Virou Chá: Meteorito que caiu na Indonésia virou bebida ‘milagrosa’ – Galeria do Meteorito

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O primeiro meteorito de 2021, aquele que caiu no Vilarejo Astomulyo, na Indonésia, no Distrito de Punggur, pesando 2 quilos, que atravessou o telhado

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CAMILO E AS CAUSAS DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

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CAMILO E AS CAUSAS DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS
Todos nós experimentamos, lemos, enfim, sabemos, e (pelo menos alguns de nós) afirmamos e repetimos, que o clima está a mudar, e que tal se deve à intervenção humana. Porém, achamos sempre que isso é coisa de causas recentes – e os fundamentalistas do costume começam logo a montar os devidos esquemas de censura, de proibição e de abaixo isto e mais aquilo.
Como, em geral, as leituras dos fundamentalistas de qualquer causa – não importa qual seja ela, desde que seja uma «causa» – nunca vão além das suas próprias lombadas e das lombadas dos seus correligionários, o mesmo se aplicando aos negacionistas de qualquer espécie e atrevimento, atrevo-me a receitar a todos eles uma leitura atenta dos parágrafos iniciais do romance A SEREIA (1865), de Camilo Castelo Branco, onde se comprova à barda que essa coisa das alterações climáticas já é quase tão velha como a Sé de Braga (pelo menos tal como ela ficou após as grandes obras do século XVIII).
Ei-los então:
«Estamos no dia 15 de Maio de 1762.
Naquele tempo, os dias de Maio, no Porto, eram temperados, alegres, perfumados, encantadores. A Primavera, há cem anos, aparecia quando o calendário a dava. Ninguém saía da sua casa às cinco horas duma tarde cálida de Maio, com um casaco de reserva no braço para resistir ao frio das sete horas; nem o paralta portuense levava escondido na copa do chapéu o cache-nez, com que, ao anoitecer, havia de resguardar as orelhas da nortada cortante.
O globo, naquele tempo, movia-se em volta do sol com a regularidade assinada pelos astrónomos. A gente ditosa, que então viveu, podia confiar-se nos entendidos em rotação dos planetas; e os sábios podiam sem receio responsabilizar-se pela pontualidade das estações. Quem, à face da folhinha, se vestisse de fresco em Maio, podia sair à rua trajado de holandilha ou vareja, que não entraria em casa a espirrar constipado pela súbita frialdade que o surpreendeu. A gente fiava-se dos sábios, os sábios da ciência, e a ciência dos factos repetidos.
Depois, porém, daquela época, desconcertaram-se os sistemas das regiões altas. As pessoas muito espirituais receiam que este desconcerto venha a desfechar no fim do mundo; outras, mais racionalistas, pretendem que a desordem das estações proceda de causas que, passado um indeterminado período, cessem de existir. Ninguém se lembrou ainda de conjecturar que as vaporações constantes das fornalhas e o fluido eléctrico de que o ambiente está saturado, possam ter influído na substância dos sólidos e fluidos componentes do maquinismo celeste, alterando-lhes o modo de actuarem sobre a terra. Se algum sábio estivesse de pachorra para demonstrar a profundeza desta minha hipótese original, ficávamos convencidos nós de que a civilização do fumo e a dos arames eléctricos, afinal, acabariam de todo com a Primavera. Em compensação, os engenhosos destruidores das nossas alegrias de Maio, haviam de inventar uns fogões cómodos para o nosso uso em Julho.»
E pronto.
May be an image of text that says "BIBLIOTHECA MORÉ CAMILLO CASTELLO BRANCO A SEREIA ලෙက மወజTOം EM CASA DA VIUVA MORE-EDITORA EDITORA 1865. sn"
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AFEGANISTÃO texto de Artur Queiroz

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AFEGANISTÃO
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Afeganistão, texto de Artur Queiroz
O Afeganistão é um país inóspito, montanhas sobre montanhas, rochedos, pedras soltas são o manto da terra e uma finíssima poeira anda sempre no ar. As cavernas são palacetes dos mais bafejados pela sorte e uma tâmara seca é refeição para todo o dia Alexandre o Grande quis apoderar-se daquelas paragens para ali criar uma plataforma que lhe permitisse conquistar toda a Ásia e apoderar-se da rota da seda. Retirou vergado ao peso da derrota.
O império Britânico, no século XIX, concentrou forças militares na região para impedir as expedições do império Russo de chegarem à Índia, com mais de oito mil quilómetros de costa, já que o território incluía o Paquistão, com mil quilómetros de costa marítima. Assim ficavam abertas as portas também para o Golfo de Omã e o Mar Arábico. Todas as rotas comerciais ficavam à disposição dos czares. Para o império russo era o fim do gueto dos mares gelados e as portas abertas para o mundo. Os britânicos levaram o cerco muito a sério e criaram o Corredor de Vakhan, no Tadjiquistão, para que as expedições russas não chegassem ao Afeganistão e depois aos mares quentes.
Os políticos de Londres sabiam que o Afeganistão é um país estratégico porque liga o Médio Oriente à Ásia Central e à Índia. Assim, no final do século XIX criaram ali um Estado Tampão com o fim único de isolar os russos em terra, porque os seus mares gelam no Outono, Inverno e Alta Primavera. Foi uma forma expedita de eliminar a concorrência do comércio das especiarias, ouro e pedras preciosas.
Os afegãos nunca se submeteram aos britânicos e guerrearam os invasores estrangeiros. A Terceira Guerra Anglo-Afegã terminou com o Tratado de Rawalpindi, em 1919. Os ingleses foram derrotados e retiraram humilhados. Em 1978, os grupos revolucionários marxistas tomaram o poder e pediram o apoio da União Soviética, no ano seguinte. Este chamamento soou como música aos soviéticos, que imediatamente enviaram tropas do Exército Vermelho, para o território, passando pela República Socialista Soviética Tadjique (Tajaquistão). Finalmente estavam livres do gueto do gelo. Os mares quentes estavam ao alcance das autoridades de Moscovo. Os serviços secretos dos EUA e britânicos fizeram soar o alarme.
Em breve entraram em cena os “mujahidin” que não eram mais do que tropas criadas pelos EUA, Paquistão, Arábia Saudita e os “expert” do passado, serviços secretos de Londres. A CIA moldou um saudita da família real, Osama Bin Laden, para comandar os insurgentes. Os rebeldes triunfaram, em 1992. Não é possível combater contra soldados que comem por dia uma tâmara seca, bebem um dedal de água e dormem nas cavernas do fim do mundo. O Exército Vermelho retirou, quando o Governo de Cabul caiu. Atrás ficou uma guerra civil sangrenta que culminou com a ascensão ao poder dos talibãs, em 1996, por delegação de Osama Bin Laden, o todo-poderoso operacional da CIA.
Em Dezembro de 2001 o Conselho de Segurança da ONU deu carta-branca à criação de uma força internacional “para a segurança” no Afeganistão. Tropas dos EUA e de vários países da NATO (Portugal incluído) invadiram o país e derrubaram o governo dos talibãs, que se organizaram na táctica de guerrilha. Na época, Fidel Castro aconselhou o presidente Bush a não enviar tropas para o país. “Não mandem os vossos filhos para um país inóspito onde vão morrer por nada”. Não foi ouvido. Quando as tropas invasoras começaram a ter sérios revezes militares, responderam com graves crimes de guerra, bombardeando populações civis.
Os invasores estrangeiros criaram (sempre com o acordo da ONU), em Novembro de 2001, a Autoridade Afegã Interina cujos membros eram conhecidos narcotraficantes. Para “reconstruir” o Afeganistão teve lugar, em 2002, a Conferência Internacional de Doadores em Tóquio. Foi criado um fundo de 4,5 mil milhões de dólares, administrado pelo Banco Mundial. Nesta fase, o tráfico de ópio já era o mais importante negócio no Afeganistão. Após a queda do regime talibã, em 2001, e até 2007, o negócio aumentou mil por cento! O Comité das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC) emitiu nesse ano um relatório onde denuncia que 93 por cento dos opiáceos (ópio e heroína) no mercado mundial tiveram origem no Afeganistão.
O presidente Joe Biden disse agora, com uma sinceridade louvável, que os EUA nunca tiveram a intenção de reconstruir o Afeganistão. Os seis triliões de dólares lá enterrados foram apenas para dar uma mão à indústria bélica norte-americana, hoje a única estão nas mãos de Washington. Todas as outras já são de estrangeiros. Além do negócio de armamento, os EUA também criaram em Cabul a Universidade Americana do Afeganistão, uma instituição ligada à CIA e que tinha a missão de formar mão-de-obra para manter a ocupação estrangeira.
Ao fim de 20 anos de guerra, os talibãs regressaram ao poder, triunfantes. As forças estrangeiras retiraram à pressa, vergadas ao peso da derrota. Mas deixaram no país unidades guerrilheiras, para criarem obstáculos aos vitoriosos. A História repete-se. Os vencedores vão fazer um governo e os invasores estrangeiros deixaram as sementes de uma guerra civil. Vamos ver se conseguem criar um novo Osama Bin Laden.
Um país montanhoso, desértico, com 32 milhões de habitantes, sem frente para o mar, só pode ser um tampão, seja aos sequestrados pelos mares gelados da Federação Russa ou aos reconstrutores da Rota da Seda, a República Popular da China.
Também é paraíso da papoila, uma bela flor rubra. O ruído dos Media ocidentais, latidos raivosos, serve agora para esconder situações escabrosas e evitar perguntas incómodas. O Banco Central do Afeganistão informou, em comunicado, que nove mil milhões de dólares em reservas estratégicas foram transferidos “para o exterior”, pelo governo dos EUA/NATO. Onde está o dinheiro?
A preocupação com os direitos das mulheres afegãs não tem correspondência com os direitos espezinhados e confiscados das mulheres nas monarquias do Golfo. Ali não têm direito de cidadania. Os emirados do Golfo Pérsico, pior, muito pior. A Arábia Saudita é o cemitério dos direitos das mulheres. Washington e a NATO apoiam estes regimes. Um pretexto esfarrapado que nada tem a ver com direitos humanos, antes uma manifestação exuberante de terrorismo de estado.
O Estado Tampão vai continuar, se o Paquistão quiser. Mas a Federação Russa e a República Popular da China, nesta repetição da História, têm uma palavra decisiva. Provavelmente, a última palavra. Os povos submetidos pelos EUA e seu braço armado NATO perderam o medo ao papão. E agora vai ser difícil travar o desmoronamento do último império. Tinha que ser no Afeganistão.
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CNA: Governo prepara-se para “tirar a propriedade aos pequenos” produtores rurais – AGRICULTURA E MAR ACTUAL

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Partilhar              A direcção da CNA — Confederação Nacional da Agricultura diz que “o Governo prepara assalto ao direito de propriedade dos pequenos proprietários rurais”. Em causa está a constituição do “Grupo de Trabalho para a Propriedade Rústica”, com a missão de desenvolver recomendações e propostas de actuação tendentes a promover a concentração e facilitar a gestão …

Source: CNA: Governo prepara-se para “tirar a propriedade aos pequenos” produtores rurais – AGRICULTURA E MAR ACTUAL

Bruxelas aprova ajuda de Estado de 10 ME para agricultores açorianos – Jornal Açores 9

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O regime de apoio aos agricultores foi aprovado, segundo um comunicado do executivo comunitário, ao abrigo do Quadro Temporário de Auxílios Estatais. A ajuda de Estado em causa assumirá a forma de subvenções diretas que visam atenuar a falta de liquidez que os beneficiários enfrentam, e abordar parte das perdas sofridas devido ao surto do […]

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QUE FUTURO – 12.10.2020, CRÓNICA 363

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18.45. QUE FUTURO – 12.10.2020, CRÓNICA 363

Ao contrário de um célebre político que raramente se enganava, eu, por vezes, antecipo bem, outras mal, aquilo que os meus algoritmos mentais compilam de tudo o que vejo e leio. Antevejo que o número de casos positivos (ditos infetados) continue a subir em flecha em todos os países, que se anuncie a rutura dos sistemas hospitalares (falta de camas, médicos, enfermeiros), à medida que a gripe normal e as pneumonias outonais aumentam sendo testadas e dando positivo para o SARS-COV2.

Que, pontualmente umas atividades sejam suspensas ou interditas, em troca de outra, sem nexo ou coerência, como aliás tem sido norma desde o início da pandemia. Nos lares e demais depósitos de velhos a mortalidade continuará alta, mas a proibição de contacto incidirá apenas nos membros de família que não poderão visitar os familiares (a maioria já não o fazia antes). As escolas continuarão na macacada atual, umas fecharão outras não, neste circo mascarado que impuseram a professores e alunos. Se estivessem preocupados com a doença, mandavam todos para casa e cancelavam o ano. Os eventos políticos, touradas e de humor ou entretenimento podem continuar pois provou-se que o Covid ali não ataca, apenas nos estádios de futebol, locais de culto e outros previamente selecionados. Os serviços públicos e hospitais continuarão a deixar as pessoas à chuva, ao vento e ao frio, à espera de vez, para serem atendidos. Qualquer maleita ou mesmo um AVC não pode ser tratado sem o teste ao Covid (pode ser que morram antes de vir o resultado do teste como já foi reportado).

 

O Presidente avisou e a senhora da saúde afirmou perentoriamente (como já disse e desdisse outras coisas noutras ocasiões) que o contágio se faz em família pelo que o melhor é cancelar todas as festividades de natal, o que interessa é despersonalizar os indivíduos, quebrar os elos sociais de amigos e família mantendo o regime de medo, delação e intimidação, e à socapa vão-se introduzindo medidas de controlo social, tudo em nome da saúde pública (curiosa semelhança com as medidas antiterrorismo depois do 9/11), e o povo medroso, amedrontado e submisso, a tudo anuirá. Em vez de se proteger e fortalecer o sistema imunitário continuará a desinfetar-se tanto que chegará o dia em que a mais pequena bactéria o prostrará por não ter defesas.

Todos os que se opuserem a esta nova ordem mundial, serão apodados de negacionistas, defensores das teorias de conspiração, desacreditados e marginalizados, enquanto os meios de controlo total não entram em vigor (no aeroporto de Lyon já introduziram “experimentalmente” os métodos de reconhecimento usados na China). Não faltará muito para todos nos termos de sujeitar à verificação (já nos tiram a temperatura à entrada de algumas entidades) e à apresentação de certificado de saúde válido.

Por meio de um aplicativo, o governo da China já faz o monitoramento da saúde dos seus cidadãos, classificados com bandeira verde, amarela ou vermelha, para controlar onde e quando uma pessoa esteve. O software (alegadamente) ajuda a prevenir a propagação do vírus, e fornece às forças policiais informações pessoais e permite isolar quem estas decidam, com o aplicativo a poder monitorizar a localização dos cidadãos.

Tudo, claro em nome da saúde pública e para evitar a propagação Covid. Os chineses que levarem multas de trânsito, desrespeitarem ordens judiciais, fumarem em locais proibidos, acumularem dívidas, ou postarem notícias falsas online, entre tantos outros critérios, podem ter os seus créditos reduzidos. Nesses casos, as punições vão de restrições na compra de passagens de avião e comboio ao bloqueio de acesso a linhas de crédito, passando pela proibição da matrícula dos filhos nas escolas e pelo veto a um posto de trabalho em órgãos públicos. Ora bem, não digam que não vos avisei quando isto suceder na vossa comunidade.

COVID FASE 3 NO ADMIRÁVEL MUNDO NOVO, 25.10.2020. CRÓNICA 364

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18.46. COVID FASE 3 NO ADMIRÁVEL MUNDO NOVO, 25.10.2020. CRÓNICA 364

 

Dia 1 de janeiro (ano incógnito) começa uma nova era, a União Europeia decretou e deu poderes plenos aos estados membros para implementarem, de imediato, na medida das suas disponibilidades técnicas, as novas medidas de saúde púbica, necessárias para se lidar com a pandemia SARS-COV2 que alastrou, de forma descontrolada, por todo o mundo. Assim, a partir de hoje, o Estado decide quem pode sair de casa, quem se pode dirigir ao emprego, quem pode ir aos hipermercados fazer compras, decidindo o que cada um pode comprar se o Estado considerar tais compras essenciais e de primeira necessidade. Nem todos os itens expostos podem ser adquiridos. Os levantamentos bancários continuam suspensos enquanto se introduzem as novas moedas virtuais e se faz a conversão de débitos e créditos em bitcoins e outras moedas.

Os programas de reconhecimento facial serão lentamente introduzidos em todos os países para permitirem um maior controlo de ameaças terroristas e de grupos (negacionistas) que visam desestabilizar a sociedade, contrariando as medidas de controlo da pandemia e de bem-estar e saúde de todos os cidadãos.

Todas as viagens para fora dos concelhos de residência e do país, terão de ser previamente autorizadas através do novo cartão de cidadão e de créditos sociais. As viaturas privadas só podem circular se previamente os seus proprietários tiverem obtido os créditos sociais necessários para circular e apenas nas áreas autorizadas.

O novo sistema da EU permitirá aos cidadãos e empresas uma recompensa ou punição pelo respetivo comportamento social, como forma única de se debelar a grave crise de saúde que a Europa atravessa.

Este novo sistema de créditos sociais inclui todas as ações que possam afetar a honestidade e idoneidade de cada pessoa (exemplos: não atravessar a rua nas passadeiras e zebras, escrever falsidades nas redes sociais, difamar, propagar boatos ou notícias falsas relativamente ao Estado e seus membros, não reciclar os resíduos urbanos, ter dívidas não pagas, ter comportamentos de alcoólatra, excesso de tempo gasto em jogos online, etc.. Só assim será possível alcançar “harmonia social” nos campos da saúde, higiene e planeamento familiar; segurança social, cuidados com os mais velhos e caridade; trabalho e emprego; educação e investigação científica; cultura, desporto e turismo; proteção ambiental e poupança energética; aplicações e serviços de Internet; vida económica e social.

Tudo o que for publicado online será rastreado e incluído na pontuação de cada cidadão, o que significa que quem postar mensagens positivas sobre o país, o governo, o sistema social, a economia, etc., terá uma classificação mais elevada (e vice-versa, é claro).

Mas o que é maior garante da justiça deste novo sistema, e a fim de evitar fraudes, é que os cidadãos não terão controlo total sobre a sua própria pontuação, pois a mesma depende também do que amigos e familiares disserem e fizerem online. Ou seja, se o cidadão X tiver o azar de ser amigo ou familiar de alguém que faça um comentário negativo online, ou que incorra em algum tipo de comportamento “desadequado“, o resultado é que o mesmo terá consequências negativas na sua classificação baixando-o e mesmo que X não tenha absolutamente nada a ver com o assunto.

Por outro lado, se cometer um ato heroico, fizer doações, participar em programas de voluntariado poderá ter mais pontos na sua classificação pessoal, uma espécie de Euromilhões que lhe permitirá ter mais benefícios como internet mais rápida, mais viagens, mais compras, inscrever os filhos nas escolas de topo, obter empréstimos bancários, candidatarem-se a benefícios da segurança social, concorrerem à função pública, poderem trabalhar no setor da restauração e hotelaria, na indústria da medicina, bem como na transação de certo tipo de ativos; conduzirem comboios ou aviões; visitarem certos restaurantes, hotéis, clubes, adquirirem seguros de natureza variada; renovarem a própria casa e, finalmente, e como já referido, sofrerem imposições à velocidade da Internet, que ficará mais lenta.

Tudo vai depender do seu nível de confiança e credibilidade. Para muitos analistas, há muito que os vários governos vinham solicitando autorização para este novo sistema de monitorização e classificação individual.

E já vivemos há anos num mundo onde algoritmos preditivos determinam se somos uma ameaça, um risco, um bom cidadão ou se somos de confiança, pelo que a ameaça COVID veio permitir finalmente criar uma sociedade mais harmoniosa e funcional.

No entanto, como nota discordante, surgiu em Portugal um movimento que pretende declarar a inconstitucionalidade das novas normas através de uma providência cautelar.

A publicação deste artigo, comprovada que foi a sua originalidade, dá um crédito de 5 pontos ao autor

Com aeroporto fechado, afegãos fogem para o Paquistão

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O último militar dos Estados Unidos deixou o Afeganistão na noite de segunda-feira (30), encerrando 20 anos de guerra, a mais longa da história dos EUA. Enquanto o Talibã tomava o aeroporto militar d…

Source: Com aeroporto fechado, afegãos fogem para o Paquistão

MALOÁS EM SANTA MARIA

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Ribeira do Maloás (Mal-o-hás?), Santa Maria.

1 Year Ago
Junto das magníficas disjunções prismáticas da Ribeira do Maloás, abrilhantadas com cascata!
No photo description available.
Paula De Sousa Lima, Maria Antónia Fraga and 2 others
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