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Fernando RamosAntes da “EC”, existem as baiucas da “igualdade” e quejandos. Uma escola publicitada como “child friendly” daria uns bons sketches no Contra-Informação.
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446 JÁ NÃO SOU PACIFISTA 1.3.2022
Sei das 150 invasões dos EUA e 220 guerras, perdi a conta às israelitas, chinesas (incluindo anexação do Tibete), indianas, paquistanesas, somalis, etíopes, de mil e uma outras nações, povos, tribos ao longo dos últimos 200 anos (nem quero ir mais atrás na história).
Sei dos crimes de guerra no Iraque, na Palestina, no Iémen. Timor, Biafra, Camboja, Myanmar (Birmânia), do Hitler, Estaline, Mao, Pinochet e tantos outros ao longo de 72 anos de vida, a maioria deles impunes e sem irem ao tribunal da Haia.
Sei que quem manda nos EUA são os fabricantes de armas, as farmacêuticas e mais uns tantos donos disso tudo e que precisam de vender mais armamento para aumentarem os seus lucros colossais e manterem o seu poder.
Sei que a NATO não tem sido flor que se cheire no Iraque, Síria, Líbia, e outros, mas, finalmente, saltou-me a tampa. Independentemente das asneiras que o ocidente tenha feito em 2014 na Ucrânia, da indiferença na anexação da Crimeia e da Geórgia, há apenas dois factos que hoje relevam para mim: a invasão injustificada, por mentiras e falsos pretextos ordenada pelo czar megalómano saudosista da Grande Rússia (Vladimir Putin) e o facto de a Ucrânia ter abdicado em 1991 de todas as suas armas atómicas com a promessa de que a Rússia nunca atacaria.
Isto só prova que nós pacifistas precisamos de estar bem armados para nos defendermos e não sermos invadidos, e a nossa poesia carregada de simbologia de nada serve neste mundo louco, onde as palavras e a diplomacia são letra morta.
Milhares de mortes e milhões de refugiados, além de um novo mapa mundial, serão os resultados previsíveis deste conflito a menos que o louco, irado, frustrado e complexado, carregue no botão e apague da face da terra uns estimados 90% de seres humanos pensando poder sobreviver no seu bunker algures na Sibéria para daí comandar os aborígenes australianos, esquimós e outros povos sobreviventes. E eu, pacifista, me confesso, são precisas armas para calar as armas, antes que nos calemos todos.
Chrys Chrystello, drchryschrystello@journalist.comJornalista, Membro Honorário Vitalício nº 297713[Australian Journalists’ Association – MEEA]Diário dos Açores (desde 2018)Diário de Trás-os-Montes (desde 2005)Tribuna das Ilhas (desde 2019)Jornal LusoPress Québec, Canadá (desde 2020)Jornal do Pico (desde 2021) |

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Começam a ouvir-se vozes dissidentes entre os multimilionários russos, contra a ofensiva de Vladimir Putin na Ucrânia, tanto dentro como fora do país. Nas últimas horas, quatro deles, um dos quais de origem ucraniana, exprimiram sem meias palavras a sua oposição à guerra ou ao caos económico que os ameaça.
Source: Quatro oligarcas exprimem oposição à guerra na Ucrânia
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Os europeus saíram à rua para apoiar a Ucrânia e pedir a paz, os governos apressaram-se a emprestar dinheiro para Kiev comprar armas. Faz sentido? Se olharmos para a guerra com olhos de guerreiros, a resistência armada, mesmo que apenas adiando a derrota, é sempre vista como uma coisa heroica. Mas a mim até o apelo do presidente Zelensky aos cidadãos de Kiev para ficarem e defenderem a capital me custa aceitar, pelo número de vítimas civis que a guerra urbana acarreta. A guerra com armas é para os militares. Derrotar um ditador como Putin, rodeado de uma oligarquia multimilionária, só se consegue com sanções inteligentes. Fechar a torneira do dinheiro é a única coisa que os amigos do czar percebem. É nos Abramovich desta vida que reside a solução para esta guerra.Olhemos para a estratégia que levou ao reforço do poder militar da Ucrânia, pensando que dessa forma evitavam mais imperialismo russo. Depois de todas as armas que compraram nos últimos anos, os ucranianos não passaram a estar capazes de evitar uma invasão dos russos, apenas resistirão mais tempo. O que se torna muito difícil de perceber é que o Ocidente considere (bem) que não faz sentido resolver este conflito pela força das armas, mas entenda que faz sentido emprestar mais umas centenas de milhões de euros para a Ucrânia lhe comprar armas, que os russos se têm encarregado de destruir, à medida que sobem mais uma escala na criminosa invasão do seu vizinho, ex-povo irmão das repúblicas socialistas soviéticas.A Ucrânia tem um PIB a rondar os 140 mil milhões de euros e, nos últimos 15 anos, praticamente triplicou a percentagem dessa riqueza que é gasta anualmente com o seu exército. É fazer as contas, como dizia o secretário-geral das Nações Unidas, no tempo em que era apenas candidato a primeiro-ministro de um país da União Europeia. Eu fiz, de cabeça. Um ponto percentual equivale a mil e quatrocentos milhões de euros, sendo que 4% são 5,6 mil milhões a cada ano que passa, muitos milhares de milhões desde que a Crimeia foi anexada por Moscovo, em 2014. É uma gota de água, comparada com a riqueza que o vizinho gigante gasta para continuar a ser uma potência militar de primeira grandeza. Uma potência nuclear.Quando a guerra faz que tudo o resto que acontece no mundo não mereça mais que um minuto da nossa atenção, os pacifistas são vistos como traidores por ambos os lados da barricada. Só que é preciso não gastar mais tempo a contribuir para a matança, sem fechar de vez a torneira do dinheiro à oligarquia liderada por Putin. Em todos os cantos do mundo, onde esses oligarcas possam ter um cêntimo que seja, é preciso fechar-lhes a torneira. Esta é uma batalha onde não há espaço para tréguas nem paninhos quentes e, sobretudo, não pode haver perdão para qualquer réstia de hipocrisia dos líderes ocidentais. Nenhuma vida tem preço, nem há pragmatismo que justifique hesitações nesta guerra em que Putin acabará inevitavelmente derrotado.
Source: A arma que vai derrotar Putin
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L’offensive contre l’Ukraine se révélant beaucoup moins aisée que prévu, et les réactions occidentales étant massives, la Russie brandit une menace que l’on aurait tort de sous-estimer…
Source: Pourquoi il faut prendre les menaces nucléaires russes au sérieux