Dezembro com excesso de mortalidade em Portugal: centenas de óbitos acima do esperado

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Desde o início do mês, morreram cerca de 1.000 pessoas a mais do que no mesmo período do ano passado. Este excesso de mortalidade por todas as causas foi identificado sobretudo nas regiões do Norte, Centro e Alentejo.

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Psiquiatra do HDES defende criação urgente de salas de consumo assistido e alerta para banalização do consumo de drogas na rua | RTP Açores

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…drogas sintéticas nos Açores.

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Scientists at Stanford University discover ‘Covid vaccines cause deadly heart damage’

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For years, scientists have puzzled over a medical mystery. Young men and adolescent boys, after receiving their mRNA COVID vaccines, would sometimes develop chest pain, shortness of breath, and heart palpitations within days of their shots. Most recovered quickly. Some ended up in hospitals. A rare few faced severe outcomes. Contents show 1 Stanford Researchers […]

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“Hospitalização domiciliária já acompanhou 18 doentes nas suas casas” – Açoriano Oriental

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Fique a par da atualidade nos Açores com o jornal mais antigo de Portugal.

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Cem funcionários públicos envolvidos em tráfico de droga – Portugal – Correio da Manhã

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Polícia Judiciária diz ter detetado ‘padrão de penetração destas organizações’ na Função Pública.

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Filhos são obrigados pela lei a ajudar pais. Mas moralmente será o certo?

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Um caso que ocorreu recentemente em Guimarães expôs a fratura. A sociedade ainda considera que os filhos têm obrigação de cuidar dos pais e a lei assim o impõe. Mas faz sentido exigir cuidado onde nunca houve vínculo? O Notícias ao Minuto ouviu o bastonário da Ordem dos Advogados e uma psicóloga sobre o tema.

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Dez doentes internados nos cuidados intensivos por gripe A – Sociedade – Correio da Manhã

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Todos os casos tinham doença crónica e recomendação para a vacinação contra a gripe sazonal.

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A partir de quantos graus é febre? Afinal, mediu sempre mal a temperatura

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Costuma associar a febre a um determinado valor de temperatura? Saiba que o faz erradamente! A temperatura corporal varia de indivíduo para indivíduo, por isso a referência que tem para si poderá não ser a mesma para uma criança, por exemplo. Saiba o que precisa de ter em consideração.

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Se tem mais de 60 anos e bebe café, não ignore este aviso

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Beber café é um hábito comum para muitas pessoas, mas sabia que, a partir dos 60 anos, a quantidade certa pode fazer toda a diferença para a sua saúde? Descubra o que especialistas recomendam.

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Novo hospital de Ponta Delgada “não será apenas betão” – jornalacores9.pt

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A secretária regional da Saúde dos Açores disse hoje que o novo hospital de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, “não será apenas betão” e o executivo deixará como legado “um novo e um moderno” edifício. “O futuro do HDES [Hospital do Divino Espírito Santo] está a ser definido, seguindo os trâmites legais a […]

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a demência

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Quando saiu a notícia de que o Bruce Willis tinha sido colocado num centro especializado, houve quem ficasse surpreendido.
Um homem milionário, com acesso aos melhores médicos, com uma família inteira a apoiá-lo…
E mesmo assim, a esposa e os filhos decidiram que ele precisava de cuidados especializados, naquele regime de “daycare” clínico onde há profissionais, rotinas, vigilância constante, estimulação e segurança.
E porquê?
Porque ele tem demência frontotemporal, a mesma que a minha mãe tem.
E é aqui que muita gente precisa finalmente de ouvir a verdade, sem rodeios:
A demência frontotemporal não é o mesmo que um idoso mais esquecido.
Não é o mesmo que confundir o almoço com o jantar.
Não é o mesmo que ficar mais lento.
É outra liga. É outra violência. É outra realidade.
No caso da minha mãe, por exemplo, ela não ficou agressiva.
Ela não insulta.
Ela não diz asneiras.
Ela simplesmente perdeu o vocabulário. Deixou de conhecer as pessoas . Perdeu a autonomia . A mulher mais desenrascada que conheci passou a ser dependente .
Diz palavras soltas, sons que não se encaixam, frases que não têm início nem fim.
É como viver num eterno eco.
Mas o mais perigoso não é isso.
É que ela fugia.
Várias vezes.
Abriu portas.
Saiu de casa.
Desorientada.
Sem saber quem era, nem onde estava, nem para onde ia.
E este risco , o risco de uma pessoa desaparecer , ninguém imagina até acontecer.
Não é “coitadinha, deixem-na em casa”.
Porque em casa é que o perigo é maior.
É uma doença que tira a noção de perigo, as regras sociais, o sentido do tempo, o controlo dos impulsos.
E quem cuida entra num estado de exaustão que não se descreve. Vive-se.
E depois há a ideia completamente errada de que “basta contratar cinco empregadas”.
Como se isto fosse sobre limpeza, sobre comida, sobre banhos.
Não é.
Isto é sobre um cérebro que deixou de obedecer às regras.
É sobre proteger a pessoa dela própria.
É sobre impedir fugas, quedas, pânicos, desorientação total.
E isso nenhum cuidador inventado aguenta 24 horas por dia.
Por isso é que, tal como a família do Bruce Willis, muitas famílias , incluindo a minha, tiveram de tomar decisões difíceis.
Sinalizar.
Internar.
Proteger.
E quem nunca viveu isto… julga.
Porque é mais fácil julgar do que tentar compreender.
E antes de alguém vir com a conversa do “os velhos devem morrer em casa”, deixem-me explicar o outro lado. Primeiro, a minha mãe tem 67 anos e vive com esta doença há uns 8 anos pelo menos .
A minha avó.
A minha avó esteve lúcida até ao último momento.
Teve esquecimentos, claro. São 95 anos de vida.
Trocar o almoço pelo jantar, achar que era noite quando ainda era dia, meter-se na cama às três da tarde…
Isso é idade.
Isso é desgaste natural.
Isso não é demência.
E porque nunca perdeu quem era, ficou em casa dela.
Porque era a vontade dela. Porque tinha autonomia. Porque nunca foi perigo para si.
E porque prometi quando tinha três ou quatro anos que nunca a meteria num lar , e cumpri essa promessa até ao fim.
Mas o que ela teve foi um privilégio raro: lucidez até morrer.
Um privilégio que nem todos têm.
E é preciso dizer isto sem medo: nem todos podem ficar em casa. Nem todos estão seguros em casa. Nem todas as doenças permitem casa.
O meu avô, por exemplo, também não pôde.
Teve o mesmo padrão da minha mãe.
Queria fugir, queria sair, falava como se tivesse 18 anos, perguntava pelo pai e pela mãe.
Perdia-se.
Confundia o presente com o passado.
E apesar de reconhecer toda a gente e verbalizar tudo, não tinha controlo sobre os impulsos.
E isso é perigoso demais para ignorar.
No centro de dia, ele floresceu.
Tinha informática com as animadoras, ria-se, sentia-se útil.
Sentia-se a trabalhar.
Sentia-se alguém.
E foi feliz lá , dentro do possível.
E é isso que muita gente não entende:
Estes sítios não são “lares de abandono”.
São centros de bem-estar, segurança, estrutura e dignidade.
São o sítio certo quando a casa já não é.
E depois há a pergunta que fica no ar, a que dói, a que custa admitir:
“E quando for eu?”
Eu só peço uma coisa:
Que seja rápido.
Que não seja demência.
Não me interessa a idade interessa-me a lucidez.
Já me chega aquilo que a vida me deu, já me chega aquilo que vi, já me chega a bipolaridade.
Peço só que o meu cérebro nunca me traia da forma como vi o cérebro dos meus morrer.
E se um dia me trair, que alguém tenha a coragem de fazer por mim aquilo que eu fiz por eles:
Proteger-me.
Mesmo quando o mundo inteiro não entende.

ricos sem saúde

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“N , á ú?
O SNS continua a ser o principal lugar onde se pratica medicina como missão. É o único sítio onde alguém com dispneia, febre e uma vida marcada pela pobreza é atendido às 4 da manhã, sem cartão de crédito nem autorização da seguradora. E, paradoxalmente, é também de onde os médicos agora fogem.
A maioria dos hospitais privados, mesmo os mais prestigiados, não tem um verdadeiro serviço de urgência polivalente. Têm “uma” urgência, mas não é “o” serviço de urgência. Procuram episódios previsíveis e lucrativos, e evitam casos críticos ou complexos — e fazem-no com razão: a urgência real é dispendiosa e imprevisível, fora da lógica do negócio.
O setor privado funciona melhor quando o SNS ainda resiste. Se o SNS colapsar, o privado será forçado a assumir um papel para o qual não está preparado, com custos, complexidade e caos. Em 2024, mais de 2 mil médicos saíram do SNS. Muitas urgências, da ginecologia à pediatra, estão em rutura.
Os privados estão a ver isto. E não reagem. Porquê? Porque não lhes interessa esse buraco negro.
Imagine: suspeita de enfarte. São 3 da manhã. O hospital público não tem cardiologista. Liga para o privado. A resposta? “Vá ao público.” Mas o público, nessa noite, não existe. E o privado não o recebe. E então? O que vale a sua riqueza? Nada.
Pior, sem SNS, não há emergência pré-hospitalar. Morre-se antes de (a algum sitio) chegar.
A medicina privada não é vilã: atua racionalmente num mercado com limites claros. O erro é pensar que pode substituir o SNS.
Se o SNS colapsar, o custo da saúde torna-se incalculável, mesmo os ricos teriam dificuldade em pagar: os seguros sobem, doentes crónicos são excluídos e os idosos empurrados para fora. O privado recusaria casos complexos ou ficaria sem onde os referenciar. E os médicos, exaustos, voltam a fugir — mas agora sem destino.
Quanto pode pagar? Tem 80 anos e precisa de cuidados paliativos? Tem cancro com metástases cerebrais? Um filho com doença rara? A solução para estas perguntas não cabe num relatório de contas.
O SNS é, ironicamente, o melhor seguro de saúde que os ricos portugueses têm. Não o usam todos os dias. Nem o querem. Mas é a rede de segurança. Quando tudo falha, o SNS ainda lá está: a intubar, ventilar, reanimar, paliar. Virtualmente de borla. Para todos.
Quem é o culpado por aqui chegarmos? O médico/enfermeiro exausto ou que pretende criar um futuro melhor? O administrador que gere o impossível mas é “insultado” por todos? O utente que só quer ser atendido?
Na verdade, somos todos responsáveis por termos alimentado a ilusão de que o SNS duraria para sempre, mesmo que sem médicos, investimento ou respeito.
O dia em que o SNS deixar de existir, ou for substituído, será o dia em que os ricos perceberão que sempre precisaram dele. Porque mesmo quem tem tudo pode não ter um coração a funcionar. E porque quem manda no privado sabe que não pode ser o SNS.
No final, a saúde só existe quando há para todos.
João Cravo – médico pneumologista”
@destacar