povo aquático

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POVO DE BAJAU
Capazes de mergulhar mais de 70 metros e permanecer submersos por até cinco minutos, os bajaus possuem características genéticas que os adaptam ao seu estilo de vida
Mergulhadores, Povo de Bajau, grupo semi- anfíbio - Mar Sem Fim
MARSEMFIM.COM.BR | BY JOAO LARA MESQUITA
Mergulhadores, Povo de Bajau, grupo semi- anfíbio – Mar Sem Fim
O povo de Bajau, mergulhadores do arquipélago malaio, passa quase toda vida no

sou. Mulher! Sandra Fernandes

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Eu tinha tudo para ser…

Cedo percebi que ter nascido mulher me iria trazer algumas batalhas dolorosas de travar. Mas tinha de as enfrentar de caras, sem fugir ou passar a vez.
Nasci num mundo de homens. Sim. Ainda há quem acredite que o homem é o dono do mundo, quando estes, tantas vezes nem sabem bem o que fazer com a sua vida, quanto mais com a vida dos outros…

À minha volta, na sua maioria, as figuras eram masculinas. Umas a aprenderem a ser macho, outro macho puro, e no meio daqueles exemplos, um, o meu Avô, que apesar de às vezes parecer rústico, carregava uma sabedoria serena difícil de encontrar num homem. Morreu cedo demais… A sua partida deixou-me à beira do precipício…

A menina da casa tinha de seguir os padrões estipulados. Nada de andar de bicicleta, brincar com amigas, estava fora de questão. Continuar os estudos… Nem pensar.

Durante muitos anos ouvi que “o lugar de mulher é em casa”, a “obedecer o marido em tudo” e “a criar os filhos”. Ouvi “que mulher que trabalha fora é puta” e que “mulher que pinta os beiços (lábios) com batom era mulher da vida”… Realmente, eu tinha tudo para ser uma destas mulheres que acabam por ceder a estes ensinamentos… Mas não cedi! Segundo o modelo, sou puta até hoje, continuo a ser uma “mulher da vida”, que já casou duas vezes, que já se divorciou duas vezes e contínua “à procura de sarna para se coçar”…

Durante anos, eu vi como não se deve tratar uma mulher, a mãe dos filhos, a companheira que abriu a porta de casa para abrigar quem tinha sido expulso de casa dos pais e não tinha aprendido com o desamor de mãe… Durante anos, muitas vezes jantei no meu quarto para não aborrecer o monstro que morava em casa.
Durante anos eu deixei de andar de bicicleta, deixei de brincar com as amigas… De um dia para o outro, deixei de ir ao Liceu, pela simples razão de que “mulher é em casa, sentada no canto do estrado a fazer renda…”. Eu deixei a meio o estudo do Auto da Barca do Inferno, para viver o inferno em tempo real, deixei para trás os Lusíadas e fui viver o meu próprio Cabo das Tormentas, passei a ser o escudo defensor da Mulher que mais amo neste mundo…

Eu pensava que a minha realidade poderia mudar, se eu mudasse de lugar. Mas os meus dezasseis anos, não me permitiam ver ainda que, de onde tinha vindo aquele monstro, tinham vindo outros mais… Mais monstros haviam sido criados para fazerem das mulheres, não companheiras de vida, mas escravas, não seres felizes, mas máquinas de cozinhar, lavar e passar, e à noite serem fodidas como se não sentissem, como se não estivessem ali, quer lhes apetecesse ou não, serem tocadas e invadidas…

Eu tinha tudo para ser uma fraca. Sem auto-estima, sem amor-próprio, sem vontade de viver e procurar amor… Cada queda que dei deixou uma ferida. Cada vez que me levantei, criou em mim uma cicatriz… Mas ter sofrido à mão de alguns homens que passaram na minha vida, não me faz odiar todos os homens. Não podia, que “uma árvore não faz a floresta”. A vida deu-me a missão de criar um e ensinar-lhe que o homem não pode tudo por ser homem e que ser homem não faz dele mais, nem menos do que uma mulher. Desde cedo que lhe ensinei que não há tarefas de homem nem de mulher, há sim tarefas que precisam ser feitas e que em nada nos reduzem. Cedo lhe ensinei que o corpo de uma mulher não é terreno baldio. Cedo aprendeu que Sim é Sim e Não é Não.

Eu tinha tudo para ser saco de pancada. Mas não. Vou defender-me sempre que me sentir ameaçada. Não deixo que mais ninguém me empurre escada abaixo… Não permito que mais nenhum homem me levante a mão ou me use, quer a nível emocional ou material, como se a minha vontade, os meus interesses ou os meus desejos não existam.
Há uma altura da nossa vida que não podemos continuar a perder tempo com o que não tivemos. Temos de avançar. E avançar é dar valor ao amor que nos foi dado e acreditar que ainda há muita coisa boa para nós.
Há quem diga que temos de perdoar para avançar. Eu sei que só perdoo quando sinto que foi um erro, mas repetições não podem ser vistas como erros. E não posso perdoar quem nunca muda e quem nunca se arrepende… Apenas deixa de fazer parte da minha vida, deixa de ter tempo e importância. Se isto me deixa mais fria? Não. Apenas mais leve… Que de nada adianta carregar quem não quer seguir, aprender e evoluir…
Eu tinha tudo para ser um ser vazio, sem poesia no interior, mas eu dou importância a quem me estima e a quem me dá amor. Tenho tantos capítulos tristes e magoados para partilhar, mas agora dou privilégio aos que me fortalecem e me levam aos jardins da felicidade…
Cedo percebi que ter nascido mulher me iria trazer algumas batalhas dolorosas de travar. Mas tenho de as enfrentar de caras, sem fugir ou passar a vez.
Por mim e pelas mulheres da minha vida.
Aquelas que nasceram livres e aquelas que conquistaram a sua liberdade, com lágrimas e dor, e ainda assim, sempre têm para dar, um abraço de amor.
Pelas mulheres que não se vitimizam para ter atenção.
Pelas mulheres inteligentes que não usam atributos físicos para atingirem lugares de destaque. Pelas mulheres que até podem ter errado como mulher mas não como mães.
Eu tinha tudo para ser…
E sou.
Mulher!

Sandra Fernandes
8 de março de 2021 ❤

racismos

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May be a black-and-white image of 1 person and indoor
A propósito dos insultos de Mamadou Ba ao povo português e à sua História, escreve Paula Helena Ferreira da Silva (Assistente Graduada de Ortopedia, Chefe de Equipa do Serviço de Urgência do Centro Hospitalar do Baixo Vouga):
Tal como o Sr. Mamadou, nasci em África. Não me corre sangue africano nas veias, mas a alma moçambicana habita em mim.
Fui expulsa do meu país sem hipótese de escolha, sem justificação, tão somente pela cor da pele, arrancada à força da minha família, da minha casa, dos meus conterrâneos.
Fui expulsa por pessoas como o senhor e os seus comparsas do SOS Racismo.
Roubaram-me o resto da infância e da adolescência, forçada a viver em hábitos e costumes diferentes onde só a língua me unia.
Durante décadas, senti-me deslocada, fui barbaramente vítima de bullying, mandada para a minha terra vezes sem conta apenas e só por ser retornada…
A ignorância não tem limites e retornada não sou, refugiada talvez, pois a nada retornei. Nasci em África com muito orgulho e mantenho orgulho na História que me proporcionou que assim fosse.
Nasci na maravilhosa cidade de Lourenço Marques, a pérola do Índico, no fantástico continente africano, rico nas gentes e nos recursos, destruído por décadas de governos ditatoriais que o senhor tanto defende.
O senhor não sabe, mas em 1974, Moçambique era o produtor número um do mundo de algodão e cana de açúcar.
Hoje, é um dos países mais pobres do mundo!
Os retornados foram a maior lufada de ar fresco a entrar em Portugal.
Ao contrário de si, os retornados e refugiados das ex-colónias, apesar de apenas trazerem a roupa do corpo e a alma carregada de tristeza e mágoa, trouxeram também a resiliência e transformaram a mágoa em trabalho e não em ódio e raros são os que não singraram.
Nada trouxemos na bagagem a não ser memórias. Tudo foi confiscado, queimado, dizimado. Mas ao contrário de si, a quem tudo foi dado de mão beijada, não nos vitimizámos, não nos encolerizámos, apenas trabalhámos! Trabalhámos e honrámos a Terra e as gentes que nos acolheram!
Não hostilizámos, não ridicularizámos, não confrontámos os Portugueses da metrópole! Apenas trabalhámos, com a resiliência que nos caracteriza, porque ao contrário de si, as nossas feridas não estão putrefactas e não destilam ódio, antes pelo contrário, emanam tolerância e compaixão.
Ao contrário do senhor, não recebemos subsídios, não recebemos apoios, o único apoio foram e continuam a ser as doces memórias.
Memórias de países maravilhosos ao qual um dia ansiávamos voltar, de gente humilde de sorriso largo e alegria sem fim, memórias do cheiro da terra molhada, do cheiro das gentes, das cores, de vidas simples.
Mantenho gravado o dia da partida e do choro de despedida de quem me criou e amparou e a isso, senhor Mamadou, chama-se Amor. Nós, Africanos brancos, sentimos amor pelos nossos conterrâneos, mas sei que para si não é amor, é racismo.
Sim, senhor Mamadou, ainda hoje sinto amor pelos meus conterrâneos, choro por eles e pelos vis ataques que sofrem em Cabo Delgado, que curiosamente nunca o ouvi defender.
Em si só vejo ódio, intriga e difamação.
O racismo não se combate com racismo!
O ódio não se combate com ódio!
Humildade e gratidão é coisa que não lhe assiste. E trabalho Sr. Mamadou? Não será por interesse que move esse ódio? É que esse ódio dá-lhe tachos e tachinhos e trabalho? As suas mãos não parecem ter calos e o seu sobretudo de caxemira não me parece second hand.
Senhor Mamadou, o senhor pode ter instrução, mas não tem educação.
Sou de uma geração em que fui educada a respeitar o meu país, Portugal, a minha bandeira, o meu hino, as minhas gentes, os meus heróis.
Tenho orgulho em Afonso Henriques, Vasco da Gama, Luiz Vaz de Camões, Padre António Vieira, Pedro Álvares Cabral e tantos outros que escreveram a nossa História.
A História não se apaga, não se reescreve, é um legado dos nossos antepassados, goste-se ou não, é a nossa História.
Quem é o senhor para a destratar? Ou será que pertence ao grupo daqueles, que por não gostarem dos pais e avós também os apagam?
Respeito, senhor Mamadou! Respeito! Em casa alheia não se diz mal do pão que é oferecido, porque, um dia, o pão pode acabar.
Fonte: O Observador
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Crónica 386 racismo a rodos (politicamente incorreta)

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Crónica 386 racismo a rodos 8.2.2021

Já escrevi sobre este tema em 2019 e 2020, mas a comunicação social insiste em considerar tudo racista e inclui obras literárias (agora foi a vez do Eça), sem ter em conta as noções socialmente aceitáveis da época e que não podem ser julgadas pelos valores de hoje, caso contrário temos de ir já ao dealbar da nacionalidade em que Afonso Henriques era um racista na sua luta de reconquista contra os islâmicos na Península. O melhor é desconstruir o país e devolvê-lo ao Califado, apagamos os descobrimentos e lavamos as máculas coloniais. E esperemos que os outros países façam o mesmo, caso contrário não serve de nada…Ou ir mais atrás ainda aos primeiros homídeos.

Este tema é sempre difícil de abordar pois todos têm, ou julgam ter, a resposta e a atitude certa, seja ela politicamente correta ou incorreta, mais de acordo com as crenças políticas de cada um do que com quaisquer outros fatores endógenos ou exógenos. A esquerda faz dele bandeira e a direita responde com a portugalidade a que nunca prestou atenção nem preito. Todos são rápidos a disparar, condenar e julgar quaisquer afirmações que se profiram sobre este tema. É um dos chamados tema fraturantes, não só da sociedade portuguesa, mas da maioria das sociedades (ie., daquelas onde é permitido falar dele).

Cresci numa sociedade fechada em pleno Estado Novo, quando as criadas (não havia técnicas auxiliares domésticas) diziam “se a menina não come corto-lhe a trança e dou-a aos ciganos”, “se o menino se porta mal chamo o polícia”. Havia variações ao tema da cegonha que vinha de Paris. Quando alguém se comportava mal “se continuas assim devolvo-te aos ciganos a quem te comprei”, ou similares.

Apesar da mistura genética da família, não havia africanos na família, até em 1973 chegar a Timor Português e descobrir um luandense negro com o meu apelido, filho de um primo direito do pai. Também vim a descobrir primos mulatos no Brasil onde havia um ramo de parentes que ali se radicou há um século atrás.

O racismo era religioso. Quando me casei pela primeira vez e não o fiz pela Igreja, metade da família ostracizou o casamento. Mais tarde quando me divorciei (consta que fui o primeiro) outros houve de mais idade a seguirem o exemplo.

O racismo era socioeducacional, havia quem tivesse meios para prosseguir os estudos no liceu ou nas escolas comerciais e industriais e outros sem esses meios, e a distinção fazia-se logo ali nesses infantes com quem nem brincar se podia.

O racismo revelava-se nos nomes e apelidos, resquícios dos tempos da monarquia e de fidalguias arruinadas. Era igualmente visível nos subúrbios onde se crescia dentro da cidade (no Porto era a Foz, Avenida da Boavista, Avenida Marechal Gomes da Costa vs Rua dos Combatentes nas Antas, por exemplo), e prolongava-se pelos locais de férias (no norte, os transmontanos iam de banhos para a Póvoa de Varzim, e a gente “fina” andava mais pela Granja ou Miramar enquanto a Aguda era mais classe média baixa…)

O racismo social (e económico) prosseguia dentro das próprias elites consoante os colégios que se frequentavam e as festas onde se ia. Depois veio o 25 de abril e tudo se baralhou, mas o racismo continuou com novos paradigmas e alvos (apenas os ciganos se mantiveram na linha da frente).

Quase todos os que se insurgem seriam incapazes de viver num subúrbio de ciganos ou afrodescendentes que alegadamente dizem defender desse racismo. Mas fica-lhes bem a defesa dos mais fracos.

Aqui nos Açores, além dos tipos de racismo atrás descritos, há outros derivados da canga feudal que constituía a matriz dominante das ilhas, mas muita gente, mais capaz do que eu, poderá elaborar sobre o tema. Como tornei a escrever ironicamente em 2020

Não há racismo em Portugal, desde que sejam todos brancos, sem pretos, nem mulatos, mestiços, ciganos, judeus, imigrantes, árabes, muçulmanos e outros indesejáveis de raças inferiores

Não há racismo em Portugal, desde que sejam todos brancos, e sejam do meu clube.

Não há racismo em Portugal, desde que sejam todos brancos, e estejam orgulhosos de terem andado a matar turras em África

Não há racismo em Portugal, desde que sejam todos brancos, e não sejam comunistas, socialistas ou traidores da descolonização

Não há racismo em Portugal, desde que sejam todos brancos, e não sejam desertores ou objetores de consciência

Não há racismo em Portugal, desde que sejam todos brancos, e não sejam criminosos

Não há racismo em Portugal, desde que sejam todos brancos, e não sejam homossexuais, lésbicas ou outros com comportamentos desviantes

Não há racismo em Portugal, desde que sejam todos brancos,

desde que sejam todos brancos,

todos brancos

brancos

Um povo que nunca cuidou de se educar, de ter formação pessoal e profissional capazes (os governantes não o quereriam, quanto mais incultos mais manipuláveis), sem gosto na sua história, na sua língua e na sua cultura sempre confundida com atividades circenses, touradas ou futebol surge retratado na TV como aquela mulher que dizia do primeiro-ministro goês “eu não vou lá muito com a cara dele” e assim faz as suas opções políticas, mal dissimulando o seu racismo, xenofobia e preconceitos seculares. É este povo que vota e faz as suas escolhas no seu analfabetismo disfuncional.

Olho pela janela e as brumas não auguram a chegada de nenhum Sebastião, desejado ou não. São apenas brumas, o Sebastião jamais chegará em dias de nevoeiro e mesmo que chegasse não salvaria este país. Estamos neste mundo louco em que a desintegração da sociedade ocidental arrasta consigo princípios e valores, criando zombies, novos paradigmas da sociedade, novos escravos com a designação de colaboradores, em que ressurgem fantasmas de nazismo, racismo, xenofobia, egoísmo, mentira, manipulação, a um nível que há muito julgávamos arredados. Afinal, como diz o outro, apenas estalou o verniz primitivo.

Mas a maioria dos que me rodeiam, impávidos e serenos, quase como nos tempos do Estado Novo em que íamos “cantando e rindo” e deixa-se enlevar por este torpor, este amolecimento das capacidades críticas de pensamento e de discernimento pensando que chamando a tudo e todos de racistas apaga as máculas ancestrais.

Eu, sinceramente, não entendo que deva pedir desculpas por eventuais parentes e antepassados que agiram de acordo com as normas vigentes na época, por mais insanas que me possam parecer hoje. Se foram negreiros, bandeirantes, missionários ou meros miscigenadores, limitaram-se a cumprir essas normas então vigentes.

Voltando ao início desta crónica, em minha casa havia criadas, hoje tenho empregadas ou funcionárias, adaptei-me aos tempos que correm sabendo que não é por se mudar o nome às coisas ou por as condenarmos agora que elas desaparecem ou que criamos uma igualdade que não existe.

Chrys Chrystello, Jornalista, Membro Honorário Vitalício nº 297713

[Australian Journalists’ Association MEEA]

Diário dos Açores (desde 2018)

Diário de Trás-os-Montes (desde 2005)

Tribuna das Ilhas (desde 2019)

Jornal LusoPress Québec, Canadá (desde 2020)

 

 

 

para pensar

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IVONE CHINITA (1949-1983)

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IVONE CHINITA (1949-1983)
Peste Malina (Histórias de Mulheres):
a Ivone já não chegou a ver publicado este seu livro (1983) que tanto a desgastou e em que tinha tanto orgulho, um livro que lhe andava «nas veias como fogo».
Resultado de três anos de trabalho a ouvir mulheres e, depois, dezenas de cassetes – «matéria sonora transformada em palavra escrita», tendo a Ivone o cuidado de tornar legível a expressão oral, com a sua lógica, mas sem perder a «verdade de cada voz».
São treze mulheres de geografias diversas e profissões humildes na sua maioria que aqui expõem sem filtros a infância e a adolescência, a sexualidade e a vida adulta, amores feitos e desfeitos, a prostituição, a violência doméstica – um vasto e cru painel da condição feminina num tempo sobretudo anterior a 1974, que também entra na vida delas e no seu discurso.
A Ivone remata o livro com um texto seu, em que prolonga e aprofunda os motivos e também a força da sua escrita, vinda já dos tempos de Angra: «Digo Fome» (1970; capa de Rogério Silva) e «Relatório Fragmentado» (1974); o tempo de Lisboa proporcionou-lhe ainda «Mulheres em Horas de Ponta» (1979) e «Outra Versão da Casa» (1980). Quatro livros de pequena dimensão que mereciam ser reunidos e reeditados, pela sua escrita ora terna, ora agreste em que se assume um ponto de vista feminino sobre o mundo e a vida.
A melhor maneira de homenagear uma escritora é lê-la.
Neste 8 de Março, deixo para leitura dois dos «Breves poemas estivais»:
1.assim como os meus dedos
desaguam no teu corpo
que macio seja o vento
deste inverno, no teu rosto
5.das mil e uma formas de ler
o relatório escolherei uma
deambularei pelo teu corpo dorso
receptiva a cada novo espaço
eu não posso saber em que ponto
fiquei, deambularei pelo teu corpo
(«Outra versão da casa »)
Ana Franco, Conceição Mendonça and 26 others
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Como você é espionado por seu celular Android sem saber | Tecnologia | EL PAÍS Brasil

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Um estudo envolvendo mais de 1.700 aparelhos de 214 fabricantes revela os sofisticados modos de rastreamento do software pré-instalado neste ecossistema

Source: Como você é espionado por seu celular Android sem saber | Tecnologia | EL PAÍS Brasil

Nabta Playa is a remarkable site composed of hundreds of prehistoric tumuli,

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Nabta Playa is a remarkable site composed of hundreds of prehistoric tumuli, stelae, and megalithic structures located in the Nubian Desert of southern Egypt. They are the result of an advanced urban community that arose approximately 11,000 years ago, and left behind a huge assembly of stones, which have been labelled by scientists as the oldest known astronomical alignments of megaliths in the world.
Nabta Playa and the Ancient Astronomers of the Nubian Desert
ANCIENT-ORIGINS.NET
Nabta Playa and the Ancient Astronomers of the Nubian Desert
Nabta Playa is a remarkable site composed of hundreds of prehistoric tumuli, stelae, a

Tertúlia 26 Saudades dos colóquios Alexandre Borges, Leonor Sampaio Silva, Victor Rui Dores

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Tertúlia 26 Saudades dos colóquios – Sábado, 13 mar 2021 (18h00 AZOST) .

Alexandre Borges, Leonor Sampaio Silva, Victor Rui Dores –modera Almeida Maia

Convidados entram no link https://streamyard.com/r6f7ejjjkf

os restantes podem assistir à transmissão EM https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/

 

todas as anteriores em https://www.lusofonias.net/acorianidade/tert%C3%BAlias-saudade-dos-col%C3%B3quios-2.html

se quiserem ver sem descarregar vão a LUSOFONIAS – TERTÚLIAS SAUDADE DOS COLÓQUIOS

https://www.lusofonias.net/documentos/tert%C3%BAlias-saudade-dos-col%C3%B3quios.html

no Facebook https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/live/ ou

1 Álamo Oliveira https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/913777022447355/

2 Urbano Bettencourt, Chrys, Pedro Almeida Maia (Criatividade) https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/635885243732266/

3 Helena Ançã, Luciano Pereira E Helena Chrystello (Educação) /https://www.facebook.com/709027249122704/videos/634964720788883

  1. Teolinda Gersão, Onésimo T Almeida, Luís Filipe Borges https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/757295621484202/
  2. Maria João Ruivo https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/2724774111098743/
  3. Sérgio Rezendes https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/1415760265280870/
  4. 7. José Luís Peixoto https://www.facebook.com/709027249122704/videos/1764308467071226
  5. Joaquim Feliciano da Costa https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/849325455889894/
  6. Richard Zimler https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/2732501230349325/
  7. Luís Filipe Sarmento https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/1445657988958848/
  8. Sérgio Ávila https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/403949154326004/
  9. 12. Pedro P Câmara, Carolina Cordeiro e Diana Zimbron https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/381656222885298/
  10. Rui Faria, Ass. Emigrantes Dos Açores https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/386228869258060/

14 Eduardo Bettencourt Pinto https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/750572025644373/

15 Manuela Marujo, Vera Duarte Pina, Hilarino Da Luz https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/673185173569248

  1. Vamberto Freitas https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/3161772613922562

17 Ana Paula Andrade, Aníbal Raposo, Eduíno de Jesus https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/719736351982197/

18 Vilca Merízio, Sérgio Prosdócimo, Isabel Rei https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/310243923745297/

  1. 19. João Pedro Porto, Aníbal Pires https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/443617727008943/

20 (Galiza 1) Alexandre Banhos, Antº Gil Hernández, Maria Dovigo https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/403745814229515/

  1. J Carlos Teixeira e Manuela Marujo (Canadá), Sérgio Rezendes https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/326481121980177/
  2. Luís Gaivão, Raul Leal Gaião, Moisés de Lemos Martins https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/413672006400364/

23 – João Paulo Constância, Perpétua Santos Silva, Rolf Kemmler, https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/1169121863503417/

24 – Lourdes Crispim, Luísa Timóteo e Rafael Fraga https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/759135418051824

25.1. Assis Brasil, Chrys Chrystello, Lélia Nunes https://www.facebook.com/435810163244498/videos/427867671808784

25.2. Susana Antunes, Diniz Borges, Conceição Andrade https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/468329707833096

25.3. Onésimo T Almeida, João de Melo e Joel Neto https://www.facebook.com/435810163244498/videos/793757051491505

 

SAUDADES DOS COLÓQUIOS, TERTÚLIAS INDIVIDUAIS / DE GRUPO “Criatividade Confinada” – “O autor pelo Próprio”

  • Sábado, 20 mar 2021 16h00 AZOST) assembleia-geral da AICL / (18h00 AZOST) Concha Rousia, Antia Cortiças Leira, Artur Novelhe (Galiza) – modera Maria Dovigo
  • Sábado, 27 mar 2021 (18h00 AZOST) – Madalena San-Bento, Barbara Juršic, Ivo Machado – modera

  • Sábado, 3 abril 2021 (18h00 AZOST) – Leonardo Sousa, Diogo Ourique, xxxxx –

  • Sábado, 10 abril 2021 (18h00 AZOST) – não há tertúlia mas há 33º colóquio em Belmonte 9 e 10 abril

  • Sábado, 17 abril 2021 (18h00 AZOST) – Luís Takas Cardoso, Ângelo Ferreira, Teresa Sousa Almeida (Timor) modera Chrys

– Sábado, 24 abril 2021 (18h00 AZOST) – Francisco Madruga, Luís Fagundes Duarte, xxxxxxxx–

– Sábado, 1 maio 2021 (18h00 AZOST) – Carlos Bessa, Renata Correia Botelho, Manuel Jorge Lobão –

  • Sábado, 8 maio 2021 (18h00 AZOST) Mª Luísa Soares, Helena Chrystello, Malvina Sousa, Onésimo T Almeida modera Chrys C

  • Sábado, 15 maio 2021 (18h00 AZOST) Jorge Cunha, José de Almeida Mello, Alda Batista –

  • Sábado, 22 maio 2021 (18h00 AZOST)–

  • Sábado, 29 maio 2021 (18h00 AZOST)

  • Sábado 5 junho 2021 (18h00 AZOST) Rafael e César Carvalho, Carolina Constância, modera Carolina Cordeiro

AGUARDAMOS CONFIRMAÇÃO

Ana Maria Franco Botelho, Paula Sousa Lima, Eduardo Ferraz da Rosa , Joel Neto, Nuno Costa Santos, Vasco Pereira da Costa, Virgílio Vieira – Rosa Simas, Graça Castanho,

Há a hipótese de escolher novas sessões entre o colóquio de Belmonte e o de Ponta Delgada

José António Salcedo, Afonso Teixeira Filho, Antonio Callixto

ESTUDA-SE AINDA UMA SESSÃO ESPECIAL DE GENEALOGIA

Materiais orgânicos essenciais para a vida na Terra são encontrados pela primeira vez na superfície de um asteroide

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A fascinante história das contada pela amostra de asteróide recuperada por uma sonda espacial robótica e trazida para a Terra

Source: Materiais orgânicos essenciais para a vida na Terra são encontrados pela primeira vez na superfície de um asteroide

Portuguesa Auriol Dogmo campeã europeia do lançamento do peso – Atletismo – SAPO Desporto

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Nos europeus de pista coberta, a atleta conseguiu a melhor marca – 19,34 metros – na quinta tentativa.

Source: Portuguesa Auriol Dogmo campeã europeia do lançamento do peso – Atletismo – SAPO Desporto