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Mês: Março 2022
UCRANIANOS CONTRA-ATACAM
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MARIUPOL NO TEATRO MORRERAM 300 PESSOAS
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jornal LUSOPRESS
Acordo histórico entre UE e EUA para reduzir dependência europeia do gás russo
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O acordo foi anunciado pela presidente da Comissão Europeia e pelo Presidente dos Estados Unidos. São 15 mil milhões de metros cúbicos que passam a chegar da América. Ainda assim, longe do gás necessário para esmagar em definitivo a dependência da Rússia.
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PRESERVAR PATRIMÓNIO
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Frederic TassartHow it looks now
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Elsa Cardoso VicenteFrederic Tassart Spectacular!
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Oligarcas querem eliminar Putin. Pode chegar a notícia que ele (Putin) “partiu” – Semanário V
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Partilhe esta notícia!Oligarcas querem eliminar Putin? “Poderemos a qualquer momento acordar com a notícia de que partiu” , foi desta forma que José Milhazes e Nuno Rogeiro fazem a análise diária da guerra na Ucrânia. Correm informações de que um grupo de oligarcas russos pretende eliminar Vladimir Putin. José Milhazes afirma que “é natural que […]
Source: Oligarcas querem eliminar Putin. Pode chegar a notícia que ele (Putin) “partiu” – Semanário V
Aviso amarelo devido a chuva prolongado em sete ilhas dos Açores até às 17:00 de sábado – Jornal Açores 9
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O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prolongou hoje o aviso amarelo relativo à previsão de chuva por vezes forte nas ilhas dos grupos oriental e central dos Açores até às 17:00 de sábado. O arquipélago dos Açores já estava sob aviso amarelo devido às previsões de “precipitação por vezes forte, podendo ser […]
general ucraniano oferece-se como refém em troca das crianças
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Nine of Putin’s commanders killed in Ukraine – YouTube
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Sismo de forte magnitude é o perigo mais iminente em São Jorge – Açoriano Oriental
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Vulcanólogo explica que apesar de a probabilidade de ocorrência de um sismo de forte magnitude ser superior à de uma erupção vulcânica não se pode descartar nenhuma hipótese
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saiu a grotta nº 5
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vivam os romanos
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SÃO JORGE | Atividade Sísmica. (Atualizado) – Rádio Ilhéu
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O Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) informa que atividade sísmica que se tem vindo a registar desde as 16:05 (hora local = UTC-1)
Source: SÃO JORGE | Atividade Sísmica. (Atualizado) – Rádio Ilhéu
CRÓNICA DE JOSE SOARES, POR SÃO JORGE
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quintal José Soares
Por São Jorge
Foi em 1965, que a convite de familiares que se encontravam a trabalhar no então Gabinete da Reconstrução nas Velas, visitei a Ilha de São Jorge durante as férias escolares de verão.
Ainda recordo o impacto que me causou os inúmeros vestígios de destruição de casas, igrejas e muitos edifícios, prejudicados pela crise sísmica do ano anterior (1964). Apesar de tudo, os trabalhos corriam a bom ritmo e a Ilha recomponha-se aos poucos.
Durante esses cerca de três meses da minha estadia nas Velas, pude arranjar amigos e amigas com os quais partilhamos pedaços da nossa juventude.
Esses amigos não se cansaram de me acompanhar por toda a Ilha, mostrando-me os costumes, as belezas e as famosas aventuras na ida às Fajãs. Chegamos mesmo a acampar naquela que mais me impressionou, pelo esforço despendido para lá chegar, a Fajã do Santo Cristo.
Aos fins-de-semana percorríamos diversos lugares e freguesias onde havia serões, música ao vivo que acompanhava os bailes-de-roda. Os sons dos violinos e das violas, com melodias encantadoras, incitavam os presentes à dança. Nós, os jovens, logo procurávamos um par, só que no meu caso ficava-me a ver, por não saber acompanhar aquele género de dança. Mas logo aparecia uma moça local, a convidar-me para a dança e a ensinar-me os passos da mesma.
Lembro-me do bom Padre Farias, das Manadas, homem que acordávamos às duas da manhã, invadindo a sua cozinha e comendo o que houvesse no frigorífico de petróleo, luxo divino naquela altura. Como íamos muitas vezes à pesca submarina e o peixe abundava, distribuíamos por várias pessoas e levávamos ao Padre Farias uns bons quilos de “Vejas”, peixe que ele muito apreciava.
E foi na casa do Padre Farias que havia de surgir a ideia de fazer um jornal. Vi que ele tinha um mimeógrafo, papel stencil e o resto foi canja. Dispensamos algumas noitadas, em segredo, a escrever vários protestos contra inúmeras situações que ocorriam no dia-a-dia. Duas páginas de notícias, que depois eram distribuídas estrategicamente e em segredo, sobretudo nas Velas. As críticas rezadas em tais panfletos depressa despertaram o interesse do polícia Roma, que depois de várias investigações, mostrou-se impotente na descoberta dos autores panfletários que ousavam criticar instituições e sistemas.
Quando terminaram as férias, embarquei para Lisboa. Tempos depois, recebia uma carta do Fernando Silvano, filho do dr. Silvano, que me informava que o polícia Roma desconfiava da minha pessoa como autor dos “panfletos comunistas” como lhes chamava o polícia.
Ninguém melhor que um ilhéu, para saber o custo de viver em ilhas. Viver em cima de vulcões que de vez em quando ressonam, mexem-se ou levantam-se.
“Eu não saio daqui. É a minha casa e vivo nesta Fajã há cinquenta anos. Só se me forçarem.”
Foi o que ouvimos da boca de um residente jorgense no noticiário televisivo de há três dias, em plena crise sismovulcânica.
Este apego ao lugar, à terra, à Ilha, formatou-nos o espírito de completa entrega do corpo, sem pestanejar. A Ilha é a única que tem o direito de me levar, porque ela é a minha mãe.





