Lares de idosos, o novo negócio de milhões das multinacionais | Investigação | PÚBLICO

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Cadeias de empresas internacionais estão a dominar a gestão dos lares de idosos na Europa. Fundos de investimentos em offshores ditam cortes nos serviços aos residentes, salários baixos a enfermeiras e auxiliares, ao mesmo tempo que pressionam os go

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Fortes militares em ruínas de Ponta Delgada deveriam ser recuperados

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A propósito de fortificações militares
Fortes militares em ruínas de Ponta Delgada deveriam ser recuperados
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Fortes militares em ruínas de Ponta Delgada deveriam ser recuperados
Na baía do Rosto de Cão, nos arredores de Ponta Delgada, há três fortificações em ruínas, um património arquitetónico militar em estado de “degradação” que deveria ser recuperado e valorizado, diz o historiador da Universidade dos Açores Carlos Riley.
Fortes militares em ruínas de Ponta Delgada deveriam ser recuperados
Autor: Lusa/AO online

“Esta parte rasa da costa sul de São Miguel constituída pela zona das praias, nos arredores de Ponta Delgada, era do ponto de vista militar o ponto mais vulnerável de ataque, nomeadamente no que concerne ao desembarque das forças invasoras, o que explica a grande densidade de fortificações costeiras das quais, hoje em dia, são apenas percetíveis três elementos, todos eles em ruínas”, disse à Lusa Carlos Riley.

Um destes elementos é o Forte de São Caetano (século XVII), situado na ponta nascente da Praia das Milícias, sendo um outro um fortim de menor dimensão, o Forte de São Francisco Xavier, localizado no Poço Velho, em São Roque, surgindo, finalmente, uma fortificação (uma trincheira) que terá sido construída no início do século XIX, sendo contemporânea das lutas liberais nos Açores.

Carlos Riley explica que os fortes de São Francisco Xavier e de São Caetano visavam com o seu fogo cruzado “defender” a baia do Rosto do Cão dos frequentes ataques de corsários e piratas, tendo assumido na perspetiva militar uma “importância significativa” no sistema defensivo de Ponta Delgada, uma vez que a cidade encontrava-se desprotegida na sua retaguarda nascente em relação a qualquer desembarque.

“Muitas pessoas, quando vão tomar banho na Praia das Milícias, apercebem-se a olho nú de uma espécie de muro com pequenas seteiras onde as antigas milícias da zona do Rosto de Cão e de São Roque faziam o exercício de tiro em caso de desembarque de tropas inimigas”, refere.

O historiador destaca que estes três elementos de arquitetura militar encontram-se em “avançado estado de degradação”, mas considera que “seria, apesar de tudo, interessante”, sem ter de “restaurar as fortificações” naquilo que seria a sua “fisionomia primitiva”, “valorizar” e “requalificar a paisagem envolvente”.

Carlos Riley acentua que se poderia colocar no local, com “pouca despesa”, painéis com informação iconográfica, fotografias antigas, pinturas e desenhos que “existem das antigas fortificações” de forma a que o público em geral, nomeadamente na época de veraneio, tivessem elementos que “permitissem compreender” e “interpretar melhor a sua primitiva função”.

A zona da baía do Rosto de Cão onde fica localizado este património arquitetónico militar, cuja jurisdição é de domínio marítimo, tem vindo a ser alvo de grande pressão urbanística pelas condições singulares que oferece bem como pela sua proximidade da cidade de Ponta Delgada.

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https://www.acorianooriental.pt/noticia/fortes-militares-em-ruinas-de-ponta-delgada-deveriam-ser-recuperados

A ARCA DE NOÉ

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A Arca de Noé 2.0
Viriato Soromenho Marques
Opinião/DN
Areação na imprensa europeia à maior “catástrofe natural” na Alemanha do pós-guerra, provocada pelas alterações climáticas antropogénicas, é reveladora do ceticismo dos cidadãos perante o futuro, e a crescente perda de confiança nos governantes e na capacidade de o sistema político produzir verdadeiros bens públicos. O alerta de Benjamin Constant, em 1819, para os lóbis da riqueza que, em silêncio, chegam mais longe do que a voz dos eleitores, torna-se mais visível quando, como agora, tragédias evitáveis ocorrem.
Nikolas Busse, no Frankfurter Allgemeine Zeitung, apela para políticas de adaptação, face aos riscos atuais e futuros já inevitáveis. A Alemanha contribui com 2% das emissões globais de gases de efeito estufa. Sem reduções radicais de EUA, China e Rússia, a situação não vai mudar. E será sempre num horizonte de muito longo prazo. Com mais ou menos energia de fontes renováveis, a retórica da mitigação universal não pode deixar as regiões desamparadas. Tonia Mastrobuoni, em La Repubblica, estabelece o contraste entre a angústia dos milhares que viram a sua vida varrida pelas águas e os jogos de xadrez de políticos egoístas e sem coragem para ir além da eleição seguinte. Na UE, o Pacto Ecológico está ser atacado por todos os lados, ainda antes de ter levantado voo. Exemplos: Macron, com medo dos Coletes Amarelos, quer evitar a penalização dos carros a gasóleo. O governo polaco, por seu turno, continua a defender o mais perigoso de todos os combustíveis: o carvão. Stéphane Bussard, no periódico suíço Le Temps, olha para a política alemã. A entrada em força do tema das alterações climáticas – como já tinha sido o caso nas eleições de 2002, também assoladas por cheias, embora menos agressivas – pode alterar a tendência de voto. A pequena vantagem do cinzento Armin Laschet, líder de uma CDU a caminho de ficar órfã de Angela Merkel, pode esvair-se a favor dos Die Grünen. Laschet deve estar neste momento à procura de um buraco onde se esconder. Ele tem governado a Renânia do Norte-Vestefália, um dos estados federados mais atingidos pelas cheias. Aí notabilizou-se pela defesa do carvão, que quer manter como fonte energética até 2038, e pelo combate à energia eólica. O artigo mais acutilante vem da Eslováquia, do periódico em língua húngara Új Szó. Nyerges Csaba confessa a sua descrença. Não acredita que a humanidade atual, depois de ter os dois pés do lado errado do abismo, tenha força ou vontade para recuar. O caminho será o de queimar as últimas velas da grande bouffe da sociedade consumista, num comportamento totalmente semelhante ao de um vírus (a imagem é do autor eslovaco…). Há, contudo, uma nota de sombria esperança: talvez os sobreviventes da próxima Arca de Noé possam levar para o seu recomeço algumas lições desta colossal tragédia planetária de que somos, tudo o parece indicar, os exclusivos responsáveis.
As coisas são contudo mais complicadas. Diabolizar os políticos pela sua venalidade e incompetência é esquecer que são os cidadãos comuns, nós, que os elegem, e reelegem. Entre a cegueira voluntária, a que aderem até muitos académicos, e o fatalismo, disfarçado de sábia resignação, perante o deslassamento da civilização, há um estreito caminho de reconstrução da ação coletiva a fazer com rigor político e ético. Para evitar a necessidade da Arca de Noé, ou, no limite, até para permitir que ela volte a flutuar.
Professor universitário
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MAIS INCULTURA DOS ROBÔS À PAMPILHOSA DA SERRA

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DOS ROBÔS A PAMPILHOSA DA SERRA
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Olha o robô
António Araújo
Opinião/ DN
Em 1981, quando os Salada de Frutas lançaram o êxito Olha o Robot, não adivinhavam por certo que, seis décadas antes, em 1922, um jovem actor debutara na Broadway num papel robótico, trazendo para o Ocidente o mundo novo, mas nem sempre admirável, da inteligência artificial e seus derivados.
O jovem actor chamava-se Spencer Bonaventure Tracy e tinha a idade do século. Nascera em Milwaukee, no Wisconsin, na infância fora uma criança hiperactiva e problemática, com um aproveitamento escolar pior do que péssimo. Os pais meteram-no num colégio interno, de freiras dominicanas, mas nem isso lhe trouxe o tino ou marcou um destino: aos 21 anos, Spencer pensava ainda seguir Medicina, sem grande entusiasmo. Os papéis que ia fazendo no teatro da escola mereciam o aplauso dos colegas e, um dia, quase de súbito, decidiu matricular-se na Academia de Artes Dramáticas de Nova Iorque. Partilhou um apartamento com um colega, Pat O’Brien, onde ambos viviam nas raias da miséria, alimentando-se de arroz e de pretzels, tendo só um fato decente para usar os dois.
Mas, como a vida vira num segundo, ao fim de três meses o jovem Spencer Tracy já tinha uma oferta de trabalho na Broadway, para um papel menoríssimo numa peça com um nome estranho, assinada por um checo de nome arrevesado e bizarro, impronunciável. A representação de R.U.R. levada à cena na Broadway, em 1922, foi a primeira realizada no mundo de língua inglesa e, no ano seguinte, já sem Spencer Tracy no elenco, estava nos palcos do West End londrino. Na América, a recepção fora entusiástica, 184 apresentações, com os críticos a louvar a sua “energia demoníaca” e a originalidade do enredo. O autor, Karel Capek, era um intelectual de Praga nascido nas montanhas da Boémia, que abraçara a carreira de jornalista enquanto tentava a sorte na literatura. A experiência da Grande Guerra levara-o a escrever sobre os males do nacionalismo, das ditaduras e do consumismo desenfreado e um dia, enquanto o irmão pintava, contou-lhe a trama da peça que andava a congeminar, uma coisa sobre o futuro, um futuro imaginário em que a humanidade teria ao seu serviço criaturas escravas que trabalhavam nas fábricas e combatiam nos campos de batalha até ao dia em que, hélas!, se revoltavam contra os donos. Querendo terminar o quadro e fartinho das angústias criativas do irmão, Josef Capek deu um grito, ordenando ao mano que passasse ao papel a maldita peça. Karel respondeu que não tinha ainda nome para as criaturas rebeldes. Josef perdeu a paciência e gritou de novo: “Chama-lhes roboti!”
Caso não saibam, em checo robot significa servo, escravo (robota é trabalho forçado) e R.U.R. era um acrónimo de Rossumovi Universální Roboti, Robôs Universais Rossumovi, o nome da firma que fabricava as criaturas capazes de trabalhar incessantemente, produzindo bens a custo cinco vezes mais baixo dos anteriormente feitos pelos humanos. A acção desenrola-se em 2000 – como não? – e os roboti de Capek não eram robôs tais como hoje os conhecemos, eram humanoides (ou androides), criaturas vivas, orgânicas, de carne e osso, não máquinas. Simplesmente, enquanto alguns antecessores, como Frankenstein, eram feitos de pedaços de corpos humanos, a carne e o sangue dos roboti eram tão artificiais como o plástico.
Sei que é lugar-comum dizer-se isto, uma frase gasta para todas as antevisões do futuro, venham de Júlio Verne ou de Emilio Salgari, mas, sem margem para dúvidas, R.U.R. é uma obra premonitória. Em cena entra uma jovem idealista, Helen, militante duma ONG chamada Liga da Humanidade, que se condói do destino dos robôs e defende que os mesmos deveriam passar a ser pagos, para poderem comprar as coisas de que gostassem. Respondem-lhe os directores da fábrica que os robôs, como robôs que são, não gostam de nada e, por isso, não desejam comprar nada, pelo que não se justificava remunerá-los. Noutro momento da acção, Helen e Nana, sua enfermeira, discutem algo muito actual no Ocidente do nosso tempo, o declínio da natalidade humana, em contraste com a expansão acelerada dos robôs. Estes, claro, acabam por matar todos os seres humanos, excepto um, o engenheiro Alquist, que acaba por desenvolver uma nova e mais avançada espécie de androides, capazes de terem sentimentos e emoções. Dois deles apaixonam-se, é óbvio, e outro momento-chave de R.U.R., onde ecoava o drama da Grande Guerra, situa-se no 3.º acto, quando se discutem os prós e os contras de os robôs falarem apenas a sua língua nativa, sendo incapazes de comunicar com os robôs de outros países. Nos dias de hoje, com os nacionalismos em crescendo, a peça de Karel bem mereceria ser lida, mas, segundo sei, a única tradução portuguesa, feita em 2019, encontra-se esgotada nas livrarias. Há uns anos, em 2010, Leonel Moura apresentou em São Paulo, Brasil, uma recriação cénica de R.U.R. com a interessante particularidade de os robôs em palco serem máquinas de verdade, não actores de carne e osso. Justificava-se, a todos os títulos, que Moura trouxesse a peça até cá.
Saiu há tempos uma autobiografia curiosa (não deslumbrante, atenção) de Anthony Daniels (I Am C-3PO. The Inside Story, 2019). Provavelmente, poucos saberão quem é o actor Anthony Daniels, ainda que milhões o tenham visto na tela. Vimo-lo mas não o vimos porque, ao longo de décadas, surgiu-nos na pele de um androide, o C-3PO de Star Wars. Foi, aliás, o único actor que apareceu em todos os filmes da saga, que já são muitos, uns melhores do que outros. Para os menos familiarizados, C-3PO (Threepio) é o robô dourado e amaneirado que na Guerra das Estrelas surge ao lado de R2-D2, o androide baixinho e volumoso que com ele forma parelha inseparável, em jeito de Laurel & Hardy, responsável pelos momentos de humor que, no desenrolar da trama, são essenciais como intermezzo ligeiro que permite aos espectadores respirarem entre dois duelos intergalácticos, preparando-os para o dramatismo da cena seguinte. Em Star Wars há mais drama do que julgamos e num ensaio que lhe dedicou (The World according to Star Wars) o consagrado jurista norte-americano Cass Sustein propõe não menos do que 13 chaves de leitura para a saga de George Lucas: cristianismo, complexo de Édipo, feminismo, tecnologia, jihad, budismo, etc. Um mundo, portanto.
Apesar de falar seis milhões de línguas e dialectos, C-3PO é algo atoleimado e medricas, tendo George Lucas pensado que ele deveria ser encarnado por um “americano idiota” até assistir à extraordinária performance de Anthony Daniels durante as sessões de casting em Londres. Foi Daniels que, verdadeiramente, construiu a personagem tal como a conhecemos, um robô que fala e se comporta como um mordomo inglês afectado e cortês, com um ligeiríssimo toque gay, algo snobe, mas com um coração (?) infinitamente bom.
A história do actor e da sua personagem é bastante ilustrativa do que pode ser a interacção entre humanos e robôs: o actor meteu-se dentro do fato de C-3PO e ficou aprisionado nele, umas vezes literal outras metaforicamente, e o certo é que Daniels, ser humano de carne e osso, desvaneceu-se, apagou-se, nunca lhe vimos o rosto ou soubemos quem é. Para muitos, C-3PO pode ter sido interpretado por vários artistas ou até, porventura, por uma máquina. Mas não, nada disso, foi interpretado por um notável actor e mimo, que entregou a vida inteira a interpretar um robô que, naturalmente, não foi uma criação exclusivamente sua, cabendo a ideia original ao genial ilustrador Ralph McQuarrie, o qual se inspirou noutro robô lendário, a Maschinenmensch (“máquina-homem”) de Metropolis, de Fritz Lang (o C-3PO tem também uma aparência de Homem-Lata de O Feiticeiro de Oz, mas o visual art déco do robô da Guerra das Estrelas é, indubitavelmente, uma homenagem a Lang e à sua distopia).
O célebre escritor de ficção científica Isaac Asimov, vá-se lá saber porquê, detestou a peça de Karel Capek, apesar de esta ter vindo confirmar a necessidade das “três leis da robótica” que Asimov formulou: 1.ª: um robô não pode ferir ou causar danos, por acção ou inacção, a um ser humano; 2.ª: um robô deve obedecer sempre às ordens dos seres humanos, excepto nos casos em que elas conflituem com a lei anterior; 3.ª: um robô deve proteger sempre a sua existência, desde que isso não entre em conflito com as duas leis anteriores. Um caso típico de violação desta terceira lei é o HAL 9000, o robô de 2001: Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick, que, para se proteger a si, liquida um a um os tripulantes humanos da nave espacial. No nosso tempo, já vimos robôs a infringirem frontalmente a primeira lei, matando por acidente operários que com eles trabalhavam. O mais grave talvez não seja isso, mas sim os danos infligidos mais sub-repticiamente pela inteligência artificial na destruição de milhares de postos de trabalho, na precarização laboral ou, em termos mais amplos, na degradação do valor intrínseco do trabalho humano. A questão não é sequer a de sabermos que os robôs e a automação podem ser perigosos, é termos consciência de que eles já são perigosos, e muito. Num dos seus últimos livros, o historiador Timothy Snyder oferece uma estatística aterradora: um terço das notícias do Twitter favoráveis ao Brexit foram disseminadas de fora da Inglaterra – e por robôs. A origem? Moscovo, claro.
Muito do que hoje vemos, ouvimos e lemos, como dizia a cantata de Sophia, é obra de não-humanos, mas dissimulado, passado e assimilado como se fosse feito por pessoas de carne e osso. Não, não é, é da autoria de máquinas malévolas comandadas por homens malévolos. E é um jogo de palavras retorquir que as máquinas em si mesmas não são malévolas, que malévolos são apenas os humanos que as comandam: uma máquina nas mãos de alguém maldoso torna-se, ela própria, maldosa e perigosa, ponto final (tal qual uma arma de fogo ou uma bomba nuclear, sem tirar nem pôr). Para quem ainda tenha dúvidas sobre o mundo em que vivemos, um livro acabado de sair, A Arma Perfeita, do jornalista do NY Times David Sanger (Casa das Letras, 2021), um retrato arrepiante das ciberguerras contemporâneas, nas quais a Rússia, como sempre, joga cartas sujíssimas, as quais, ao contrário do que sucedia com os mísseis e os canhões da Guerra Fria, são invisíveis e de fácil infiltração, insidiosas, sem rosto, utilizáveis em massa sem grandes investimentos bélicos ou baixas em combate.
Soube-se há dias que, para o Conselho Superior de Informações, o nosso órgão máximo em matéria de intelligence, o PS candidatou uma jurista de 28 anos cuja experiência nestas matérias é, digamos, menos do que zero: além do cargo de deputada, o CV de Joana Sá Pereira assinala tão-só a presidência da assembleia de freguesia da Pampilhosa da Serra. Perante as ameaças e os desafios de segurança do nosso tempo, e com o respeito devido a todas e a todos os pampilhosenses, pergunta-se: estará tudo louco?
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DIZEM-ME MAIS UMA VEZ QUE É PRECISO MUDAR O DIRETOR DA CULTURA

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Estive, atentamente, a ouvir as entrevistas realizadas pelo júri liderado pelo Diretor Regional da Cultura, mas vou, apenas, referir-me à entrevista da Dra. Madalena San-Bento, e, por uma questão de consideração não falarei na da Dra. Iva Matos, mais conhecida pelo DRC por Dra. Isabel Garcia.
Começo por dizer, que muito admiro a Dra. Madalena San-Bento, pela sua personalidade, cultura, inteligência, honestidade inteletual, justiça, responsabilidade, iniciativa… Aliás, acrescento, que a mesma admiração tenho pelas duas irmãs, a ocuparem altos cargos profissionais no continente.
1- O DRC estava muito irrequieto na cadeira. Incomodou-o muito, certamente, todas as respostas da Dra. Madalena. Excelentes.
2- Os outros dois membros do júri foram tal como são. Excelentes.
3- O DRC deu a atender que aprendeu muito com as respostas da Dra. Madalena. Excelentes.
4- O DRC não fosse a segurança da Dra. Madalena, em tudo a que se propõe, tinha-lhe ido até ao “tutano”. Péssimo.
5- O DRC precisa ser substituído em breve. Não tem “cabedal” para aquele cargo. Demonstrou-o bem. Os srs. governantes se o ouvirem aqui, deduzirão o mesmo. Péssimo.
6- Pelo público há uma vencedora. Excelente.
7- Pela política, também há. Péssimo.

A ambas as maiores

felicidades

pessoais e profissionais.

VER EM
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Pedro Paulo Camara and 2 others
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O MURO NÃO É PATRIMÓNIO

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(Atenção, o conteúdo deste poste sobre o Forte de São Francisco Xavier foi desmentido pois verificou-se que o referido muro nunca fez parte integrante do mesmo forte, tendo sido construído posteriormente. Mais se adianta que a referida demolição teve autorização prévia da DRC)
A CMPDL autorizou a demolição dum muro fortificado do Forte de S. Francisco Xavier, em S. Roque, com cerca de 400 anos para acesso a um café que está a ser construído no interior do forte
João Mota Vieira, Roberto Y. Carreiro and 85 others
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  • João Castel-Branco

    400 anos? Já deveria ter sido avaliada a forma como tem sido modificado.
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  • Daniel Pereira da Rocha

    há malta por aí que devia estar a viver em cavernas e a andar de burro só para não estragar o patrimonio…..
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  • Paulo Pacheco

    Esse muro já tinha mais cimento de 1990 que outra coisa… Mas enfim
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    • 20 h
  • Alda DiasFonseca

    Estou consigo. Há que preservar o nosso património.
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  • Álvaro Pimentel

    Hajajajajajaj cambada é o nome certo, não quero saber se o muro foi abaixo se foi para cima, o que é realmente engraçado é que o muro ali estava a cair aos poucos por si mesmo há muitos anos e ninguém ligou ao muro, agora que vão dar uma lufada de ar f…

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  • Sergy Medeiros

    Grande patrimonio sem duvida alguma! Deviam era por esse monte de entulho fora please(patrimonio)
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  • Fernando Ourique

    Como é isto possível?
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  • Álvaro Pimentel

    Só doutores, engenheiros, arquitetos e treinadores de bancada. Hejejejejje realmente o Facebook foi um milagre e a melhor coisa que aconteceu a muita gente nos últimos anos.
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  • Margarida Salgado

    Que este caso sirva de exemplo para as autoridades competentes (direção regional da cultura e câmaras municipais) avançarem rapidamente pa ra a classificação do que resta do património militar construído em s miguel como por exemplo o forte de s Caetan…

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  • Manuela Moniz

    Obrigada Margarida pela tua exposição com ela espero que alguns Chicos espertos que tentaram desvalorizar a importância do murro dizendo que não fazia parte da planta original fiquem calados.
    Este forte faz parte da minha memória histórica do local ond…

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NA BIELORUSSIA O DITADOR FECHA O PEN INTERNATIONAL

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Belarus: The PEN Community stands with the Belarusian PEN Centre
23 July 2021 – In response to news that the Belarusian Justice Ministry intends to close down the Belarusian PEN Centre, Jennifer Clement, PEN International President, said:
‘For years the Belarusian PEN Centre has spoken out against the loss of freedom of expression around the world and one of its members, Nobel Prize winner Svetlana Alexievich, is a PEN Vice President. To see the Belarus Ministry of Justice turn on its own brave citizens is an act of censorship and injustice. The global PEN community stands with the writers and people of Belarus who demand democracy and basic human rights.’
On 22 July, the Belarusian Justice Minister sent a letter to the Belarusian PEN Centre informing their of their intention to liquidate the organisation. The move comes in the wake of intensive raids against journalists and human rights activists across the country in recent days. The Belarusian PEN Centre recently published a report detailing 621 cases of human rights and cultural rights violations between January and June 2021.
PEN International calls on the Belarusian authorities to urgently end their crackdown on independent voices, to immediately and unconditionally release all those being held for peacefully expressing their views and to end raids, detentions, harassment, and attacks on all those exercising their rights to freedom of expression and association.
Teresa Martins Marques
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O USO DO VÉU MUÇULMANO ANTº JUSTO

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AINDA A DECISÃO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA EUROPEU EM QUESTÕES DE USO DE VÉU MUÇULMANO
Uma Medida redutora da Propaganda islâmica
A decisão atual do TJE reforçou a liberdade económica e a autonomia privada.
No contexto social, o véu é visto como um símbolo religioso que chama a atenção para a filiação religiosa muçulmana da mulher; aqui é que se centra o ponto da discórdia em debate.
Funcionárias do Estado que usam o véu põem publicamente em questão a neutralidade do Estado ao serem admitidas em repartições públicas estatais.
Ao acentuar a religião e a diversidade social, a muçulmana afirma um direito individual de IDENTIDADE legítimo, mas atendendo à arquitetura do nosso Estado, questiona, por outro lado, a IDENTIDADE neutra do Estado.
Aqui, o cidadão cliente não pode decidir se ir ou não a uma repartição com preconceito multicultural ou a uma com preconceito de neutralidade.
Dado, o caso, envolver a defesa de interesses de usos e costumes, entre outros, ensino de religião em escolas do Estado e construção de mesquitas, deveriam estes assuntos tornar-se objecto de contratos entre os Estados; neles deveria haver a preocupação do respeito mútuo pelo direito de reciprocidade, no que se trata aos cidadão e instituições dos Estados parceiros!
Doutro modo, também o Estado está, indirectamente a fazer propaganda muçulmana perante a clientela e a implementar um serviço de afirmação pela guerrilha cultural, querida por Estados como a Turquia!
Atendendo à identificação religião/estado a cultura acolhedora e seus cidadãos encontram-se indefesos e discriminados em Estados de cultura prevalentemente muçulmana.
O assunto seria inocente se não nos encontrássemos na era da luta entre culturas e entre ideologias!
António CD Justo
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PORTUGAL FOI, É E SERÁ SEMPRE O PAÍS DOS VELHOS MISERÁVEIS

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A CAUSA DAS COISAS
No livro “Os Miseráveis” , já Victor Hugo retratava a miséria e injustiças na vida de uma população geralmente esquecida nos romances clássicos, representando o povo, que leva uma vida dura de trabalho e de infortúnios do “destino”.O que nos espera? Descontar, descontar, descontar, para depois termos de pagar a uma instituição qualquer para nos tratar mal. Humilhados,fragilizados, enfermos, sócio-dependentes, deprimidos, senis, neste nosso estado social, cada vez menos social.
Reformas miseráveis, rabos molhados, insultados, agredidos e vilipendiados, este é o destino trágico que aguarda uma parte substancial dos cidadãos deste nosso Portugal.
Que se lixe a cidadania! O velho de 80 anos é, claramente, menos cidadão que um homem de 40 no auge da carreira.
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inolvidáveis pôr do sol em Timor Areia Branca

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Pôr-do-sol na Areia Branca, Díli, Timor-Leste
24/7/2021
Click and drag to look around
360
Rosa Horta Carrascalao, José António Cabrita and 28 others
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Furak Timor-Leste 🇹🇱 nian.
Furak Alves – Anabela, Rogério Mimoso Correia and 14 others
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o aumento da pista do Pico

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Com o aumento da pista do Aeroporto do Pico os cancelamentos passam a ser praticamente nulos.
Com o aumento da pista do Aeroporto do Pico os cancelamentos passam a ser praticamente nulos. A opinião é do empresário Simas Santos
RADIOPICO.COM

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    • Jaime Vieira Nunes

      A rentabilidade para os Açores é de 100 o/0.
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    • Fernando Ourique

      Dizem os verdadeiramente experts em aviação: a melhoria de operacionalidade de um aeroporto só se altera com a reorientação das pistas. O aumento da pista não é sinónimo de ventos favoráveis.
      É só uma opinião.

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      • Luis Ferreira

        Fernando Ourique é a sua opinião. Mas pilotos já afirmaram que não operam em completa segurança e operacionalidade numa pista curta. Logo aí já é um problema.
        Temos o exemplo da pista da Terceira com ventos desfavoráveis. Mas como a pista é muito gran…

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        • Luis Ferreira

          Fernando Ourique a pista da Madeira tem pontos elevados mesmo em cima da pista, enquanto que a motanha do Pico está afastada.
          Os pilotos da AIr Açores já muito batidos conhecem as possíveis zonas de turbulência e desviam.…

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      • Fernando Ourique

        Agora ficou bem claro…os pilotos “desviam-se” da turbulência e wind-shear!!!
        NUNCA vi isto, mas lá saberá o que diz.
        O melhor mesmo é aumentar as pista e daqui a dois ou três anos faz-se a comparação.
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        • Luis Ferreira

          Fernando Ourique posso mostrar um exemplo.
          Além disso podem ser criadas aproximações pelo sul do Pico. Em vez de passar pelo canal São Jorge-Pico para evitar fenomenos que indicou.
          May be an image of map

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    • Miguel Fragoso

      Falso. Ponto.

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    • Duda Lopes

      Acho que não tem nada a ver ….
      As condições do tempo é que mandam …
      Mas que é uma mais valia e segurança para a aviação é……

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    • Vasco Rodrigues

      Acho fantástico!!! o que tem um aumento de pista a ver com os famosos ventos sudoeste do pico… Oh meu deus tanta baboseira…
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      • Luis Ferreira

        Vasco Rodrigues esse não é o pior. É a tal coisa de falar apenas por falar… A ampliação permite a operação com maior operacionalidade e segurança, especialmente com o A320 onde ocorrem mais cancelamentos no inverno. Dado que a pista do Pico é muita c…

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    • Carlos Leal

      Falso. Só ficaria resolvido se se mudasse a montanha de lugar. Será sempre um problema neste aeroporto.
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1º hostel na Lagoa

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Inaugurado primeiro Hostel da Lagoa
Ontem, teve lugar na freguesia do Rosário a inauguração do primeiro Hostel da Lagoa numa cerimónia presidida por Cristina Calisto, Presidente da Câmara Municipal de Lagoa.
Carlos Mota botelho é o promotor deste projecto que revitalizou um edifício cheio de história mas que se encontrava há muitos anos degradado.