NOAM CHOMSKY: UM LEGADO EM VIDA.

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NOAM CHOMSKY: UM LEGADO EM VIDA.
May be an image of text that says "O "A população geral não sabe que está acontecendo, e nem mesmo sabe que não sabe." (Noam Chomsky)" Que 2026 nos permita ficar na posse da Clarividência necessária para entendermos o que se passa no mundo, para não nos distrairmos do essencial e verdadeiro. Tentem dar exemplos para cada ponto, aqui descritos. Usem o vosso conhecimento para iluminar e informar quem precisa, com exemplos reais, pois não vai ser fácil. A educação e a cultura são essenciais para que tenhamos um futuro digno e tranquilo. (Ana Isabel D’Arruda)
Avançado em idade, este extraordinário intelectual norteamericano anunciou recentemente sua retirada da vida pública.
Tem uma obra extensa, tanto como cientista social como escritor e ativista político, identificado como ‘left wing’ (esquerda americana).
Veio várias vezes ao Brasil e Leituras Livres já resenhou diversos livros seus.
Entre tantos textos de sua setorial, gostamos deste que segue, por ser bastante útil diante da ‘confusão ‘ em que nos achamos mergulhados.
Confusão esta, nos dizeres de Chomsky, deliberada e estratégica, gerada e turbinada pelos donos do poder e do capital sem escrúpulos.
A quem a mídia empresarial serviria sem qualquer escrúpulo.
Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” das consciência coletiva e individual, através da midia:
1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes.
A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neuro-biologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto ‘Armas silenciosas para guerras tranquilas’)”.
2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.
Este método também é chamado “problema-reação-solução”: cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.
3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la graduadamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.
4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura.
É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegar o momento.
5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS, NFANTILIZAR O PÚBLICO.
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de pouca idade ou um deficiente mental. Quanto mais o intento for enganar o espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestão, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico, como a de uma pessoa de 12 anos ou até menos (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”)”.
6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir a determinados comportamentos…
7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão.
“A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranquilas’)”.
8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE:
Promover ao status de moda, de aceitável o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…
9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTO-CULPABILIDADE.
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços.
Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvaloriza e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, impotentes, sem ação, não há revolução nem mudança substantiva.
10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.
No decorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes.
Graças à biologia, à neuro-biologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo.
Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos sobre si mesmos.
Chomsky não economiza denúncias nem argumentos que mostram o fracasso do neoliberalismo como doutrina de produção econômica e social de bem estar. (Leituras Livres)

U.S. STATE DEPARTMENT PUBLISHED LIST OF COUNTRIES UNFAVORABLE FOR TRAVEL: Here is how Serbia was ranked! | Serbiantimes.info EN

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The advisories are based on various factors, including crime, terrorism, civil unrest, access to health care, natural disasters, and other current threats. The U.S. State Department continues to update its travel advisories, providing citizens of the United States with important safety information about various destinations around the world. These advisories help travelers better plan their

Source: U.S. STATE DEPARTMENT PUBLISHED LIST OF COUNTRIES UNFAVORABLE FOR TRAVEL: Here is how Serbia was ranked! | Serbiantimes.info EN

votos 2026

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Andava a pensar se devia enviar votos de Bom Ano, mas decidi desejar a todos a quem enviei votos de natal e não me responderam, o mesmo, ou seja o silêncio que merecem. Para os poucos que se mantiveram em contacto, para esses, envio votos de 2026 sem a 3ª guerra mundial, sem grandes cataclismos e com saúde suficiente e tudo o mais que quiserem.

Sou coerente e decidi em 2026 não aturar nem uma só hipocrisia nem falsidades sociais, estarei apenas com as pessoas com quero estar e irei apenas lugares onde quero estar,

a Bé, Hélder e netas, e o Joaõ e Cat serão sempre bem-vindos

(e Vanessa, Boris e Sophie, Mateo e Zara).

 

Retirada de benefícios fiscais a doentes oncológicos não passa no Constitucional

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Tribunal Constitucional rejeitou pedido da Autoridade Tributária que quer retirar benefícios fiscais a doentes que viram a sua incapacidade baixar aquém dos 60% após revisão do atestado multiusos.

Source: Retirada de benefícios fiscais a doentes oncológicos não passa no Constitucional

matem os velhos

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MATEM OS VELHOS!
Já repararam que hoje em dia parece que só o que é fresco, rápido e brilha nos números, é que tem lugar ao sol?
Parece que toda uma vida de observação, todos os tombos que nos ensinaram a levantar e os acertos que nos deram calo, se tornaram descartáveis de um dia para o outro.
Vivemos nesta obsessão pela juventude como se ela fosse o único certificado de valor absoluto. Mas há um custo invisível nesta pressa toda.
Quem já atravessou ciclos, quem já viu promessas políticas e económicas nascerem e morrerem, carrega um saber que não vem em tutoriais nem se mede em métricas de produtividade.
É o saber de quem pode dizer: “eu já estive ali”.
E é aqui que a coisa se torna perversa.
São precisamente estas pessoas que acabamos por empurrar para a margem. E não é por lhes faltar capacidade.
Na verdade, a experiência incomoda.
A experiência é uma chatice para quem quer vender ilusões ou impor retrocessos.
Quem tem bagagem reconhece padrões. Sabe onde é que aquele caminho vai dar e lembra-se do que já falhou.
Acima de tudo, quem tem experiência sabe perguntar “porquê?”.
Num tempo em que o marketing político e empresarial vive do imediatismo, a memória é o maior inimigo do “novo” que é, na verdade, apenas um erro antigo com uma embalagem colorida.
Há aqui um fenómeno curioso e factual que raramente é discutido abertamente. Pela primeira vez na história recente, estamos a ver gerações mais novas, particularmente no género masculino, a assumirem posturas muito mais conservadoras do que os seus pais ou avós.
Enquanto a geração dos 50+ cresceu a conquistar liberdades e a questionar dogmas, uma parte significativa da juventude atual parece estar a procurar refúgio em valores mais rígidos e tradicionais.
Isto cria um paradoxo explosivo e um banquete de almas tenras para os poderosos deste mundo.
Quando as elites políticas e económicas promovem o rejuvenescimento forçado das instituições, nem sempre o fazem para trazer inovação real.
Muitas vezes, fazem-no para calar a geração que tem memória das lutas progressistas. Querem substituir vozes críticas por uma força de trabalho e de opinião mais jovem, mais moldável e, nalguns casos, ideologicamente mais dócil.
Não se trata de um ataque à inovação dos jovens. Pelo contrário. A verdadeira inovação precisa do atrito da experiência para não se tornar apenas uma repetição de falhas passadas.
O perigo real surge quando se utiliza a juventude como um escudo para implementar políticas que a história já provou serem desastrosas.
Ao desvalorizar quem já viu este filme antes, as elites neutralizam as vozes capazes de desmontar narrativas e expor incoerências. Não é preciso censura directa, basta criar um ambiente onde a memória é tratada como saudosismo ou resistência à mudança.
Ignorar a voz de quem viveu a história não é progresso. É cegueira voluntária. Uma sociedade que escolhe ser cega para parecer moderna é uma sociedade que caminha, de olhos abertos, para o abismo que os mais velhos já tinham sinalizado.