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O regulador europeu do medicamento identificou efeito secundário da toma da vacina Jansen — a trombocitopenia imune, que destrói ou diminui plaquetas no sangue, essenciais no processo de coagulação.
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O regulador europeu do medicamento identificou efeito secundário da toma da vacina Jansen — a trombocitopenia imune, que destrói ou diminui plaquetas no sangue, essenciais no processo de coagulação.
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As bananas do hipermercado Lidl embaladas com cocaína, provocaram enorme frémito e genica à Dona Firmina:
“Sinto-me cheia de energia hoje, cacete! Fui ao Lidl cedinho, trouxe bananas porque estava tudo a comprá-las e comi uma no caminho. Depois fui ao mercado, à peixaria e ao sapateiro. Vou fazer o almoço, aproveito e faço o jantar, o almoço de amanhã e se calhar deixo preparada a marinada para o fim de semana. Enquanto as batatas cozem aproveito e tricoto uma camisolinha para o neto. E tenho tanta coisa por arrumar, hoje vai tudo a eito. Lavar os tetos, arredar móveis e bater tapetes. Está um belo dia para atividades do lar. Vou comer mais bananas, são mesmo boas.”
Enquanto pensava nas bananas com cocaína, que – por engano – o Lidl pusera à venda, acelerando o crescimento de cãs na fronte, cada vez mais desnuda de apêndices capilares, em simultâneo o amigo José António Salcedo escrevia:
“Pelos montes do Gerês ecoam as músicas pimba emanadas das capelas com instalações sonoras potentes, numa manifestação inadmissível de imbecilidade coletiva, embora as gentes locais possam imaginar que é abençoada pelos deuses. Como gosto de referir, “A delusion is a delusion”. Imagino que o volume do som seja ajustado tendo em conta a elevada distância que as superstições locais consideram existir entre cada capela e o ‘céu’ onde pretenderão ver os deuses a dançar. Por mim, imagino-o com rolhas nos ouvidos e faço planos para o regresso à Noruega, onde o silêncio e a limpeza em Natureza são valores essenciais da sociedade, contrariamente ao Minho, onde nem uma coisa nem outra são apreciadas e, muito menos, mantidas.” Concordo e cito Zack Magiezi: “Causa mortis: traumatismo craniano. Fruto de mergulho profundo em pessoas rasas.”
Seria a mensagem lapidar para o povo deste país que, apesar da educação se ter massificado, continua generalizadamente ignorante, inculto e abúlico como Eça de Queirós o definia há mais de cem anos:
Acabava de entrar o ano de 1872. O ano novo interrogava o ano velho. – Fale-me agora do povo; pedia o ano novo.
É um boi que se julga um animal muito livre porque não o montam na anca e o desgraçado não se lembra da canga; respondeu o ano velho.
O povo às vezes tem-se revoltado por conta alheia. Mas por conta própria, nunca; respondia o velho.
Em resumo, qual é a sua opinião sobre Portugal?
Um país normalmente corrompido, em que aqueles mesmos que sofrem não se indignam por sofrer.
Este diálogo de Eça de Queiroz, o mesmo que escreveu sobre o Portugal de então: “O povo paga e reza. Paga para ter ministros que não governam, deputados que não legislam … e padres que rezam contra ele. Pagam tudo, pagam para tudo. E como recompensa dão-lhe uma farsa.” Estávamos em 1872 a falar do bom povo português, “raça abjeta” congenitamente incapaz de que falava esse eterno frustrado, Oliveira Martins, e que poderia ter escrito este meu texto:
“Um povo cretinizado, obtuso, subjugado, sem lamúrias, a não ser à mesa do café, enquanto vê o futebol que a crise não permite ter TV Sport em casa. Sem um gesto de rebeldia, tão pouco de raiva, nem que seja surda e muito menos de revolta. Um povo que se deixa levar, indiferente e passivo, por políticos sem escrúpulos, mentirosos congenitamente compulsivos e múmias silentes em estado adiantado de decomposição mental, rodeadas de pompa e circunstância e servis conselheiros pagos a preço de outro para bajularem. A solução poderia ser simples, a desobediência civil que deitaria abaixo os castelos de cartas nas nuvens.
Os pobres (de espírito) alinhavam com os que pareciam ter o poder e assim os legitimavam. Sempre comeram e calaram, gratos pelas migalhas que os senhores jogavam pelas seteiras do castelo quando a turba suplicava por migalhas para enganar a fome. Este povo inventou a padeira de Aljubarrota, a Maria da Fonte, a Velha da Ladeira (guerras liberais, S. Miguel, Açores) e figuras lendárias para escamotear o facto de se tratar de uma populaça perenemente amodorrada e crassa, capaz de aceitar todos os sacrifícios. Atente-se na lenda das tripas na defesa de Portucale. Povo de chapéu na mão, espinha dobrada a beijar o chão dos senhores feudais, que sempre o espoliaram, antes de recuarem, gratos e venerandos pelas migalhas, bendizendo a generosidade dos donos.”
Eu vivi nesse país, nesse “sítio” de que falava Eça, nessa “piolheira” a que el-rei D. Carlos se referia (um país de bananas governado por sacanas), fui governado por gente como o douto Conde de Abranhos:
“Eu, que sou o governo, fraco, mas hábil, dou aparentemente a soberania ao povo. Mas como a falta de educação o mantém na imbecilidade e o adormecimento da consciência o amolece na indiferença, faço-o exercer essa soberania em meu proveito “
Ontem como hoje. O verdadeiro esplendor de Portugal.
É por estas e outras que eu e tu, meu caro Salcedo, seremos sempre parte intrínseca da elite pensante e culta, em total desacordo com quem vota os destinos do país e não adianta uma pessoa queixar-se. Se os ateus – como eu – têm dores nas cruzes, não devemos dizer “a culpa é do tempo”. O tempo está bom, nós é que estamos mal. Esta eterna mania portuguesa de culpar os outros. Por outro lado, é verdade que não nos devemos autodiagnosticar com baixa autoestima ou depressão quando rodeados por idiotas. É como a alegoria de que toda a gente fala de amor, mas poucos sabem amar, é o que falta hoje em dia, a capacidade de amar, de acreditar (em nós, dos outros sabem eles). Sabes, Zé António, isto das Festas e fé, é complicado e mesmo sem música pimba, indissociável das mesmas, é um tormento.
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Ready!
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A imprensa americana e comitê olímpico americano adotaram uma contagem não oficial que descarta o número de medalhas de ouro como a primeira medida para a classificação nacional nos Jogos.
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Há dias que venho seguindo um certo fórum onde se colocam as prioridades para Ponta Delgada as quais vão endereçadas aos candidatos autárquicos.
E eu que nem vivo lá, e vou só à cidade quando necessário, acho que grande parte destas preocupações se estende a outras cidades, outras vilas, outras ilhas. Nem vou elencar aqui as necessidades que considero prementes para a minha freguesia da Lomba da Maia. Muitas das necessidades da agropecuária estarão satisfeitas pois os dois últimos presidentes da junta eram donos de vacas, e devem saber o que precisam, embora eu fizesse uma atualização de métodos e gestão pecuária, com computadores e programas adequados a uma maior produtividade, como há anos um professor da INOVA (que tinha um programa em uso na Holanda me dissera ser imperativo meter em prática nas nossas ilhas). Para isso teria de haver cursos de formação para os homens da pecuária, muitos dos quais têm baixas qualificações escolares e mal sabem fazer as contas atuais na vida escrava que levam. Atualmente em muitos países pequenos e médios produtores têm itens como chips, leitores de códigos de barras, etiquetas RFID, painéis de LED, drones, tablets e amplo acesso à internet para rastrear os rebanhos com exatidão e automatizar a fabricação e o fornecimento de rações através de leitura eletrónica. Há inovações de nutrição e de desenvolvimento de técnicas produtivas, de maximização de desempenho. Já nem falo da inteligência Artificial, robótica, biologia sintética, manufatura aditiva e sistemas ciber-físicos, que levam em consideração o conforto animal, que melhoram a atividade dos trabalhadores do campo e a produtividade. Sabemos que a metodologia usada é quase milenar quando se devia pensar na robotização da ordenha. Por outro lado já há colares com sensores que captam online todas as manifestações e anormalidades de cada vaca. O registo é feito em software, que processa as informações e monta relatórios com base nesses dados, permitindo tomadas de decisão mais assertivas ou seja maior produtividade e menor desperdício de recursos.
Era isto que eu gostava de ouvir. Mas o que se vê, todos os dias no telejornal é o inefável “dono das vacas “a pedir mais subsídios (porque choveu, porque está seca e não choveu, porque o furacão estragou isto, a tempestade tropical estragou aquilo, os “lavradores” (donos de vacas, entenda-se) precisam que os apoiem para pagarem o seguro, eu sei lá 1001 pedinchices, por vezes ameaçadoras roçando a chantagem). Não fala em dar formação aos associados, nem a converter as vacarias, só lhe interessam subvenções do governo regional e da UE. Não penaliza os que produzem leite a mais, pede mais subsídios. Os tempos mudaram, cá e na Europa, mas, impérvio, permanece na sua, encravou na gravação. Creio que a única coisa para que não pediu dinheiro foi para compensar o nevoeiro cerrado, mas, cuidado que posso estar a dar-lhe ideias. Devia era formar o pessoal envolvido na agro-pecuária para o século XXI e novas tecnologias.
Em 2017 pedi e a única coisa que fizeram foi a reabilitação de 2 moinhos no acesso à Praia da Viola:
Chrys Chrystello, Jornalista, Membro Honorário Vitalício nº 297713[Australian Journalists’ Association MEEA]Diário dos Açores (desde 2018)Diário de Trás-os-Montes (desde 2005)Tribuna das Ilhas (desde 2019)Jornal LusoPress Québec, Canadá (desde 2020) |
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