açores os extremos do clima

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Se a Mudança Climática resulta da alteração da composição química da Atmosfera com impacto direto no equilíbrio radiativo da Terra, sobre os recentes fenómenos de eventos de tempo severo de temperatura do ar e precipitação, não poderemos afirmar que não são consequência das mudanças climáticas (claro que existem métodos objetivos para esta determinação).
O continuo aumento da concentração na atmosfera de gases com efeito de estufa é a causa da presente mudança climática da qual o aquecimento global é o seu efeito mais direto.
E os impactos nos diferentes subsistemas do sistema climático são diversos. Do ciclo hidrológico à circulação geral da atmosfera, da diminuição da área das superfície geladas à modificação das correntes oceânicas e ao aumento do nível médio do mar.
Tudo isto modificando os padrões de precipitação e temperatura da Terra. Tudo com enorme impacto nos Ecossistemas, Biodiversidade, Saúde Humana e, consequentemente, no desenvolvimento económico e social.
E que dizer do tempo severo nos recentes meses de junho e julho de 2021?
Precipitação extrema nos Açores (25 de junho)
No dia 25 de junho, ocorreu uma situação de tempo severo na ilha de S. Miguel. O total da precipitação acumulada em 24 horas foi 166,0 mm na estação do Nordeste e 70,3 mm na estação do aeroporto de Ponta Delgada. Estes valores foram os maiores registados em junho desde pelo menos 1988 em Ponta Delgada e 2002 no Nordeste. Os anteriores máximos tinham sido 41 mm e 65 mm, observados entre 6 e 7 de junho de 2007, em Ponta Delgada e Nordeste respetivamente.
Este evento extremo ocorreu na sequencia da passagem de uma frente oclusa, embebida numa depressão. Nesta oclusão, que sobrepunha ar tropical quente e húmido (associado a um “rio atmosférico” a sul da região dos Açores) a ar mais frio e seco (proveniente da Europa), a instabilidade e os movimentos verticais foram amplificados pela orografia da ilha.
Para além das ocorrências registadas pelo Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores nos concelhos de Vila Franca do Campo, Ponta Delgada e Povoação, devido sobretudo ao transbordo das ribeiras e que incluíram um realojamento, a situação mais grave deveu-se ao desaparecimento de uma mulher e morte de uma outra no concelho da Povoação, depois de uma enxurrada ter arrastado o carro onde seguiam (ao sétimo dias de buscas, continuava desaparecido o corpo da segunda mulher).
Alta temperatura do ar na América do Norte, Finlândia e Sibéria (junho a julho)
Os valores elevados da temperatura do ar observados de junho a julho na América do Norte, Islândia e Sibéria estão associado a um fenómeno conhecido por “domo de calor” o qual resultou de uma configuração sinóptica em que uma área de altas pressões à superfície se estendia na vertical até pelo menos aos 10 km de altitude. Quando esta configuração acontece sobre regiões continentais, a subsidência no seio do anticiclone impede a formação de nuvens e seca o ar conduzindo ao aumento exagerado da temperatura do ar. A pequena cidade de Lytton (British Columbia, Canadá) após 3 dias consecutivos com temperaturas superiores a 46°C foi literalmente queimada na noite do 4º dia (30 de junho). Quem viu as imagens na televisão ou nas redes sociais dificilmente poderá imaginar a violência do fenómeno e as dimensões da tragédia para os seus habitantes. Também as regiões da Finlândia e da Sibéria observam temperaturas bastante acima dos 30°C por períodos significativos. Por outro lado, a persistência da alta temperatura do ar irá favorece os incêndios em muitas regiões, contribuindo com novas emissões de carbono para a atmosfera.
E estas três situações de “domo de calor”, por sua vez, relacionam-se com o Vórtice Polar. De que maneira? O Vórtice Polar é uma circulação fechada em torno do hemisfério e que corresponde ao jato polar. Esta, por sua vez, é uma zona de fortes correntes de ar, cujo máximo se situa cerca dos 6 a 8 km de altitude.
Ora, uma das consequências do aquecimento global é a diminuição do gradiente térmico entre os trópicos e o polos. Isto torna a circulação do vórtice instável e, em julho era perfeitamente visível a quebra desta circulação nos três locais de “domo de calor”. E este é um fenómeno muito excecional.
Precipitação extrema Europa Central
Os elevados valores de precipitação na Europa Central, especialmente na Alemanha, Países Baixos e Bélgica, resultaram da ação de um vale quase-estacionário naquela região, que reunia 3 importantes ingredientes: instabilidade, movimentos verticais e água precipitável (neste caso transportada do mediterrâneo). Cabe aqui dizer que a distribuição da precipitação, nesta região, varia muito pouco ao longo do ano e ao contrário do que se passa por exemplo em Portugal Continental ou nos Açores. No entanto, em 24 horas caiu o total de precipitação correspondente a cerca de 2 meses. Este foi mais um evento extremo cujo período de retorno foi calculado pelo Serviço Meteorológico Alemão em cerca de 200 anos. E,mais uma vez, as imagens em direto das destruição provocada pelas pelas cheias e enxurradas que se seguiram à chuva forte, foram impressionante testemunho da fragilidade dos atuais planos de ordenamento territorial bem como dos sistemas de vigilância e alerta meteorológico implementados.
A mudança climática já ocorre desde há algum tempo e estes recentes eventos mostram-nos claramente ser a Adaptação tão importante e urgente como a Mitigação.
Fajã de Baixo, 1 de agosto de 2021
Um trabalho de Fernanda do Rosário da Silva Ré Carvalho
May be an image of body of water
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Cerne Abbas Giant – Tiny Snails Help Solve a Giant Mystery – SAPIENS

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Archaeologists may finally know the age and true identity of the “Rude Man,” also known as the Cerne Abbas Giant, one of dozens of geoglyphs etched into the British countryside.

Source: Cerne Abbas Giant – Tiny Snails Help Solve a Giant Mystery – SAPIENS

transportes coletivos do séc 19 em são miguel

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nem com eleições à vista prometem melhoras……

 

OS TRANSPORTES QUE INFELIZMENTE AINDA TEMOS, CRÓNICA 220. 14.11.2018

 

Dizem que os transportes em S. Miguel continuam na moda dos anos 1970 e das parcas necessidades de então. Não falo das cidades onde existem alternativas, mas das pequenas aldeias (chame-lhe Freguesia senhor, aldeia é uma coisa pequena e do passado) que polvilham a ilha, onde quem não disponha de viatura, tem imensa dificuldade para se deslocar devido aos horários infrequentes e pouco convenientes da transportadora pública (na costa norte, CRP). A isto acresce a vetusta idade dos autocarros, a falta de cumprimento de horários, o excesso de velocidade e de lotação das viaturas, a que ocasionalmente a GNR (quando há queixas) se dedica a multar fazendo parar a carreira. O que acontece na zona onde habito é um reboliço, os autocarros são menos, andam a desoras, vão apinhados, gente em pé (convido-vos a fazer a viagem Lomba da Maia – Ribeira Grande de pé), e os alunos atrasados para além da tolerância de dez minutos na entrada.

Não sabemos quando é que a Direção Regional de Transportes pensa adotar modelos do séc. XXI para transportar os habitantes que se deslocam às cidades, nem sabemos quando e como fiscaliza o cumprimento (ou incumprimento) das obrigações contratuais firmadas para esse transporte. Não sei se é permitido o transporte de pessoas, em pé, nas estradas regionais, mas creio que é tempo de se fazer uma revolução nos meios existentes que insatisfazem a população. Nem sonho já com um metro de superfície já que a hipótese de comboio, infelizmente, foi abandonada no início do séc. XX. Quando o meu filho estagiava no Nonagon, Lagoa, levantava-se pelas sete horas para apanhar a camioneta para a Ribeira Grande, outra para Ponta Delgada e antes das dez chegava… era a única forma de se transportar em coletivos para percorrer 30,1 km. Felizmente libertou-se desse calvário ao adquirir uma viatura, demorando em média 29 minutos via EN4-2A e EN1-1A.

E os idosos com consulta no hospital ou afazeres na cidade, sem carta de condução nem meios para adquirir viatura? Para esses é sair de matina e chegar de noitinha. Com as pensões miseráveis que auferem não disporão de 60 € para irem e virem de táxi. Mas é preciso agir para mudar este estado de autocarros velhos (já devem ter expirado o prazo de validade), sempre a avariarem (alguns arderam nos últimos anos), horários alienígenas (ora chegam mais cedo, ora mais tarde e quem não está na paragem na hora de passagem, estivesse), lotados nas horas de ponta (em especial nas carreiras das 07.30 e 08.00), passageiros em pé aos solavancos e sem segurança em caso de travagem. Senhores responsáveis pela inexistente política de transportes coletivos capazes para as freguesias acordem para o séc. XXI e aumentem a frequência das carreiras, fiscalizem os horários e as condições de transporte….

Depois destas eleições modifiquem contratos para substituírem os velhinhos autocarros por outros mais modernos e pequenos para serem rentáveis, saiam dos gabinetes confortáveis e inspecionem anonimamente os percursos entre Ponta Delgada, Furnas ou Nordeste, levantem-se e vejam o que é viajar na carreira das 07.30 ou 08.00 da Lomba para a Ribeira Grande, é para isso que vos paga o povo e não tem um serviço de transportes coletivos digno e capaz.

ecologia radical

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Hisashimichi interchange! It’s a Japanese highway junction, made with minimum loss to Environment. This is a seriously impressive engineering masterpiece situated in Hachioji, near Tokyo, Japan.
(Quote from Semih Tütünnsatar)
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George Clooney põe mãos à obra e ajuda a recuperar cidade italiana

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Chuvas torrenciais caíram, na última semana, numa das mais conhecidas áreas turísticas e luxuosas de Itália, o Lago Como, causando inundações que destruíram várias casas. Os moradores juntaram-se para limpar os destroços e, entre eles, destaca-se uma cara conhecida: George Clooney.

Source: George Clooney põe mãos à obra e ajuda a recuperar cidade italiana

Depois da insolvência, Groundforce está nas mãos dos credores (e os riscos são grandes) – ZAP

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Depois de o Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa ter declarado a Groundforce insolvente, a empresa de handling vê-se com uma dúvida em mãos.

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