ITÁLIA, AS PEGADAS DO DIABO

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Descending the side of the Roccamonfina Volcano in northern Italy, sets of humanoid footprints had long been considered the imprint of the Devil, for the footprints were most certainly made when the slope of the volcano was molten. And who but the Devil could walk on flowing lava without burning his feet? Since the ancient footprints’ discovery in the late 18th century, the local people assumed that the Ciampate del Diavolo (Devil’s Footprints) were evidence of the demon coming out of hell through the crater of the volcano and joining mankind on Earth. This theory held for over two centuries until 2002, when two amateur archaeologists brought the trail to the attention of the world.
Devil’s Footprints: Who Descended the Side of an Erupting Volcano, Leaving an Ancient Trail Behind?
ANCIENT-ORIGINS.NET
Devil’s Footprints: Who Descended the Side of an Erupting Volcano, Leaving an Ancient Trail Behind?

rafael carvalho e a viola da terra em entrevista

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Bom dia ❤❤
Podem ouvir aqui a minha conversa com o

Cesar Pinheiro

na passada sexta-feira, 12 de Março, no Programa da Manhã da RÁDIO NOVA CIDADE.

As iniciativas em tempo de pandemia, como o “Karaoke de Música Tradicional”; o lançamento do álbum “Sons no Tempo” do Trio Origens; e a minha composição mais recente, “O Caminhante”, que estreou no Montanha Pico Festival.
Também falámos sobre “A CULTURA SER SEGURA”!
Muito obrigado pela oportunidade.
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Chrys Chrystello
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MiratecArts recebe Prémio de Melhor Empresa Internacional de Gestão de Eventos e Festivais de Arte

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Luso-Canadiano trás para Portugal Prémio de Excelência Global
MiratecArts recebe Prémio de Melhor Empresa Internacional de Gestão de Eventos e Festivais de Arte
Luso-Canadiano Terry Costa fundou a MiratecArts na ilha do Pico, Açores, em 2012. A entidade cultural na região autónoma portuguesa tem mais de 750 sócios-colaboradores das 9 ilhas dos Açores e já acolheu mais de 2000 artistas de 64 países.

A mensagem chegou à MiratecArts vinda da direção dos ´Global Excellence Awards´, produzidos pela LUX Life na Inglaterra, com a nota “Espero que no meio de tudo, esta notícia seja bem recebida e marque o início de um tempo menos turbulento” partilha Terry Costa, o diretor artístico e presidente da MiratecArts.
O comunicado internacional continua, “A MiratecArts tem demonstrado excelência, comprometimento e dedicação mesmo em tempos de incertezas. Depois de superar essa ruptura, acreditamos, mais do que nunca, que a MiratecArts deve ser reconhecida. As entidades nomeadas ao prémio foram sujeitas ao rigoroso procedimento de verificação interna da LUX Life. O extenso processo de pesquisa e julgamento foi orientado pelo mérito e centrado numa avaliação aprofundada das habilidades e programas oferecidos. A MiratecArts demonstra experiência, dedicação e compromisso com a promoção da excelência. Esta abordagem trouxe sucesso e elogios ao longo dos últimos anos e reforça a posição da LUX Life de que os vencedores não são determinados pela popularidade dos votos, mas por mérito de suas contribuições para com a sociedade.”
Sendo assim, em nome dos Açores, de Portugal, Terry Costa teve o prazer de receber da entidade do Reino Unido o Prémio ´Best International Art Festivals & Event Management Company´.
“A comemorar 9 anos de programação dos Açores para o mundo, este prémio vem incentivar a continuação do desenvolvimento cultural artístico com foco e destaque em artistas regionais, providenciar oportunidades para chegarem mais além, enquanto abraçamos talentos internacionais nas suas visitas aos Açores,” expressa Terry Costa.
Terry Costa nasceu em Oakville, Canadá, de pais portugueses, e desde 2011 faz da ilha do Pico a sua casa principal. Licenciado da Universidade de Toronto e Sheridan College em Teatro, Dramaturgia e Estudos de Cinema, seu trabalho já chegou a mais de 20 países.
A MiratecArts apresenta vários festivais de renome internacional como o Montanha Pico Festival, com arte e aventuras na temática da cultura montanhosa; Azores Fringe, “o festival mais democrático do país” a acontecer nas 9 ilhas dos Açores; o mais galardoado evento musical na região autónoma, o Cordas World Music Festival, que acontece anualmente em setembro na vila da Madalena; AnimaPIX, o festival de animação do livro à tela, entre muitos outros projectos, incluindo a propriedade ao ar-livre com mais de 26 mil metros quadrados para experimentação e inspiração aos artistas visitantes. A programação preenche um calendário repleto de atividades e projetos durante todo o ano. www.mirateca.com
Foto por Helder Gonçalves

 

Terry Costa photo by Helder Goncalves _ Global Excellence Awards.jpg

Antero de Quental”, de Jorge Chichorro RodrigueS

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Renato Epifânio

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Em Março, mais um Livro MIL "Mestres da Língua Portuguesa": "Antero de Quental", de Jorge Chichorro Rodrigues
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Em Março, mais um Livro MIL “Mestres da Língua Portuguesa”: “Antero de Quental”, de Jorge Chichorro Rodrigues

Um concelho a pagar por uma freguesia que não cumpre com as regras.

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Pierre Sousa Lima

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Açores Global

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Admin

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Um concelho a pagar por uma freguesia que não cumpre com as regras.
Os comerciantes da Ribeira Grande estão saturados, cansados:
“estamos todos em Alto Risco e temos um aglomerado de pessoas, sem máscara, num dia de recolher obrigatório”.
“Não é só em Rabo Peixe que isto acontece, mas logo no dia após retirar a cerca temos este cenário.” – lê-se numa mensagem enviada a pedir-me a denúncia deste tipo de situações.
Sábado, 8 da noite, travessa/rua de Pires, Rabo de Peixe.
Isto só chega lá com muito trabalho no terreno, com muita educação, ensino e reduzindo a pobreza.
Isto só se resolve acabando com subsídios e dando trabalho.
Isto só se resolve mudando a estratégia que coloca os Açores nos piores indices do país e da Europa.
(CV)
Pierre Sousa Lima

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Açores Global

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O levantamento da cerca sanitária em Rabo de Peixe está a gerar críticas na Ribeira Grande.
As opiniões dividem-se em relação às novas medidas de contenção da pandemia – os empresários temem um agravamento das dificuldades.

MIRATECARTS, ENTREVISTA

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Maurício Carlos De Jesus

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Entrevista com o Diretor da MiratecArts, Terry Costa, situada na Ilha do Pico. Realiza eventos por todas as ilhas dos Açores e é sem dúvida uma pessoa a conhecer melhor e o seu trabalho também.
Entrevista com Terry Costa da MiratecArts
YOUTUBE.COM
https://www.youtube.com/watch?v=ElPtqq57YZ4
Entrevista com Terry Costa da MiratecArts
Entrevista com o Diretor da MiratecArts, Terry Costa, situada na Ilha do Pico. Realiza

AÇORES UM ENCONTRO SUBVERSIVO

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Encontro inusitado
Ontem de tarde, num encontro na clandestinidade num qualquer auditório de Ponta Delgada, onde um grupo pequeno de gente que pensa pela sua cabeça (alguns mal) se reuniu, confirmei várias teses que tento confirmar há muito.
Os partidos e os governantes odeiam gente que pensa pela sua cabeça. O único padrão que encontrei entre os presentes foi que todos, ou quase, são dissidentes dos seus partidos ou dos seus partidos naturais ideologicamente. O que deverá querer dizer que também sou, ou sempre fui, ou estou para ser. Esse padrão é por demais preocupante e mostra muito do que é o panorama político atual. Fraquinho, e os que ousam tentar pensar de um modo estruturado sobre macro assuntos longe do monstro que se tornou a opinião pública da populaça, são hoje quase uns párias. Bem, talvez, e pensando bem, tenha sido sempre assim. O pensamento livre nunca foi muito bem amado. Nem à direita, nem à esquerda, nem em lado nenhum.
O encontro subversivo correu muito bem, com um painel de gente que até pensa e que, ontem em particular, falou sem filtro para uma audiência onde até estava do Dr. Mota Amaral, que como sempre saiu antes do fim para não ter de ouvir coisas menos saborosas acerca de si. Eu gosto sempre de ver o Dr. Mota Amaral presente num evento, normalmente é sinal que não se vão dizer demasiadas patetices, há exceções porém.
Algumas breves conclusões:
Existem dois problemas fundamentais (três, vá lá) que impeçam no desenvolvimento dos Açores. O primeiro e mais óbvio, e que sempre disse e escrevi, é que não existem Açores. Ou pelo menos, não existe uma unidade sócio cultural chamada Açores, nunca existiu, e temo que dificilmente irá existir. A única mescla que une estas nove ilhas é não haver mescla nenhuma de tão diferentes e desligados que somos uns dos outros. Não sou estudioso de Nemésio, nem li tudo o que escreveu, mas isso da Açorianidade é algo que existe apenas literariamente. É bonito, concordo, mas não paga as contas, e tem sido um impedimento de uma visão pragmática acerca do que deverá ser o modelo de desenvolvimento dos Açores.
Outro problema fundamental é a fraca instrução para a cidadania dos Açorianos, muito em partícula das suas elites. E tal reflete-se na qualidade dos nossos líderes, passados e presentes, com as devidas exceções da praxe. Se isso foi evidente no final do ciclo dos 24 anos de governação socialista, também o é com esta nova solução que também apoio. É o que há. Sem liderança visionária e verdadeiramente reformista, que pense verdadeiramente os Açores, o progresso da nossa terra será para sempre uma miragem, e continuaremos a navegar ao sabor de terceiros, sejam eles os centralistas da metrópole, a Europa ou o Corvo.
Fantasiei que ontem, esse tal encontro subversivo seria um ponto de viragem, e que daí saísse uma vaga de fundo que colocasse na agenda “o pensar os Açores” fora das amarras eleitorais e com gente de pensamento livre. Depois tocou o despertador.
Encontro inusitado
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Encontro inusitado
Ontem de tarde, num encontro na clandestinidade num qualquer auditório de Ponta Delgada, onde um grupo pequeno de gente que pensa pela sua cabeça (alguns mal) se reuniu, confirmei várias teses que tento confirmar há muito. Os partidos e os governantes ondeiam gente que pensa pela sua cabeça. O …
Pedro Arruda, João Mota Vieira and 12 others
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  • “Não existem Açores”, enquanto não mudarem o chip dos três distritos insulares, acrescentaria eu.
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    • 14 h
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    • Nuno Barata Almeida Sousa

      há muito mais, até no conceito “harmonioso” há muitas derivas e interpretações que levam a essas divisões e ódios. Da “locomotiva” ao “lastro”, há mesmo muito mais e realmente não é para aqui.

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      • 14 h
    • João Bruto da Costa

      tu percebes porque tens dimensão regional, quem a tem apenas paroquial, embarca no mais vil dos populismos bairristas.

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      • 14 h
    • O sistema eleitoral alimenta o discurso e as políticas do “desenvolvimento harmonioso”.
      E como ganhar eleições é o alfa e o mega da política, a isso estamos condenados.
      1
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      • 12 h
    • Rui Rebelo Gamboa

      o sistema eleitoral é o concretizar da ideia absurda de que devemos baixar a fasquia para termos o tal desenvolvimento harmonioso.

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      • 12 h

TONY BELO TRASLADADO PARA DILI

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Paz à sua alma 🙏
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Tony Belo
regressou a casa
Esta manhã, segunda-feira, 15 de Março, eram 06:30 quando o Boeing da EuroAtlantico pilotado pelo Cmdte. Mário ALVIM aterrou em Dili.
Ainda eram 05:30, lá estávamos nós no portão do aeroporto, o Paulo Remédios, Advogado pro bono da família, o Arsénio e eu próprio.
O pessoal de serviço com muita gentileza abriu-nos o portão.
O pequeno cortejo seguiu para a casa da família no Bairro dos Grilos, passando primeiro pelo Cemitério de Santa Cruz. A família quis cumprir um ritual do falecido, o Tony quando regressava das suas muitas viagens a Austrália, do aeroporto seguia primeiro para o cemitério para orar pelos mortos e só depois seguia para a casa.
Tony tinha ido a Portugal havia algum tempo visitar o irmão o Dr. José Belo para juntos viajarem para TIMOR-LESTE. O Dr. José Belo não pôde viajar por razões de saúde e de documentação.
Obgdo Cap. Mário ALVIM pela gentileza em nos trazer em mão a urna contendo as cinzas do nosso inesquecivel companheiro de luta o Antônio Belo. A EuroAtlantico tem sido exemplar, grande companhia que garante essa ligação Portugal-TL.
A Embaixada de TL em Portugal o meu apreço pela forma como trataram de todas as formalidades legais com muito rigor.
Obgdo a todos – autoridades do aeroporto, alfândega, imigração, saúde, polícia, forças armadas, todos demonstrando grande profissionalismo. Tudo muito bem coordenado.
Perdemos mais um amigo. Perdemos familiares. Já perdemos tantos.
Ficam as memórias de cada um de vocês que nos deixaram.
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ANGRA CAPITAL DO REINO

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*** CAPITAL DO REINO DE PORTUGAL ***
Por força do Decreto de 15 de Março de 1830, Angra é nomeada capital do Reino de Portugal.
É nomeada uma Regência (governo provisório liberal), instalada em Angra, em nome da Rainha D. Maria II, presidida pelo Marquês de Palmela e de que são membros o Conde de Vila Flor (governador e capitão-general dos Açores) e o Conselheiro José António Guerreiro.
Em Angra é organizada a expedição ao Mindelo e são promulgados alguns dos mais importantes decretos do novo regime como aquele que criou novas atribuições às Câmaras Municipais, o que organizou o exército, o que aboliu as sisas e outros impostos, o que extinguiu os morgados e capelas e o que proclamou a liberdade de ensino.
Com a abdicação de D. Pedro de imperador do Brasil, em 1831, e da sua decisão de regressar à Europa para em pessoa assumir a Regência em nome da filha, chegou ao fim a Regência de Palmela, Vila Flor e Guerreiro, mas só em 3 de Março de 1832 chegava D. Pedro a Angra e recebia das mãos do presidente da Regência, o marquês de Palmela, a renúncia. Dissolvia-se uma Regência e começava outra, a pessoal do duque de Bragança.
Paulo Mendonça and 4 others
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1930 Primeiro Avião a descolar da então Pista da Achada

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A ave, milhafre, na fuselagem, foi desenhada e pintada por Francisco Coelho Maduro Dias (meu pai)
1930 Primeiro Avião a descolar da então Pista da Achada Avro 504 K, pilotado por Frederico Coelho de Melo. Créditos ao Blogue Restos de Colecção.
António Couto and 14 others
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    A 4 de Outubro de 2020 comemorou-se o 90º aniversário. Foi editado pelos CTT um Inteiro postal, pintura do

    Manuel Meneses Martins

    , tendo sido o seu lançamento realizado no MAH, onde esteve patente uma exposição alusiva à efeméride. O carimbo comemorati…

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A QUEDA DE SANTARÉM

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15 de Março de 1147: D. Afonso Henriques conquista Santarém aos Mouros
A conquista de Santarém era uma pretensão antiga de D. Afonso Henriques. A importância da vila, a fertilidade dos seus campos, e os danos que os Mouros faziam a partir dali às nossas terras vizinhas despertavam cada vez mais mais os seus desejos.Porém, a dificuldade da Missão, quer pela força do lugar, quer pela abundância de pessoas e mantimentos, faziam-no adiar tal empreendimento.
A sua grande vontade e determinação não lhe permitiram contudo esperar muito mais tempo, e no inicio do ano de 1147, resolveu avançar ! Percebendo que seria infrutifero o esforço de cercar um lugar tão forte como aquele, resolveu planear um ataque de surpresa durante a noite.
Para tal ordenou a Mem Moniz, filho de Egas Moniz, cavaleiro esforçado e prudente, digno de confiança ( a Monarquia Lusitana chamava-o Mem Ramires) que fosse a Santarém e, com o pretexto de tratar de assuntos de paz com o alcaide, com quem existiam tréguas, visse e examinasse a forma e lugar mais vulnerável a um ataque.
Mem Moniz desempenhou bem a sua Missão e, regressando a Coimbra, onde se encontrava El Rei e o seu exército, lhe confidenciou todos os detalhes, facilitando a execução do plano, e voluntariou-se para ser o primeiro a atravessar as muralhas da vila com o seu estandarte.
O rei ficou satisfeitissimo com as informações e, reconhecendo a importância de manter o sigilo nada comunicou ao Conselho, mas num passeio vespertino ao longo do Mondego abordou isoladamente os seguidores de Lourenço Viegas, Dom Gonçalo de Sousa e Pero Paes, seu alferes, e colocou-os a par das suas intenções de tomar Santarém de surpresa, recomendando-lhes segredo sob pena de morte.
A VIAGEM
Logo depois, El Rei iniciou a execução do plano seleccionando 250 cavaleiros, todos experientes e cujo valor era reconhecido, e providenciou os mantimentos necessários. Partiu de Coimbra a uma segunda-feira de Março por caminhos pouco usados, para que nem os seus, e muito menos os mouros pudessem perceber o seu destino.
Na primeira noite acamparam em Alfafar e, na segunda em Codornellas. Daqui enviou um emissor a Santarém informar o alcaide do fim das Tréguas. Naquele tempo era normal quebrar a trégua acordada, desde que o fim fosse declarado com 3 dias de aviso.
O Cavaleiro cumpriu diligentemente a sua tarefa pelo que, na quarta-feira à noite já havia regressado ao acampamento. No dia seguinte, de madrugada partiram para a Serra de Albardos, onde chegaram ainda cedo …
Conta-se que neste lugar, o Rei prometeu que se Deus lhe concedesse o exito na conquista de Santarém , ele edificaria um grande templo e mosteiro para os religiosos da congregação do seu servo Bernardo, abade de Claraval, e lhe daria todas aquelas terras dali até ao mar. O que depois cumpriu construindo o majestoso convento de Alcobaça e dando-lhe grande extensão de terras com muitas vilas e lugares.
O Rei esperou até à noite de quinta-feira na Serra de Albardos, saindo para a mata de Pernes onde chegou ainda antes do nascer do sol. Neste lugar, já perto de Santarém, o Rei comunicou as suas intenções ao seu exército, salientando a honra e a importancia da Missão. Recordou-lhes a recente vitória nos campos de Ourique contra cinco reis Mouros, e assegurou-lhes que o triunfo era inevitável, pois se tinham vencido contra tão forte e poderoso exército, nenhum outro lhes conseguiria resistir.
Elogiou-lhes a vontade de avançar de imediato para a batalha, que os seus rostos deixavam transparecer, e pediu-lhes que entre eles separassem 120 homens, e que fizessem 10 escadas, uma para cada 12 homens, para que quando subissem aos muros, 10 soldados ocupassem de imediato o topo e, dessa forma, facilmente aguentassem o combate até dar tempo aos restantes para entrar. Pediu ainda que os primeiros a subir levantassem logo o estandarte real, para motivar os companheiros que o avistassem e levar o desanimo aos inimigos e, porque era de esperar que os Mouros estivessem desprevenidos e desarmados, que os matassem a todos pela espada sem perdão.
Os cavaleiros escutaram com atenção e júbilo as palavras do Rei e todos manifestaram o desejo de participar e de serem os primeiros a atacar, mas quando perceberam que o Rei participaria ao seu lado, assustados pelo perigo a que ele se arriscava, logo tentaram dissuadi-lo dizendo-lhe que, se fossem eles os derrotados, nem os inimigos ganhariam tanta honra nem o reino se perderia, mas que se ele se arriscasse tudo se poderia perder …
O rei respondeu que nunca e em circunstância alguma ele abandonaria os seus, e que onde fossem Portugueses arriscar as suas vidas em nome de Deus e da Pátria não poderia o seu Rei ficar atrás!
Animados desta forma, logo que escureceu a noite de sexta-feira, mandou el rei montar a Cavalo e partiram para Santarém em silêncio.
O ATAQUE
Próximo da vila meteram-se por um vale, tão perto dos muros, que podiam escutar os vigias Mouros, quando uns despertavam outros. Aqui permaneceram algum tempo, com os cavalos seguros pela rédea, aguardando o melhor momento para o ataque. Deixando os pagens com os cavalos no vale, partiu o Rei com os seus guerreiros pela fonte de Atamarma. Na dianteira seguia Mendo Moniz, que melhor conhecia o terreno, e logo depois el-rei com o resto da gente. Chegando à parte da muralha menos vigiada, por onde pretendiam escalar, ouviram falar dois mouros na mudança de turno acordando os vigias anteriores. Assim, tiveram de adiar o ataque, esconderam-se nos campos de trigo aguardando que os vigias adormecessem novamente.
Passado pouco tempo, D. Mendo com os seus colocaram a primeira escada. Tiveram, contudo, novo precalço, deta vez mais perigoso, quando não podendo segurar a escada, que estava apoiada apenas por uma ponta de uma lança, viram-na resvalar pelo muro até cair com grande estrondo no telhado de uma olaria. D. Mendo ficou aflito mas, percebendo que os Mouros não reagiam, apressou-se a colocar um mancebo de grande altura sobre os seus ombros, para que segurasse a escada nas ameias da muralha, o que permitiu a primeira subida e o fixar da bandeira real. Mas, ainda não tinha subido o terceiro homem, quando um vigia acordou e perguntou quem eles eram. D. Mendo respondeu então, em arábico, que era a ronda e aproximou-se até lhe cortar a cabeça, que lançou muro abaixo para animar os outros.
Outro vigia, porém começou a gritar: “Cristãos, Cristãos, traição!” o que alertou os outros Mouros da ronda que logo surgiram envolvendo-se com dez dos nossos que já estavam em cima do muro, num confronto de espadas. O barulho dos golpes e a confusão das vozes era tal que nada se conseguia perceber, enquanto el rei do fundo gritava:” Animo, meus soldados, aqui está el rei D. Afonso: acabai com todos esses infieis”
Para facilitar a entrada e auxiliar os seus guerreiros que já combatiam, o rei dividiu a sua gente em dois grupos. No primeiro, ordenou a Gonçalo Gonçalves para ir pela esquerda, de forma a que ocupassem rapidamente o caminho do Serecigo e impedissem os inimigos de se apoderarem primeiro da porta de Atamarma, o que bloquearia a entrada dos nossos e deixaria isolados os que tinham escalado os muros. O outro grupo, comandado pelo Rei, apressou-se pela direita a controlar Alfam.
Ambos obtiveram êxito com mais facilidade do que seria de esperar, e os nossos que levavam escadas para subir aos muros acabaram por entrar sem dificuldade pelas portas, pelo que só foram utilizadas duas das dez escadas.O esforçado Mendo Moniz e seus companheiros, num total de apenas 25, que haviam usado as duas escadas para subir aos muros conseguiam suster os Mouros e encaminharam-se para a praça, onde enquanto uns combatiam outros tentavam quebrar as fechaduras e ferrolhos das portas, o que acabaram por conseguir com um Machado lançado por um dos nossos do lado de fora dos muros, permitindo desta forma a entrada de el-rei e dos que o acompanhavam.
Os Mouros acorreram a todas as portas lutando e defendendo-se com todas as forças que tinham, colocando por vezes em duvida a nossa vitória. Os nossos também tiveram de usar de todas as suas forças e de todo o seu valor, para vencer a oposição dos Mouros, mas eram Portugueses os que ali estavam e com eles estava D. Afonso Henriques. Finalmente, os Mouros que restavam refugiaram-se no Alfam mas foram logo encontrados e tiveram de se render …
Nesta altura, entre os Mouros existia apenas confusão e espanto em toda a parte, vendo os seus inimigos ocuparem a vila já vencedores: as trevas da noite, os lamentos e prantos das mulheres, os gritos dos fugitivos, o horror da morte, tudo aumentava a perturbação e a desordem. A resistencia tinha cessado, todos os que escaparam à morte estavam presos, e os despojos da vila foram abundantes.
O Alcaide conseguiu escapar-se e, juntamente com outros três cavaleiros, seguiu para Sevilha lamentando-se da perda da sua gente e do lugar.
Assim foi conquistada Santarém no ano de 1147 num sábado de madrugada, sendo esta expedição um dos mais assinalados feitos militares até então, pois com apenas 250 soldados, el rei D. Afonso Henriques conquistou um lugar fortissimo por natureza e arte e defendida por um exército numeroso e experiente na guerra.
Imagem de uma aguarela de Roque Gameiro sobre a conquista de Santarém, ilustração nos “Quadros da História de Portugal “
santaremportugal.blogspot.pt
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GRACIOSA Earthquake – Magnitude 3.2 – AZORES ISLANDS REGION – 2021 March 15, 05:23:47 UTC

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Magnitude: ML 3.2, Region: AZORES ISLANDS REGION, Date time: 2021-03-15 05:23:47.0 UTC, Location: 40.10 N ; 29.38 W, Depth: 10 km.

Source: Earthquake – Magnitude 3.2 – AZORES ISLANDS REGION – 2021 March 15, 05:23:47 UTC

MANUEL ZERBONE (1855-1905)

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Urbano Bettencourt

is with

Souto Gonçalves

and

Albino Manuel Terra Garcia

.

6 m
MANUEL ZERBONE (1855-1905)
[ e a crónica do quotidiano faialense]
(…) Tu já assististe, leitora da minha alma, numa dessas manhãs de Julho, quando o sol começa a espreitar por cima do dorso gigante do Pico a água tranquila da baía, para onde ele deixa correr o oiro dos seus raios numa faixa de luz que treme e corre – um rio de oiro regando um prado de safiras – já assististe numa dessas manhãs claras à chegada dos barquinhos que nos trazem da fronteira ilha a lenha para cozermos a carne e as batatas, e os damascos para comermos em fruto nas sobremesas da estação calmosa e em amêndoa nos confeitos da Semana Santa? Já assististe, leitora da minha alma?
Pois bem, nessa doce hora de calmas poesias suaves, em que todo o ar se agita num gozo sensual, como se as frescas emanações do oceano e os deliciosos aromas dos arvoredos rumorejantes o tivessem fecundado num himeneu castíssimo, há uma brusca interrupção frisantíssima quando os barquinhos com as suas velas em triângulo – os barquinhos de que te falei – abicam à praia e vazam no sílex do areal os picarotos e as picarotas que trazem a bordo.
Os que esperam em terra gritam furiosamente pelos cestos de ameixas, pelos molhos de lenha, pelos sacos de inhames, pelos cabazes de ovos e pelas esteiras de sumagre; os que estão a bordo ainda mais gritam pelo homem que está à vara, pelo que deita a poita, pelo que tira o leme, pelo que apanha os remos e pelo garoto que está na caverna deitando água fora.
Já presenciaste uma destas cenas, leitora adorável, lança mão agora da tua vigorosa imaginação de mulher, acrescenta à algazarra em que te falei toda a algazarra que puderes imaginar, e terás uma ideia um pouco pálida, mas todavia uma ideia, do alarido que se fez na abertura da Junta Geral, no primeiro dia deste mês de Maio – o mês das flores que nem ao menos teve flores de retórica – do ano da graça que vai correndo. (…)
Manuel Zerbone, «Crónicas Alegres», I. Organização de Carlos Lobão. Câmara Municipal da Horta, 1989. (Crónica de 10.05.1885, pp. 41-42)
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