Morreu Paulo Maia E Silva o antigo consul de Portugal em Díli

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Morreu Paulo Maia E Silva o antigo consul de Portugal em Díli. Condolências para a Isabel e para toda a família. DEP
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Fina Baptista Guterres, Carla Lopes and 222 others
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MORREU ADRIANO MOREIRA

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Morreu Adriano Moreira, aos 100 anos

Morreu Adriano Moreira, aos 100 anos

 

 

BRAGANÇA 2008 NO 10º COLÓQUIO QUANDO ME CHAMOU “POETA”

11º COLÓQUIO LAGOA 2009

20º COLÓQUIO BELMONTE 2018

DEPOIS DE O LEVARMOS AO 10º COLÓQUIO, BRAGANÇA 2008 ACABARIA POR DOAR O SEU ESPOLIO A BRAGANÇA ONDE FICOU NA BIBLIOTECA ADRIANO MOREIRA, FACTO DE QUE EU E OS COLÓQUIOS MUITO NOS ORGULHAMOS

 

o normal é politicamente incorreto?

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“Os fundamentalistas da seita Woke só existem nos EUA, em Portugal não há disso”, dizem alguns. Parece que afinal há.
《Identidade de Género nas Escolas – o que querem fazer às nossas crianças?
Devemos incutir nas nossas crianças critérios de vivência em sociedade à luz de padrões adequados à natureza e à biologia humana, tal como há pessoas e escolhas diferentes que devemos respeitar.
16 out 2022
A tolerância relativamente a adultos que queiram ser tratados como bem quiserem (seja por ele, por ela, por cavalo, ou por qualquer outra absurdidade que contrarie as mais elementares leis da biologia), não se pode confundir com a total intolerância que, como pais e formadores em geral, devemos ter relativamente a determinados comportamentos que as nossas crianças considerem ser para si adequados.
E não é preciso ser-se psicólogo clínico para podermos entender com meridiana clareza o lado onde está a razão. Por algum motivo, a idade para se votar, conduzir, fumar e ingerir bebidas alcoólicas se concretiza num momento em que se considera que a pessoa atingiu determinado grau de maturidade. De igual modo, consideramos que até determinada idade uma pessoa é inimputável criminalmente – precisamente por entendermos que não existe ainda consciência da ilicitude e do que configura uma adequada vivência em sociedade.
Ora, a proposta de Lei a ser brevemente discutida em sede parlamentar – e que pretende conceder às nossas crianças a autoridade de serem tratadas pelo género que escolherem –, vem precisamente desconsiderar o nível de maturidade e de consciencialização que é exigido para se tomarem determinados tipos de escolhas e decisões. E vem, também, perigosamente admitir que se contrarie a biologia humana num estágio em que a personalidade se encontra ainda em formação.
A verdade é que se os meus filhos (de 10 e 13 anos) quiserem ir nus para a escola ou não quiserem ingerir qualquer refeição, eu, enquanto pai, não o posso admitir, ainda que seja a escolha e vontade deles. Tenho, naturalmente, de ensinar que o normal e adequado é irem vestidos para a escola e tomarem as suas refeições. E isto vale para muitos outros exemplos, tais como bater nos outros meninos, chamar nomes aos professores ou faltar às aulas de história por considerarem que não tem utilidade nenhuma.
Assim, o que devemos ensinar e incutir nas nossas crianças são padrões de normalidade e de vivência em sociedade à luz de padrões adequados à natureza e à biologia humana, ainda que ensinando, também, que há pessoas e escolhas diferentes que devemos respeitar. Quando adultos farão o que bem entenderem, desde que dentro das limitações legais e penais vigentes. Isto sim é formar e educar sem interferir no normal processo de crescimento de uma criança.
A proposta de Lei que se irá em breve discutir – e aprovar, atenta a maioria absoluta do governo PS – retira aos pais e professores o poder de ensinar o normal e natural e abre a porta a muitas outras discussões perigosas dentro da esfera escolar, tais como as crianças que se sentem violentadas psicologicamente por serem obrigadas a ir à escola, o direito de uma criança a ter uma relação amorosa com um professor, ou mesmo o direito a defender que o mundo não é redondo.
O normal não está aberto a discussão nem tolerância.》
Identidade de Género nas Escolas – o que querem fazer às nossas crianças?
OBSERVADOR.PT
Identidade de Género nas Escolas – o que querem fazer às nossas crianças?
Devemos incutir nas nossas crianças critérios de vivência em sociedade à luz de padrões adequados à natureza e à biologia humana, tal como há pessoas e escolhas diferentes que devemos respeitar.
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LOBO ANTUNES E OS POBREZINHOS DA JONET

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Crónica de António Lobo Antunes sobre os pobrezinhos
e que foi dedicada pelo escritor à Isabel Jonet cuja vocação é dar esmola aos pobrezinhos. OBRIGATÓRIO LER
Na minha família os animais domésticos não eram cães nem gatos nem pássaros; na minha família os animais domésticos eram pobres. Cada uma das minhas tias tinha o seu pobre, pessoal e intransmissível, que vinha a casa dos meus avós uma vez por semana buscar, com um sorriso agradecido, a ração de roupa e comida.
Os pobres, para além de serem obviamente pobres (de preferência descalços, para poderem ser calçados pelos donos; de preferência rotos, para poderem vestir camisas velhas que se salvavam, desse modo, de um destino natural de esfregões; de preferência doentes a fim de receberem uma embalagem de aspirina), deviam possuir outras características imprescindíveis: irem à missa, baptizarem os filhos, não andarem bêbedos, e sobretudo, manterem-se orgulhosamente fiéis a quem pertenciam. Parece que ainda estou a ver um homem de sumptuosos farrapos, parecido com o Tolstoi até na barba, responder, ofendido e soberbo, a uma prima distraída que insistia em oferecer-lhe uma camisola que nenhum de nós queria:
– Eu não sou o seu pobre; eu sou o pobre da minha Teresinha.
O plural de pobre não era «pobres». O plural de pobre era «esta gente». No Natal e na Páscoa as tias reuniam-se em bando, armadas de fatias de bolo-rei, saquinhos de amêndoas e outras delícias equivalentes, e deslocavam-se piedosamente ao sítio onde os seus animais domésticos habitavam, isto é, uma bairro de casas de madeira da periferia de Benfica, nas Pedralvas e junto à Estrada Militar, a fim de distribuírem, numa pompa de reis magos, peúgas de lã, cuecas, sandálias que não serviam a ninguém, pagelas de Nossa Senhora de Fátima e outras maravilhas de igual calibre. Os pobres surgiam das suas barracas, alvoraçados e gratos, e as minhas tias preveniam-me logo, enxotando-os com as costas da mão:
– Não se chegue muito que esta gente tem piolhos.
Nessas alturas, e só nessas alturas, era permitido oferecer aos pobres, presente sempre perigoso por correr o risco de ser gasto
(- Esta gente, coitada, não tem noção do dinheiro)
de forma de deletéria e irresponsável. O pobre da minha Carlota, por exemplo, foi proibido de entrar na casa dos meus avós porque, quando ela lhe meteu dez tostões na palma recomendando, maternal, preocupada com a saúde do seu animal doméstico
– Agora veja lá, não gaste tudo em vinho
o atrevido lhe respondeu, malcriadíssimo:
– Não, minha senhora, vou comprar um Alfa-Romeu
Os filhos dos pobres definiam-se por não irem à escola, serem magrinhos e morrerem muito. Ao perguntar as razões destas características insólitas foi-me dito com um encolher de ombros
– O que é que o menino quer, esta gente é assim
e eu entendi que ser pobre, mais do que um destino, era uma espécie de vocação, como ter jeito para jogar bridge ou para tocar piano.
Ao amor dos pobres presidiam duas criaturas do oratório da minha avó, uma em barro e outra em fotografia, que eram o padre Cruz e a Sãozinha, as quais dirigiam a caridade sob um crucifixo de mogno. O padre Cruz era um sujeito chupado, de batina, e a Sãozinha uma jovem cheia de medalhas, com um sorriso alcoviteiro de actriz de cinema das pastilhas elásticas, que me informaram ter oferecido exemplarmente a vida a Deus em troca da saúde dos pais. A actriz bateu a bota, o pai ficou óptimo e, a partir da altura em que revelaram este milagre, tremia de pânico que a minha mãe, espirrando, me ordenasse
– Ora ofereça lá a vida que estou farta de me assoar
e eu fosse direitinho para o cemitério a fim de ela não ter de beber chás de limão.
Na minha ideia o padre Cruz e a Saõzinha eram casados, tanto mais que num boletim que a minha família assinava, chamado «Almanaque da Sãozinha», se narravam, em comunhão de bens, os milagres de ambos que consistiam geralmente em curas de paralíticos e vigésimos premiados, milagres inacreditavelmente acompanhados de odores dulcíssimos a incenso.
Tanto pobre, tanta Sãozinha e tanto cheiro irritavam-me. E creio que foi por essa época que principiei a olhar, com afecto crescente, uma gravura poeirenta atirada para o sótão que mostrava uma jubilosa multidão de pobres em torno da guilhotina onde cortavam a cabeça aos reis”
UMA CRÓNICA DE ANTÓNIO LOBO ANTUNES
DEDICADA A ISABEL JONET
(Presidente do Banco Alimentar Contra a Fome)
Os Pobrezinhos | Texto de António Lobo Antunes com narração de Mundo Dos Poemas
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Os Pobrezinhos | Texto de António Lobo Antunes com narração de Mundo Dos Poemas
Crónica de autor português. António Lobo Antunes nasceu em Lisboa, em 1942. Estudou na Faculdade de Medicina de Lisboa e especializou-se em Psiquiatria. Exer…
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POVOS LOUCOS E IGNORANTES

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Não há pachorra! Leiam
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Mais uma cretina que quer mudar o Mundo.
Cada vez pior, esta gentinha…..
🤣😅🤣😅🤣😅🤣😅😎
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a estupidez avassaladora

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Sair ileso desta propagação de estupidez, procurar proteger os nossos filhos desta lavagem cerebral, será, até ao fim dos meus dias, uma trégua sem limites.
Reconheço que tive muita sorte com os valores intrínsecos na personalidade da minha filhota, obra não só minha, como da sua mãe, Família, professores e a ela própria.
Espero que continue a pautar-se por respeitar a liberdade dos outros, sabendo deslindar e separar o razoável do estupidamente propagado por esta esquerda lesbiana e leviana (que respeito, mas que me enoja), mas que também deviam respeitar a natureza da espécie humana e animal.
Para avatares já bastam os que criamos no Facebook e em jogos virtuais.
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  • Ester Silva Borges

    É o que dá a confusão de ideias e ausência de pés assentes na terra à mistura de gente mal resolvida. Agora é colher o semeado, para quem quiser ou então pegarem o touro pelos cornos e dizer basta, porque a escola, melhor dizendo, os professores estão …

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  • Antonio Silva

    O que se chama “não há que fazer” 🙃
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  • Pedro Guilherme

    Enfim….
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  • Francisco Sousa

    A Agenda 2030 corre,
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TRAGAM DE VOLTA A MINHA GERAÇÃO

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Ó florzinhas de estufa, ressabiados e Mamadous deste mundo, promotores de ódios fortuitos.. Deixo-vos este belo texto.
Aceitem que dói menos:
A nossa geração foi tolerante e muito, sem sequer pensar nisso.
Vocês sim, inventaram os problemas de género, ódios e fobias.
Somos de gerações que ouviram e amaram David Bowie, Lou Read e que nunca colocaram problemas às preferências sexuais que eles tinham.
Não ligamos a isso e ficamos satisfeitos e felizes porque a música deles nos tocou!
Elton John, Freddy Mercury e George Michael..
Nós também somos as gerações que amavam Led Zeppelin, Deep Purple, Neil Young ou Eagles, sem criar problemas com as suas letras, hoje consideradas machistas!
Quando Boy George surgiu, com a sua imagem diferente, não perguntamos se era gay, hetero ou bi! Apenas curtimos a sua música.
E quando Jimmy Sommerville nos contou sua história de infância, nos emocionamos e cantamos com ele.
Não havia leis que nos obrigassem a sermos solidários ou a mostrarmos posições publicamente.
Não existiam ameaças de sanções ou autoproclamados que nos censurassem quando alguém fazia uma piada sobre algum destes assuntos.
Alyson Moyet era definitivamente gorda, mas ninguém achava que ela valia menos que uma Claudia Schiffer.
Gostaria de entender o que aconteceu entretanto pois, na minha opinião, todos esses censores têm o único efeito de gerar o que censuram. A tolerância nunca cresce por intolerância, mas sim o ódio e a divisão!
Não precisávamos de restrições. A educação que os nossos pais nos transmitiram e valores como assistência, empatia, amor ao próximo e tolerância são reais e infracções traziam desvantagens sociais!
Agora vieram impor-nos um culto de crítica e culpabilização, colocando-nos uns contra os outros!
De: Inga Grimme
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MORREU O BISPO HILTON DEAKIN DE MELBOURNE APOIANTE DE TIMOR

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Timor supporters in Melbourne and everywhere are saddened to learn of the death today of Bishop Hilton Deakin.
Uma das vozes mais constantes da Igreja australiana, especialmente em Melbourne, contra a ocupação indonésia de Timor-Leste, o bispo Hilton Deakin morreu hoje.
Do seu perfil:
Born in Seymour on 13 November 1932 to Arthur and Ruby, the young Hilton Deakin took up his early education at St Joseph’s Finley (in NSW), St Mary’s Thornbury and Parade College East Melbourne.
He entered Corpus Christi College Seminary, then in Werribee, in 1951 and was ordained to the Priesthood by Archbishop Justin Simonds on 27 July 1958. Appointments were many – Moonee Ponds; St Patrick’s Cathedral; Box Hill; Glen Iris and Mount Eliza (as the Parish Priest to the new Parish).
In 1987, Fr Deakin was appointed Vicar General of the Archdiocese. On 30 December 1992, he was named as Bishop for Melbourne (Titular Bishop of Mortlach) and was ordained on 3 March 1993, and appointed an Auxiliary – serving under three Archbishops.
His ministry to the Archdiocese of Melbourne was broad and rich, and included appointments to the Pastoral Leadership Board, Personnel Advisory Board, College of Consultors, the Diocesan Finance Council, Chair of Catholic Capital Grants, Chair of Mannix College Council, Member of the Priest’s Retirement Fund, and ex-officio Member of the Council of Priests. Bishop Deakin was also appointed as Episcopal Vicar for Migrants and Refugees. He held a great love and interest in Church music, and the special work of the St Patrick’s Cathedral Choir.
With a focus on the just provision for under-privileged people, Bishop Deakin ministered for more than 30 years for people who suffer economic, spiritual and cultural deprivation.
During the 1970s he obtained a BA (Hons from Monash University and completed a PhD in Anthropology (Monash) in 1977. These years of study and research, particularly into Aboriginal matters, led to international projects and roles including that of President of Caritas Oceania and Vice President of Caritas Internationalis. He was involved heavily in the affairs of East Timor and the support of the Timorese people at many levels, and did extensive work for the 40th Eucharistic Congress.
In recognition of this extensive work, Bishop Deakin was awarded a Member of the Order of Australia in 2003 along with the Centenary Federation Medal.
Bishop Hilton Deakin retired on his 75th birthday in 2007 and was appointed Bishop Emeritus. In 2008 he celebrated his Golden Jubilee – receiving a congratulatory message from His Holiness Pope Benedict XVI, and further celebrated his Diamond Jubilee in 2019.
After several months of ill health, Bishop Hilton Deakin died peacefully on Wednesday 28 September, 2022 aged 89 years.
A man who was held in deep admiration for the many gifts he so generously shared throughout his long and dedicated service to God’s people.
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TIMOR morreu jape kong su

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My deepest sorrow, deepest condolences to Jape family. Timor-Leste lost a great man, an outstanding entrepreneur. JAPE KONG SU lived a long life. He leaves an enduring legacy of service to country and people. J Ramos-Horta
Joao Paulo Esperanca, Ana Tilman and 2.7K others
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os idosos José Gabriel Ávila

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Em prol da velhice – Crónica Rádio Atlântida
Ainda sou do tempo em que, quase todos os dias, os filhos casados visitavam a casa dos pais. Era um hábito antigo que traduzia o amor filial e uma certa dependência do mais velho chefe de família. Esse costume permitia também que os netos tivessem um contato estreito com a casa dos avós à qual se recorria sempre que necessário.
De há uns tempos para cá a figura dos avós nos espaços urbanos e nas localidades rurais alterou-se profundamente.
Poucos filhos visitam regularmente os pais, exemplo seguido pelos netos, a não ser por razões de mera conveniência: ir buscar os meninos à escola, dar-lhes de comer, levá-los a atividades extra-escolares, ou seja: para ser uma espécie de bá-bá que se usa quando interessa…
O tempo em que os netos ouviam estórias, eram acompanhados nos trabalhos de casa, ajudavam nas lidas da terra, ou aprendiam a fazer brinquedos tradicionais com as suas próprias mãos, pertence a um passado remoto.
O mundo mudou, é verdade, mas a experiência dos idosos e idosas constitui um património familiar e social que tem de se preservar.
A sociedade hoje tem na inclusão dos idosos um objetivo primordial. E para se manter solidária e humanista, tem de fazer alguma coisa para concretizar este desígnio.
Porque o idoso não pode ser um peso, um fardo, gente a mais, nem para a família nem para a sociedade. É uma pessoa com direitos e deveres como os demais e merece estar ativa e transmitir os seus conhecimentos de experiências feitos, para benefício de todos.
Impõe-se por isso, que os idosos sejam respeitados e vejam satisfeitas as suas necessidades básicas. O direito à saúde, à assistência médica, o direito à mobilidade no interior e exterior da sua casa, o direito a uma reforma ou pensão dignas das suas necessidades pessoais e familiares. E não um chequezinho numa situação aflitiva.
Responder aos direitos e necessidades da pessoa idosa, que são cada vez mais numerosas, enclausurando-as em lares e instituições de cuidados continuados, sem pessoal médico, de enfermagem e de técnicos preparados para cuidarem dessa gente fragilizada, é agravar-lhes a solidão e apressar-lhes o destino final.
Esta é também uma forma de violência em que vivem muitos cidadãos na vida ativa, mas quando ela afeta os mais frágeis e idosos, é de uma indignidade reprovável.
No próximo sábado vai celebrar-se, o Dia Internacional da Pessoa Idosa, instituído pela ONU em 1991.
Antevejo visitas e festinhas celebrativas, onde os responsáveis governamentais anunciarão aumentos de uns euritos nas magras pensões, ou um chequezinho para emagrecer as despesas com os encargos da saúde e da sobrevivência.
Os idosos, que a custo carregaram o tecido social, merecem muito mais. Merecem sobretudo que não os desconsiderem, com esmolas e gestos de caridadezinhas que não dignificam ninguém. Antes é uma forma de rejeitá-los e de exclui-los da sociedade que ajudaram a construir.
Para todos os idosos, o meu agradecimento pelas lições de honra, ajuda, simplicidade e dignidade que diariamente nos dão, e votos sinceros de Haja Saúde!
26 de setembro de 2022
You, Mario Jorge Costa and 17 others
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  • José Gabriel Ávila

    Curiosamente estes dois amigos vivem em Toronto. Para a rene um bj e para o Jo, um abraço e até ao verão se Deus quiser.
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  • Graça Ávila

    👏👏👏 Como sempre!
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  • Maria De Fatima Amaral

    Bem-Haja José Gabriel Àvila pelo texto maravilhoso e real que nos deu o prazer de ler. Verdade, uma verdade que nos tempos actuais, cada vez é mais notório. Há filhos que colocam os pais em qualquer lar e depois nem os vão visitar. Numa visita que f…

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  • Lucia Martinho

    Que texto maravilhoso! Tão verdadeiro! Adorei, obrigado pela partilha

mobilidade reduzida o tormento em ponta delgada 2

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Urbanismo e Mobilidade na Ilha de São Miguel ninguém deu importância às pessoas que andam a pé!!! Não hã passeio nem possibilidade de usar cadeira de rodas, carrinho de bebé, carrinho de compras!!!
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mobilidade reduzida o tormento em ponta delgada

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como se chega a pé ao Centro de Saúde de Ponta Delgada? impossível chegar com mobilidade reduzida, cadeira de rodas, canadianas ou qualquer tipo de muletas ou apoio!! Urbanismo e Mobilidade na Ilha de São Miguel
Chrys Chrystello