UCRANIANOS CONTRA-ATACAM

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sex., 25 de março de 2022 7:43 AM
FORÇAS UCRANIANAS AVANÇAM A LESTE DE KIEV E RUSSOS RECUAM
Por Natalia Zinets
LVIV, Ucrânia (Reuters)
Tropas ucranianas estão recapturando cidades a leste de Kiev e forças russas que tentavam tomar a capital estão recorrendo a linhas de abastecimento sobrecarregadas, disse o Reino Unido nesta sexta-feira, uma das indicações mais fortes até agora de uma mudança de ímpeto na guerra.
O prefeito de um município a leste de Kiev disse que as tropas ucranianas recapturaram uma vila próxima e milhares de civis estavam deixando a área, respondendo a um chamado das autoridades para sair do caminho do contra-ataque.
Um mês depois da invasão, as tropas russas não conseguiram capturar nenhuma grande cidade ucraniana. Uma ofensiva que os países ocidentais acreditavam ter como objetivo derrubar rapidamente o governo do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, foi barrada nas entradas de Kiev.
Em vez disso, as tropas russas estão bombardeando, cercando e sitiando cidades ucranianas e devastando áreas residenciais, o que provocou a retirada de cerca de um quarto dos 44 milhões de habitantes de suas casas.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, visitará a Polônia para ver de perto a crise dos refugiados, com 3,6 milhões de ucranianos fugindo para o exterior.
As linhas de batalha perto de Kiev estão congeladas há semanas com colunas blindadas russas ameaçando a capital a partir do noroeste e do leste. Mas em uma atualização de inteligência nesta sexta-feira, o Reino Unido descreveu uma contraofensiva ucraniana que empurrou os russos para o leste.
“Os contra-ataques ucranianos e as forças russas recuando para as linhas de abastecimento sobrecarregadas permitiram à Ucrânia reocupar cidades e posições defensivas até 35 km a leste de Kiev”, segundo a atualização britânica.
Volodymyr Borysenko, prefeito de Boryspol, um município a leste onde fica o principal aeroporto da região de Kiev, disse que 20 mil civis deixaram a área, respondendo a um pedido de retirada para que as tropas ucranianas pudessem empurrar os russos ainda mais para trás.
As forças ucranianas recapturaram uma vila das tropas russas no dia anterior entre Boryspol e Brovary, e teriam avançado mais, mas pararam para evitar colocar civis em perigo, disse ele.
Na outra frente principal perto de Kiev, a noroeste da capital, as forças ucranianas tentam cercar as tropas russas nos municípios adjacentes de Irpin, Bucha e Hostomel, reduzidos a ruínas por intensos combates nas últimas semanas.
Em Bucha, 25 quilômetros a noroeste de Kiev, um grupo de soldados ucranianos armados com mísseis antitanque cavava trincheiras profundas para defender suas posições na linha de frente.
Um deles, Andriy, disse à Reuters que deixou sua esposa e filhos escondidos em casa em uma área que mais tarde foi tomada pelas forças russas.
“Eu disse à minha esposa para pegar as crianças e se esconder no porão, e fui para a estação de recrutamento e me juntei à minha unidade imediatamente. E no dia seguinte, da base do Exército, nos mudamos para a linha de frente”, disse ele.
“Minha esposa e meus filhos ficaram sob ocupação por duas semanas, mas depois conseguiram escapar por um corredor humanitário.”
Angelo Ferreira
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MARIUPOL NO TEATRO MORRERAM 300 PESSOAS

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Hoje foi conhecido o primeiro balanço do número de mortos que resultaram de um bombardeamento a um teatro em Mariupol. 300 pessoas terão perdido a vida nesse ataque a um abrigo no teatro.
Mariupol é "símbolo da barbárie" da guerra na Ucrânia
RTP.PT
Mariupol é “símbolo da barbárie” da guerra na Ucrânia
Hoje foi conhecido o primeiro balanço do número de mortos que resultaram de

Acordo histórico entre UE e EUA para reduzir dependência europeia do gás russo

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O acordo foi anunciado pela presidente da Comissão Europeia e pelo Presidente dos Estados Unidos. São 15 mil milhões de metros cúbicos que passam a chegar da América. Ainda assim, longe do gás necessário para esmagar em definitivo a dependência da Rússia.

Source: Acordo histórico entre UE e EUA para reduzir dependência europeia do gás russo

PRESERVAR PATRIMÓNIO

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The oldest house in France
It’s found In Aveyron, it’s 700 years old, it was built in the 13th century and belonged to a Jeanne.
The ground floor is a little …

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Oligarcas querem eliminar Putin. Pode chegar a notícia que ele (Putin) “partiu” – Semanário V

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Partilhe esta notícia!Oligarcas querem eliminar Putin? “Poderemos a qualquer momento acordar com a notícia de que partiu” , foi desta forma que José Milhazes e Nuno Rogeiro fazem a análise diária da guerra na Ucrânia. Correm informações de que um grupo de oligarcas russos pretende eliminar Vladimir Putin. José Milhazes afirma que “é natural que […]

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Aviso amarelo devido a chuva prolongado em sete ilhas dos Açores até às 17:00 de sábado – Jornal Açores 9

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O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prolongou hoje o aviso amarelo relativo à previsão de chuva por vezes forte nas ilhas dos grupos oriental e central dos Açores até às 17:00 de sábado. O arquipélago dos Açores já estava sob aviso amarelo devido às previsões de “precipitação por vezes forte, podendo ser […]

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general ucraniano oferece-se como refém em troca das crianças

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O general ucraniano Vyacheslav Abroskin ofereceu-se como refém das tropas russas em troca da evacuação de crianças de Mariupol.
Putin não derrotará a Ucrânia enquanto a Ucrânia tiver homens destes! Respeito!
Vyacheslav Abroskin, police general, offered himself as a hostage to Russian troops in exchange for the evacuation of children from Mariupol.
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Sismo de forte magnitude é o perigo mais iminente em São Jorge – Açoriano Oriental

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Vulcanólogo explica que apesar de a probabilidade de ocorrência de um sismo de forte magnitude ser superior à de uma erupção vulcânica não se pode descartar nenhuma hipótese

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saiu a grotta nº 5

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grotta – arquipélago de escritores #5

Com o número 5 da Grotta celebramos, prosseguimos, trazemos para a capa um autor, Álamo Oliveira, que integra os valores de uma revista que valoriza o espaço açoriano e quem neste melhor exercita o rasgo na imaginação e na linguagem.
Literatura diversa de autores de muitos arquipélagos. A poesia — de Luísa Ribeiro a Teresa M. G. Jardim, de Vítor Teves a Gonçalo Câmara. A prosa poética de José Gonçalves e André Pereira. Uma não-correspondência, também ela lírica, entre João Pedro Porto e Pedro Lucas. As facetas narrativas de Luís Rego e Diogo Ourique. Um ensaio pessoal de Bruno Baldaia a partir dos (seus) nomes da Graciosa que, a dado passo, faz um lembrete decisivo: “Os Açores estão divididos em três partes, o mar, a terra e o céu. Quem não domina as três partes tem uma versão reduzida da existência”.
Alargada e generosa versão da existência têm aqueles que se dedicam, cada um com as suas linhas, a costurar as fendas da biografia, dando-lhe adequada dignidade através do verbo escrito. Há quem celebre a família, entre a ficção — Rogério Sousa — e a realidade — Júlio Tavares Oliveira. Quem recupere figuras raras — Vânia Chagas. Quem invente vidas — Francisco Bradford Câmara, com o seu José Água-Viva.
Noutro grupo de gestos, estão os textos sobre livros e autores. Abordagens, assinadas por diferentes penas, aos imaginários de Mário Machado Fraião, J. H. Santos Barros e Maria Brandão. Uma recensão sobre uma forma de literatura anti-vírus. Artigos sobre exposições. Um ensaio sobre dramaturgia de Miguel Soares de Albergaria.
Pelo correio, chegou-nos “Violante de Cysneiros: O Outro Lado do Espelho de Côrtes-Rodrigues?”, de Pedro Paulo Câmara, autor de um texto para esta edição da Grotta.
A atravessar a edição, a arte da caricatura de Pedro Evangelho Lopes. Tendo começado a afirmar-se com uma exposição do Festival Outono Vivo, Pedro Lopes tem continuado a procurar entre escritores — açorianos, continentais, outros – motivos para exercer o seu talento.
A irmandade cultural entre os Açores e a Madeira pede formas de se estender e de encontrar novas rimas. É por isso que acolhemos neste número da Grotta textos de autores madeirenses — de Vítor Sousa a Teresa M. G. Jardim, de Irene Lucília Andrade, a Maria Fernandes e a Davide José Drumond Freitas.
Nuno Costa Santos (direcção) e Diogo Ourique (coordenação editorial)

grotta – arquipélago de escritores #5

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vivam os romanos

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Some roads last.
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3.300-year-old chariot bridge that is still in use today. The Arkadiko Bridge in Greece was built between 1300 and 1190 BCE, making it one of the oldest still-used arch bridges still in existence. Built on a road that linked Tiryns to Epidaurus, it was part of a larger military road system. Read more about this amazing memento of ancient history: https://bit.ly/3Dg7k2L
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SÃO JORGE | Atividade Sísmica. (Atualizado) – Rádio Ilhéu

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O Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) informa que atividade sísmica que se tem vindo a registar desde as 16:05 (hora local = UTC-1)

Source: SÃO JORGE | Atividade Sísmica. (Atualizado) – Rádio Ilhéu

CRÓNICA DE JOSE SOARES, POR SÃO JORGE

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quintal José Soares

Por São Jorge

 

 

Foi em 1965, que a convite de familiares que se encontravam a trabalhar no então Gabinete da Reconstrução nas Velas, visitei a Ilha de São Jorge durante as férias escolares de verão.

Ainda recordo o impacto que me causou os inúmeros vestígios de destruição de casas, igrejas e muitos edifícios, prejudicados pela crise sísmica do ano anterior (1964). Apesar de tudo, os trabalhos corriam a bom ritmo e a Ilha recomponha-se aos poucos.

Durante esses cerca de três meses da minha estadia nas Velas, pude arranjar amigos e amigas com os quais partilhamos pedaços da nossa juventude.

Esses amigos não se cansaram de me acompanhar por toda a Ilha, mostrando-me os costumes, as belezas e as famosas aventuras na ida às Fajãs. Chegamos mesmo a acampar naquela que mais me impressionou, pelo esforço despendido para lá chegar, a Fajã do Santo Cristo.

Aos fins-de-semana percorríamos diversos lugares e freguesias onde havia serões, música ao vivo que acompanhava os bailes-de-roda. Os sons dos violinos e das violas, com melodias encantadoras, incitavam os presentes à dança. Nós, os jovens, logo procurávamos um par, só que no meu caso ficava-me a ver, por não saber acompanhar aquele género de dança. Mas logo aparecia uma moça local, a convidar-me para a dança e a ensinar-me os passos da mesma.

Lembro-me do bom Padre Farias, das Manadas, homem que acordávamos às duas da manhã, invadindo a sua cozinha e comendo o que houvesse no frigorífico de petróleo, luxo divino naquela altura. Como íamos muitas vezes à pesca submarina e o peixe abundava, distribuíamos por várias pessoas e levávamos ao Padre Farias uns bons quilos de “Vejas”, peixe que ele muito apreciava.

E foi na casa do Padre Farias que havia de surgir a ideia de fazer um jornal. Vi que ele tinha um mimeógrafo, papel stencil e o resto foi canja. Dispensamos algumas noitadas, em segredo, a escrever vários protestos contra inúmeras situações que ocorriam no dia-a-dia. Duas páginas de notícias, que depois eram distribuídas estrategicamente e em segredo, sobretudo nas Velas. As críticas rezadas em tais panfletos depressa despertaram o interesse do polícia Roma, que depois de várias investigações, mostrou-se impotente na descoberta dos autores panfletários que ousavam criticar instituições e sistemas.

Quando terminaram as férias, embarquei para Lisboa. Tempos depois, recebia uma carta do Fernando Silvano, filho do dr. Silvano, que me informava que o polícia Roma desconfiava da minha pessoa como autor dos “panfletos comunistas” como lhes chamava o polícia.

Ninguém melhor que um ilhéu, para saber o custo de viver em ilhas. Viver em cima de vulcões que de vez em quando ressonam, mexem-se ou levantam-se.

“Eu não saio daqui. É a minha casa e vivo nesta Fajã há cinquenta anos. Só se me forçarem.”

Foi o que ouvimos da boca de um residente jorgense no noticiário televisivo de há três dias, em plena crise sismovulcânica.

Este apego ao lugar, à terra, à Ilha, formatou-nos o espírito de completa entrega do corpo, sem pestanejar. A Ilha é a única que tem o direito de me levar, porque ela é a minha mãe.