a magia do pico

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Pico misterioso, de branco
Bela semana para todos
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Ana Monteiro

Montanha mágica.

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Pedro Silva
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o monstruoso padre abusador do Oe-Cusse

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Vítimas de ex-padre que será julgado em Timor-Leste tinham calendário para abusos
*** António Sampaio, da agência Lusa ***
Pante Macassar, Timor-Leste, 21 fev 2021 (Lusa) – As vítimas do ex-padre norte-americano que segunda-feira começa a ser julgado em Timor-Leste por abuso sexual de crianças no orfanato que liderava, no enclave de Oecusse sabiam, de antemão, quem tinha de estar, cada noite, com o homem.
“Havia uma lista com os nomes das meninas na porta dele, por isso sabíamos que era a nossa vez. Todas as meninas tinham de ir lá. Não havia exceções”, conta uma das vítimas, num dos poucos depoimentos sobre o caso conhecidos até hoje, divulgado pela organização Fokupers.
Richard Daschbach, hoje com 84, viveu décadas em Oecusse, liderando o orfanato de Topu Honis por onde passaram centenas de crianças e que contava até com o apoio de doadores internacionais.
Na segunda-feira começa a ser julgado por abuso sexual de crianças, pornografia infantil e violência doméstica.
Por trás da face humanitária e de solidariedade, que elevaram Daschbach ao estatuto de quase figura mítica na região e entre alguns dos seus apoiantes, havia abusos sexuais regulares a menores, a que só escapavam os meninos.
“Eu não sabia nada. E não perguntei nada. Fui com as outras. Naquela vez estávamos três meninas no quarto. E foi quando as coisas más aconteceram. E fiquei surpreendida que as meninas ficavam caladas. O pai nem precisava de nos ameaçar. Ficávamos caladas. Ninguém falava de nada”, contou a jovem no depoimento divulgado pela organização.
A jovem explica que o então padre – a quem chama ‘pai’ – nunca dizia por palavras o que queria, mas sim por gestos, incluindo masturbação, sexo oral e toques, agarrando as meninas para mostrar o que queria que fizessem.
“E tínhamos de fazer várias vezes. Pegava nas nossas mãos e punha-as no corpo e queria que o agarrássemos” nas suas partes privadas, disse a jovem.
“Enquanto criança eu pensava que as partes privadas do pai não deviam estar na minha boca”, disse a vítima, que não é identificada “para sua proteção”.
Outra vítima, cujo depoimento foi divulgado pela publicação online timorense Neon Metin, confirma a natureza regular dos abusos e garante que as mulheres e homens do orfanato sabiam e que nenhuma menina escapava.
As crianças descrevem que, no geral, eram bem cuidadas, especialmente quando contrastando com as situações que viviam na comunidade, e que no início havia paz e tranquilidade. Exceto ao final das tardes.
“Sentávamo-nos todos juntos para rezar, raparigas e rapazes. E alguém ficava ao colo dele. Depois de rezar alguns iam-se embora e a que se sentava no colo era a que ia passar a noite com ele no quarto e na cama. Na noite seguinte, haveria outra rapariga”, conta.
“As pessoas que trabalhavam no orfanato sabiam de tudo. Havia uma lista com os nossos nomes. Esta noite sou eu. Amanhã à noite era outra rapariga. Ou às vezes via-nos sentadas juntas e entrava e escolhia quem queria naquela noite. Ele próprio, o próprio padre, dizia ‘esta noite dormes comigo’”, contou a vítima.
Apesar da Topu Honis ser um orfanato, havia muitas crianças com pai e mãe ali acolhidas, uma forma de procurar melhores condições para as meninas que, em casa, não tinha comida ou as condições mínimas.
“Os nossos pais não podiam pagar nada. E ele cuidou de nós. Então, quando estava a abusar de nós sexualmente, ficávamos caladas! Todas nós, raparigas, passámos por isso. Dormi com ele como mulher e marido”, conta, descrevendo depois toques sexuais, sexo oral e penetração.
Às vezes, a situação repetia-se à tarde, ou quando algumas das crianças tomavam banho e, caso alguém não quisesse, eram “as senhoras do orfanato” que mandavam as crianças para o quarto.
“As senhoras ficavam chateadas e diziam que tínhamos de dormir com ele porque durante as orações ele escolhia quem vai dormir com ele. Não gosto desta coisa má na minha vida”.
Quando o caso começou a ser conhecido publicamente, os rapazes do orfanato diziam que também sabiam do abuso que acontecia às meninas e chegaram a ameaçar bater a quem falasse.
“Ameaçaram bater-nos. É por isso que algumas das raparigas não falam porque têm medo de ser espancadas por homens”, conta.
“Sinto amargura e vergonha. Falo agora, publicamente, como um exemplo para as minhas irmãs mais novas. Se acontecer, não se escondam. Espero que nos ajudem a todas a ter justiça”, disse.
Fontes conhecedoras do processo recordam que fazer avançar o caso foi mais fácil no Vaticano, que reagiu relativamente depressa e acabou por expulsar o padre do sacerdócio, do que no sistema de justiça timorense.
Um compasso de espera que permitiu a Dashbach, já depois de ser condenado pela Santa Sé, continuar a viver livremente na mesma comunidade onde os abusos foram cometidos, a região de Kutete, a cerca de 25 quilómetros da capital do enclave, mas a “duas horas de tempo” de viagem, como se descrevem as distâncias na região.
Agora, depois de ser detido e de estar em prisão domiciliar, regressou a Oecusse para ser julgado.
Dada a natureza do caso, o julgamento decorre à porta fechada, com o coletivo de três juízes a ouvir primeiro a leitura da acusação, pelo Ministério Público, antes de dar oportunidade a Daschbach para que faça uma declaração.
A declaração, de culpa ou de inocência, ou o eventual silêncio, determinarão depois o andamento do processo.
ASP // FPA
Lusa/Fim
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Source: Associações na diáspora são decisivas na promoção de língua materna – Jornal Açores 9

A CAMARA DE LISBOA BOA NA DESTRUIÇAO PATRIMONIAL

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Ver para crer (e mesmo aí, espantar)!! A Câmara de Lisboa fez demolir o chalé-escola Froebel no Jardim da Estrela. Quem responderá por este CRIME? O vereador Sá Fernandes que diz «logo se vê»?
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  • A que propósito?
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    • Franco Caruso

      Vão fazer uma estação de educação ecológica, demolindo a instituição pioneira do jardim de infância alemão…

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SANTA MARIA 1961 A EVACUAÃO E A AMEAÇA NUCLEAR

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Rosélio Reis

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Isabel Biscaia

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A evacuação do aeroporto
Houve em Santa Maria um outro 25 de Abril com muita importância política de que pouca gente se lembra, sendo que quase ninguém teve conhecimento do seu significado, da sua utilidade e do seu contexto. A informação era escassa e protegida pela censura oficial que reinava e era determinante para que o português comum não se “alarmasse”. Ainda hoje em dia pouca gente consegue arranjar uma explicação: porque se deu a evacuação do aeroporto de Santa Maria?
Santa Maria e, na generalidade, Portugal e o arquipélago dos Açores com a Base das Lajes e o aeroporto de Santa Maria, sempre foram aliados dos Estados Unidos. E ninguém ignorava que estes dois aeroportos seriam pontos-chave a eliminar no caso de surgir uma convulsão entre os Estados Unidos e a União Soviética, países em que reinava, desde 1945, uma guerra fria. Era mais do que natural que, no caso de essa guerra “aquecer”, seria uma estratégia da União Soviética fazer desaparecer aqueles dois pontos.
Entretanto, a falta de liberdade de imprensa escamoteou os contornos noticiosos que poderiam ter originado um grande conflito entre as duas partes e ter levado ao deflagrar da pior guerra que se pode imaginar: a invasão da Baía dos Porcos em Cuba.
Kennedy tinha tomado o poder há pouco tempo nos Estados Unidos. Foi quase de imediato confrontado com uma situação muito melindrosa que estava sendo desenvolvida pela sua polícia secreta: acabar com o domínio de Fidel Castro em Cuba. Para isso a C.I.A. havia recorrido à vasta colónia de exilados cubanos que viviam nos Estados Unidos, na Florida. Foi tudo feito com recurso à intriga em que, através de imagens falsas, se procurou demonstrar que teriam sido os cubanos de Cuba a dar início ao processo. E foi assim que se partiu, com todo o armamento necessário e com o apoio camuflado da armada e da força aérea dos E.U.A., para uma invasão que deu para o torto, em meados de Abril de 1961. Sofreu uma estrondosa derrota esta operação frente ao exército de Fidel Castro. Os Estados Unidos tiveram que pagar fortunas pela libertação dos seus cidadãos que tinham intervindo na operação. A maior parte dos apoiantes cubanos foram sumariamente executados ou levaram penas de prisão que chegaram aos 30 anos.
O pior estava para vir. Fidel Castro pediu apoio à União Soviética, para evitar futuras aventuras dos Estados Unidos. Khrutschev não se fez rogado e prometeu instalar uma base de mísseis nucleares balísticos em território cubano. Era uma proteção extra para o regime cubano que poderia, em 15 minutos, dada a curta distância a que fica o território inimigo, lançar uma ataque de dimensões gigantescas. A construção da base viria a ser detetada quase de imediato pelos aviões de espionagem americanos U2. O clima entre as duas superpotências viria a azedar de tal modo que, quando uma frota da URSS já caminhava para Cuba para instalar os mísseis, acabou por regressar à base, numa atitude de extrema cautela e de ponderação perante as ameaças dos Estados Unidos. Isso levou à obrigação do desmantelamento por parte dos EUA das bases de mísseis na Turquia e ao compromisso de nunca tentar invadir Cuba.
É nesse contexto, e no clima de insegurança que se viveu naquele período, que se inseriu o exercício de evacuação do aeroporto de Santa Maria. No dia 10 de Outubro de 1961 rebentou um foguete no açucareiro. Era o sinal combinado. Toda a gente saiu de casa, fechou as portas à chave e ficou a aguardar o transporte que se fez de imediato para o local combinado. Numa operação bem organizada pela direção do aeroporto, todo o pessoal é levado para um lugar ermo no caminho do Monteiro, entre São Pedro e Almagreira. O destacamento militar alojado na Bela Vista foi chamado a colaborar e a gerir a segurança da operação. Também ficou responsável por fazer a patrulha de todo o aeroporto e das habitações abandonadas. Cumpria-se assim a Ordem de Serviço nº 37, de 25 de Abril de 1961, que dizia, na sua parte final:
“Todo o resto da operação deverá executar-se completamente, à excepção feita do transporte de doentes e pessoas idosas, recomendando-se a toda a população o maior esforço, boa vontade e confiança, para que esta operação decorra de maneira eficiente e se possa garantir uma execução perfeita em situações de emergência que venham a surgir. Assinado: Alexandre Negrão.”
Todo o pessoal achou piada ao exercício que decorreu com grande êxito. E, passados que são quase 60 anos sobre a operação, ainda pouca gente saberá quais foram os reais motivos para que a mesma se fizesse.
O meu agradecimento à Isabel Biscaia e ao Memórias de Santa Maria que me cederam algumas fotos e alguma informação.
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  • Na verdade, a distância a que fica o Monteiro não dava nenhuma garantia de segurança em caso de ataque nuclear. Nem em parte nenhuma da ilha… Nem sequer S,Miguel estaria seguro. Mas no caso de um ataque tradicional já não digo o mesmo!

BARCOS DOS AÇORES

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José Gabriel Silva, Luis Sao Bento and 98 others
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2 SISMOS NOS AÇORES

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Dois sismos sentidos nos Açores: Um de magnitude 2.5 e outro de 3.4 (Richter) – infocul.pt
INFOCUL.PT
Dois sismos sentidos nos Açores: Um de magnitude 2.5 e outro de 3.4 (Richter) – infocul.pt
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NOVOS SÓCIOS DOS COLÓQUIOS DA LUSOFONIA

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a AICL Colóquios da Lusofonia celebra os 20 anos de existência após realizar 32 colóquios bianuais, editor 3 dúzias de Cadernos de Estudos Açorianos, duas dezenas de Tertúlias online, 5 antologias publicadas e outros livros, tradução de autores, autores açorianos musicados, e outras dezenas de projetos levadas a cabo neste período (cf Historial anexo)

Pretendemos ampliar a base dos nossos associados para tomarem parte nas novas atividades a que a pandemia nos obrigou.

a todos os novos sócios inscritos até 1 de março 2021 nós isentamos do pagamento de joia.

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