recordar balibó para sempre, REMEMBER BALIBÓ FOREVER (textos Ramos Horta e Chrys C

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1tSpo4consforrtemd

BALIBO
16 OCTOBER 1975
GREG SHACKLETON, TONY STEWART, GARY CUNNINGHAM,
MALCOM RENNIE AND BRIAN PETERS.
BRAVE NEWSMEN MURDERED, BETRAYED BY THEIR RESPECTIVE GOVERNMENTS – AUSTRALIA, NEW ZEALAND, U. K.
I WAS WITH THEM IN BALIBO IN OCTOBER 1975 BUT WAS RECALLED BACK TO DILI BEFORE THE FATAL DAY 16TH OCTOBER . I WAS ON THE HIT LIST OF THOSE WHO INVADED MALIANA AND BALIBO AND MURDERED THE FIVE JOURNALISTS. THEY WERE REPORTING FOR CHANNEL 7 AND CHANNEL 9, AUSTRALIA.
ROGER EAST WAS MURDERED IN DILI ON 7TH DECEMBER 1975. HE TOO WAS BETRAYED BY HIS OWN GOVERNMENT.
THEY SHALL NOT BE FORGOTTEN.
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INEAST TIMOR (TRILOGIA DA HISTÓRIA DE TIMOR)

XVII) TIMOR, OS MÍDIA E A CENA POLÍTICA INTERNACIONAL: JORNALISTAS AUSTRALIANOS FORAM MORTOS PARA SILENCIAR OS GRITOS DE REVOLTA DO MUNDO CONTRA A INDONÉSIA

Para que o mundo desconhecesse os seus crimes, os indonésios não hesitaram em matar cinco jornalistas australianos. Estava-se em 17 de outubro 1975 e duas equipas de filmagem dos canais 7 e 9 da TV australiana estavam a filmar a queda da cidadezinha de Balibó, em Timor Português, às mãos de tropas indonésias apoiadas por refugiados timorenses. Essas imagens poderiam tirar todas as dúvidas sobre a participação do exército regular indonésio no ataque e poderiam desfeitear a propaganda indonésia de que só refugiados timorenses agrupados no M.A.C. [Movimento Anticomunista] e voluntários da Indonésia estavam a tentar recuperar o controlo de Timor.

 

Na Maliana, a poucos quilómetros de Balibó uma equipa de filmagens da R.T.P., liderada pelo jornalista Adelino Gomes testemunhava o ataque de artilharia pesada, bombardeamentos e metralhadoras automáticas enquanto tentavam filmar a aterragem de um helicóptero momentos depois do combate. Na véspera, Adelino Gomes (R.T.P.) falara com os seus colegas australianos do canal 7 de Melbourne e do 9 de Sydney. Nas paredes amarelas da casa onde estavam a palavra Austrália e a bandeira da Austrália eram proeminentes. Um dele, Greg Shackleton dissera-lhe:

“Isto é para os indonésios notarem, se vierem para Balibó eles saberão que há estrangeiros e não nos matarão. É a nossa Embaixada.”

 

Menos de 24 horas depois, ao amanhecer de 16 outubro 1975, os Indonésios começam a atacar Balibó com o apoio de membros timorenses do M.A.C. Quer as autoridades da Indonésia quer as da Austrália sabiam que eles ali estavam, apesar de durante anos o terem negado. Uns dias antes os programas de TV haviam transmitido as suas mensagens a caminho de Balibó por se tratar de uma região prevista para ser atacada pelos indonésios que iam tentar desalojar as forças inferiores da Fretilin que a defendiam.

 

Um dos jornalistas australianos conseguiu antes de morrer gritar que era australiano, mas o objetivo indonésio era o mesmo: eliminar qualquer testemunha inconveniente pelo que todos foram conscientemente abatidos a sangue frio. Além do jornalista Greg Shackleton, os outros eram Tony Stewart [engenheiro de som], Jan Cunningham e Brian Peters [operador de câmara] para além doutro jornalista, Malcolm Rennie. Os generais indonésios responsáveis por esta operação [Cor. Dading Kalbuardi e Major Yunus Yusuf, que se tornaria, ironicamente no Primeiro-ministro da informação do governo de Yusuf Habibie em junho 1998] rapidamente foram promovidos depois disto. O fotógrafo oficial desta operação foi também prontamente condecorado pelo próprio General Suharto.

 

Embora o Governo Australiano tivesse ficado embaraçado com o impacto do acontecimento na opinião pública, conduziu um rápido e inconclusivo inquérito, mas acabaria por ser forçado em 21 outº 1998, a reabrir o inquérito na sequência de um programa da ABC TV em que Olandino Rodrigues um timorense que fazia parte da força indonésia garantir que os jornalistas foram mortos por soldados indonésios depois de a Fretilin ter retirado de Balibó. Assim se esfumou, de vez (?) a teoria deles terem morrido vítimas do fogo cruzado.

 

Naquela época havia outros jornalistas estrangeiros (e australianos) em Timor, incluindo Roger East, os quais obtiveram depoimentos que já então não deixavam dúvidas da intervenção das Forças Armadas Indonésias (ABRI) no crime. A Indonésia não pode obter ganhos territoriais substanciais depois da campanha fronteiriça e passado mês e meio, em inícios de dezembro, era óbvio que a invasão estava iminente, forçando as autoridades australianas a avisar todos os seus cidadãos para abandonarem o território.

 

A maioria dos estrangeiros e jornalistas seguiram esse conselho, mas Roger East decidiu ficar, mesmo depois da Cruz Vermelha Internacional decidir mudar-se para a Ilha do Ataúro. Em 7 de dezembro, uma hora depois da invasão, Roger East ainda conseguiu através do centro de Telecomunicações da Rádio Marconi, em Díli, uma mensagem para a Australian Associated Press [AAP] e Reuters na Austrália. Pouco depois, era levado para a zona do porto onde foi assassinado juntamente com centenas de timorenses.

 

A colusão entre o governo da Austrália e os Indonésios foi tal que nem sequer um protesto se ouviu pela morte deste jornalista e cidadão australiano, ainda hoje, muitas vezes esquecido quando se fala dos restantes cinco outros jornalistas assassinados. Durante mais de 13 anos [dezembro 1975 – dezembro 1988] a Indonésia impõe um blackout noticioso quase total sobre Timor-Leste. Poucos são os jornalistas estrangeiros autorizados a visitar Timor-Leste. Quando as suas visitas são autorizadas eles são estreitamente vigiados e a sua liberdade de movimentos é mínima. Relatórios de jornalistas independentes focam o medo generalizado duma população dizimada, traumatizada pela guerra e pela fome, e por todas as outras atrocidades cometidas pelas forças ocupantes. A única exceção à regra surge de jornalistas comprometidos que decidiram antes de embarcar escrever peças favoráveis à Indonésia.

 

Nestes casos são autorizados apenas a verem cidades, novas escolas e hospitais, novas estradas e outros melhoramentos de fachada com que a Indonésia tenta fazer esquecer o genocídio do povo timorense. Os contactos com a população e com o mato são muito limitados e as poucas exceções acabariam por resultar na prisão ou morte dos guerrilheiros (a prisão de Xanana Gusmão em novº 1991 resultou diretamente da entrevista dada ao sindicalista e jornalista australiano Robert Domm).

 

A Cruz Vermelha Internacional foi autorizada temporariamente a visitar o território em 24 de março 1979 sob severas restrições e limitações, depois de durante mais de três anos ver a sua presença proibida. Num dos seus primeiros relatórios, em 1979, a CVI descreve a situação humanitária em Timor-Leste como sendo pior do que a do Biafra na década de 60 com a morte de dezenas de milhares de pessoas.

 

Timor foi “aberto” em janº 1989, mas jornalistas independentes e organizações humanitárias viram negados os seus pedidos de visto. Eu mesmo quando tentei, como jornalista australiano acompanhar a visita do Papa em outº desse ano vi recusado o meu pedido. Outros jornalistas admitem terem sido muito bem-recebidos, convidados para jantares por membros do corpo diplomático e do governo capazes de lhes darem todo o ‘apoio’ para as suas histórias desde que fossem favoráveis à Indonésia, mas que mais tarde viram os seus vistos revogados quando não embarcaram no jogo.

1985

1. BALIBÓ DEZ ANOS DEPOIS [1]

 

2.1. OS RUMORES QUE SE RECUSAM A MORRER

Sidney, outubro 16, 1985, SMH) Faz hoje dez anos que cinco jornalistas australianos foram mortos em Timor-Leste. Existem questões em relação às suas mortes que nem a Indonésia nem sucessivos governos australianos souberam responder. Malcolm Rennie, Brian Peters, Greg Shackleton, Gary Cunningham e Tony Stewart não foram os primeiros jornalistas australianos a morrerem numa zona de combate nem serão os últimos.

Nos últimos dez anos, desde que repórteres televisivos e operadores de câmara morreram num ataque à vila timorense de Balibó, mais meia dúzia deles morreu, sendo o mais recente o veterano cameraman Neil Davis em setembro [1985] em Banguecoque. Mas, a morte daqueles cinco causou uma série de alegações sem precedente, contra alegações e rumores, que se recusam a desaparecer.

Embora a Indonésia tenha consistentemente negado qualquer responsabilidade nas mortes de Balibó, alegando que as mesmas ocorreram durante a luta que opunha forças pró-Indonésias da UDT e forças nacionalistas da Fretilin, relatos de testemunhas obtidas através de refugiados e de fugas de documentos secretos norte-americanos alegam que eles foram mortos por forças do exército regular indonésio.

Os cinco estavam abrigados numa casa em cujas paredes tinham desenhado um mapa australiano e a palavra “Austrália”. Durante o ataque tentaram render-se aos indonésios, mas em vez disso, foram executados. Pelo menos um deles foi abatido com rajadas de metralhadora ao tentar escapar para o mato.

Nestes dez anos, houve inúmeros pedidos de membros do Parlamento, da AJA[2] e de familiares das vítimas para um inquérito oficial australiano, que sempre foi recusado. Para a comunicação social, a investigação dos acontecimentos de Balibó quase se tornou numa obsessão. Havia especulação sobre se os indonésios haviam escolhido atacar Balibó e matar os jornalistas para suprimir detalhes da sua escalada de envolvimento em Timor-Leste.

O tom simpático dos artigos de jornal que inicialmente surgiram, depressa deram lugar a sugestões de que os jornalistas haviam arriscado a vida deliberadamente e se haviam tornado simpatizantes da Fretilin. As televisões foram acusadas de imprudência com vista a obterem uma boa caxa. A questão de como um governo responsável devia proteger os repórteres uma zona de guerra também foi questionada.

 

2.1. ASSASSÍNIO A SANGUE FRIO

Para além da questão fulcral sobre se os jornalistas foram assassinados existem outras questões:

 

ESTARIAM bem informados antes de partirem para Balibó?

 

ESTARIAM conscientes da concentração maciça de tropas Indonésias em Timor Ocidental?

 

DEVERIAM ter sido enviados para lá?

 

Gerald Stone era o diretor de informação do Canal 9 à data e o principal responsável por ter enviado os operadores de câmara Brian Peters e Malcolm Rennie para Timor-Leste. Ainda hoje não está convencido de que algo pudesse ter sido feito para evitar Balibó e garante que o seu pessoal estava devidamente informado. Existem ainda duas questões que o afligem:

 

  • SE as duas equipas de filmagem (uma do Canal 9 em Sidney, a outra do Canal 7 em Melbourne), operando em conjunto e competitivamente talvez não se tenham pressionado uma à outra para ficarem mais tempo do que seria aconselhável.

 

  • SE a amizade inicial dos timorenses não terá encorajado as equipas de filmagem a “passarem das linhas” e tentarem obter a mesma espécie de resposta por parte da UDT que tinham tido por parte da FRETILIN?

 

Para Shirley Shackleton, viúva do repórter do Canal 7, Greg Shackleton, a culpa de Balibó é inteiramente da responsabilidade do exército indonésio. Afirma já não odiar a Indonésia mas a sua raiva é dirigida a vários departamentos [ministérios] australianos que, acredita, terem deliberadamente ocultado os factos sobre Balibó.

Crê que os cinco jornalistas morreram apenas por serem jornalistas. Eles eram testemunhas dum acontecimento que os governos da Austrália e da Indonésia asseguravam ao mundo não estar a acontecer – a intervenção armada em Timor-Leste. O filme, parte do qual chegou à Austrália destrói essa ficção que eventualmente permitiria à Indonésia ocupar Timor-Leste sem a intervenção da ONU.

A Senhora Shackleton concorda que o medo de serem ”batidos” por uma reportagem do outro canal, pode ter levado as duas equipas de filmagem a ficarem em Balibó depois de todos os outros terem partido, mas diz serem estúpidas as sugestões de que negligência poderá ter contribuído para as suas mortes. Duma forma mais simples, afirma, não existe proteção contra o “assassinato a sangue frio”, que ela crê ter ocorrido.

 

 

 

 

 

2. 16 OUTUBRO 1985 THE AUSTRALIAN

3. SMH 05 DEZEMBRO 1985

4. SMH 11 DEZEMBRO 1985 AFP

 

 

 

 

[1] MARK CHIPPERFIELD, SYDNEY MORNING HERALD 16 OUTUBRO 1985. TRADUÇÃO DO AUTOR PARA A TDM E LUSA

[2] AUSTRALIAN JOURNALISTS’ ASSOCIATION

1990

BALIBÓ 15 ANOS DEPOIS[1]

Sidney, 15 outº, Público) Completam-se esta semana 15 anos sobre as mortes de cinco jornalistas da TV australiana, ocorridas na vila fronteiriça de Balibó, em Timor-Leste. A morte nunca foi totalmente esclarecida, com os indonésios a declararem que os australianos haviam sido vítimas de confrontos entre a Fretilin e a UDT-APODETI. Testemunhos timorenses, posteriormente vieram a declarar que eles haviam sido mortos quando faziam a cobertura de recontros de forças avançadas da Indonésia em território de Timor.

A Indonésia atacou e invadiu Timor em 7 de dezembro de 75, mas pelotões de vanguarda estavam já em Balibó a desalojar a Fretilin em outubro, e a morte dos jornalistas tinha de ocorrer pois a Indonésia ainda negava na altura que tivesse planos de intervir militarmente em Timor-Leste. As filmagens dos últimos dias dos jornalistas mostrando já tropas Indonésias acabariam por chegar à Austrália.

A viúva do jornalista do canal 7 (sete), Shirley Shackleton desde então não parou de publicitar a causa do povo maubere enquanto deparava com a inexistência de inquéritos oficiais australianos sobre a morte dos cinco jornalistas.

Shirley Shackleton concordou esta semana em que se celebram 15 anos sobre a morte do seu marido e sobre o começo da invasão indonésia, em dar uma entrevista à agência Lusa.

“A minha vida tem sido de tristeza pois Greg era talentoso e tinha apenas 29 anos, mas depois senti que se ele tivesse voltado teria feito de Timor um lugar especial na sua vida jornalística. Eu estive recentemente em Díli e a Fretilin tinha-me avisado que era mais seguro deslocar-me durante a visita do Papa e eu decidi ou ia dessa vez ou então teria de esperar até os timorenses terem o direito à autodeterminação.”

“Díli estava irritantemente demasiado limpa, haviam [os indonésios] feito dela uma cidade da Disneylândia, cheia de bandeiras indonésias numa atmosfera de Carnaval para turista ver e irritou-me ver nomes indonésios nas ruas.

“Depois, saí de Díli e vi o outro lado da imagem e como os militares indonésios se comportavam para com os mauberes, e em Timor a vida está bem para os indonésios, não é má para os colaboracionistas mas é muito difícil para uma pessoa se ela é timorense.

“Toda a ajuda económica estrangeira que vai para Timor serve para dar uma vida boa aos indonésios, mas parece-me injusta pois nada beneficia os timorenses que continuam sem ter direitos na sua própria terra.”

“Sente-se o medo nas pessoas e havia quem se aproximasse furtivamente e perguntasse se eu podia levar uma carta já com selos para Bali e tal como apareciam, desapareciam. Muitos foram os que sub-repticiamente se aproximaram com cartas e eu disfarçadamente punha uma mão à espera da carta.”

“Eu tornei-me ativa e vocal em relação a Timor mesmo antes do meu marido ser morto, e depois decidi não ser uma viúva chorosa pois pode dar grandes cabeçalhos nos jornais mas é uma coisa passageira.

Decidi então como cidadã australiana só fazer declarações em relação a Timor nessa qualidade, e assim tenho escrito inúmeras cartas à redação dos jornais, gravei dezenas de entrevistas para a rádio e TV e escrevi dois livros, um deles a aguardar publicação. Antes do meu marido ir a Timor eu só sabia onde era e como professora de têxteis sabia que tipos de tecidos fabricavam, nada mais. Eu faço tudo o que for preciso por Timor desde que isso possa ajudar os mauberes.”

“Foi-nos dito por três governos australianos que Timor não podia sobreviver economicamente, e agora vemos a partilha das riquezas de Timor, o petróleo, que os poderia tornar tão ricos como são os habitantes do Brunei e isso envergonha-me como australiana. Dá-me vontade de vender tudo e deixar de viver neste país.”

“Os governos australianos têm sido e continuam muito generosos para com a Indonésia. Não nos surpreendamos com o envio de duas fragatas australianas para o conflito no golfo, honestamente a maior parte dos governos utiliza critérios de duplicidade. É uma desgraça e eu sinto-me envergonhada de ser australiana e dos governos deste país, embora haja pessoas no governo que têm tentado fazer algo por Timor mas são uma minoria. Mas eu não acredito que a questão de Timor esteja acabada.”

“Quando eu fui a Timor estava convencida de que o que havia a fazer era tirar o Xanana Gusmão e outros membros da resistência para fora de Timor, mas depois de falar com os mauberes eu entendi que mesmo que se um dia Xanana for apanhado ou morto haverá outro para o substituir.

“Eu soube disto através de jovens que apanhavam conchas nas praias, através de estudantes e de velhos timorenses, e há uma geração inteira de homens timorenses desaparecida. Esse é o sentimento da maioria das pessoas com quem estive, eu vou lutar pela resistência, eu vou lutar por Xanana. Em Timor-Leste os bispos, os governadores, a polícia secreta, os torturadores vão e vêm outros mas o Xanana continua.”

“Os indonésios dizem que as últimas manifestações de estudantes revelam apenas o seu descontentamento pelo desemprego. Não, não se trata disso, mas se se tratasse então isso explica bem o que acontece ao povo Timor.”

“Não há nem haverá empregos para os timorenses. Eu conheci indonésios, e nem todos são torturadores, que me disseram esperar problemas dentro dos próximos 4 a 5 anos, com a falta de empregos para os timorenses, mas passado um ano sobre a minha estadia isso já está a acontecer.”

“Os timorenses são um dos povos mais extraordinários do mundo e apesar de os mass média não poderem cobrir o que se passa, as histórias sobre aquilo que se passa continuam a chegar até nós, sobre massacres e demonstrações. Mas isto é apenas a ponta do icebergue.”

“O exército indonésio está descontrolado e desde roubar terras a roubar tudo o que há de valor cultural no país e é por isso que eles recebem mais dinheiro em Timor do que noutros locais porque ali é perigoso estar.”

“Eu penso que o governo português está à espera de ir a Timor para ver por si mesmo com os seus próprios olhos o que se está a passar e não irá para o Tribunal Internacional sem antes poder dizer nós estivemos lá e vimos o que se passa, e por isso é que os problemas estão a aumentar em Timor hoje porque o exército está a tentar eliminar todas as formas de dissidência para que quando os portugueses [a delegação parlamentar] chegarem já não existir ninguém para protestar.

“Por outro lado recebemos tantas notícias de Timor que não podemos publicar porque não pudemos comprovar e como jornalistas responsáveis temos de as confirmar e daí que nove em cada dez notícias de Timor não seja publicada.”

“A minha mensagem para os timorenses que ainda estão em Portugal impossibilitados de regressar à sua pátria, incapazes de virem para a Austrália reunirem-se às suas famílias, é a de que enquanto a resistência se mantiver não temos o direito a desistir, e creio que cada vez serão mais fortes.”

“Eu vejo nas reuniões da associação timorense do estado de Vitória que jovens de há 15 anos são adultos hoje, outros como eu estão na meia-idade e alguns são australianos e nenhum deles desistiu ao longo dos últimos 15 anos e isso é porque Xanana e os mauberes não desistiram e nós também não podemos desistir da causa. Todos os que acreditam no direito ao voto universal e individual têm de apoiar o direito dos timorenses se autodeterminarem.”

Esta foi a primeira entrevista dada por Shirley Shackleton a um órgão de informação português.

[1] LUSA DESPACHO 222/90 15 OUT.º 1990

– EAST TIMOR, THE MEDIA ANDTHEINTERNATIONALSCENE 1991

To avoidlettingtheworldknowabouttheir crimes theIndonesiansdidnothesitate to murderfiveAustralianjournalists.

BackinOctober 1975, twoAustraliantelevisionteamswerefilmingthefallofBalibó, PortugueseEast Timor, to IndonesiantroopssupportedbyTimoreserefugees.

ThoseimageswouldwipeanydoubtsontheparticipationoftheIndonesian regular armyontheattack, andwoulddenyIndonesia’s propaganda thatonlyTimoreserefugeesgroupedunder MAC [Anti-CommunistMovement] andIndonesianvolunteersweretrying to regaincontrolof Timor.

At Maliana, fewkilometresbeforeBalibó a Portuguesetelevisioncrewfrom RTP, ledbyjournalist Adelino Gomes witnessestheattackwhere heavy artillery, firebombsandautomaticmachinegunswereused, trying to filmthelandingof a helicoptermomentsafterthecombat.

The day before, Adelino Gomes had talked to his Australian counterparts, from Melbourne’s Channel 7 and Sydney’s Channel 9. On the yellow walls of the house where they were staying the word Australia and the Australian flag were prominent.

One of them, Greg Shackleton had told him: “This is for the Indonesians to notice, if they come to Balibó they will know that there are some foreigners and they won’t kill us. It’s our embassy.”

Less than 24 hours later, by the dawn of 16 October 1975, the Indonesians start attacking Balibó with the support from some Timorese members of MAC. Both Indonesian and Australian authorities knew the journalists were there.

Just a few days before, some TV programs had broadcast their messages on the way to Balibó because it was an area predicted to be attacked by the Indonesians, trying to oust it from FRETILIN’s control.

One of the journalists managed before being killed to say that he was Australian, but Indonesia’s objective was the same: to eliminate the inconvenient witnesses, so all five TV crewmembers were murdered consciously and coldly. Apart from journalist Greg Shackleton, the others were Tony Stewart [sound engineer], Jan Cunningham and Brian Peters [camera operators] and another journalist, Malcolm Peters.

The Indonesian generals responsible for this operation [Col. Dading Kalbuardi and Major Yunus Yusuf] were promoted soon after that. General Suharto quickly decorated the official photographer of this operation.

Although the Australian government was embarrassed with the impact of the event on public opinion, it conducted a quick and inconclusive public enquiry. Meanwhile in East Timor, other Australian journalists, including Roger East, got statements that leave no doubts on the intervention of the Indonesian Armed Forces in this crime.

Indonesia was unable to gain any substantial territorial control after their border skirmishes and about a month and half later, by early December, an invasion is imminent, thus forcing the Australian authorities to advise all Australian citizens to abandon the territory. Most foreigners and journalists heeded the advice, but Roger East decided to stay even after the International Red Cross decided to evacuate to Ataúro Island.

On December 7, roughly one hour after the invasion Roger East was still able to send via the Telecommunications Centre of Radio Marconi, in Dili, a message to Australian Associated Press [AAP] and Reuters in Australia.

Shortly thereafter, he was taken to the Dili harbour area where he was murdered, as were hundreds of Timorese. The collusion between the Australian government and the Indonesians was such that not even protest was raised on the murder of this Australian journalist and Australian citizen.

For more than 13 years [December 1975 – December 1988], the Indonesians impose an almost total news blackout to East Timor. Very few foreign journalists are allowed into East Timor. Whenever authorized their visits are closely monitored and their freedom of movements is minimal.

Independent journalists report on the generalized fear in a decimated population, traumatized by war and famine and all other atrocities committed by the occupying forces. The only exception to this rule comes from compromised journalists who decided beforehand to make favourable reports to the Indonesian occupiers. Even on such cases all they are allowed to see are towns, new hospitals and schools, new roads and other façade improvements that the Indonesian try to show as if to forget the genocide of the East Timorese people.

Contacts with the population and the bush are very limited or impossible to make. The International Red Cross was allowed to visit temporarily the territory in March 24, 1979 under harsh restrictions and limitations. For more than three years, their presence was forbidden.

In one of its first reports, back in 1979, the Red Cross states that the humanitarian situation in East Timor is worse than Biafra during the secession war, and asks for a mercy campaign of medical and food support to avoid the death of tens of thousand of people.

When East Timor was “opened” in January 1989, as widely announced by the Indonesians, many independent journalists and humanitarian organizations were still denied a visa into the territory. Some other journalists, admit how well received their requests were, of being invited for dinner by diplomatic members who were willing to give them all their support, if their reports would be seen as favourable to Indonesia, but who were later refused their visas when they did not intend to play the Indonesian game.

sempre prá frente que é o caminho

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tS2pShoanasored

Envio uma saudação especial a todas as ovelhas ronhosas que eu tanto aprecio
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novo convento em PALAÇOULO (terra de boa faca e navalha)

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Irmãs trapistas chegam este mês a Palaçoulo, Miranda do Douro
DIARIODETRASOSMONTES.COM
Irmãs trapistas chegam este mês a Palaçoulo, Miranda do Douro
O Papa saudou hoje no Vaticano as monjas da Ordem Cisterciense da Estrita Observância, ligadas ao Mosteiro de Vitorchiano, em Itália, que este mês vão chegar a Palaçoulo, na Diocese de Bragança-Miranda.
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SAÚDE PÚBLICA – INTERESSES PRIVADOS

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nota do editor deste blogue COMO já escrevi em crónicas várias mal chegou a pandemia, as clínicas e os médicos das mesmas e seus consultórios foram os primeiros a fechar sem atendimento a ninguém, nem seguimento de doentes crónicos, com muitos anos a pagar consultas….agora cheira dinheiro voltam à superfície…
m14tSufponsmormed

SAÚDE PÚBLICA – INTERESSES PRIVADOS
«Basta percorrer as notícias da iniciativa no Expresso e na SIC para se perceber o seu objectivo. Em primeiro lugar ela procura, pelo que não discute, que os portugueses esqueçam que na fase até agora mais difícil da pandemia só puderam contar com o Serviço Nacional de Saúde (SNS), tendo os privados recuado para a prestação dos cuidados de saúde lucrativos. Agora, quais abutres, pretendem aproveitar todas as insuficiências, fragilidades e saturações que são espectáveis, num SNS há anos vítima de desinvestimento público, para convencer o Estado a financiá-los ainda mais. Deixando para o SNS a gestão da pandemia (nada rentável), querem vender ao Estado a assistência aos doentes privados que lhes cheguem para tratar de outras patologias. «“Temos de dar prioridade aos pacientes não covid”», titula o Expresso logo a 30 de Setembro. E a 5 de Outubro: «Privados querem ajudar a recuperar consultas e cirurgias». Mas não são os únicos a pressionar neste sentido, que há muito dinheiro em jogo. A 30 de Setembro a comunicação social anunciava um estudo que o Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) e a consultora EY Parthenon (…) desenvolveram para a Health Cluster Portugal – Polo de Competitividade da Saúde («aumentar o volume de negócios […] nas actividades económicas associadas à saúde», diz a sua apresentação). O estudo defende a «união» entre o SNS, os privados e as misericórdias para a «eficiência financeira da saúde». Como explicou à TSF o seu coordenador, Augusto Mateus, o objectivo é «passar da ideia de SNS para sistema nacional de saúde moldado em torno do SNS», olhando a saúde como um sector de «criação de riqueza, de valor e de emprego» e criando um «instituto autónomo» para gerir o SNS. É um sonho antigo dos neoliberais: alargar o negócio da saúde nas áreas lucrativas, receber financiamento do Estado para isso e deixar a parte deficitária para o Estado.»
SANDRA MONTEIRO, cit. in Ladrões de Bicicletas por João Rodrigues
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TIMOR SEM MINISTRO DAS FINANÇAS

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Antonio Sampaio

is with

Sara Brites

and

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tSptoin3hsodred

Timor-Leste está virtualmente sem ministro das Finanças, que não delegou competências
Díli, 14 out 2020 (Lusa) – O Governo timorense está virtualmente sem ministro das Finanças desde 10 de outubro, data em que terminou a delegação de competências dada à vice-ministra pelo titular da pasta, que está doente, segundo fontes do executivo.
Fontes ouvidas pela Lusa explicaram que Fernando Hanjam está ausente “há pelo menos duas semanas”, depois de uma ausência por igual período, anteriormente, estando atualmente “incontactável, com o telefone desligado”.
Hanjam chegou a fazer uma delegação de competências na vice-ministra, Sara Brites, válida entre os dias 05 e 10 de outubro, por insistência da própria, já que lhe coube a si estar no Parlamento Nacional a defender a proposta de lei do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2020, recentemente aprovada.
Agora, porém, essa delegação de competências caducou e Sara Brites não pode assinar documentos, incluindo a proposta de lei do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2021, que deveria ser enviada para o Parlamento Nacional na quinta-feira, segundo o Governo.
Contactada pela Lusa, Sara Brites recusou fazer comentários.
O problema deve-se ao facto de a lei orgânica do Ministério das Finanças determinar que Sara Brites tem as funções de “coadjuvar” o ministro, com o diploma a determinar que a vice-ministra “não dispõe de competências próprias, exceto no que se refere ao respetivo gabinete, e exerce, em cada caso, a competência que nel[a] for delegada pelo ministro das Finanças”.
“Uma instituição de Estado, com a importância do Ministério das Finanças, não pode ficar assim sem delegações de competências. Estamos sem ministro desde finais de setembro”, disse uma das fontes ouvidas pela Lusa.
Hanjam, um dos membros do Governo indigitados pela Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), tem estado ausente parte do seu mandato, com fontes do Governo a questionarem se continuará ou não no executivo.
Fidelis Magalhães, ministro da Presidência de Conselho de Ministros, disse à Lusa que Hanjam está ausente “devido a doença”, informação que foi hoje confirmada na reunião semanal do Conselho de Ministros.
Fonte do executivo confirmou à Lusa que o assunto foi hoje discutido no Conselho de Ministros, tendo sido levantadas preocupações pelo facto de a vice-ministra, Sara Brites, estar formalmente sem competências delegadas desde 10 de outubro.
No encontro do Governo, o primeiro-ministro Taur Matan Ruak disse que não era necessário um despacho seu e que o assunto teria de ser resolvido no seio do Ministério das Finanças, com uma delegação de competências.
“Deveria ser o próprio a delegar formalmente as competências ou então a despachar os documentos. As coisas andavam mais rápido. Mas agora o Ministério está sem informação, e o ministro está com o telefone desligado”, referiu outra fonte.
Fontes partidárias e do Governo admitiram à Lusa que Hanjam sentiu algumas dificuldades no arranque do seu mandato, dada a complexidade das tarefas e dos temas.
Fernando Hanjam tomou posse em 24 de junho.
ASP // PTA
Lusa/Fim
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os maiores mistérios sem explicação (Quora)

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25 – A terra perdida de Paititi

https://list25.com/25-unexplained-mysteries-that-we-have-failed-to-figure-out/

Temos certeza de que você já ouviu falar da cidade perdida de Atlântida, mas já ouviu falar de Paititi?

Paititi, a lendária cidade inca perdida que supostamente está cheia de ouro e outras riquezas, supostamente fica a leste dos Andes, escondida em algum lugar nas remotas florestas tropicais do sudeste do Peru, norte da Bolívia ou sudoeste do Brasil.

24 – Os mistérios do Partenon

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O Partenon é uma das estruturas mais icônicas e valiosas da civilização ocidental, mas há muitos mistérios que o cercam.

Por exemplo, como os antigos atenienses carregaram todo aquele mármore do Monte Pentélico e construíram esta obra-prima com ferramentas e recursos primitivos disponíveis na época?

Como eles alcançaram proporções e equilíbrio perfeitos?

Como eles conceberam e formaram esses elementos visuais sutis?

Como os trabalhadores trabalharam com tanta precisão, às vezes com precisão de uma fração de milímetro (quando até os computadores modernos falham), sem a ajuda da tecnologia moderna?

Depois de 2.500 anos, ainda não sabemos.

23 – The Palpa Flat Mountain

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Existem inúmeras montanhas com características como topos planos, misteriosas linhas retas e fascinantes desenhos antigos;

no entanto, a Palpa Flat Mountain abriga uma das exibições mais impressionantes de tais características.

As “faixas” na superfície desta montanha parecem ter sido literalmente “desenhadas” por um gigante com uma pistola de pulverização diretamente de cima.

22 – O destino do voo 370 da Malaysia Airlines

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No que é, sem dúvida, o maior mistério desta década, MH370 desapareceu com 239 pessoas a bordo em 8 de março de 2014, a caminho de Pequim de Kuala Lumpur.

Apesar das buscas em andamento e de alguns dos países mais poderosos do mundo, incluindo Rússia, China, França e Estados Unidos, o envio de alguns de seus melhores investigadores para lançar luz sobre o caso;

ainda não temos ideia do que aconteceu naquele dia.

21 – Pegadas do diabo

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Na madrugada de 9 de fevereiro de 1855, as pessoas nas cidades do sul de Devon, na Inglaterra, acordaram para encontrar uma única linha de marcas semelhantes a cascos na neve profunda, como se tivessem sido marcadas com ferro quente.

O Times disse que as marcas foram encontradas a uma distância de 40 milhas em ambos os lados do Exe, como se “algum animal estranho e misterioso dotado do poder da onipresença” as tivesse criado durante a noite.

As pegadas eram chamadas de “pegadas do diabo” porque algumas pessoas acreditavam que eram pegadas de Satanás, já que teriam sido feitas por um casco fendido.

Muitas teorias foram apresentadas para explicar o incidente, mas nenhuma pode explicar todas as marcas relatadas e o mistério permanece até hoje.

20 – A matança de Hinterkaifeck

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Hinterkaifeck era uma pequena fazenda situada entre as cidades bávaras de Ingolstadt e Schrobenhausen, na Alemanha, que se tornou bem conhecida em 1922, quando seus seis habitantes foram assassinados com uma picareta. O assassinato permanece sem solução até hoje.

19 – A “Praga Dançante” de 1518

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Em julho de 1518, muitas pessoas – a maioria delas desconhecidas umas das outras – da cidade de Estrasburgo, França (então parte do Sacro Império Romano), foram atingidas por uma necessidade repentina e aparentemente incontrolável de dançar.

A histeria começou quando uma mulher conhecida como Frau Troffea saiu para a rua e começou a dançar silenciosamente.

Antes que ela percebesse, dezenas de pessoas se juntaram a ela e um mês depois, a epidemia de dança havia feito até quatrocentas vítimas.

Sem outra explicação possível, os médicos locais culparam o “sangue quente”, mas nenhuma resposta científica precisa foi encontrada.

18 – Onde surgiu o sinal Wow! ?

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Em 15 de agosto de 1977, Jerry R. Ehman recebeu um sinal incomum de setenta e dois segundos (enquanto trabalhava em um projeto de Busca por Inteligência Extraterrestre (SETI) no radiotelescópio “Big Ear” no estado de Ohio) que entrou para a história como a mensagem “Wow! sinal.”

Vários astrônomos em todo o mundo tentaram encontrar o sinal novamente. O que foi exatamente? Nós não sabemos?

17 – A verdadeira identidade de Jack, o Estripador

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Apesar de ser o mais notório – embora nem de longe o mais mortal – assassino em série de todos os tempos, sua identidade permanece desconhecida até hoje.

Muitas teorias surgiram ao longo dos anos, algumas delas sendo verdadeiramente insanas, mas nenhuma investigação levou a uma conclusão segura.

16 – “Discos voadores” de Kenneth Arnold

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Em 24 de junho de 1947, o piloto particular Kenneth Arnold afirmou que viu uma série de nove objetos voadores brilhantes não identificados voando pelo Monte Rainier.

Este avistamento é considerado o mais popular da era moderna e é creditado como o início da paranóia sobre possíveis avistamentos de OVNIs.

A descrição de Arnold dos objetos também levou a imprensa a cunhar rapidamente os termos “disco voador” e “disco voador”, frases que têm sido amplamente usadas para OVNIs desde então.

15 – O estranho caso de DB Cooper

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“DB Cooper” é o apelido que a mídia americana amplamente usou para se referir ao homem não identificado que sequestrou um Boeing 727 no espaço aéreo entre Portland, Oregon e Seattle, Washington, em 24 de novembro de 1971. Ele levou consigo cerca de US $ 200.000 em resgate (equivalente a $ 1.170.000 em 2016) quando ele saltou de pára-quedas do avião para um destino desconhecido.

O caso continua sendo a única pirataria aérea não resolvida na história da aviação americana.

A verdadeira identidade de Cooper também permanece um mistério.

14 O incidente de Dyatlov Pass

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O incidente do Passo Dyatlov envolveu um grupo de nove praticantes de esqui experientes do Instituto Politécnico dos Urais e ocorreu na noite de 2 de fevereiro de 1959, no norte dos Montes Urais.

Devido à falta de sobreviventes, a cronologia dos eventos permanece incerta e as autoridades soviéticas determinaram que uma “força incontornável desconhecida” causou a morte dos esquiadores.

Alguns dos corpos foram encontrados descalços, alguns foram totalmente massacrados, outros estavam fisicamente ilesos, mas tinham graves danos cerebrais e faltava a língua de uma mulher.

Embora várias explicações possíveis tenham sido apresentadas, um encontro violento com um yeti ou outra criatura desconhecida parece ser o mais lógico.

13 – O mistério do homem de Somerton Beach

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Na manhã de 1 ° de dezembro de 1948, um corpo foi encontrado na praia de Somerton.

O homem estava encostado no quebra-mar, caído para a frente, com um cigarro fumado pela metade na lapela.

Ele estava bem vestido, um terno com sapatos engraxados e de salto – um traje estranho para a praia.

Não houve nenhum sinal de violência ou luta e a identidade do homem permanece desconhecida até hoje.

12 – Os cosmonautas perdidos da União Soviética

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No início da corrida espacial, os Estados Unidos e a União Soviética estavam em uma corrida frente a frente para reivindicar a supremacia tecnológica, mas como missão após missão arrancou os segredos do universo das estrelas acima, rumores começaram a circular que alguns dos astronautas que voaram para os céus nunca mais voltaram.

Essas pessoas ficaram conhecidas como Cosmonautas Perdidos e a coisa toda se tornou uma grande notícia quando dois operadores de rádio amador receberam transmissões do Sputnik e ouviram cosmonautas russos em agonia dizendo que iriam cair e morrer.

Claro, as autoridades soviéticas negaram ter enviado qualquer cosmonauta ao espaço e desmascararam a coisa toda como uma farsa, mas ninguém sabe o que realmente aconteceu.

11 – Pinturas antigas que retratam alienígenas

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Quando alguém dá uma olhada nas fotos de algumas pinturas antigas que claramente retratam alienígenas e / ou espaçonaves alienígenas, eles não podem deixar de pensar que o fandom de ficção científica existe desde o início da humanidade ou que existiam astronautas antigos reais, alienígenas e naves espaciais lá fora no universo antes de nossas próprias viagens espaciais começarem na década de 1950.

Não sabemos o que é verdade, mas temos que admitir que é muito mais difícil não acreditar que algo sobrenatural viveu e andou entre nós do que o cenário do fandom de ficção científica.

10 – Pirâmide na lua

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Existe realmente uma pirâmide na lua?

Olhando para a imagem original tirada durante a missão da Apollo 17 de 1972, você pode facilmente notar um objeto em forma triangular, mas isso é evidência suficiente para dizer que há uma pirâmide na lua?

Se, no entanto, houver uma pirâmide na lua, devemos fazer duas perguntas importantes: Quem a fez?

E qual é a sua conexão, se houver, com as pirâmides aqui na Terra?

9 – O satélite do Cavaleiro Negro

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A teoria do “satélite Black Knight” surgiu depois que várias fotos da NASA foram divulgadas após a missão do ônibus espacial Endeavour de 1998 para a Estação Espacial Internacional.

De acordo com algumas pessoas, o satélite Black Knight é um objeto de aproximadamente treze mil anos de origem extraterrestre orbitando a Terra em uma órbita quase polar.

Críticos e muitos acadêmicos a chamaram de teoria da conspiração e lenda urbana.

8 – O barco salva-vidas abandonado no fim do mundo

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A Ilha Bouvet é uma ilha vulcânica subantártica desabitada localizada no Atlântico sul.

É a ilha mais remota do mundo e tudo o que você pode encontrar são quilômetros de basalto vulcânico gemendo sob várias centenas de metros de geleira, raspado por vendavais e envolto pela névoa do mar.

O estranho sobre esta paisagem sobrenatural é que um barco salva-vidas abandonado foi encontrado lá, levantando uma série de questões.

Quem conseguiu chegar lá com um bote salva-vidas?

Quando isto aconteceu?

O que aconteceu com a pessoa ou pessoas no barco, uma vez que nenhum resto humano foi encontrado lá?

7 – A identidade da Senhora Babushka

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A identidade de “a Babushka Lady” pode nunca ser verdadeiramente definida, apesar de ser a única pessoa que pode ter fotografado os eventos que ocorreram no Dealey Plaza de Dallas quando John F. Kennedy foi baleado.

Não há nenhuma fotografia que mostre o rosto dela, e ainda não sabemos se sua presença foi coincidência ou se ela teve um papel significativo no assassinato.

6 – O destino do “tesouro” de Hitler

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O “tesouro roubado” de Hitler é considerado um dos maiores esconderijos de todos os tempos.

Inclui barras de ouro, joias e moeda estrangeira, com um valor estimado de US $ 4 a US $ 5 bilhões.

No entanto, o tesouro nazista roubado desapareceu em um piscar de olhos dos cofres do Reichsbank alemão.

Nos anos que se seguiram à Segunda Guerra Mundial, foi relatado que parte do tesouro foi encontrado em Portugal, Suíça e Espanha, entre outros lugares, mas essas peças dificilmente se comparam em valor ao suposto tesouro como um todo.

5 – A identidade do Homem da Máscara de Ferro

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Em 19 de novembro de 1703, um túmulo no cemitério de Saint Paul da Bastilha acolheu o cadáver de um homem que havia passado quase todas as últimas quatro décadas de sua vida em várias prisões na França.

Ele é sem dúvida o prisioneiro mais famoso da história da França, embora ninguém saiba por que teve de passar mais de trinta e cinco anos na prisão, supostamente em isolamento quase perfeito e muitas vezes com o rosto coberto.

Quem era esse homem e por que ele teve que suportar essa longa e terrível prisão?

Ele era o gêmeo mais velho do rei da França (e, portanto, o rei legítimo da França), como sugerem algumas teorias?

4 – O curioso caso de Rudolph Fentz

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Rudolph Fentz foi o personagem principal e polêmico de “I’m Scared”, um conto de ficção científica do início dos anos 1950 escrito por Jack Finney, que mais tarde foi revelado como baseado em fatos reais.

A história conta a história de um homem que se vestia com roupas do século XIX quando foi atropelado por um carro e morto na cidade de Nova York em 1950. Uma investigação subsequente revelou que o homem havia desaparecido sem deixar vestígios em 1876 e os itens em sua posse parecia revelar que o homem havia viajado no tempo desde aquele ano até 1950. Verdade ou ficção?

Nunca saberemos com certeza.

3 – O Archanthropus de Petralona

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Em 1959, um pastor encontrou uma pequena abertura em uma caverna no norte da Grécia, que se tornou visível quando uma espessa camada de neve finalmente derreteu.

Surpreendentemente, uma das descobertas incluiu um crânio humano embutido na parede, o chamado Archanthropus de Petralona, ​​como foi denominado.

Foi descoberto que ele tinha 700.000 anos, o que o torna o europeu humano mais antigo.

A maior surpresa desta descoberta foi que o Dr. Poulianos, membro da União Internacional de Ciências Antropológicas e Etnológicas da UNESCO (IUAES), descobriu que o Archanthropus de Petralona evoluiu separadamente na Europa e não estava relacionado com nenhuma espécie que veio da África, desafiando assim a teoria “fora da África”.

Qual é a coisa mais estranha de todas?

Cada governo grego proibiu mais pesquisas sobre esta incrível descoberta e encerrou o caso.

2 – O misterioso desaparecimento da Nona Legião Romana

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Uma das lendas mais duradouras da Grã-Bretanha romana diz respeito ao desaparecimento da Nona Legião.

A ideia de que cinco mil dos melhores soldados de Roma se perderam nas brumas rodopiantes da Caledônia enquanto marchavam para o norte para acabar com uma rebelião parece inacreditável, mas o fato é que nenhum vestígio de um jamais foi encontrado, nem uma lança ou escudo , ou qualquer outra coisa que apareça para indicar que houve uma batalha.

1 – O mistério do homem sem pátria

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Em julho de 1954, um homem caucasiano que parecia bastante normal chegou ao aeroporto de Tóquio.

Quando ele teve seu passaporte verificado, entretanto, as autoridades japonesas ficaram surpresas ao descobrir que ele vinha de um país chamado Taured, um país que não existe.

Seu passaporte parecia genuíno e quando lhe pediram para mostrar seu país em um mapa, ele automaticamente apontou para o Principado de Andorra.

Quando ele viu que sua terra natal, Taured, não estava no mapa, ele ficou furioso e insistiu que seu país existia por mais de mil anos.

A polícia japonesa o levou a um hotel local e o colocou em um quarto com dois guardas do lado de fora até que eles pudessem desvendar o mistério.

Algumas horas depois, quando eles entraram em seu quarto, o homem havia sumido, embora os guardas nunca tivessem saído e o quarto não tivesse sacada ou outra saída para ele escapar.

O homem de Taured estava perdido em nosso mundo de outro universo ou dimensão paralela?

Nunca saberemos já que ele nunca mais foi visto.

Obrigado por ler até aqui! caso tenha gostado deixe o like e siga meu perfil para mais conteúdos desse tipo no seu feed. Caso queira adicionar ou corrigir algo deixe no espaço de comentários que certamente irei responder 😉

Fonte de pesquisa:

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LEMBREMOS O POETA BORJA DA COSTA, ASSASSINADO

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Hoje, 14 de outubro de 2017, Francisco Borja da Costa faria 71 anos.
Foi barbaramente assassinado no dia 7 de dezembro de 1975.
Foi apanhado em Díli, desprevenido e sem possibilidade de fugir para as montanhas. Foi assassinado nessa madrugada à frente da sua residência em Kolan-Ibun, na areia da praia do Bairo dos Grilos, junto a Lecidere, vestido com as suas inseparáveis calças de ganga e chapéu de Cowboy. Depois, alegadamente, foi arrastado até à ponte cais e daí atiraram-no ao mar. Conta-se que terá sido enterrado algures, na praia entre Lecidere e a ponte Santana, segundo dizem, ao pé de um coqueiro.
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  • People everywhere were unbelievably cruel!
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Osvaldo José Vieira Cabral · Nem tolos, nem esquecidos!

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https://blog.lusofonias.net/wp-content/uploads/2020/10/NEM-TOLOS-NEM-ESQUECIDOS-OSVALDO-CABRAL-Pages-from-2020-10-14.pdf
Os líderes nacionais das forças políticas são sempre bem-vindos às nossas ilhas, como qualquer outro cidadão, desde que venham com espírito de conhecer a nossa vivência, os nossos problemas e, sobretudo, o quão a República nos é madrasta em tantas situações.
Rui Rio resolveu visitar o Faial e Pico, para “ajudar” o líder regional, José Manuel Bolieiro, a “convencer os açorianos de que vale a pena mudar” o partido que governa a região.
Está no seu pleno direito.
Mas os açorianos não podem esquecer que foi o mesmo Rui Rio que recusou colocar um açoriano do PSD em lugar elegível para o Parlamento Europeu, ao dizer que a nossa região não valia mais do que 12 mil votos, e rematando de seguida: “Não é uma fortuna”!
Veio agora à procura da “fortuna”?
Em política convém ter memória e escrutinar a enorme hipocrisia e mentira em que se envolvem muitos dos seus agentes.
Vasco Cordeiro ripostou com razão: “os açorianos não são tolos!”
O problema é que não são tolos apenas para aquilo que se faz e diz com os líderes de lá de fora.
Também não são tolos para o que se diz cá dentro.
Os açorianos não são tolos quando nos querem convencer que houve uma baixa do desemprego em plena pandemia e não esquecem que os 85% que o Governo da República assumiu “sem reservas do dever de solidariedade” para a reconstrução dos estragos pelo furacão Lorenzo, afinal vêm da solidariedade europeia, misturados, ainda por cima, com as verbas para recuperar a economia no contexto da pandemia.
Do mesmo modo, não nos esquecemos que foi António Costa que permitiu a entrada da covid nos Açores, no auge da pandemia, ao obrigar a TAP a voar de Lisboa para cá, por uma questão de teimosia imperial em manter a “continuidade territorial”.
Foi ele, ainda, que nos prometeu uma cadeia nova, que não passa de um negócio misterioso de bagacina, e assinou outra promessa, em Fevereiro deste ano, para atribuir 1,2 milhões de euros por ano para a Universidade dos Açores que, afinal, nunca veio.
Ficamos a aguardar quais serão as próximas promessas numa eventual visita de campanha.
Portanto, não esquecemos Rio nem Costa.
Para compor o ramalhete, só falta a visita de Marcelo, o mesmo que ajudou à missa na tal “continuidade territorial”, que veio tarde e a más horas mostrar solidariedade ao Lar de Nordeste, prometendo que regressaria em férias em Agosto, mas trocou os nordestenses pelas praias douradas de Porto Santo…
Estão todos bons uns para os outros, como se viu agora na escandalosa mudança do Presidente do Tribunal de Contas.
Fazer política assim não deve ter muitos apreciadores por cá, pelo que visitas destas são tiros nos pés dos líderes locais, que, ingenuamente, aceitam estas “ajudas” plenas de hipocrisia.
Depois não querem que digam que são todos iguais.
****
FUI AO PICO E PIQUEI-ME – Há um pormenor curioso no programa da visita de Rui Rio ao Faial e Pico.
O líder do PSD foi apresentar cumprimentos ao Presidente da Câmara da Madalena, mas não fez o mesmo com o Presidente da Câmara da Horta, nem com as outras câmaras picoenses.
A diferença é que o da Madalena é Vice-Presidente do PSD-Açores. As outras são todas socialistas.
A discriminação é reveladora do estado do PSD: quanto mais anos na oposição, menos aprende.
****
BAILINHO TERCEIRENSE – Artur Lima deu um bailinho à moda da Terceira a Vasco Cordeiro no frente-a-frente televisivo.
O líder do PS mostrou-se desgastado e cansado, numa prestação que ficou marcada por uma frase que diz muito de uma certa impotência do Presidente do Governo para solucionar problemas das pessoas.
A propósito do caso concreto de uma doente, que espera há mais de 500 dias por uma consulta de dermatologia na Terceira, Vasco Cordeiro descaiu-se: “não devia acontecer”!
O caso é público e tem merecido longas reportagens na imprensa regional como exemplo do enorme problema que os açorianos estão a enfrentar no caótico sistema de saúde regional.
Um líder de um governo que reconhece que “não devia acontecer”, quando é a primeira entidade com o poder absoluto para resolver estes casos, é porque já não consegue resolver coisa nenhuma.
Assim vai esta região, onde tudo acontece… mas “não devia acontecer”.
Osvaldo Cabral
Outubro 2020
(Diário dos Açores, Diário Insular, RTP-Multimedia, Portuguese Times EUA, LusoPresse Montreal)
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DEBATE ps psd nos açores

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Esperava muito mais do debate Cordeiro-Bolieiro
Assisti através do FB ao “frente a frente” televisivo Vasco Cordeiro-José Manuel Bolieiro, no âmbito das eleições legislativas regionais deste mês. Sinceramente, penso que ficou muita coisa por perguntar e muita coisa por esclarecer, de um lado e do outro. O líder do PSD-Açores, José Manuel Bolieiro, esteve muito bem na abordagem às dificuldades do Serviço Regional de Saúde, ao que o presidente do PS-Açores e presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, um pouco embaraçado, respondeu sempre recorrendo a estatísticas, que, como todos sabem, não traduzem muitas vezes a realidade concreta e os problemas existentes. Os muitos açorianos que aguardam há longos meses por consultas médicas e cirurgias não querem saber de estatísticas, como é evidente. Quanto a medidas para o futuro, ambos ficaram-se por intenções e proclamações, o que é muito pouco. Na declaração final, Vasco Cordeiro teve o seu momento de grande “brilho”: apelou a todos os açorianos para que votem, seja em que partido for, para combater a abstenção. Bolieiro teve apenas como preocupação pedir o voto no PSD, não tendo manifestado igual preocupação com os elevados níveis de abstenção, o que foi uma oportunidade perdida de mostrar que consegue ver para além do seu partido. Em resumo: esperava muito mais deste debate, entre os dois principais protagonistas das eleições legislativas regionais açorianas.
You, Pierre Sousa Lima and 11 others
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  • Independentemente de quem vença no dia 25, os Açores só ganharão se não houver uma maioria absoluta. Já será uma grande vitória para o PSD se o PS perder a maioria.
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    • 10 h
    • Eu diria que será uma grande vitória da democracia nos Açores.
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    • Tomás Quental

      , que anda muito perdida!!!

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      • 10 h
    • até o próprio Presidente do Governo (em exercício, eleito pelo PS numa maioria absoluta) apelou ao votou noutros partidos de forma muito dissimulada, ele próprio está no atual PS como num verdadeiro colete de forças.

Timor-Leste: Lu-Olo discute direitos das mulheres e crianças | e-Global

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O chefe de Estado timorense, Francisco Guterres Lu-Olo, reuniu-se nesta segunda-feira, 12 de outubro, com a organização PLAN International Timor-Leste (PITL). O encontro serviu para discutir os direitos das mulheres e crianças.  O governante já tinha marcado uma audiência com a estrutura da PITL, uma organização liderada pela Diretora Nacional Dillyana Ximenes.  Lu-Olo foi informado por Ximenes sobre a comemoração do Dia Internacional das Mulheres e […]

Source: Timor-Leste: Lu-Olo discute direitos das mulheres e crianças | e-Global

Timor-Leste é segundo pior no mundo com índice “alarmante” de fome – Atualidade – SAPO

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Timor-Leste é segundo pior no mundo com índice “alarmante” de fome
Díli, 14 out 2020 (Lusa) – Timor-Leste regista níveis “alarmantes” de fome, uma situação que se agravou nos últimos anos, e é o segundo pior classificado entre 107 países, a seguir ao Chade, segundo a última edição do Índice Global da Fome (IGF).
O relatório, que atribui a Timor-Leste um IGF de 37,6 (num máximo de 100, a pior classificação), considera a situação no país “alarmante”, sendo a segunda pior no índice deste ano entre os países analisados.
Notando que a situação se agravou em Timor-Leste, os autores do relatório explicam que isso se deve a “uma série de fatores que tem contribuído para a insegurança alimentar crónica em Timor-Leste”.
Entre os fatores destaca a produtividade agrícola baixa, um consumo alimentar inadequado, “tanto em quantidade como qualidade”, e a dependência de muitos timorenses em estratégias “únicas de baixo valor de subsistência”.
“A infraestrutura básica de saneamento, água limpa, estradas, irrigação, escolas e saúde é pobre, como também é baixo o nível de capital financeiro e humano do país”, refere.
“Os riscos climáticos têm também tido impactos negativos (IPC 2019)”, refere.
De particular preocupação é a desnutrição infantil, “com mais de metade das crianças a sofrer de nanismo e quase 15% das crianças a sofrer debilitação”, nota o estudo.
O Índice anual, da autoria das organizações Weit Hunger Hilfe e Concern Worldwide, e que inclui a participação de especialistas da Chatham House e do European Centre for Development Policy Management, procura de forma “abrangente medir e rastrear a fome em global, regional e nacional”.
O IGF baseia-se em quatro indicadores base: “subnutrição (parte da população com ingestão calórica insuficiente), debilitação infantil ou ‘wasting ‘(crianças com menos de cinco anos que têm baixo peso para a sua altura, refletindo subnutrição aguda), nanismo infantil ou ‘stunting’ (crianças com menos de cinco anos e que têm altura baixa para a sua idade, refletindo crónica subnutrição) e mortalidade infantil (taxa de mortalidade das crianças com menos de cinco anos, refletindo a mistura fatal de nutrição inadequada e ambientes pouco saudáveis)”.
Com base nesses indicadores, o IGF determina a fome numa escala de 100, sendo zero a melhor pontuação possível (sem fome) e 100 a pior, com as classificações divididas por severidade, de baixo a extremamente alarmante.
Timor-Leste registou uma melhoria entre 2006 e 2012, passando de um índice de 41,4 para 34,6, porém a situação piorou nos últimos anos, com o país a cair para 37,6, o segundo pior classificado e o único de três com níveis “alarmante” de fome.
O relatório nota que a prevalência de subnutrição em Timor-Leste atinge quase um terço da população (30,9%), com a terceira taxa mais elevada dos países analisados em nanismo infantil (51,2%) A mortalidade infantil caiu de 7,7 em 2006 para 4,6 em 2018, mas quase 31% da população timorense está subnutrida – valor que era de 41,6% em 2002.
Entre as crianças com menos de 5 anos, 14,6% sofrem de debilitação (‘wasting’ ou desnutrição aguda), tendo o valor aumentado 9,9% nos últimos cinco anos.
Mais de metade (51,2%) sofre de nanismo ou desnutrição crónica, o segundo pior nível dos países analisados, atrás do Iémen.
Em termos regionais – englobando o sul, leste e sudeste asiático -, Timor-Leste tem a pior classificação, sete pontos acima do Afeganistão, e mais de 10 acima da média.
ASP // PTA
Lusa/Fim
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Timor-Leste regista níveis “alarmantes” de fome, uma situação que se agravou nos últimos anos, e é o segundo pior classificado entre 107 países, a seguir ao Chade, segundo a última edição do Índice Global da Fome (IGF).

Source: Timor-Leste é segundo pior no mundo com índice “alarmante” de fome – Atualidade – SAPO

SANTANA CASTILHO, FALHAMOS A VIDA

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Assim, falhamos a vida!
Pouco após a abertura do presente ano-lectivo, foi tornado público o quinto dos seis volumes que dissecam os resultados do PISA 2018. Do documento (Políticas Eficazes, Escolas de Sucesso) retira-se que as referências menos positivas sobre Portugal decorrem, não do desempenho dos alunos e professores, mas das decisões políticas tomadas (falta de equidade, falta de pessoal não docente, insuficiência de equipamentos informáticos e inexistência de acesso rápido à internet).
No atípico ano-lectivo anterior, o chamado ensino à distância, que mais não foi que um conjunto de iniciativas de emergência para acompanhar os alunos, resultou reconhecidamente ineficaz como processo de aprendizagem, particularmente no que respeita aos mais novos: já porque é pedagogicamente inadequado a tal faixa etária, já porque depende de meios tecnológicos que não existem na maioria das escolas. Apesar disto, quando a 18 de Maio o Governo decidiu reabrir as aulas presenciais das disciplinas nucleares de acesso ao ensino superior, fê-lo, erradamente, não para recuperar os atrasos dos mais novos, mas para salvar o ritual dos exames do secundário, escancarando portas a um segundo erro. Com efeito, ficou de rastos a credibilidade dos exames, que perderam toda a lógica estrutural a favor de um caricato livre arbítrio dos examinados, viciando a equidade de entrada no ensino superior (classificadores obrigados a classificar todas as respostas a todas as perguntas opcionais e a escolherem as melhores, sem coerência de critérios, resultou numa escandalosa inflação das notas de entrada).
O que aconteceu nos últimos meses deveria ter-nos levado a refletir sobre múltiplos aspectos da política de ensino, justificando o início de uma mudança necessária. Mas, ao invés disso, as cinco semanas iniciais do presente ano-lectivo, prestes a findar e ditas de recuperação, são, antes, de acumulação. De acumulação de perda de aprendizagens, por falta de professores nas escolas. De facto, logo no começo do ano, faltam professores para lugares que desde o início não foram preenchidos e para lugares entretanto resultantes da apresentação de atestados médicos. A subdiretora-geral da Educação, numa conferência recentemente promovida pelo Conselho Nacional de Educação, disse, e bem, que “não tem havido investimento, nem qualquer trabalho nesta área para inverter a situação”.
Do mesmo passo, as preocupações sanitárias dominantes nos estabelecimentos de ensino, cerceando o direito a brincar, reconhecido na Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, esqueceram que os seres que pretendem proteger são crianças e jovens em pleno processo de desenvolvimento, onde etapas queimadas são etapas não recuperáveis. Protegê-los proibindo-os de serem crianças foi e está a ser insano.
Notícias vindas a público simulam o que acontecerá a um professor com 32 anos de descontos, que venha a optar pela pré-reforma aos 55 anos, concluindo que ficará com 750 euros mensais durante 11 anos e meio, tempo necessário para atingir a idade legal da reforma. O exercício parte do pressuposto, teoricamente possível, mas na prática errado, de que esse professor estaria no 9º escalão da carreira, quando a maioria está muito longe de tal nível, devido aos conhecidos estrangulamentos administrativos, e por tal razão só poderá contar com cerca de 500/600 euros mensais. Ora semelhante ponto de partida é indigno para começo de conversa e tem um duplo significado: que o Governo despreza a educação e os professores e António Costa é cada vez mais gestor de influências e manobras, que gestor de problemas. Lembremo-nos, a propósito, da recente não-recondução do presidente do Tribunal de Contas, persistente irritante de António Costa desde as dissonâncias à volta do fundo Revita, do episódio do conveniente afastamento de Joana Marques Vidal ou da manipulação em curso no Conselho Geral Independente da RTP.
Ser professor hoje é tarefa árdua, maioritariamente desempenhada por uma classe envelhecida e cansada, que justificaria um reconhecimento e uma valorização social que não existem. Para os poucos que restam jovens, não há carreira que lhes permita construírem projectos de vida familiar, enquanto a sociedade lhes pede que sejam os obreiros principais dos projectos de vida dos alunos que ensinam.
Assim, falhamos a vida!
In “Público” de 14.10.20
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