o ensino antigamente

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Sobre a formação de novos professores, na Horta
“(…) Em suma: chegaram as coisas ao ponto que aparece uma reclamante, que se julga prejudicada por só ter obtido 19 valores! (…) Se for possível submeter todos aqueles classificados com distinção a um novo júri, não digo severo, mas minimamente justo, nem um terço obteria simples aprovação (…)”, GCH, agosto de 1918 😂
https://itaunadecadas.org/escola-normal-nossos-livros/

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Jovens açorianos criam série de televisão – Açoriano Oriental (parabéns ao nosso associado Pedro Almeida Maia)

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Ana Lopes, Pedro Almeida Maia e Hugo França querem filmar histórias, ficcionadas, mas com base em factos insólitos passados nos Açores

Source: Jovens açorianos criam série de televisão – Açoriano Oriental

óbito Dulce Almada Duarte

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Dulce Almada Duarte nasceu em 1933 na ilha de São Nicolau. Mais tarde, estudou línguas românicas na Universidade de Coimbra.
Apoiou a ideia de anticolonialismo e apoiou a luta pela independência em Cabo Verde e Guiné-Bissau.

A Direção Executiva e todos os colaboradores do Instituto Internacional da Língua Portuguesa apresentam os mais sinceros pêsames a toda a família e amigos.

IILP.WORDPRESS.COM
A linguista, Dulce Almada Duarte, morreu ontem, dia 19 de agosto, as vésperas de completar 86 anos. Dulce Almada Duarte nasceu em 1933 na ilha de São Nicolau. Mais tarde, estudou línguas românicas …

NÃO HÁ CULTURAS SUPERIORES, TODAS SÃO IGUAIS

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CRÓNICA 278 NOS COLÓQUIOS DA LUSOFONIA NÃO HÁ CULTURAS SUPERIORES, TODAS SÃO IGUAIS

A Lusofonia é uma capela sistina inacabada; é comer vatapá e goiabada, um pastel de bacalhau ou cachupa, regados com a timorense tuaka ao ritmo do samba ou marrabenta; voltar a Goa com Paulo Varela Gomes, andar descalço no Bilene com as Vozes anoitecidas de Mia Couto, rever os musseques da Luuanda com Luandino Vieira, curtir a morabeza cabo-verdiana ao som De boca a barlavento de Corsino Fontes, ouvir patuá no Teatro D. Pedro IV na obra de Henrique de Senna-Fernandes, e na poesia de Camilo Pessanha; saborear a bebinca timorense em plena Areia Branca ao som das palavras de Francisco Borja da Costa e Fernando Sylvan, atravessar a açoriana Atlântida com mil eum autores telúricos, reencontrar em Salvador da Bahia a ginga africana, os sabores do mufete de especiarias da Amazónia,

aprender candomblé e venerar Iemanjá, visitar as igrejas e casas coloridas de Ouro Preto, Olinda, Mariana, Paraty, Diamantina,

e sentir algo que não se explica em Malaca, nos burghers do Sri Lanka, em Korlai ou no bairro dos Tugus em Jacarta.

É esta a nossa lusofonia (Chrys Chrystello abril 2019)

HISTORIAL

Aqui se traça em linhas gerais o já longo percurso da AICL. Um exemplo da sociedade civil num projeto de Lusofonia sem distinção de credos, nacionalidades ou identidades culturais. Em 2001, os Colóquios brotaram do intuito do nosso primeiro patrono JOSÉ AUGUSTO SEABRA de criar uma Cidadania da Língua, proposta radicalmente inovadora num país tradicionalista e avesso a mudanças. Queríamos que todos se irmanassem na Língua que nos une. Tínhamos gerido o seu projeto ALFE desde 1997 e quisemos torná-lo universal. Pretendíamos catapultar a Língua para a ribalta, numa frente comum, na realidade multilingue e multicultural das comunidades que a usam. A nossa noção de LUSOFONIA abarca os que falam, escrevem e trabalham a língua, independentemente da cor, credo, religião ou nacionalidade.

Gostaria de parafrasear Martin Luther King, 28 agosto 1963, I had a dream…” para explicar como nascidos em 2001 já realizámos trinta e dois Colóquios da Lusofonia (dois ao ano desde 2006 quando passamos a incluir a divulgação da açorianidade literária) numa demonstração de como ainda é possível concretizar utopias num esforço coletivo.

Cremos que podemos fazer a diferença, congregados em torno de uma ideia abstrata e utópica, a união pela mesma Língua. Partindo dela podemos criar pontes entre povos e culturas no seio da grande nação lusofalante, independentemente da nacionalidade, naturalidade ou ponto de residência.

Os colóquios juntam os congressistas no primeiro dia de trabalhos, compartilhando hotéis, refeições, passeios e, no último dia despedem-se como se de amigos – as de longa data se tratasse, partilham ideias, projetos, criam sinergias, todos irmanados do ideal de “sociedade civil” capaz e atuante, para – juntos – atingirem o que as burocracias e hierarquias não podem ou não querem. É o que nos torna distintos de outros encontros científicos do género. É a informalidade e o contagioso espírito de grupo que nos irmana, que nos tem permitido avançar com ambiciosos projetos. Somos um vírus altamente contagioso fora do alcance das farmacêuticas.

Desde a primeira edição abolimos os axiónimos, ou títulos apensos aos nomes, esse sistema nobiliárquico português de castas que distingue as pessoas sem ser por mérito. Tentamos que todos sejam iguais dentro da nossa associação e queremos que todas contribuam, na medida das suas possibilidades, para os nossos projetos e sonhos…

A nossa filosofia tem permitido desenvolver projetos onde não se reclama a autoria, mas a partilha do conhecimento. Sabe-se como isso é anátema nos corredores bafientos e nalgumas instituições educacionais (universidades, politécnicos e liceus para usar a velha designação), e daí termos tido o 21º Colóquio na esplanada de uma praia…

Em 2010 passamos a associação cultural e científica sem fins lucrativos e, em dezembro de 2015 passamos a ser uma entidade cultural de utilidade pública.

Desconheço quando, como ou porquê se usou o termo lusofonia pela primeira vez, mas quando cheguei da Austrália (a Portugal) fui desafiado pelo meu saudoso mentor, José Augusto Seabra, a desenvolver o seu projeto de Lusofalantes na Europa e no Mundo e aí nasceram os Colóquios da Lusofonia. Desde então, temos definido a nossa versão de Lusofonia como foi expresso ao longo destes últimos anos, em cada Colóquio.

Se aceitarmos todas as variantes de Português sem as discriminarmos ou menosprezarmos, o Português poderá ser com o Inglês uma língua universal colorida por milhentos matizes da Austrália aos Estados Unidos, dos Açores às Bermudas, à Índia e a Timor. O Inglês para ser língua universal continuou unido com todas as suas variantes.

Esta visão é das mais abrangentes possíveis, e visa incluir todos numa Lusofonia que não tem de ser Lusofilia nem Lusografia e muito menos a Lusofolia que, por vezes, parece emanar da CPLP e outras entidades. Ao aceitarem esta nossa visão muitas pontes se têm construído onde hoje só existem abismos, má vontade e falsos cognatos. Felizmente, temos encontrado pessoas capazes de operarem as mudanças. Só assim se explica que depois de José Augusto Seabra, hoje, os nossos patronos sejam Malaca Casteleiro (Academia das Ciências de Lisboa), Evanildo Bechara (Academia Brasileira de Letras) e a Academia Galega da Língua Portuguesa. Depois, acrescentamos como sócios honorários e patronos Dom Ximenes Belo em 2015 e em 2016 José Ramos-Horta (os lusofalantes do Prémio Nobel da Paz 1996), a que se juntaram (em 2016) Vera Duarte da Academia Cabo-Verdiana de Letras e a Academia de Letras de Brasília. Aguardamos desde 2017 a prometida adesão da Academia Angolana a este projeto. O espaço dos Colóquios da Lusofonia é um espaço privilegiado de diálogo, de aprendizagem, de intercâmbio e partilha de ideias, opiniões, projetos por mais díspares ou antagónicos que possam aparentar. É esta a Lusofonia que defendemos como a única que permitirá que a Língua Portuguesa sobreviva nos próximos duzentos anos sem se fragmentar em pequenos e novos idiomas e variantes que, isoladamente pouco ou nenhum relevo terão.

o povo que lavava no rio era assim

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Lembras-te desta?

Era costume ir lavar a roupa ao rio…

Aqui fica a nossa homenagem a todas as Senhoras que custasse o que custasse tinham de o fazer.

arte na MiratecArts

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Fico deliciado quando outr@s conseguem ver a beleza que muit@s ignoram… boa noite da MiratecArts

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MiratecArts Galeria Costa is with Célia Manuela Soares Machado and Albino Manuel Terra Garcia.

A Célia visitou e o amigo Albino se inspirou com uma escrita para ser cantada à moda da Chamarrita:

Se tenho a cama na rua
é pra dormir ao relento,
quero sonhar com a lua
e acordar com o vento.

Ficas na cama rosada
que é própria de rapariga,
eu durmo no chão sem nada
à sombra desta cantiga.

Há sonhos pelas paredes,
estrelas no tecto aberto,
mas vejo fomes e sedes
no sonho de que desperto.

Já essas pedras queimadas
deram frutos ao redor
e foram todas regadas
com muita fé e suor.

Agora que brota a arte
a terra fenece e seca,
mas chegam de toda a parte
artistas à Mirateca!

Sementes de amor florescem
nesse chão ingrato e duro,
assim os povos se dessem
nos caminhos do futuro.

Se o Terry planta de cor
os campos tristes da vida,
eu quero espantar a dor
na quadra feita à medida.

E tu, Célia, que bem sabes
das palavras o valor,
com tua arte também cabes
neste projeto maior.

Ainda por Santo Amaro,
no estaleiro naval,
nasce um barco, caso raro,
fruto de arte genial.

Tudo é arte, basta querer,
querendo se é capaz,
mesmo num verso qualquer
que à pressa aqui se faz.

Se não sai tudo perfeito
é porque nem sempre dá,
nem pra tudo temos jeito
e às vezes a hora é má.

Não caves mais nesse chão
que daí não sai mais nada,
o Fringe por tua mão
é vitória assegurada.

Deixo-te aí a catar
as pedras que foram pão
de quem nasceu pra penar
na rudeza desse chão.

E se brotarem verduras
por sobre o negro basalto,
que trepem pelas alturas,
qu’ a esperança suba bem alto!

Para ti eu só auguro
longa vida e felicidade,
pois que sou fruto maduro
já roído da idade.

Mas sabes que te dedico
estima e afeição,
mulher rija deste Pico,
és semente de bom grão.

Norberto Ávila · O MARIDO AUSENTE

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O MARIDO AUSENTE
Comédia assincrónica | 1988

PENÉLOPE (levanta-se, abrupta.) – Uma ideia me ocorre, meu caro Dr. Sotiris. Quem sabe se a sua vinda a este palácio não é puramente casual?… tão-pouco motivada pela simples curiosidade… científica?

SOTIRIS – Que deseja insinuar, Penélope, minha boa amiga?
PENÉLOPE – Quem sabe se isto não foi tramoia planeada por Telémaco? De conivência com a governanta, Euricleia, essa mosquinha-morta? Pretenderão eles que não me encontro em pleno uso das minhas faculdades mentais? Tentarão eles, assim, entregar-me aos seus cuidados… psiquátricos?
SOTIRIS – Eu sou apenas um neurologista…
PENÉLOPE – Os loucos têm muitos nomes… e os médicos que os tratam… também! (Afasta-se alguns passos,)

SOTIRIS (chegando-se a ela, com muito bons modos) – Então? Acalme-se. Abordemos o problema…

PENÉLOPE – O problema? Que problema? Eu não tenho nenhum problema.
SOTIRIS – Suspeito que não é tranquila a sua existência. E bem o poderia ser. Retome o seu lugar neste canapé, “chaise-longue” ou lá o que é, que bem parece arrancado a um antigo vaso de cerâmica. (E com estas palavras a vai conduzindo ao referido móvel.) Volte a deitar-se, alongando o corpo distraidamente.

(Penélope, de repente submissa, executa, conforme lhe é indicado.)
*****
Excerto do longo ato único. Leia mais em https://bit.ly/2OIBXrZ

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Piratas da Internet manipulam conversas privadas através da tecnologia – Portugal – Correio da Manhã

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Hackers enviam mensagens falsas e expõem conversas. Utilizadores podem ser humilhados numa conversa de grupo.

Source: Piratas da Internet manipulam conversas privadas através da tecnologia – Portugal – Correio da Manhã

inauguração do monumento de Aileu (Timor)

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Forças Armadas Portuguesas

10 hrs

Cerimónia de conclusão dos trabalhos recuperação do Memorial “Aos Massacrados de Aileu – 1942” em Timor

O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, Almirante António Silva Ribeiro, esteve hoje presente na cerimónia de conclusão dos trabalhos de recuperação do Memorial “Aos Massacrados de Aileu – 1942”, onde estão sepultados militares e civis mortos no decurso da invasão japonesa a Timor-Leste, na 2ª Guerra Mundial.

A recuperação deste Memorial foi um projeto entre o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) e as FALINTIL – Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) que, num esforço conjunto permitiu dignificar este símbolo histórico de grande importância para Portugal.

Reiteramos o agradecimento ao Chefe do Estado-Maior-General das FALINTIL (F-FDTL), Major-General Lere Anan Timur, e a todos os militares da Companhia de Engenharia da Componente Terrestre das Forças de Defesa de Timor-Leste, assim como ao Adido de Defesa português em Timor-Leste, Coronel Zambujo das Dores, que tornaram possível esta recuperação.