isto já não é planeta terra, mas planeta lixo

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O MUNDO TEM DE MUDAR
Nós, os que temos casa, comida na mesa e cama para nos deitarmos, não podemos ser indiferentes a esta realidade de todos os dias.
Com base no Google Translate, verti este “grito” em algumas das línguas mais faladas neste nosso tão maltratado planeta. Maltratado, no que se refere às flagrantes e terríveis desigualdades entre os humanos, e ao ambiente, em toda as suas vertentes, ao aquecimento global, ao esgotamento dos recursos naturais e ao respeito pela biodiversidade, à poluição do ar, do mar, dos rios e do solo.
Todos sabemos, não é novidade para ninguém, que, desde sempre, mas desde sempre, a riqueza de uns tantos se fez e faz, à custa da extrema pobreza de muitos. Todos os grandiosos e riquíssimos palácios, templos e catedrais, de todos os tempos e de todas as latitudes, sugaram o sangue das respectivas populações. Não precisamos de sair da História de Portugal para saber que assim é. A Nobreza e o Clero, de um lado e o Povo, do outro, fazem parte desta realidade.
Todos sabemos, não é novidade para ninguém, que o planeta já está a dar preocupantes sinais de poluição e de exaustão e que o crescimento exponencial da população invade, degrada e destrói, cada vez mais, o ambiente natural e seus ecossistemas. Há que não deixar perder a luta simbolizada na figura da jovem Greta Thumbeg, tão injustamente maltratada que tem sido por alguns comentadores.
O mundo tem de mudar e somos nós que o podemos (e devemos) fazer. A força das redes sociais é a nossa força. Basta PARTILHAR EM CADEIA. Posso estar a ser ingénuo, mas estou a cumprir o que penso ser a minha parte nesta luta. Não me conformo com a sociedade que estamos a viver. O mundo tem, mesmo, de mudar.
El mundo tiene de cambiar
Nosotros, que tenemos casa, comida en la mesa y cama para tumbarnos, no podemos ser indiferentes a esta realidad cotidiana.
Le monde doit changer.
Nous, qui avons une maison, de la nourriture sur la table et un lit pour se coucher, ne pouvons pas être indifférents à cette réalité quotidienne.
The world must change.
We, who have a house, food on the table and bed to lie down, cannot be indifferent to this everyday reality.
Die Welt muss sich ändern
Wir, die ein Haus, Essen auf dem Tisch und ein Bett zum Liegen haben, können dieser alltäglichen Realität nicht gleichgültig gegenüberstehen.
Ο κόσμος πρέπει να αλλάξει Εμείς, που έχουμε ένα σπίτι, φαγητό στο τραπέζι και κρεβάτι για να ξαπλώσουμε, δεν μπορούμε να είμαστε αδιάφοροι σε αυτήν την καθημερινή πραγματικότητα.
Мир должен измениться Мы, у кого есть дом, еда на столе и постель, чтобы прилечь, не можем оставаться равнодушными к этой повседневной реальности.
يجب أن يتغير العالم
نحن ، الذين لدينا منزل وطعام على الطاولة وسرير نستلقي عليه ، لا يمكننا أن نكون غير مبالين بهذا الواقع اليومي
世界必須改變 我們擁有房子,桌子上的食物和可以躺下的床,我們可以對這個日常現實無動於衷
世界は変わらなければならない 家、テーブルの上に食べ物、横になるベッドを持っている私たちは、この日常の現実に無関心ではいられません

aiatolas em escola Aluno impedido de entrar na escola mesmo com teste negativo à covid-19 | TVI24

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O aluno de uma escola de Lisboa esteve infetado com o novo coronavírus, mas o teste de despistagem já veio confirmar que está recuperado

Source: Aluno impedido de entrar na escola mesmo com teste negativo à covid-19 | TVI24

ÁRABES EM LISBOA E MARCELO NÃO SABIA

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Um jantar das Arábias no Bairro Alto
Num panorama de imprensa, dominado pela mordaça da censura, o matutino O Século publicou uma “cacha” inusitada, na manhã de 13 de fevereiro de 1971: “Uma missão da Arábia Saudita, presidida exatamente pelo príncipe Iben Seddack (primo de Iben Saud), esteve em Lisboa quase 48 horas e o assunto foi o petróleo.” Meia Lisboa ficou em polvorosa com a notícia, que falava do interesse dos árabes no crude de Cabinda.
Irritado, o ditador Marcelo Caetano pediu contas ao seu chefe da diplomacia: “Então, estão árabes em Lisboa e eu não sei de nada?” Ruy Patrício respondeu-lhe também nada saber sobre o “facto”.
Os factos foram estes: na véspera, um Rolls-Royce parou à porta do restaurante de luxo Tavares Rico, com uma comitiva de homens vestidos à árabe; o proprietário do restaurante telefonou a informar o jornal; o chefe de redação, José Mensurado, enviou o repórter Roby Amorim para contar a história do jantar.
Mas a verdade foi esta: uma brincadeira levada a cabo por clientes habituais do restaurante, na sequência de uma aposta de que se entrassem vestidos de árabes, ninguém os reconheceria.
As roupagens e o carro foram alugados para aquela noite pela trupe composta por Jorge Correia de Campos (que fazia de príncipe Seddack), “Nicha” Cabral (corredor de Fórmula 1), Manecas Mocelek (gerente do Stones e do Ad-Lib, discotecas do jet set lisboeta), Frederico Abecassis, Manuel Correia (que levava um impressionante maço de notas), Michel da Costa (o conhecido cozinheiro e hoteleiro, o único que falava árabe) e Eduardo Oliveira Rocha.
Fonte: Visão – 07/01/2013

9 ilhas para pastar ANTº BULCÃO

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Pobre Ilha Terceira
Numa das suas edições de Setembro passado, a revista Sábado publicou uma reportagem sobre os Açores.
No seu suplemento, de nome GPS, e sob o título “Açores – 9 ilhas para pastar”, dedica dez páginas ao nosso arquipélago. Cinco dessas páginas são sobre São Miguel. Metade, portanto.
Já no que toca a fotografias, das vinte e quatro dadas à estampa, catorze são de São Miguel. Aqui, como se vê, a percentagem de desigualdade aumenta significativamente.
Pico e Santa Maria têm direito a uma página.
As restantes seis ilhas, apenas mereceram meia página, cada uma delas.
Óbvio que, dispondo de cinco páginas, São Miguel revela-se ao País na sua enorme dimensão. Sobre a ilha verde fica informação longa e detalhada acerca de hotéis, restaurantes, pratos regionais, festas e festivais, Arte, chá, cerâmicas, etc.
Em relação a oito ilhas, há menção a seis hotéis. No que respeita só a São Miguel, contei sete.
Não posso deixar de transcrever a minúscula prosa com que a Sábado, em meia página, brinda a Terceira: “Desde Angra do Heroísmo, a maior cidade da ilha Terceira, são apenas 15 quilómetros até à Serra do Cume, onde a paisagem, do alto do miradouro, é um postal ilustrado de 180 graus. Abarca a baía da Praia da Vitória, de onde se avista a planície das Lajes, a base militar e a famosa Manta de Retalhos, que é o nome dado ao painel de campos divididos por muros de pedra vulcânica. Se tiver tempo, dê a volta à ilha e guarde o miradouro para o fim, a tempo de chegar para o pôr-do-sol”. Ladeia esta pérola literária a menção a um hotel e a um restaurante. E é tudo.
Prezados, ou será mais rigoroso dizer, pesados governantes: parabéns pela vossa obra.
Não me refiro à reportagem, óbvio, até vós talvez conseguísseis fazer melhor. Refiro-me à realidade que lhe está subjacente, isto é, ao que conseguistes fazer da chamada Autonomia. É assim que nos vêem, lá fora…
Devo avisar, pesados governantes, que sou muito avesso a qualificar qualquer acto humano como “natural”. Natural, para mim, é mesmo o que vem da natureza. A água que brota nas fontes, esse tipo de coisas, em que não há intervenção do homem.
Assim sendo, rejeito liminarmente os que diriam que é “natural” este tratamento jornalístico, dado ser São Miguel maior, com mais obras, mais potencialidades, mais gente, mais infraestruturas, etc. Não foi Deus, nem a Natureza, quem fez a maior parte do que é hoje a ilha maior. Fostes vós, sendo da mais elementar justiça o reconhecimento de tal feito. O seu a seu dono, aqui usada a expressão com invulgar propriedade, já que sois os donos disto tudo. E só não digo a César o que é de César porque o César verdadeiro poderá exaltar-se no túmulo e indignar-se por outros com o mesmo nome se terem arrogado ao direito de construírem pequenos e míseros impérios, sem cuidarem da sua pequenez.
Claro que há uma parte natural em São Miguel, de beleza inigualável e extasiante. Mas vós apostastes, pelos vistos com tremendo sucesso, em acrescentar à mão de Deus riquezas tremendas. Nada há de “natural” nas Portas do Mar, chamariz para imensos cruzeiros, nos inúmeros hotéis, nos voos low cost, enfim, em todas as obras que realizastes para que a ilha naturalmente maior crescesse mais e mais ao longo dos anos. Vede (e admito a minha indesculpável ingratidão) que nem vislumbro nada de natural no facto de terdes ajudado com milhões o Santa Clara a ir para a primeira divisão e lá se manter (a perder, mas isso já era previsível, até para vós)…
Direis, e eu terei de admitir a vossa razão pela forma como andais na política: “naturalmente” que tínhamos de investir na ilha que nos dá mais votos, para assim nos perpetuarmos no poder. Claro que isso é “natural” em vós. Pena que os outros calhaus tenham de sofrer tanto para que ainda nos chamemos Açores, e tenhamos “Autonomia”. Atentai que até já tomamos por “natural” o facto de, quando acontece uma coisa boa por qualquer ilha mais pequena, é coisa “açoriana”. Quando acontece uma coisa boa por São Miguel, é coisa de São Miguel. Quando acontece uma coisa má, passa a ser coisa da ilha onde acontece…
Devo dizer-vos, sujeito a que raios e coriscos (desculpem, não foi com intenção) me atravessem: passados estes quarenta anos, centralismo por centralismo, preferia o de Lisboa. Porque o dinheiro que vós custais dava para fazer tanta coisa…
Há três hipóteses, para a produção da mísera reportagem em análise:
– ter sido a própria Sábado a custear na totalidade as viagens, estadias, refeições e divertimentos dos autores. Se assim tiver sido, o que sinceramente duvido, trata-se apenas de mais um exercício de péssimo jornalismo;
– terem sido os hotéis e restaurantes da ilha de São Miguel a albergar e alimentar os “jornalistas”. Aqui também nada a dizer, terão sido os micaelenses a mostrar-se mais intrépidos e empreendedores, na busca de publicidade;
– ter sido o Governo Regional a patrocinar de alguma forma, em parte ou no todo, a reportagem em causa, por exemplo através da Direcção Regional de Turismo. Não seria inédito, pelo contrário, houve casos em que tal prática se revelou corrente, até em telenovelas.
Se a terceira hipótese se tiver verificado, terá sido o gozo supremo: os açorianos de oito ilhas a pagarem impostos para parte deles ser aplicada na promoção turística de uma só ilha.
Exigimos saber, pesados governantes, se houve dinheiros públicos envolvidos nesta brincadeira da Sábado. Não que vá mudar alguma coisa, quer na reportagem publicada, quer na vossa prática. Mas pelo menos ficamos informados…
Não vou falar aqui de tudo o que a Sábado devia ter dito, em relação à ilha Terceira. Da sua importância histórica, do facto de Angra do Heroísmo não ser “a maior cidade da ilha”, ser muito mais que isso, nomeadamente Património da Humanidade, do Castelo de São João Baptista e a sua ímpar área muralhada, do Algar do Carvão, da dimensão cultural (touradas à corda e carnaval), etc, etc, etc. Quem ler a Sábado ficará com a ideia de que esta ilha é a Serra do Cume, sobretudo ao pôr-do-sol…
E a culpa desta triste omissão sobre o que é e representa a ilha Terceira, é certamente da Sábado, dos governantes que ao longo de décadas têm ido furtando até a sua dignidade. Mas é também, perdoem dizê-lo, dos terceirenses que aceitam sem gemer a canga de um centralismo autonomista.
Poderão ter perdão a Sábado e aqueles que se querem manter no poder até ao fim das suas vidas ou, até, deixarem o mesmo poder para descendentes e familiares, como já acontece. Mas não têm perdão os terceirenses que se esquecem que, quando outros se venderam, este povo permaneceu digno e lutador. Até esse legado de orgulho nos tiram, dia a dia.
Quando, há anos, vi Carlos César fantasiado de Ciprião de Figueiredo, senti-me gozado. Porque, já nessa altura, me sentia preso em liberdade, em paz sujeito, sem se quer meios para dar a morte que Ciprião reclamaria pela dignidade. Mas ver os resultados previsíveis das eleições que se aproximam só me deixará ainda mais triste. O que fomos, e no que nos tornámos, bom povo terceirense…
Uma última palavra, para a Sábado. O título da vossa reportagem é “Açores – 9 ilhas para pastar”. Sei que a vossa intenção deverá ter sido “9 ilhas para descansar, sem fazer nada, relaxados”. Mas este é apenas o sentido figurado do verbo pastar. O sentido real de pastar é “comer a erva que ainda está na terra”.
Por aqui, deixamos tal função para as vacas. Mas… e à moda da Terceira:
Aquilo que publicastes,
Não agradou cá à malta,
Se provastes e gostastes,
Vinde, pois erva não falta.
António Bulcão
(publicado hoje, no Diário Insular)

Pobre Ilha Terceira
Numa das suas edições de Setembro passado, a revista Sábado publicou uma reportagem sobre os Açores.
No seu suplemento, de nome GPS, e sob o título “Açores – 9 ilhas para pastar”, dedica dez páginas ao nosso arquipélago. Cinco dessas páginas são sobre São Miguel. Metade, portanto.
Já no que toca a fotografias, das vinte e quatro dadas à estampa, catorze são de São Miguel. Aqui, como se vê, a percentagem de desigualdade aumenta significativamente.
Pico e Santa Maria têm direito a uma página.
As restantes seis ilhas, apenas mereceram meia página, cada uma delas.
Óbvio que, dispondo de cinco páginas, São Miguel revela-se ao País na sua enorme dimensão. Sobre a ilha verde fica informação longa e detalhada acerca de hotéis, restaurantes, pratos regionais, festas e festivais, Arte, chá, cerâmicas, etc.
Em relação a oito ilhas, há menção a seis hotéis. No que respeita só a São Miguel, contei sete.
Não posso deixar de transcrever a minúscula prosa com que a Sábado, em meia página, brinda a Terceira: “Desde Angra do Heroísmo, a maior cidade da ilha Terceira, são apenas 15 quilómetros até à Serra do Cume, onde a paisagem, do alto do miradouro, é um postal ilustrado de 180 graus. Abarca a baía da Praia da Vitória, de onde se avista a planície das Lajes, a base militar e a famosa Manta de Retalhos, que é o nome dado ao painel de campos divididos por muros de pedra vulcânica. Se tiver tempo, dê a volta à ilha e guarde o miradouro para o fim, a tempo de chegar para o pôr-do-sol”. Ladeia esta pérola literária a menção a um hotel e a um restaurante. E é tudo.
Prezados, ou será mais rigoroso dizer, pesados governantes: parabéns pela vossa obra.
Não me refiro à reportagem, óbvio, até vós talvez conseguísseis fazer melhor. Refiro-me à realidade que lhe está subjacente, isto é, ao que conseguistes fazer da chamada Autonomia. É assim que nos vêem, lá fora…
Devo avisar, pesados governantes, que sou muito avesso a qualificar qualquer acto humano como “natural”. Natural, para mim, é mesmo o que vem da natureza. A água que brota nas fontes, esse tipo de coisas, em que não há intervenção do homem.
Assim sendo, rejeito liminarmente os que diriam que é “natural” este tratamento jornalístico, dado ser São Miguel maior, com mais obras, mais potencialidades, mais gente, mais infraestruturas, etc. Não foi Deus, nem a Natureza, quem fez a maior parte do que é hoje a ilha maior. Fostes vós, sendo da mais elementar justiça o reconhecimento de tal feito. O seu a seu dono, aqui usada a expressão com invulgar propriedade, já que sois os donos disto tudo. E só não digo a César o que é de César porque o César verdadeiro poderá exaltar-se no túmulo e indignar-se por outros com o mesmo nome se terem arrogado ao direito de construírem pequenos e míseros impérios, sem cuidarem da sua pequenez.
Claro que há uma parte natural em São Miguel, de beleza inigualável e extasiante. Mas vós apostastes, pelos vistos com tremendo sucesso, em acrescentar à mão de Deus riquezas tremendas. Nada há de “natural” nas Portas do Mar, chamariz para imensos cruzeiros, nos inúmeros hotéis, nos voos low cost, enfim, em todas as obras que realizastes para que a ilha naturalmente maior crescesse mais e mais ao longo dos anos. Vede (e admito a minha indesculpável ingratidão) que nem vislumbro nada de natural no facto de terdes ajudado com milhões o Santa Clara a ir para a primeira divisão e lá se manter (a perder, mas isso já era previsível, até para vós)…
Direis, e eu terei de admitir a vossa razão pela forma como andais na política: “naturalmente” que tínhamos de investir na ilha que nos dá mais votos, para assim nos perpetuarmos no poder. Claro que isso é “natural” em vós. Pena que os outros calhaus tenham de sofrer tanto para que ainda nos chamemos Açores, e tenhamos “Autonomia”. Atentai que até já tomamos por “natural” o facto de, quando acontece uma coisa boa por qualquer ilha mais pequena, é coisa “açoriana”. Quando acontece uma coisa boa por São Miguel, é coisa de São Miguel. Quando acontece uma coisa má, passa a ser coisa da ilha onde acontece…
Devo dizer-vos, sujeito a que raios e coriscos (desculpem, não foi com intenção) me atravessem: passados estes quarenta anos, centralismo por centralismo, preferia o de Lisboa. Porque o dinheiro que vós custais dava para fazer tanta coisa…
Há três hipóteses, para a produção da mísera reportagem em análise:
– ter sido a própria Sábado a custear na totalidade as viagens, estadias, refeições e divertimentos dos autores. Se assim tiver sido, o que sinceramente duvido, trata-se apenas de mais um exercício de péssimo jornalismo;
– terem sido os hotéis e restaurantes da ilha de São Miguel a albergar e alimentar os “jornalistas”. Aqui também nada a dizer, terão sido os micaelenses a mostrar-se mais intrépidos e empreendedores, na busca de publicidade;
– ter sido o Governo Regional a patrocinar de alguma forma, em parte ou no todo, a reportagem em causa, por exemplo através da Direcção Regional de Turismo. Não seria inédito, pelo contrário, houve casos em que tal prática se revelou corrente, até em telenovelas.
Se a terceira hipótese se tiver verificado, terá sido o gozo supremo: os açorianos de oito ilhas a pagarem impostos para parte deles ser aplicada na promoção turística de uma só ilha.
Exigimos saber, pesados governantes, se houve dinheiros públicos envolvidos nesta brincadeira da Sábado. Não que vá mudar alguma coisa, quer na reportagem publicada, quer na vossa prática. Mas pelo menos ficamos informados…
Não vou falar aqui de tudo o que a Sábado devia ter dito, em relação à ilha Terceira. Da sua importância histórica, do facto de Angra do Heroísmo não ser “a maior cidade da ilha”, ser muito mais que isso, nomeadamente Património da Humanidade, do Castelo de São João Baptista e a sua ímpar área muralhada, do Algar do Carvão, da dimensão cultural (touradas à corda e carnaval), etc, etc, etc. Quem ler a Sábado ficará com a ideia de que esta ilha é a Serra do Cume, sobretudo ao pôr-do-sol…
E a culpa desta triste omissão sobre o que é e representa a ilha Terceira, é certamente da Sábado, dos governantes que ao longo de décadas têm ido furtando até a sua dignidade. Mas é também, perdoem dizê-lo, dos terceirenses que aceitam sem gemer a canga de um centralismo autonomista.
Poderão ter perdão a Sábado e aqueles que se querem manter no poder até ao fim das suas vidas ou, até, deixarem o mesmo poder para descendentes e familiares, como já acontece. Mas não têm perdão os terceirenses que se esquecem que, quando outros se venderam, este povo permaneceu digno e lutador. Até esse legado de orgulho nos tiram, dia a dia.
Quando, há anos, vi Carlos César fantasiado de Ciprião de Figueiredo, senti-me gozado. Porque, já nessa altura, me sentia preso em liberdade, em paz sujeito, sem se quer meios para dar a morte que Ciprião reclamaria pela dignidade. Mas ver os resultados previsíveis das eleições que se aproximam só me deixará ainda mais triste. O que fomos, e no que nos tornámos, bom povo terceirense…
Uma última palavra, para a Sábado. O título da vossa reportagem é “Açores – 9 ilhas para pastar”. Sei que a vossa intenção deverá ter sido “9 ilhas para descansar, sem fazer nada, relaxados”. Mas este é apenas o sentido figurado do verbo pastar. O sentido real de pastar é “comer a erva que ainda está na terra”.
Por aqui, deixamos tal função para as vacas. Mas… e à moda da Terceira:
Aquilo que publicastes,
Não agradou cá à malta,
Se provastes e gostastes,
Vinde, pois erva não falta.
António Bulcão
(publicado hoje, no Diário Insular)

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revista da mocidade portuguesa e conselhos às mulheres

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Reproduzido de um post inserido em Fascismo nunca mais”. E ainda há quem tenha saudades daquilo!…
“Conselhos para as Mulheres Portuguesas do Estado Novo:
– “A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas, servindo-lhe uma cerveja bem gelada. Nada de incomodá-lo com serviços ou notícias domésticas.”
– “Mulher, cuidado! Se o teu marido te auxiliar na criação do bebé, não deves abusar. O facto de o teu marido te substituir às vezes, adormecendo a criança, ou passeando-a no carrinho, não quer dizer que faças disso um hábito. Há mulheres que choram a sua desdita sem se aperceberem que a motivaram.”
– “Sempre que o homem sair com os amigos e voltar tarde da noite, espere-o linda, cheirosa e dócil.”
Fonte: “Conselhos” da Crónica Feminina (anos 60).
– “ A mulher ideal deverá ser boa dona de casa, mas sem maçar os outros com os acontecimentos caseiros,afetuosa para a família, pontual, discreta com os amigos, económica, sincera e leal, com bom génio, dócil, sincera, confiante, pouco tagarela e sem usar batom.”
“Conselhos” da Revista da Mocidade Portuguesa Feminina (anos 50).”
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santissima trindade EUA: Padre apanhado a fazer sexo com duas mulheres no altar da igreja – Insólito – SÁBADO

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Homem foi apanhado por paroquiano que estranhou as luzes ligadas na igreja à noite. – Insólito , Sábado.

Source: EUA: Padre apanhado a fazer sexo com duas mulheres no altar da igreja – Insólito – SÁBADO

MARIA NOBODY, dia do escritor

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e como de costume tento sintetizar numa só curta divagação poética o que me vai na alma

509 (maria nobody, à maria mãe, pico, 9 agosto 2011)

maria nobody

de todos ninguém

de alguém

de um só

maria nobody

com body de jovem

maria só minha

assim te sonho

assim te habito

maria nobody

de todos ninguém

maria nobody

mãe

amante

mulher

minha maria

maria nobody

de todos ninguém

nem sabes a riqueza

que a gente tem

maria nobody

de todos ninguém

maria só minha

dos filhos também

maria nobody

mais ninguém tem.

 

musicado aqui

algumas das outras versões aqui:
1. maria nobody de Chrys Chrystello (Maia 2013 (piano Ana Paula Andrade, soprano Helena Ferreira, violoncelo Henrique Constância)

  1. maria nobody (conservatório de ponta delgada, outº 2013 (piano Raquel Machado, barítono Miguel Rodrigues)
  1. maria nobody (piano Ana Paula Andrade, soprano Raquel Machado, violoncelo Henrique Constância, violino Carolina Constância) colóquio Seia 2014
  1. Maria Nobody de Chrys Chrystello por A P Andrade e voz de Carolina Constância 24º colóquio Graciosa 2015 2015
  1. Maria Nobody (versão pop, fado tango poemas açorianos musicados Pedro Teixeira, Paulo Peixoto e Joana Costa da EBI no 21º colóquio moinhos abril 2014, Maia)

 

  1. Maria nobody pelos Bruma na EBI Maia 26º colóquio out 2016

Maria Nobody pelos Bruma – Pedro https://www.youtube.com/watch?v=F4-u6nbEg9A&list=PLwjUyRyOUwOKyMkaiepZif1C_4tvtkeRI&index=10Teixeira e Joana Costa da EBI Maia

 

património português nas Flores (Larantuka)

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Santuário de Nossa Senhora de Fátima, Larantuka, ilha das Flores , Indonésia, onde estive há um ano. Fica sobre o vulcão Ili Mandiri, e dele avista-se toda a antiga cidade luso-indonésia de Larantuka e a ilha de Adonara. Do santuário parte uma Via Sacra pelo vulcão acima. Larantuka está geminada com Ourém, cujo município contribuiu para esta obra. Hoje, 13 de Outubro, estou lá em espírito, celebrando Fátima com os nossos irmãos indonésios das Flores, a maior parte descendente de portugueses.
Bukit Fátima, di gunung Ili Mandiri, Larantuka. Hari ini, hari kudus di Fátima 13 Oktober, , disini Portugal. Tapi saya juga di Bukit Fátima, di Larantuka untuk saudara-saudara kami di kota Larantuka.
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a verdade nunca deixa de ser verdade

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“A verdade é um conceito um bocado totalitário. Eu acredito nas versões”*
“Eu nunca confiei muito na verdade. Acho que a verdade é um conceito um bocado totalitário. Eu acredito nas versões. O que a democracia tem de bom é que te dá versões, não te dá a verdade única. Eu venho de um passado, em Angola, no qual existia uma verdade: a verdade do partido, que não podia ser contestada. Isso sempre me incomodou. Gosto mais da ideia de aproximação a uma verdade através de diferentes versões”.
Agualusa na senda de Nietzsche, para quem a “verdade” não era mais do que um ponto de vista; Umberto Eco, por seu turno, preferia as mentiras (ou versões da verdade, segundo Agualusa). Franco Nogueira, um dos testas de ferro de Salazar, em pleno Estado Novo, referia-se à verdade como sendo a que convinha à nação. O MPLA fez o mesmo, na Angola pós-colonial.
José Eduardo Agualusa em entrevista a José Mário Silva, “É a palavra que cria a realidade”, a propósito do seu último livro, “Os vivos e os outros”, que se passa na Ilha de Moçambique (“Expresso”, E, 3-10-2020, pp. E62-E63).
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Isabel Medeiros and 10 others
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  • Na verdade, a “Verdade” nunca deixa de ser a “Verdade”.
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ROSAIS S JORGE RECUPERA MOINHOS

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https://www.facebook.com/mark.marques2016/videos/259864955400789/

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Freguesia dos Rosais – Ilha de São Jorge.
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FREGUESIA DOS ROSAIS RECUPERA PATRIMÓNIO (Moinhos e Tanques das Lavadeiras) – Rosais – Ilha de São Jorge
No passado sábado dia 10, a Junta de Freguesia dos Rosais, concelho de Velas, Ilha de São Jorge (Açores), inaugurou a recuperação de vário património da freguesia.
A saber;
Um moinho de vento no Caminho de Baixo.
Um moinho de vento no Caminho de Cima.
Tanques das Lavadeira, no Parque das Sete Fontes.
O Info-Fajãs esteve presente e fez reportagem dos vários momentos, bem como esteve à conversa com Marília Freitas, Presidente da Junta de Freguesia dos Rosais, promotora desta recuperação de património.
Reportagem, imagem, edição e texto – Mark Marques
Produção – Info-Fajãs – 13.10.2020