Equipa do Centro Okeanos ganha financiamento para expedição ao mar profundo dos Açores

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hA equipa liderada pelo Centro Okeanos da Universidade dos Açores garantiu financiamento do Eurofleets+ para tempo de navio de investigação ao abrigo do programa Sea Oceans, permitindo explorar zonas do mar Português nunca antes visitadas.
A investigação dos ecossistemas do mar profundo requer equipamentos e meios tecnológicos complexos, embarcações oceanográficas de grandes dimensões e tripulações especializadas, o que representa elevados custos económicos. Este tipo de meios de investigação estão raramente disponíveis para a comunidade científica Nacional.
O financiamento agora garantido pelo Grupo de Investigação do Mar Profundo do Okeanos da Universidade dos Açores vai permitir a realização de uma expedição científica para a exploração de zonas desconhecidas da Dorsal Médio-Atlântica, ao longo de 17 dias. A missão foi baptizada de “iMAR: Avaliação integrada da distribuição dos Ecossistemas Marinhos Vulneráveis ao longo da Dorsal Médio-Atlântica na região dos Açores” e é liderada por Telmo Morato, do IMAR e Okeanos da Universidade dos Açores, que realça a importância deste financiamento.
“As equipas de investigação do mar profundo em Portugal têm tido alguma dificuldade no acesso a navios de investigação de grande dimensão, que possibilitem trabalhar em águas mais profundas e mais distantes e com os meios tecnológicos adequados. Os nossos projectos de investigação Regionais, Nacionais ou Europeus não conseguem suportar os custos associados à diária de um navio destas características, que pode rondar entre 20 e 60 mil€. Apesar de, nos últimos anos, termos alcançado grandes avanços no conhecimento do mar profundo dos Açores, ainda há muito por conhecer e por descobrir. Por tudo isto, a oportunidade gerada pelo Eurofleets+ e pela Royal Netherlands Institute for Sea Research para utilizar o Navio de Investigação “Pelagia” nos Açores, durante a primavera de 2021, irá contribuir para avançar o conhecimento do mar profundo em Portugal. Esperamos que os dados produzidos ajudem a conhecer melhor as espécies que habitam o mar profundo dos Açores e contribuir com informação de suporte a políticas de conservação e gestão, nomeadamente no que diz respeito à conservação de ecossistemas marinhos vulneráveis.”
A Dorsal Atlântica é uma cordilheira vulcânica que se estende desde o Ártico até à Antárctica e, por isso, é a estrutura topográfica dominante do Oceano Atlântico e a cordilheira mais extensa do mundo. À medida que o Oceano Atlântico se expande lentamente, um novo fundo oceânico é formado no vale central da Dorsal. Neste processo, eventos vulcânicos massivos dão origem a estruturas semelhantes a cristas e montes submarinos com profundidades desde os 4.500 m até cerca de 200 m no topo de alguns montes submarinos. A expedição “iMAR” vai cartografar os fundos desta região e caracterizar as comunidades de corais e esponjas que habitam as cristas e montes submarinos na Dorsal. Pretende ainda identificar os factores ambientais que determinam a distribuição espacial da biodiversidade bentónica de profundidade.
Marina Carreiro Silva, co-líder do grupo de investigação e especialista em corais de águas frias, também do IMAR e Okeanos da Universidade dos Açores, refere:
“O mar profundo dos Açores esconde uma diversidade de comunidades biológicas única no Oceano Atlântico. A região dos Açores alberga extensos jardins de corais de águas frias e campos de esponjas e é a região com a maior diversidade de octocorais conhecida no Atlântico Norte. Contudo, explorar o mar profundo é ter a certeza que todos os dias descobrimos coisas novas. Por isso o financiamento Eurofleets+ vai possibilitar-nos continuar a descobrir o mar dos Açores e explorar zonas no Norte da região nunca antes visitadas”.
Por seu turno, o comandante João Vicente, Chefe da Divisão de Hidrografia do Instituto, refere a elevada importância deste cruzeiro científico que contribuirá também para o programa SEAMAP 2030 (Mapeamento do Mar Português) do Instituto Hidrográfico (IH). Este programa visa completar o mapeamento de elevada resolução dos espaços marítimos nacionais até 2030 e tem como missão contribuir para a conservação e uso sustentável do mar, apoiando a investigação e promovendo o desenvolvimento.
“O IH apoiará a aquisição de dados multifeixe recolhidos durante essa missão e executará o processamento dos mesmos em suporte às restantes atividades científicas. Paralelamente a este cruzeiro científico, a Marinha Portuguesa prevê realizar em 2021 mais uma missão hidrográfica nos Açores recorrendo aos seus navios hidrográficos, mantendo o compromisso do programa SEAMAP 2030 e em partilhar a informação com a comunidade científica e com outras instituições através do Instituto Hidrográfico.”
A expedição “iMAR” tem também como objectivos identificar novas áreas que se enquadrem na definição de Ecossistemas Marinhos Vulneráveis, determinar o estado ambiental das comunidades bentónicas e quantificar o lixo marinho, contribuindo assim com informação científica para o desenvolvimento de políticas que promovam a preservação do património natural, garantindo o uso sustentável do mar profundo, minimizando os impactos negativos nestes ecossistemas tão vulneráveis.
A expedição é financiada pelo projecto Eurofleets+, do programa Horizonte 2020, que visa reunir uma frota de navios de pesquisa avançada e integrada para melhorar a coordenação e promover o uso económico da infraestrutura de pesquisa marinha. O programa engloba vinte e sete navios de investigação, sete Veículos Operados Remotamente (ROVs), cinco Veículos Submarinos Autónomos (AUVs) e uma unidade portátil de telepresença.
Aodhán Fitzgerald, coordenador do projeto Eurofleets+, refere que o projecto possibilita o acesso aos mais modernos navios de investigação, proporcionando oportunidades para estudar locais ainda por explorar.
“Os investigadores financiados através do projecto Eurofleets+ podem aceder a Navios de Investigação com capacidades diferentes daquelas disponíveis nos navios nacionais existentes que possam estar à sua disposição. Tais oportunidades permitem expedições importantes, como é o caso do “iMAR”, para explorar e estudar novos ecossistemas marinhos, e compreender melhor os impactos negativos nos nossos ambientes de águas profundas.”
Já o Ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, refere que é muito importante que os cientistas dos centros de investigação nacionais aproveitem as oportunidades para usarem plataformas de acesso ao mar profundo, como aquelas disponibilizadas pelo programa europeu Eurofleets+.
“A investigação científica oceânica é sempre cara e tecnologicamente exigente, em especial se pretendemos explorar os ambientes mais remotos e de difícil acesso como é o mar profundo. É mais uma etapa do percurso rico da equipa de investigação do mar profundo do IMAR/Okeanos da Universidade dos Açores, liderado pelos Doutores Telmo Morato e Marina Carreiro-Silva, pelo mérito de terem conseguido esta bolsa que permite alocar, durante 17 dias, o NI Pelagia, do laboratório belga NIOZ, para a campanha iMAR. Estes ecossistemas do oceano profundo dos Açores são únicos e ainda mal conhecidos, principalmente no setor a norte das ilhas. Esta campanha científica irá certamente desvendar ecossistemas exuberantes e vulneráveis escondidos nesta que é a maior cadeia de montanhosa submersa do planeta”.ttp://diariodosacores.pt/NewsDetail/ArtMID/380/ArticleID/4278/Equipa-do-Centro-Okeanos-ganha-financiamento-para-expedi231227o-ao-mar-profundo-dos-A231ores
Equipa do Centro Okeanos ganha financiamento para expedição ao mar profundo dos Açores
DIARIODOSACORES.PT
Equipa do Centro Okeanos ganha financiamento para expedição ao mar profundo dos Açores
A equipa liderada pelo Centro Okeanos da Universidade dos Açores garantiu financiamento do Eurofleets+ para tempo de navio de investigação ao abrigo do programa Sea Oceans, permitindo explorar zonas do mar Português nunca antes visitadas. A investigação dos ecossistemas do mar profundo requer …
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Earthquake – Magnitude 3.2 – AZORES ISLANDS, PORTUGAL – 2021 March 10, 04:58:25 UTC

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Magnitude: ML 3.2, Region: AZORES ISLANDS, PORTUGAL, Date time: 2021-03-10 04:58:25.0 UTC, Location: 37.95 N ; 26.32 W, Depth: 1 km.

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Visão | CORREÇÃO: Investigador português de universidade de Macau reconhecido pela revista Nature

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O investigador português André Antunes foi reconhecido pelo seu trabalho na área da Astronomia pela revista Nature, disse hoje a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST, sigla em inglês)

Source: Visão | CORREÇÃO: Investigador português de universidade de Macau reconhecido pela revista Nature

Educação em Macau é patriota para evitar interferência estrangeira, garante Ho Iat Seng

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FOTOGRAFIA: EDUARDO MARTINS/ARQUIVO O Chefe do Executivo disse à televisão estatal chinesa que a base da educação no território e em Hong Kong tem de ser patriota para não ser influenciada pelo est…

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memórias AICL Dois académicos de renome vêm a Bragança para o 6º Colóquio Internacional da Lusofonia 6º Colóquio Anual da Lusofonia, 3-6 Outubro 2007

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Verão terá 10 voos semanais entre a Madeira e os Açores – Rádio Calheta

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É uma aposta forte da SATA, para a operação entre 01 de junho e 30 de setembro, na permuta de turismo entre os dois arquipélagos, mas também aproximando cidades como Boston e Toronto à Madeira. A SATA/Azores Airlines procedeu a uma profunda alteração na programação para o Verão IATA 2021, na operação que tem entre São Miguel (Açores) e a Madeira, comparativamente à oferta habitual.A primeira grande novidade, e que acontece pela primeira vez, vai no sentido de que entre 1 de junho a 30 de setembro, a transportadora açoriana passará a ter dois voos diários Ponta Delgada-Funchal-Ponta Delgada, às segundas-feiras, quartas-feiras e sextas-feiras e diários nos outros dias, conferindo 10 frequências semanais em cada sentido.Nos horários, igualmente pela primeira vez, a aeronave pernoita na Madeira, passando o voo diário para novos horários: Funchal-Ponta Delgada às 05h15 e Ponta Delgada-Funchal às 20h10. Horários que constituem um estímulo à procura pelo ponto a ponto, mormente com origem na Madeira, garantindo ligações imediatas de e para todas as ilhas dos Açores.Este um horário irá prevalecer diariamente e os voos adicionais às segundas-feiras, quartas-feiras e sextas-feiras operam no horário habitual, com partida de Ponta Delgada às 08h10 e do Funchal às 11h55, propiciando ligação de e para Toronto (Canadá) e Boston (Estados Unidos), naquela que é uma aposta da companhia em promover uma ponte aérea entre a Madeira e aquelas cidades.Na lógica do madeirense, o horário constituiu uma mais valia, mas o tráfego com origem nos Açores ficará em desvantagem, pois os horários encurtam o tempo de estadia na Madeira.Os voos, comercializados sob o código da Azores Airlines (S4), serão operados em avião ‘Bombardier’ – Dash Q400 da SATA Air Açores, com capacidade para 80 passageiros em classe económica, o que traduz uma oferta semanal de 800 lugares em cada sentido. Nos quatro meses, a Azores Airlines ficará com uma capacidade de cerca de 12.800 lugares em cada sentido.Em outubro, entre os dias 01 e 30, volta à operação habitual, com um voo diário Ponta Delgada-Funchal-Ponta Delgada, no horário normal: saída dos Açores às 09h05 e regresso da Madeira às 12h50.Já de 28 do corrente mês a 31 de maio, a operação ficará reduzida com quatro frequências semanais (segundas, quartas, sextas e sábados), naquele horário, que permitem ligações aos voos da capital de São Miguel para Toronto e para Boston, e vice-versa. Aprovado reforço da promoção no continente norte-americanoAo JM, Nuno Vale, diretor executivo da Associação de Promoção da Madeira, não escondeu a sua satisfação por esta operação da SATA. “Sem dúvida que o mercado Estados Unidos e o mercado do Canadá hão de ser mercados importantíssimos para nós e têm sido alvos de intensos estudos para acertar, em termos de montagens de estratégias de alavancagem. Sem dúvida, também, que qualquer operação que permita estimular as ligações para a Madeira vindas do continente norte-americano, são importantíssimas” referiu.De resto, lembrou que “para este ano já foi aprovado um reforço do investimento de promoção para esses mercados”, ressalvando que “estamos a falar do mercado dos Estados Unidos e do mercado do Canadá, no geral”. Atrativo é ainda essa possibilidade de os Açores, enquanto mercado emissor, reforçarem a presença na Madeira. Em termos de promoção, Nuno Vale diz que “sim, estamos a trabalhar no mercado dos Açores. Basicamente, quando consideramos o mercado nacional, não é só o Continente, mas também as outras ilhas”.Tudo isto inserido numa estratégia em que, neste momento, “há muitas conversações com companhias aéreas e com situações de aumento de alocações”. Está, pois, a ser feito um trabalho no sentido termos um verão bastante forte. Assim nos deixe a pandemia. Com a evolução da vacinação e da própria pandemia, que esperamos que seja no sentido da diminuição sustentada, trabalhamos, a todos os níveis para que possamos ter operações consolidadas”, disse ainda Nuno Vale.

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Ilha do Corvo deverá ser primeiro território português a conseguir imunidade de grupo

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Vai tornar-se um dos locais mais seguro do planeta, no que respeita à Covid-19. A ilha do Corvo nos Açores começa hoje a dar o último passo em direção à imunidade de grupo, com a administração da segunda dose da vacina aos habitantes. São mais de trezentos a receber a vacina.

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Tarifas aéreas a 60 euros entre as ilhas dos Açores “arrancam este ano”

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Tarifas aéreas a 60 euros entre as ilhas dos Açores “arrancam este ano”
A tarifa de 60 euros para o transporte aéreo inter-ilhas foi defendida pela primeira vez pelo PSD/Açores em junho de 2020, quando o partido estava na oposição.
As tarifas aéreas a 60 euros entre as ilhas dos Açores vão arrancar este ano, estando já incluídas no Plano e Orçamento da região para 2021, revelou esta terça-feira o secretário das Finanças do Governo Regional, Bastos e Silva.
“A entrada das tarifas está prevista para este ano e o seu impacto está acolhido no setor dos transportes, portanto está aí [no Orçamento regional], claro, é um serviço público”, declarou o governante.
A tarifa de 60 euros para o transporte aéreo inter-ilhas foi defendida pela primeira vez pelo PSD/Açores em junho de 2020, quando o partido estava na oposição.
“Sim, arrancam este ano”, reforçou Bastos e Silva, que falava em Ponta Delgada, nas instalações do Conselho Económico e Social dos Açores, órgão que reuniu em plenário para apreciar o Plano e Orçamento da região para 2021.
A proposta de Orçamento dos Açores para este ano é de cerca de 1.900 milhões de euros, dos quais 165,7 milhões destinados ao transporte aéreo e à reestruturação da SATA, avançou à Lusa, na semana passada, o secretário regional das Finanças.
“Trata-se de um orçamento de valor muito significativo, quase 1.900 milhões de euros, com um plano de 720 milhões, todos esses números são bastante superiores ao que sempre aconteceu na região”, disse hoje Bastos e Silva.
O secretário regional destacou que existe “margem” para a inclusão de novas propostas no Plano e Orçamento, como “matérias relativas a alguma ilha em especial”, desde que “dentro dos limites do razoável”.
“Estamos num processo de diálogo que só terminará no fim da sessão parlamentar, até lá estaremos disponíveis para ouvir, refletir e acolher propostas que sejam para bem dos Açores”, assinalou.
Bastos e Silva salientou ainda que este ano a região terá “uma gestão de verbas um pouco mais flexível”, podendo existir um orçamento suplementar em 2021 devido à situação “anormalmente imprevisível” da pandemia de covid-19.
“Temos de ver a questão do ‘timing’ porque depois, em outubro, teremos o orçamento para 2022, mas não excluímos a possibilidade de haver retificação no orçamento suplementar para melhor acerto de verbas”, frisou.
O responsável pela pasta das Finanças do Governo dos Açores de coligação PSD/CDS-PP/PPM salientou ainda que o Orçamento para este ano procura cobrir uma “herança do passado” através de “verbas muito significativas”, dando o exemplo do setor da saúde.
Segundo Bastos e Silva, o documento pretende “parar” com a criação de dívida dos hospitais regionaisaos fornecedores (dívida comercial), uma vez que essa dívida ascende a 150 milhões de euros.
“Estamos a aumentar a despesa em saúde em quase 40% relativamente a um ano que está pertíssimo, que é 2019. O que é que isto quer dizer? Quer dizer que também vamos parar a criação de dívida comercial”, destacou.
O plano e orçamento da região tem de ter pareceres do conselho económico e social dos Açores (CESA) e dos conselhos de ilha, sendo depois discutido e votado na Assembleia Legislativa Regional.
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A MENTIRA TEM PERNA CURTA. – Plataforma Cívica Aeroporto BA6-Montijo Não!

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AEROPORTO NO CTA PODERÁ CUSTAR, NA PRIMEIRA FASE, 1,9 MIL MILHÕES DE EUROS E NÃO O QUE A ANA AEROPORTOS PRETENDE FAZER PASSAR.Na sequência da rejeição, liminar, da ANAC à apreciação prévia da localização do Aeroporto Complementar do Montijo, vieram a terreiro um conjunto de personalidades, jornalistas, comentadores e outros pretendendo induzir uma versão dos custos sobre o Novo Aeroporto Internacional de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete.Alguns, numa versão benévola, terão feito isso por falta de conhecimento ou porque as fontes estavam inquinadas e contaminadas. Outros, conhecedores que são dos verdadeiros números, fingiram-se de mortos e aplaudiram o que outros foram escrevendo alimentando e soprando o ruído, a confusão e a não verdade.O documento (foto) que aqui publicamos, integra o Memorando de Entendimento assinado entre o Governo português e a ANA Aeroportos S.A. (MEMORANDO7 ASSINATURAS).Importa referir que tal Memorando não está, ao contrário do que seria de esperar, publicado em qualquer plataforma oficial do Estado Português. Decerto que se enquadra, não em qualquer segredo de estado ou segredo de negócio mas sim num percurso de opacidade e de fuga ao escrutínio dos portugueses.A razão do porquê nunca terrem sido investigados  todo este processo, no qual se inclui o Contrato de Concessão do Serviço Aeroportuário, devia ser explicada e tornada clara.Em 10 de Outubro de 2018 e no âmbito da Comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia da Republica foi aprovad0, por unanimidade dos deputados, um pedido de auditoria, pelo Tribunal de Contas, ao processo de privatização da ANA Aeroportos, auditoria que devia incluir o Contrato de Concessão do Serviço Aeroportuário.Até hoje não se conhece qualquer acção nesse sentido. Todo este conjunto de situações, acontecimentos, omissões e inacções adensa o clima de suspeita, no mínimo, de falta de transparência.Impunha-se, deste modo, que as autoridades com competências nesta matéria (Procuradoria Geral da República e Tribunal de Contas, nomeadamente) exercessem o seu papel.O próprio Relatório da Comissão de Acompanhamento da privatização da ANA Aeroportos suscitou dúvidas quanto a alguns aspectos do processo. Nomeadamente por não ter sido efectuada, como seria normal, uma avaliação por pelo menos duas entidades, do real valor da ANA. Apenas foi efectuado um relatório, confidencial, efectuado pelo Banco BIG.Mais recentemente assistimos a declarações e afirmações, sem que sejam provadas, de que não só a construção do Novo Aeroporto Internacional de Lisboa custaria entre 7 a 9 mil milhões de euros e mais. É igualmente referido que, caso o Estado Português não aceite o Aeroporto complementar do Montijo, teria de indemnizar a concessionária em cerca de 10 mil milhões de euros.Tal é falso e faz parte do processo de contaminação da opinião pública, de alarmismo e de tentativa de condicionar as decisões.Conforme se sabe e pode provar, a construção do Aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete na sua fase inicial com duas pistas de 4 quilómetros, aerogare e outras infraestruturas necessárias, do lado ar e do lado terra, custaria cerca de 1,9 mil milhões de euros, valor aproximado ao que se estima possa custar o remendo na BA6.Tais dados constam do Plano Director da ANA Aeroportos em 2009. Mesmo actualizando aos preços de hoje, essa verba nunca teria um acréscimo que seria inferior a 10%.No open day, este Aeroporto podia assegurar 100 movimentos por hora enquanto que o Montijo, na sua fase mais adiantada, nunca conseguiria ir além dos 24 movimentos. Acresce que o Montijo, com o que se conhece no Estudo de Impacte Ambiental, nunca poderá acolher aeronaves acima dos Airbus A 320 e, como tal, nunca conseguirá aceitar aviões de outro porte de curso intercontinental, nomeadamente.Ao invés, o Aeroporto no CTA poderia receber todas as aeronaves (Airbus e Boeing) e operar, em condições compatíveis com o bem estar das populações próximas, 24 horas sobre 24 horas aumentando assim a sua rentabilidade. Coisa que nunca poderá ocorrer com o aeroporto complementar do Montijo e com o Aeroporto Humberto Delgado.Noutros artigos tentaremos desmitificar a narrativa acerca do suposto problema da distância à capital, Lisboa, de cada uma das infraestruturas.Barreiro, 8 de Março de 2021

Source: A MENTIRA TEM PERNA CURTA. – Plataforma Cívica Aeroporto BA6-Montijo Não!

produtos podem ser reparados por um período até 10 anos.

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A CAUSA DAS COISAS
As empresas que vendem produtos eletrónicos de consumo, como frigoríficos, máquinas de lavar, secadores de cabelo ou televisores na União Europeia (Reino Unido está incluído) vão precisar de garantir que os seus produtos podem ser reparados por um período até 10 anos.
A regra entrou em vigor na semana passada. “Este é um passo importante na direção certa”, disse Daniel Affelt, do grupo ambientalista BUND-Berlin, que administra vários “cafés de reparação” onde as pessoas podem trazer seus eletrodomésticos com problemas e ter ajuda para repará-los novamente.
A nova lei aprovada pelo Parlamento Europeu, para além de proteger o consumidor, tem como principal objetivo ajudar a reduzir o desperdício de energia elétrica e de componentes eletrónicos.
Embora o Reino Unido tenha deixado a União Europeia, os padrões de fabricação do Reino Unido terão necessariamente que corresponder aos do bloco de 27 nações, para que o comércio continue.
A falta de peças é outro problema, dizem os ativistas na área. Às vezes, um pequeno pormenor danificado pode tornar um aparelho inútil.
“As pessoas querem reparar os seus eletrodomésticos”, explica Affelt. “Quando lhes dizem que não há peças de substituição para um dispositivo que tem apenas alguns anos, ficam obviamente muito frustrados.”
Os novos aparelhos também têm de trazer manuais de reparação para que possam ser desmontados com ferramentas convencionais.
De acordo com as novas regras da UE, os fabricantes terão de garantir que as peças estejam disponíveis por uma década, embora algumas só sejam fornecidas a empresas de reparos profissionais para garantir que são instaladas corretamente.
Artur Arêde and 4 others
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quando for grande quero ser deputado ou a crónica Uma conversa francade Atº Bulcão

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Uma conversa franca
O professor avisou os alunos, logo no início da aula: iam receber a visita de um deputado. Que se portassem bem os meninos e meninas, não é todos os dias que tinham a honra de ver a poucos metros alguém tão importante.
Quando o representante do povo entrou, os jovens ficaram com a boca aberta. Muito prezado, com um fato à medida, uma gravata sóbria mas lindíssima, os sapatos parecendo comprados na véspera, sim senhor, ali estava sem dúvida uma pessoa bastante importante.
E o sorriso franco? E os braços abertos como quem quer abraçar a turma toda? E a voz serena mas muito bem timbrada? Credo, o homem era um espectáculo.
– O que quereis ser quando acabarem o secundário? – entrou bem o deputado, “breaking the ice”, como hoje se diria. Os alunos entreolharam-se. Era sempre uma pergunta difícil. Embora alguns já tivessem ideias definidas sobre o seu futuro, dizerem-no quase firmava um compromisso, preferiam um “ainda não sei”, fosse para os mestres, fosse para aquelas senhoras que estudam vocações. O deputado seguiu outro caminho. Para ele, para a frente é que era…
– Algum de vocês gostaria de ser professor?
Nenhum dedo se levantou. Algumas cabeças ainda se viraram, à espera de verem um indicador perdido no ar, mas nada. O deputado insistiu:
– E médico? Ou advogado? Engenheiros?
Aqui já houve alguma reacção. Três viam-se a construir, duas a tratar de maleitas, outro a defender criminosos. Mas o deputado rapidamente percebeu que os jovens queriam fazer perguntas, mais que responder às dele. Pôs-se à disposição, também como se muito se diz hoje.
– O senhor o que faz?
– Sou deputado, como sabem…
– Sim, mas qual é a sua profissão? Se deixar de ser deputado, o que vai fazer?
– Sou político profissional.
– Mas quais são as suas habilitações?
– Tenho o 12º ano.
– E nunca trabalhou em nada?
– Não, sempre ambicionei ser político e consegui.
– E ganha bem?
– Ganho de acordo com o meu estatuto…
– Sim, mas quanto é, para a gente ter uma ideia? Ganha mais que o nosso professor?
O professor ficou embaçado. Os alunos estavam a ser impertinentes. Já com muitos anos de ensino, levava para casa mil e poucos euros. Tentou mudar de assunto, para não ofender o deputado.
– Isso agora não interessa… Querem saber mais coisas ou ficamos por aqui?
– Quanto é que o professor ganha? – insistiu o tal que queria ser advogado.
– Mil e tal euros, líquidos… Estás satisfeito?
– Não senhor. Gostava de saber quanto ganha o senhor deputado. É mais ou menos a mesma coisa?
– Não – respondeu o deputado – ganho mais do dobro.
– Ah, então já sei o que quero ser quando for grande.
– Mas não querias ir para Direito?
– Queria, mas depois desta conversa mudei de ideias. Quero ser político profissional.
A sala encheu-se de dedos no ar e de “eu também”.
O deputado decidiu retirar-se rapidamente, com um balbuciado “até breve”. Mas ainda conseguiu ver, pelo canto do olho: o professor também tinha o dedo no ar…
Post Scriptum – dedico esta crónica:
1 – A todos os meus alunos que querem ter as maiores qualificações académicas e, posteriormente, uma profissão que os realize e permita concretizar sonhos.
2 – A todos os deputados e deputadas que cumprem um serviço público, suspendendo as profissões que desenvolviam antes de eleitos, com a certeza de que, findo o seu mandato, não ficarão no desemprego.
3 – Aos ex-deputados e deputadas que estão desempregados, por terem julgado (mal) que podiam passar a vida toda numa carreira que não o é.
4 – A um professor que assina os seus escritos como “deputado do PS na ALRA”. Aconselho vivamente a leitura da sua última crónica, publicada neste mesmo jornal no dia 5 do corrente mês. Se é mesmo o que pensa, o que escreveu e publicou, ainda bem que foi para deputado. Porque nem quero imaginar os conselhos que daria como professor aos seus alunos.
António Bulcão
(publicada hoje no Diário Insular)
João Silveira, Carlos Faria and 103 others
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