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Um incidente semelhante ocorreu há cerca de uma semana num dos parques de estacionamento do aeroporto. Um suspeito já foi identificado não tendo sido detido pelas autoridades.
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President Donald Trump announced early Saturday morning that the US carried out a “large scale strike against Venezuela” and that President Nicolas Maduro and his wife have been captured and removed from the country.
Source: US captures Venezuelan leader Maduro in ‘large scale’ strike on country, Trump announces | CNN
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Diário de um homem só, II
Manual para viúvos
CHRÓNICAÇORES
VOL. 9 (2025)
J CHRYS CHRYSTELLO
Edição AICL
Diário de um Homem Só II, Manual para Viúvos, de Chrys Chrystello, mergulha profundamente na solidão. O livro é praticamente um mergulho na cabeça de um homem que, sozinho, vai tentando entender a sua própria existência e tudo ao redor. O formato de diário deixa tudo mais íntimo — a gente acompanha os pensamentos, os altos e baixos, os medos, as lembranças e até aquelas perguntas que ninguém responde. Chrystello escreve com uma pegada meio poética, meio filosófica, e não foge de temas como alienação, nostalgia e essa busca quase desesperada por sentido. O protagonista sente o peso da solidão, claro, mas também encontra uns momentos de lucidez, de autoconhecimento. No fim de contas, a história mistura o pessoal com o universal, e faz a gente pensar. É um livro que faz olhar para dentro, sem pressa.
Além de ser um relato pessoal, o livro traz uma reflexão universal sobre a solidão. Ele se torna acessível a todos que já passaram por momentos de profunda solidão. O estilo lírico e a profundidade emocional criam uma impressão duradoura. Isso o caracteriza como uma investigação tocante sobre o que significa estar só no mundo. A obra ChrónicAçores, vol. 9 (2025) , Diário de um Homem Só II: Manual para Viúvos, de Chrys Chrystello, é um livro híbrido. Ele está entre o diário íntimo, a crónica jornalística, o ensaio cívico e o testemunho autobiográfico. A sua unidade não é temática no sentido clássico, mas existencial.
ChrónicAçores, vol. 9 (2025) – Diário de um Homem Só II: Manual para Viúvos, de Chrys Chrystello, é aquele tipo de livro que desafia qualquer rótulo fácil. Ele mistura diário íntimo, crónica jornalística, ensaio cívico-político, memorial, até elegia — tudo junto, sem pedir licença. Não segue um tema clássico, gira mais em torno de uma busca existencial. O livro não quer saber de regras tradicionais. Não tem prefácio, nem posfácio. Isso deixa tudo ainda mais cru, direto, quase como se o autor estivesse conversando sem filtro. O texto é um registo de sobrevivência. Não foi escrito para agradar a ninguém — foi escrito porque precisava existir.
O coração da obra está na experiência da perda. Não é só sobre a morte de Helena Chrystello — tudo começa a se desfazer a partir daí: a identidade do autor, a noção de tempo, o corpo que adoece, envelhece, passa por hospitais, e até o jeito de se relacionar com o mundo, seja ele social ou político. A viuvez não aparece como um simples episódio, mas como uma condição que nunca vai embora. “Manual para Viúvos” tem esse nome meio irónico, porque, de verdade, não existe manual nenhum. Não tem instrução, só constatação. A dor não se resolve, ela só se mostra. Se tivesse que escolher uma frase para resumir o livro, seria: “A dor pessoal é maior que as dores do mundo.” É isso que sustenta a obra inteira. Por isso o autor mistura textos tão pessoais com crónicas políticas — ele olha para o mundo a partir da própria perda, nunca o contrário.
Escrever em três frentes principais. Primeiro, vem a catarse pessoal. O autor escreve para não desaparecer, para dar algum sentido ao caos — físico e emocional. Fala de cancro, paragens cardíacas, um vaivém a entrar e sair de hospitais, dependência, fragilidade. Escrever é uma forma de continuar de pé. Depois, tem o testemunho histórico. O autor sabe bem que seus textos se tornam retratos de uma época: crise das democracias, populismo, hipocrisia política, serviços públicos esbanjados e acabados, burocracia sufocante, cultura ao abandono. Por fim, resistência ética. A escrita aqui não aceita calar. Muitas vezes vem com sarcasmo, às vezes amarga, mas nunca larga a ética. Neutralidade? Não tem. O autor escolhe um lado e faz questão de mostrar.
O livro fala com um desencanto bem claro, daquele tipo que se encontra em Eça de Queirós (que, aliás, aparece citado), mas também lembra George Orwell, Umberto Eco e vários cronistas cívicos do século XX. Esse tom mistura uma ironia afiada, sarcasmo político, uma melancolia meio crua, e até uma nostalgia — mas sem aquela coisa piegas ou sentimental. Não tem espaço para pensamento positivo forçado. O autor enfrenta a hipocrisia social, principalmente em datas como Natal, Ano Novo ou nos discursos políticos vazios. Patenteia como esses rituais coletivos soam falsos, e faz questão de colocar isso em contraste com a dor individual, que é muito mais autêntica.
A estrutura fragmentada e numerada dessas crónicas — 564, 565, 566 — passa logo a sensação de que a vida do autor é um projeto em andamento. Tem esse clima de arquivo pessoal, de quem vai guardando e empilhando momentos, sem nunca fechar o livro de vez. Cada crónica se sustenta sozinha, claro, mas acabam conversando entre si. Volta e meia aparecem os mesmos fantasmas: morte, memória, injustiça, burocracia, decadência da civilização, e os Açores, que são um mundo à parte, um microcosmo político.
O livro é íntimo, mas não para aí. Ele mergulha fundo na política, daquele jeito mais clássico mesmo: enfrenta o populismo, escancara como usam o crime para manipular, não poupa críticas à mídia sensacionalista, defende a cultura como algo essencial e mostra o quanto a democracia formal dececiona. O autor se coloca como um intelectual público — mesmo sendo meio à margem, falando da periferia dos Açores e da velhice. São dois lugares que, no fim das contas, ainda carregam certo peso de exclusão.
A presença de Helena Chrystello não fica só na lembrança. Ela é o alicerce ético e cultural deste livro. Quando a análise entra na novela inédita O Silêncio da Paixão, o livro ganha ainda mais força: passa a ser um gesto de reparação literária, transforma o luto em herança, faz surgir um diálogo vivo entre duas obras, duas vozes. Nesse momento, o livro deixa de ser só um diário e se afirma como um ato de justiça simbólica..
O livro impressiona logo pela autenticidade — não faz concessões, não tenta suavizar o que precisa dizer. A coragem do autor fica evidente em cada página; ele não foge de temas difíceis, não procura agradar. Tudo aqui é carregado de densidade, com uma ética que nunca vacila e um olhar atento aos detalhes do tempo em que vive. Além do peso literário, o texto guarda um valor documental importante, como se fosse uma memória viva de uma época. Mas não espere conforto. Não é um livro que vai tentar agradar ou trazer soluções fáceis. Longe disso. Não tem aquele tom conciliador, nem otimismo forçado, muito menos se encaixa como “literatura de entretenimento”. É uma obra de despedida, escrita quando o autor já sente o fim do ciclo se aproximando. O foco não está no leitor de agora, mas naquele que vai chegar, no futuro — como se fosse uma conversa atravessando o tempo.
ChrónicAçores, vol. 9 é um livro de resistência existencial. Quem escreveu perdeu quase tudo — a companheira, a saúde, as ilusões — mas agarrou com firmeza as palavras. Não tenta consolar ninguém. Também não quer ensinar. Só quer dizer a verdade, mesmo quando dói.
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Um jovem rapaz árabe pergunta ao pai: «O que estás a usar na cabeça?»
O pai respondeu:
«Ora, meu filho, é uma “chechia”. No deserto, ela protege a nossa cabeça do calor intenso do sol.»
«E o que é essa túnica longa e esvoaçante que estás a usar?», perguntou o rapaz.
«Oh, meu filho!», exclamou o pai, «É muito simples. É uma “djbellah”. Como já te disse, no deserto não só faz muito calor, como também há sempre areia a soprar. A minha djbellah protege todo o meu corpo.»
O filho perguntou então: «Mas pai, e aqueles sapatos feios que tens nos pés?»
«São ‘babouches’, meu filho», respondeu o pai. Tens de compreender que, embora as areias do deserto sejam muito bonitas, também são extremamente quentes. Estas babouches impedem que queimemos os pés.»
O filho pergunta: «O que é aquela tenda preta que a mãe e a irmã estão a usar?»
Pai: «Chama-se burkha, ajuda a impedir que a areia quente do deserto atinja o rosto e o corpo durante uma tempestade de areia.»
«Então, diga-me», acrescentou o menino.
«Sim, meu filho…»
Por que estamos a viver em Birmingham e ainda usamos toda essa porcaria.
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O incêndio aconteceu num bar da estância de ski de Crans-Montana, na Suíça. Foram mobilizados 10 helicópteros e 40 ambulâncias. Autoridades afastam hipótese de ataque terrorista.
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Diário de um Homem Só II , Manual para Viúvos, de Chrys Chrystello, é uma obra profundamente introspetiva e melancólica que explora temas como a solidão, a reflexão existencial e a condição humana. Escrito em formato de diário, o livro mergulha nos pensamentos e emoções interiores de um homem solitário à medida que navega pela vida, pelas relações e pela sua própria psique. A prosa de Chrystello é poética e filosófica, abordando frequentemente temas como a alienação, a nostalgia e a procura de sentido. As reflexões do protagonista revelam um profundo sentimento de isolamento, mas também momentos de clareza e autodescoberta. A narrativa mistura a reflexão pessoal com questões existenciais mais vastas, tornando-a numa leitura contemplativa.
O livro não é apenas um relato pessoal, mas também uma meditação universal sobre a solidão, o que o torna acessível a qualquer pessoa que tenha passado por momentos de profunda solidão. O seu estilo lírico e profundidade emocional deixam uma impressão duradoura, marcando-o como uma exploração pungente do que significa estar sozinho no mundo.
A obra ChrónicAçores, vol. 9 (2025) – Diário de um Homem Só II: Manual para Viúvos, de Chrys Chrystello, apresenta-se como um livro híbrido, situado entre o diário íntimo, a crónica jornalística, o ensaio cívico e o testemunho autobiográfico. A sua unidade não é temática no sentido clássico, mas existencial.
Trata-se de uma obra híbrida, situada entre:
O livro recusa deliberadamente uma estrutura literária clássica. Não há prefácio nem posfácio, o que reforça a ideia de testemunho direto, cru, não mediado. O texto constrói-se como um registo de sobrevivência, escrito não para agradar, mas para existir.
O verdadeiro centro da obra é a experiência da perda — não apenas a morte de Helena Chrystello, mas tudo o que se desagrega a partir dela:
A viuvez não surge como um episódio, mas como condição ontológica permanente. O “Manual para Viúvos” é irónico: não há instruções, apenas constatações. A dor não se resolve, apenas se descreve.
A frase-chave do volume poderia ser:
“A dor pessoal é maior que as dores do mundo.”
Esta afirmação estrutura todo o livro e explica a coexistência entre textos íntimos e crónicas políticas: o mundo é lido a partir da perda, e não o inverso.
A escrita funciona em três níveis:
O autor escreve para não desaparecer, para organizar o caos físico e emocional: cancro, paragens cardiorrespiratórias, hospitalizações sucessivas, dependência, fragilidade.
Há uma clara consciência de que estes textos são também documentos de época:
A escrita é assumidamente inconformista, frequentemente sarcástica, por vezes amarga, mas sempre ética. Não há neutralidade: o autor toma posição.
O tom dominante é o do desencanto lúcido, próximo de autores como:
Características do tom:
O livro combate a hipocrisia social (Natal, Ano Novo, discursos políticos) e denuncia a falsidade dos rituais coletivos, contrapondo-os à autenticidade da dor individual.
A numeração das crónicas (564–576…) reforça:
Cada crónica é autónoma, mas todas dialogam entre si através de obsessões recorrentes:
Embora profundamente pessoal, a obra é também radicalmente política, no sentido clássico do termo:
O autor assume-se como intelectual público, ainda que marginal, escrevendo a partir da periferia (Açores) e da velhice — duas posições de exclusão simbólica.
Helena não é apenas memória: é fundamento ético e cultural do livro.
A inclusão da análise à novela inédita O Silêncio da Paixão:
Neste ponto, o livro ultrapassa o registo diarístico e torna-se um ato de justiça simbólica.
Pontos fortes:
Não é uma obra:
É uma obra de fim de ciclo, escrita com consciência de mortalidade, que dialoga mais com o futuro leitor do que com o presente imediato.
Conclusão
ChrónicAçores, vol. 9 é um livro de resistência existencial. Um texto escrito por alguém que perdeu quase tudo — a companheira, a saúde, as ilusões — mas não perdeu a palavra.
Não pretende consolar.
Não pretende ensinar.
Pretende dizer a verdade, mesmo quando ela dói.

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