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Yuzuru Hanyu-Unstoppable – YouTube
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Source: (3) Quora
https://pt.quora.com/
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no Quora em inglês:
O Putin original (à esquerda) e o Putin sósia (à direita)?
Milhões de russos acham que Putin foi assassinado entre 2008 e 2012, e seu sósia assumiu como presidente da Rússia desde 2012.
E estas pessoas têm algumas opiniões e evidências anedóticas para apoiar esta fantástica afirmação:
Como pessoa, o Putin original era um homem de ação, ambicioso e autoconfiante. Ele colocou os oligarcas e o volátil norte do Cáucaso sob controle, enquanto o Putin sósia comprou o líder checheno com subsídios federais e perdeu o controle sobre os oligarcas.
O Putin original não vivia cercado por guardas e oficiais, e não tinha medo de sujar as mãos. O Putin sósia foge do convívio com pessoas comuns, e vive escondido em seus palácios e bunkers.
O Putin original era forte e falava alemão perfeitamente.
Ele era um homem forte, que prometeu “descer porrada nos terroristas enquanto estivessem usando seus banheiros”.
O Putin sósia é um cara brando, que só sabe falar, mas é incapaz de agir para botar a Chechênia, os oligarcas e os funcionários corruptos em seus lugares.
É possível ver contradições nas antigas declarações do Putin original e no que o Putin sósia diz sobre os mesmos assuntos hoje em dia: as mudanças na constituição e o aumento da idade da aposentadoria são dois exemplos impressionantes.
O Putin sósia é frouxo, e não sabe uma palavra de alemão
E por que o Putin original foi morto?
O Putin original propôs uma Europa unida de Lisboa até Vladivostok. Ele queria se juntar à OTAN. Ele entendeu a Rússia como parte da civilização européia. No entanto, as elites da Rússia encarregadas do complexo industrial militar não queriam ser controladas pelos burocratas de Bruxelas e Washington e… Livraram-se do Putin original.
O Putin sósia é (quem diria?) contrário ao ocidente e quer aumentar a influência da Rússia ao redor do mundo. O Putin sósia anexou a Crimeia, iniciou uma guerra em Donbas e várias outras guerras “híbridas”. Ele está promovendo o isolacionismo russo. Ele fala sobre o “destino especial” da Rússia e está se voltando em direção à Ásia.
A lógica por trás disto tudo é que uma pessoa pode mudar de opinião, mas não tão radicalmente.
As orelhas contam a história de dois homens diferentes…
Se as elites estavam descontentes com o Putin original, por que elas não colocaram outro grande homem para concorrer nas eleições após o final do mandato de Medvedev entre 2008 e 2012?
Porque Putin era um presidente popular e tinha apoio nacional, enquanto outro homem não teria o amor e o respeito dos eleitores e poderia se voltar contra as elites como o Putin original. O Putin sósia era uma aposta segura, alguém a quem poderiam controlar.
O Putin original era um homem magro, com traços faciais angulosos. Normalmente, pessoas assim se tornam ainda mais magras à medida que envelhecem. Os traços faciais do Putin sósia são suaves, “de boa índole”, e seu rosto foi ficando redondo como uma panqueca. As maçãs do rosto do Putin original são muito diferentes das do Putin sósia.
O Putin sósia nunca foi visto com a barba por fazer, enquanto em fotografias e filmagens antigas, você pode ver manchas escuras, especialmente na área do bigode do Putin original.
Até o sósia tem um sósia. O nome-código do sósia do Putin sósia é “Udmurt” (à esquerda). Meu ex-colega, um udmurte, se parece muito com o Putin sósia (ou, se não houver Putin sósia, com o Putin original) e nós adoramos provocá-lo.
Não há sinais de pelos faciais no Putin sósia, como se seu rosto fosse uma máscara. O formato de suas orelhas também mudou, o que foi notado por muitos comentaristas.
O Putin original nunca foi de exibir sua família, mas nunca houve nenhum mistério em torno dela. Hoje em dia é impossível encontrar uma foto de suas filhas.
E esse divórcio incompreensível (mesmo que ele realmente tenha uma namorada e filhos ilegítimos): por que se divorciar se você defende os valores tradicionais? Parece estranho, para dizer o mínimo.
A impressão que se tem é de que tanto a esposa quanto os filhos foram afastados para não interferir, ou talvez para não perceberem que ele é outra pessoa.
Na minha opinião, os russos amavam o “velho” Putin e gostam cada vez menos do “novo” Putin. Foi por isso que eles criaram essa teoria da conspiração para lidar com a dissonância cognitiva.
e mais
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VER CADERNO AÇORIANO DOS COLÓQUIOS DA LUSOFONIA https://www.lusofonias.net/arquivos/426/Cadernos-de-Estudos-Acorianos/1524/cadernos-acorianos-8-mario-machado-fraio-1.pdf


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O Hospital Divino Espírito (HDES), em Ponta Delgada, revelou hoje que tem 70 doentes internados com covid-19, o maior número desde o início da pandemia, que está a causar uma “enorme carga” nos serviços da unidade.
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Tema difícil pois todos têm, ou julgam ter, a resposta, a atitude certa, mais de acordo com as crenças de cada um do que com fatores endógenos ou exógenos. Todos são rápidos a disparar, condenar e julgar afirmações que se profiram. É um dos chamados temas fraturantes da sociedade portuguesa. Cresci numa sociedade fechada em pleno Estado Novo, quando as criadas (não havia técnicas auxiliares domésticas) diziam “se a menina não come corto-lhe a trança e dou-a aos ciganos,” “se o menino se porta mal chamo o polícia.” Havia variações ao tema da cegonha que vinha de Paris ou “se continuas assim devolvo-te aos ciganos” ou similares.
O racismo era de ordem social (somos um país de castas) e o meu pai foi criticado por se matrimoniar com uma professora e, à época, nenhuma mulher na família trabalhava.
Apesar da mistura genética da família, não havia africanos, até em 1973 chegar a Timor Português e descobrir um luandense negro com o meu apelido, filho de um primo. Descobri primos mulatos no Brasil onde havia parentes ali radicados há mais de um século.
O racismo era religioso. Quando me casei pela primeira vez, não o fiz pela Igreja, metade da família ostracizou-me. Quando me divorciei (fui o primeiro) outros seguiram o exemplo.
O racismo era educacional, havia quem estudasse no liceu, escolas comerciais e industriais e outros sem meios, e a distinção fazia-se logo nesses infantes com quem nem brincar se podia.
O racismo revelava-se nos nomes e apelidos, resquícios da monarquia e de fidalguias arruinadas. Era igualmente visível nos subúrbios onde se crescia na cidade (no Porto a Foz, Avenida da Boavista, Avª Marechal Gomes da Costa vs Rua dos Combatentes nas Antas, por exemplo),
Prolongava-se nos locais de férias: os transmontanos iam a banhos para a Póvoa de Varzim, e a gente mais “fina” andava pela Granja ou Miramar. Espinho e Aguda era mais classe média
O racismo prosseguia nas elites, consoante os colégios que frequentavam e festas onde iam.
Depois com o 25 de abril tudo se baralhou, o racismo continuou com novos paradigmas e alvos (os ciganos sempre na frente).
Os que se insurgem não vivem em subúrbio de ciganos ou afrodescendentes, mas fica-lhes bem a defesa dos mais fracos. Nos Açores, além destes tipos de racismo, há outros derivados da canga feudal que constituía a matriz dominante das ilhas.
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Os Açores diminuíram a lista de espera cirúrgica em abril, registando 10.206 utentes em espera, menos 1,6% do que em março e menos 11,7% do que no período homólogo, revela um relatório da Direção Regional da Saúde. “Em abril de 2022, aguardavam em LIC [lista de inscritos para cirurgia] um total de 10.206 utentes, o […]
Source: Açores reduzem lista de espera cirúrgica em abril para 10.206 utentes – Jornal Açores 9
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A Bênção das Pastas da Semana Académica dos Açores realiza-se no domingo nas Portas da Cidade, em Ponta Delgada, com os finalistas deste ano e dos dois anteriores, que não tiveram cerimónia devido à covid-19, foi hoje revelado. Em declarações à agência Lusa, a presidente da Associação Académica da Universidade dos Açores (AAUA), Daniela Faria, […]
Source: Bênção das Pastas dos Açores nas Portas da Cidade com três anos de finalistas – Jornal Açores 9
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Escrevo no dia em que dantes se celebravam as petas, e que perdeu a razão de ser. “Fake news” ocupam as notícias todos os dias dimanadas dos governos e da comunicação social. Quando evoco a adolescência, eram tempos bem mais singelos, conquanto não gostasse de os reviver no mesmo ambiente censório de mordaça em que se vivia. Salvaguardado isto, passamos da república monárquica ditatorial para a democracia monárquica ditatorial sem que as pessoas se tenham realmente apercebido de aspetos dinásticos que caraterizam estes anos de 25 de abril.
Nesses idos uma peta bem contada raramente se tornava verdade, mas hoje as petas do dia-a-dia são as verdades indissolutas com que nos presenteiam os governantes, senhores e donos dos nossos quotidianos, submetidos que estamos, já não como servos da gleba mas sim servos da banca, no adágio dos 40 (40 anos de trabalho, 40 anos de descontos e 40% de vencimentos na reforma). Hoje todos acreditam nas petas, mesmo sem ser 1º de abril e raramente alguém questiona a verdade dado que esta perdeu o valor.
Há petas universais, em nome delas quais se fizeram guerras, se mataram milhares, se criaram milhões de refugiados, se destruíram países. Líderes apeados, outros por apear, governos fantoche e fantoches no governo, a ignorância subiu ao poder, diria Brecht se fosse vivo, ao ouvir que um terço dos americanos acredita que a terra é plana.
Os farsantes e falsários de religiões, seitas e demais congregações enriquecem à custa dessas hordas de ignorantes, capazes de se atirarem do precipício abaixo como se seguissem o flautista de Hamelin, enleados na melopeia de inverdades. Há uma pequena elite grisalha de pessoas (não é a peste grisalha) que ainda usa cérebro e pugna pela cultura, educação, capacidade de discernimento, de discussão, de questionar as premissas e tirar conclusões, cada vez mais, confinada ao nicho de votos em branco, esmagados pela força opressora das maiorias carneirentas, sem capacidade nem peso para aumentar a massa crítica dos concidadãos que seguem fingindo ser livres sob o cajado opressor da sociedade que os manipula.
Bertolt Brecht terá dito: “Os cidadãos irão um dia lamentar não só as palavras e atos dos políticos, mas também o terrível silêncio da maioria”…
Um dia, vieram e levaram meu vizinho, que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho, que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia, vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e levaram-me a mim.
Já não havia mais ninguém para reclamar.”
Quando decidimos ser ignorantes, alguém decide em nosso lugar, tornamo-nos manipuláveis. O escritor Baltasar Gracian disse “a ignorância é a zona de conforto em que nos sentimos muito à vontade.” Talvez nem nos sintamos confortáveis, mas o medo do que está fora e desafia as nossas crenças, é tão forte que nos mantém paralisados. Escolhemos a ignorância. Afinal a cultura é o que nos distingue do polvo ou da alface.
Os que podem e são donos disto tudo, enviarão os rebentos para escolas elitistas privadas onde aprenderão a dominar os restantes, confinados a uma escola pública, sem rei nem roque. Ainda há dias, alertei uma professora para um clamoroso erro num enorme cartaz, encolheu os ombros “deixe lá, já está e ninguém vai notar!”
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democracias armadilhadas

28.2.2019, CRÓNICA 237ChurchillNinguém pretende que seja perfeita ou sem defeito.
Cresci na ditadura. Havia quem lhe chamasse branda, como brandos, alegadamente, eram os costumes do povo que a suportava. Cresci acreditando que, um dia, o país faria parte da Europa e do mundo. Estava tão longe que bem podia pertencer a outra galáxia. Lembro-me de ir a Tui (Galiza) comprar discos dos Beatles ou beber Coca-Cola que eram proibidos, com medo dos miasmas contagiosos de civilizações estrangeiras. Depois, veio o dia de todas as esperanças, um 25 de abril e eu, em Timor, esperei, tardava a chegar (teria ido de barco?) e jamais arribou.
A Europa cresceu, o sonho da UE medrou descontroladamente, até ter mais olhos que barriga e ficar na palhaçada que hoje é. Por toda a parte, uma após outra, as ditaduras foram substituídas por modelos de democracia onde, alegadamente, o povo e a sua vontade eram representados em parlamentos. Já então, o neoliberalismo da Nova Ordem Mundial tinha disseminado as sementes com Thatcher e Ronald Reagan e não sabíamos como iria perverter o Ocidente.
Lentamente, nos últimos vinte anos, assistimos ao constante retrocesso nas conquistas dos direitos fundamentais da humanidade, de igualdade, solidariedade e justiça. As democracias estão a ser manipuladas, numa aparência de vontade popular através do voto universal, mas, na prática, substituídas por autocracias, sem falar daqueles onde as escolhas democráticas foram substituídas por nomeações da anónima banca internacional, do petróleo às farmacêuticas que tudo controlam. Isto num mundo em que a verdade é ficção e a ficção é a neoverdade.
Há tempos, ao ler Umberto Eco “O Cemitério de Praga,” apercebi-me de que como isto sempre aconteceu sem darmos conta. Países habituados a xerifes do universo, como os EUA (em substituição dos decadentes impérios que duas grandes guerras aniquilaram), continuam a inventar invasões, primaveras políticas, depondo ditadores ou democratas a seu bel-prazer. Dir-me-ão que a democracia ainda é o menos mau dos sistemas (como afirmou Churchill). Claro que é a pior forma de governança, salvo todas as outras, há corrupção de políticos de todas as cores, o nepotismo, os arranjinhos parlamentares (agora mamas tu, logo mamo eu).
Dantes, os países democráticos tinham eleições, os outros não (nem mesmo as mascaradas eleições do partido único em Portugal o ocultavam). Hoje assistimos a um novo e preocupante paradigma, a semi-democracia com a aparência (eleições), resultados viciados, roubo descarado de votos e manipulação na via autocrática travestida de democracia oca. Assistimos, nas últimas décadas, a ataques à democracia, e são as instituições europeias quem mais tem atrofiado o funcionamento dos sistemas democráticos, planta frágil que precisa de ser regada diariamente.
O exemplo da democracia semiautonómica, é visível nos Açores onde existe um parlamento regional e teórica liberdade de escolha, mas as decisões relevantes são definidas pelo governo central, ao atropelo e revelia das normas autonómicas, com a cumplicidade local, pau-mandado dos partidos em Lisboa. O povo, que nem é totalmente ignorante, vota com os pés (i.e., abstendo-se) ou a favor dos que o mantém, subsidiodependente. Um ciclo vicioso: vota em mim e recebes apoios, não votas e desenrascas-te sozinho contra a malha burocrática que te vai aniquilar. As vozes independentes, poucas e raras, compradas com mordomias, silenciadas, sem destaque nos média, emudecidos na onda de autocensura que lhes permita sobreviver.
Rumámos para a autocracia, com a manta diáfana da aparência democrática. Infelizmente, o pior está para chegar. O nacionalismo e a xenofobia chegam com o voto do povo. E até eu, um otimista nato, tenho demasiadas dúvidas, rodeado por autómatos não-pensantes, obcecados com os pequenos ecrãs dos smartphones e impérvios aos atropelos à dignidade, equidade e justiça, em volta. Possa eu continuar a falar, sem medos persecutórios, mesmo que as palavras não cheguem a muitos nem sejam lidas, e já me contentaria nos dias difíceis que se avizinham.
Quando essa liberdade se perder, terei de me conformar e aceitar que implantem um ”chip” para o meu bem, como nem Orwell nem Aldous Huxley conseguiram imaginar.