagem aos “heróis” da guerra na Síria. Foi mesmo fotografado com o presidente russo, Vladimir Putin.
As finanças da Wagner seriam controladas por um homem-chave do Kremlin, o empresário Evguéni Prigojine, próximo de Putin, sob sanções dos EUA por ingerência eleitoral e procurado pela polícia federal norte-americana (FBI, na sigla em Inglês) por “fraude”.
Prigojine desmentiu sempre as acusações feitas pelos EUA.
O grupo Wagner não tem existência legal na Federação Russa, onde as sociedades militares privadas são proibidas. Não obstante, conta com vários milhares de homens, em particular ex-membros das forças armadas ou dos serviços de segurança, com salários bem mais elevados.
Para o Centro Carnegie de Moscovo, a Wagner acaba por ser “o segredo mais mal guardado da Rússia”. Os meios russos têm noticiado várias vezes funerais de alegados membros do grupo paramilitar.
Segundo o Carnegie, o grupo tem dois papéis: “fornecer ao Kremlin uma possibilidade de negação do envio de combatentes para zonas de guerra” e servir de “instrumento para reforçar a sua influência junto de Estado recetivos”.
Contudo, as operações da Wagner nem sempre são feitas sem perdas ou escândalos.
Uma crise entre a Federação Russa e a Bielorrússia colocou, de forma inesperada, o grupo sob as luzes da ribalta em 2020, quando os dirigentes de Minsk anunciaram a detenção de 33 “mercenários” russos.
Estes homens, transitavam pela Bielorrússia para outros destinos, como Venezuela, Líbia, Cuba, Turquia e Síria. Moscovo reagiu com embaraço e negociou o seu regresso discreto à Federação Russa.
Em Fevereiro de 2018, o grupo teria sofrido pesadas perdas na Síria, durante ataques norte-americanos contra combatentes pró-Damasco, que procuravam controlar campos petrolíferos.
Na República Centro-Africana, três jornalistas russos, que investigavam as atividades da Wagner neste país, foram mortos. Vítimas de bandidos, segundo Moscovo; vítimas de profissionais, segundo a oposição russa.
Acusados de “crimes de guerra” na Síria por organizações não-governamentais, os homens da Wagner são também suspeitos pela Organização das Nações Unidas de abusos na República Centro-Africana.
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OBJETIVOS DA RÚSSIA

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Quem se tenha dado ao trabalho de ler a imprensa oficial russa, sabe que os objectivos políticos iniciais da Rússia na Ucrânia foram:
1) destruição do governo da Ucrânia;
(2) controlo da Ucrânia;
(3) fim da soberania da Ucrânia;
(4) solução da “questão ucraniana” (1) #20
Acresce a criação de uma nova entidade política entre a Rússia e a Bielorrússia.
Segundo a imprensa oficial russa, que ontem publicou uma série de artigos por engano, tudo isto faz parte do plano do Kremlin para criar “uma nova época” que permita à Rússia dominar uma Europa vista como democrática, decadente e vulnerável.
A ideia de que Moscovo começou uma guerra contra a Ucrânia para garantir o controlo do Donbas ucraniano é uma ficção portuguesa.
João Silveira, Paula Gouveia and 204 others
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Guerra na Ucrânia ao minuto: tropas russas atacam Kiev e Kharkiv, Zelensky deixa apelo à Europa – SIC Notícias

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Acompanhe aqui ao minuto os últimos desenvolvimentos e veja em direto a emissão da SIC Notícias.

Source: Guerra na Ucrânia ao minuto: tropas russas atacam Kiev e Kharkiv, Zelensky deixa apelo à Europa – SIC Notícias

 

https://sicnoticias.pt/mundo/conflito-russia-ucrania/guerra-na-ucrania-ao-minuto-comboio-militar-russo-com-mais-de-60-km-a-caminho-de-kiev/?utm_source=onesignal&utm_medium=push&utm_campaign=wp

Do isolamento à saúde mental de Putin. Análise ao comportamento do líder russo – CNN Portugal

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A contestação cresce dentro de portas, também à custa das sanções encontradas pela comunidade internacional. Vladimir Putin parece estar sozinho na ideia de invadir a Ucrânia. Mas é preciso esperar que o tempo e os interesses de quem o apoia confirmem as suspeitas

Source: Do isolamento à saúde mental de Putin. Análise ao comportamento do líder russo – CNN Portugal

LIXO TÓXICO NO MAR

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Mais lixo tóxico no finco do mar
Navio mercante “Felicity Ace” afunda fora da Zona Económica e Exclusiva Portuguesa
Hoje, ao início da manhã, durante o reboque, que se tinha iniciado no dia 24 de fevereiro, o navio “Felicity Ace” perdeu estabilidade tendo vindo a afundar-se a cerca 25 milhas náuticas, o equivalente a 46 quilómetros, fora do limite da Zona Económica e Exclusiva de Portugal, numa área cuja profundidade ronda os 3 mil metros.
No local registam-se alguns destroços e uma pequena mancha de resíduos oleosos, que está a ser dispersa pelos jatos de água dos rebocadores e que se encontra a ser monitorizada pela Direção de Combate à Poluição da Autoridade Marítima Nacional e pela Agência Europeia da Segurança Marítima (EMSA).
Está igualmente previsto um empenhamento de uma aeronave C-295 da Força Aérea portuguesa.
A Marinha continua a acompanhar a situação, nomeadamente através do Instituto Hidrográfico, que mantém a atualização dos cálculos da deriva da mancha atual.
Também o NRP Setúbal se deslocou a Ponta Delgada para reabastecer e regressará à área do afundamento a fim de continuar a monitorizar a situação. A bordo do navio seguem mergulhadores da Marinha e material de combate à poluição, nomeadamente barreiras oceânicas de proteção/contenção de poluição da Autoridade Marítima Nacional.
De forma preventiva, um dos rebocadores que se encontrava a efetuar o reboque está em trânsito para Ponta Delgada de forma embarcar um reforço de material de combate à poluição.
O navio mercante “Felicity Ace”, que navegava a 90 milhas náuticas (cerca de 170 km) a sudoeste da ilha do Faial, sofreu um incêndio a bordo no passado dia 16 de fevereiro. Os 22 tripulantes foram resgatados e transportados em segurança para o aeroporto da Horta.
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